Poesias sobre Mae de Jose Saramago

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... Uma condição
obrigatória ao pleno usufruto da nossa
liberdade exigirá uma criteriosa prescrição
de limites que assegure um mínimo controle
e sanidade quanto ao trato de tão
suscetível recurso!

"Orai e vigiai",
nos alertou Jesus, o Cristo.
Portanto, 'orai' estabelecendo mais
seguras e profundas conexões com
os mentores da luz — e, continuamente,
'vigiai', protegendo teus carosprincípios
dessa 'cultura do engano', que,
sem tréguas', angustia vidas
e mundos!

... nosso Criador
é a suprema evidência que
se faz invisível — ora convertida
num especial desafio a cada Ser vivo:
resplandecer tão sublime presença
em si mesmo!

... todo saber
e os princípios oferecidos por
Jesus, o Cristo, a nada nos obrigam —
antes, nos apontam os caminhos, tanto
quanto a visceral experiência como
elementos fundamentais para
escolhas mais sensatas em
nossas vidas!

... sem os leitores
não existiria o senso literário — sequer
suas variantes, como a poesia — porquanto
deles nascem e prosperam todo o
estímulo, as criações e a
elementar utilidade da
palavra!

... revisitar,
vez ou outra, tuas convicções,
é 'redestilar' certas impressões que, em
tuas observações de mundo, apostavas
serem tão sólidas quanto imutáveis...
Na verdade, todas as convicções
são suspeitas até prova
em contrário!

... assevera
a filosofia do espírito que
cada homem personifica um Ser
condenado ao cultivo e sofisticação
de sua inalienável liberdade — porquanto, lançado ao mundo, ele se torna o único responsável por aquilo que fez, faz
e ainda fará em favor do seu
impermutável destino!

... cínicos e,
por vezes, irônicos,sãoos
barulhos e injúrias vertidospelos
desprezíveis na tentativa dedesestabilizar
o bom senso; quando este requer
apenas temperança para
prevalecer!

... e mesmo
uma breve história ecoará
como uma expressiva fração de
uma história maior, na qual, sempre
chegamos no meio, dela uma vez
mais saímos e a ela outra vez
retornamos , sem que jamais
se acabe!

... o que nos adia,
por vezes, nos subverte,
não seria, unicamente, nossa
embaraçosa falta de fé — porém,
a total ausência de um mais
voluntarioso e provocador
atrevimento!

... seria
condição exclusiva do desejo
ser mais instigante e criativo do que
a obstinada — e vezes inquieta —possedo
objeto, até então, alvo denossas nem
sempre assertivas abstrações
e vontades?

... nem tanto
nossas egocêntricas e urgentes
vontades, tampouco o vírus sorrateiro
da conveniência, tramando nos desviar
dos nossos mais caros princípios...
A tarefa de viver, meus amigos,
requer generosas pitadas de
desapego e amplitude
de espírito!

... o bem viver
não se limita ao pleno proveito
das nossas emoções, tampouco se resume
aos rígidos preceitos da razão; visto que optar
apenas por umlado — emoção ou razão — nos sujeitaria à não resposta de uma súbita
amargura, ou à fria indiferença...
Sofreríamos, sobretudo, das
agrurasde uma vida
'manca'!

... legados
não sãoínfimos rastros deixados
pelo caminho que, por sua notória
efemeridadeestão fadados aoesquecimento.
São, antes, valores e atitudes que — por
sua forçae constância— serão
registradoseperpetuados
pelotempo!

... quando
o 'micro', por força de sua
autodeterminação, busca contribuir
com o imensurável movimento da
vida, o 'macro' se transforma e
se expande um pouco
mais!

... quando
fraudulentos, excessivamente
falaciosos, substituímos o verbo 'otimizar'
pelo verbo 'vitimizar', issonão representa
um edificanteprotesto,tampouco, um
elogiável repúdioàs diferenças - mas
um convite à incultura
e ao atraso!

as vezes , a alma precisa atravessar o próprio inverno para descobrir que carrega em seu âmago , um sol que jamais se apaga; você não é apenas o sobrevivente das tempestades , mas a própria prova de que a luz mais bonita nasce da resistência entre a fenda e o abismo .


Márcio José ⁠

De que serve a minha poesia
se a sua boca não me diz,
se o silêncio faz sangria
no que eu quiz fazer feliz
de que serve o verso escrito
com o peso da intenção
se o meu grito mais bonito
não alcança o seu perdão .
pois a rima se esvazia
e o papel vira desterro
de que serve minha poesia
se seu beijo é o meu erro.⁠

De que serve a minha poesia
se a sua boca não me dá
o destino , atravessia,
o destino de eu estar


guardo versos na lapela
metáforas ao relento
mais a rima mais singela
morre aondabor do vento


pois , se o lábio não confirma
o que a alma já escreveu
toda estrofes se desmancha
entre o seu mundo e o meu .

Eu construí meu castelo com as pedras que atiraram em mim,
fiz do silêncio meu elo,
para um novo e forte motim.

Não serei mais o mesmo que antes
eu juro que não serei,
sou agora as minhas variantes
Em tudo que me tornei.

Me reinventei, sim, me refiz
Com a luz que em mim encontrei,
Enfim, me achei, fui feliz,
E para sempre serei.