Poesias sobre Mae de Jose Saramago
A excelência nasce como valor, desperta como consciência, se fortalece como cultura e se perpetua como sistema.
Amor pela Excelência é Gestão com Alma
O esforço pode ser alto, mas sem estrutura integrada, ele se dissipa antes de gerar consistência.
Amor pela Excelência é Gestão com Alma
Depois do getsêmani
No monte das oliveiras
a voz do vento é uma forma de oração,
talvez reboando aquela outra…..
assim como o silêncio do azeite
que corria mansamente até às ânforas
depois de passar pelo *getsêmani.
*Prensa de azeitonas.
De JoséAlberto Lopes
Na beira daquele velho tanque,
um cardume de girinos.
Por certo foi a rã de Bashô.
O som do mergulho, ainda permanece
No alburno da minha mente.
De José Alberto Lopes
♧
Uma gota de orvalho não basta ao oceano.
Porém, nas manhãs claras, por um momento,
ela é capaz de aprisionar o sol.
Teia
<><
Pelas vibrações dos fios,
há um inseto a debater-se
naquela teia, refém.
Domínio daquela aranha
que de forma calculada,
é prisioneira também !
<><
Até os opressores, poderosos,
dominadores, ao final,
também são prisioneiros
da sua própria maldade.
♧
E Deus!
Observando toda a beleza do universo,
viu-se tentado a escrever um poema.
Porém, logo lembrou-se
que em seis dias
materializara a poesia!
A poesia é a uma forma de desmaterializar a criação transformando-a em versos.
Seria o poeta, um quase deus?
Diérese
A saudade é um ditongo
na gramática eu constato.
Mas faltando-me a sílaba
a transformo em hiato.
De José Alberto Lopes
... jamais te lamentes
pelo fato de envelheceres, afinal
foi teu espírito que orou ao Criador por
mais um momento, uma outra estação,
talvez - ou, quem sabe, pela chance
de somares novos e mais robustos
ingredientes à tua venerável
história!
5 pilares que representam um ciclo natural da existência consciente:
1. Observar
Antes de qualquer ação, é necessário ver.
Observar é captar a realidade como ela se apresenta, sem distorções, sem pressa e sem julgamento precipitado.
É o ponto de partida da verdade.
2. Compreender
Aquilo que foi visto precisa ser entendido.
Compreender é organizar, interpretar, conectar causas e consequências.
É transformar informação em sentido.
3. Decidir
A compreensão conduz à escolha.
Decidir é assumir uma direção com consciência, não por impulso, mas por clareza.
É o momento em que o caminho é definido.
4. Agir
Toda decisão precisa se manifestar.
Agir é materializar o que foi escolhido, trazendo ao mundo aquilo que antes era apenas intenção.
Sem ação, não há transformação.
5. Autoconsciência
Após agir, é necessário olhar novamente.
Autoconsciência é avaliar, ajustar, aprender.
É o pilar que impede a repetição de erros e permite a evolução contínua.
O conhecimento, por si só, não transforma.
Ele ilumina, orienta e revela, mas não molda.
Assim como o ferro, mesmo sendo forte e valioso, permanece inútil enquanto frio, o saber humano permanece incompleto sem o calor da ação.
É no agir que o conhecimento ganha forma, que a verdade se manifesta e que o propósito se cumpre.
A ausência de ação não é neutralidade, é estagnação.
E toda estagnação distancia o homem daquilo que foi chamado a se tornar.
... segundo
o axioma socrático, a vidadeve
conter mais perguntas do que respostas.
Logo, não somos meros reféns de regras
que nos limitam — dotados, porém, de um
senso criativo e de um entusiasmo que
jamais se esgota: a eterna busca
pelo conhecimento!
És pura magia
Hipnose sutil...
Da mente...
Na minha frente materializa-se a paixão.
És minha feiticeira gentil...
Se magas devoram corações...
Morda devagarinho...
Suave desatino.
Sou mitologia
Crio mitos...
Poetas, são doces mitos...
De tão inesquecíveis chegam a enfeitiçar...
Com palavrinhas mais que mágicas...
Dominam.
Sou o facepoeta dominador.
Um clássico exemplo de homem descobridor..
Da fonte da alegria, felicidade e do amor.
O amor, seria então um mito...
E sendo mito faz parte da imaginação.
Sangue quente
Me aquece, suco rubro...
Da mais rubra fruta...
Frutifica em mim, alma latina....
Te enebrio com meu calor...
Soy caliente.
Sou suave, sou divino
Sou homem, também menino...
Correndo atrás de meu destino...
Neste lindo desatino...
Sou pobre, porém rico...
O meu valor não reside no ouro que possuo...
E na riqueza perpétua, que conduzo..
Rico confuso.
Me sinto um aeroplano em parafuso.
Somos quase magos
Fazemos mágicas com nossa lindas palavras, diria poesia...
Enfeitiçando todos com encanto todo dia..
Água fresca e sombra procuro...
As palavras certas tem futuro...
Palavras de impacto sem furo...
Que diz verdades, juro...
Verdades estas, que tonteiam...
Corações desavisados fantasiam...
Sonhando sempre acordados.
Somos poesia...
Bom dia....
Sol, acordei primeiro, porém durmo de olhos abertos em transe...
Quando poetizando estou...
Sem sono, de mãos trêmulas e com a garganta seca...
Seco de vontade de te ver.
Pula da cama
Pule sim, no colo de quem te ama...
Neste dia ou esta semana...
Vem para cá..E arrase..
Me abrace...
Estou carente, mas contente.
Ogiva Branca
Quando um poema
feito um míssil
para explodir nos corações
dos homens...
...um poema pela paz
universal
que tenha a força de uma ogiva
desfazendo-se em versos
sobre o obelisco de Washington,
sobre as praças de moscou...
buscarei os espíritos
gravídos de poesias:
Garcia Lorca! Cecília! Bandeira!
Pudesse em meu poema
colocar a embriaguez do verde,
o ritmo de todas as canções,
a luz da estrela da manhã...
quero um poema tão forte
como se a pomba de Picasso
desarmasse a bomba!
A paz! A paz!
Uma ogiva branca
derrubando os muros de Berlim,
levantando Beirute das ruínas,
desamarrando os corações do Oriente,
diluindo sob o mesmo céu azul
nas coreas do ódio
na Africa do Sul!
A paz chegando numa canção
que adormeça os corações das mães
enlouquecidas de saudade,
que transforme em sonhos coloridos
as memórias de terror
dos torturados...
...e chegue docemente ao coração
da humanidade,
como se John Lennon cantasse ainda
e Gandhi nos mandasse a sua voz
dos confins da eternidade!
Continuarei buscando este poema
e haverá de brotar poesia
como relva nova
acendendo esperança
em milhares de canções...
... e assim cantarão meus filhos
e os filhos dos filhos
dos meus filhos
e até onde a semente dos meus versos
atingir as gerações!
Ócio
Cabeça vazia, inércia
Envolve-me um ódio tal, brutal
Não sei porque que, não sei por quem
Apenas um ódio, sem explicação sem motivos ou por todos eles
A cabeça gira, o coração palpita, a face se enruga, os olhos se apertam
Sensação horrível...onde foi o amor, onde esta a paz
Ser humano, ser desumano...ser sem ser.
