Poesias sobre Mae de Jose Saramago
O meu primeiro amor foi uma rosa, bem rosa, linda, e tinha o cheiro da minha mãe.
Mas ela murchou!
O meu segundo amor foi uma borboleta, linda, dourada feito ouro, tentei guardá-la numa caixa.
Mas ela fugiu!
O meu terceiro amor foi uma estrela, linda,
mais brilhante que um diamante, pensei que seria minha para sempre.
Mas, ela caiu no mar!
- Então eu aprendi que o amor é desapegar-se sem jamais esquecer a luz que nos tocou um dia .
Haredita Angel
07.03.26
Filho não nasce sabendo limite. Aprende.
E quem tem que ensinar é pai e mãe, não a escola, não a internet, não a polícia.
Se for esperar o mundo ensinar, vai doer.
_Van Escher_
*Te amo mais que um planeta inteiro.*
"Filha, meu amor de mãe por você não cabe em quilômetros.
Tem que medir em sistema solar."
_Van Escher _
"Antigamente o Wi-Fi da educação era olhar da mãe.
Pegava em qualquer canto da casa.
E era rápido.
_Van Escher_”
Pesquisa no Google de mãe no meu tempo:
Sobrancelha levantada = "te aquieta aí"
Sobrancelha franzida = "você tá pedindo"
Duas sobrancelhas + respirada funda = "em casa a gente conversa"
Era o tradutor oficial da infância.
Não precisava de texto, não precisava de áudio.
Um movimento e a gente já calculava o tamanho da bronca 😂
Eu sou de um tempo que fui educada só com o movimento das sobrancelhas 🤭
Qual era o “código” da sua mãe?
Van Escher 🪐
*Amor verdadeiro de mãe*
Amor de mãe não tem CEP.
Não cabe em uma rua.
Num bairro.
E não se mede em km.
Se mede em:
Galáxia.
Órbita.
Sistema solar.
Coração de mãe é gigante como uma galáxia gigantesca!
_Van Escher _
Pode ser que em um futuro próximo
(bem próximo!!!)...
as pessoas que depredam
a Mãe Natureza
venham a ser depredadas por ELA...
✍©️@MiriamDaCosta
@miriamdacostamiry
A Natureza é Mãe sábia e generosa,
em seu tempo paciente e produtivo
nos oferece flores e frutos,
respostas sutis para cada exigência,
mesmo diante das intempéries
das estações cada vez mais perplexas...
A Natureza é Mãe de seios fartos,
sábia na carne do tempo,
generosa até na dor dos ventos...
Ela nos despeja flores e frutos
como quem entrega remédios e bálsamos
para resistirmos ao caos crescente
das estações confusas e doentes...
A Natureza é Mãe que acolhe em silêncio,
com paciência borda o tempo,
com generosidade nos embala em flores,
nos acaricia em frutos doces,
mesmo quando o calendário se perde
nas estações que já não sabem o seu lugar...
✍©️@MiriamDaCosta
A vida da mãe especial e a do filho estão entrelaçadas de tal forma que ela se dedica a ampliar as possibilidades dele, unificando-se numa só alma.
Lu Lena
A relação mãe atípica e filho neurodivergente é de uma cumplicidade que extrapola toda compreensão e entendimento, onde dois mundos distintos revelam suas verdadeiras essências e, criando nessa relação simbiótica, um espaço de pertencimento onde os mundos se unificam num amor que transcende.
Lu Lena
MÃE ATÍPICA: A RECONSTRUÇÃO
Minha relação de mãe atípica com meu filho é absoluta!
Ele foca no nada e eu no tudo.
Sou alicerce e o porto.
Ele a ponte e o muro.
No cansaço me despedaço...
Ele se perde nos seus pedaços.
Me ergo para reconstruir o castelo de vidro.
Que ele quebrou numa mente dispersa no infinito.
Somos feitos de fragmentos de dor,
Mas inteiros nessa simbiose do amor.
Não me peça calma, se não conhece minha luta.
A neurodiversidade não tem culpa.
Lu Lena
QUEM É MÃE ATÍPICA VAI ENTENDER...
(Onde o cansaço encontra o silêncio, e o cuidado vira oásis)
Ando tão anestesiada do autismo que, quando passa a crise, eu me pergunto:
— Já passou? Posso voltar para a sala de recuperação?
Aí, num delírio da memória, saio da "matéria" e vejo outras mães atípicas: sentadas e extremamente exaustas, enquanto seus filhos enxugam suas testas dessa fuga em silêncio...
Onde descansar por um segundo é como encontrar um oásis no meio do deserto.
Lu Lena / 2026
A PROCURA DA EXTENSÃO
(Mãe)
Tua luz agora ilumina o infinito, mas deixou essa saudade que é perene. A falta do teu colo, do teu conforto e de nossos abraços e olhares simbióticos, que se fundiam num só elo de amor, agora está corrompido em fragmentos de dor. Minha extensão você levou...
Lu Lena / 2026
LUMINESCÊNCIA DE MÃE
(O despertar de dois mundos após a tempestade.)
Janela para a vida que se abre. A cortina de voal parece acenar; o passarinho no poste de luz canta uma sinfonia. O dia amanhece.
A noite agitada em mente confusa, dispersa num autismo que agora relaxa e adormece, fica para trás. Olho para o sol que sorri e peço, em silêncio: que sua luz traga o meu mundo e o de meu filho para o lado de fora.
Lu Lena / 2026
O AUTISMO ENTRE "ASPAS"
(O esquecimento do adulto e o silêncio da mãe)
Autistas, ao atingirem a idade adulta, tornam-se esquecidos.
No início, há uma luta desenfreada. Quando ainda são crianças, a gente nutre a doce ilusão de que o autismo poderá ser “revertido”. Mas o tempo passa.
À medida que crescem, vamos ficando calejadas. Calejadas de buscar respaldo do governo, de clínicas assistenciais, de redes de apoio... de bater em portas que insistem em não abrir.
E, então, eles são esquecidos. E nós, as mães, também.
O mundo para. Para o adulto autista e para a mãe, que já não enxerga mais o horizonte. Quando eram crianças, a gente via muito além do arco-íris. Mas, na vida adulta, o arco-íris some.
Nossa porta se fecha. O que nos resta é apenas uma janela aberta.
Uma janela que se escancara para deixar entrar a luz nos raros “momentos de oásis”... ou que se fecha apertado para nos proteger da tempestade das crises.
O autismo não termina na infância, mas o olhar do mundo, infelizmente, parece se fechar ali.
Lu Lena / 2026
ORAÇÃO DA MÃE ATÍPICA
(O Caminho da Mansidão)
Que Deus derrame Suas bênçãos e fortaleça a fé em nossas almas cansadas. Que enxugue as lágrimas de nossos olhos — tantas vezes pesados de sono e de entrega — e nos conceda a paz de quem confia em Teu desígnio.
Recebemos como missão zelar por Teus filhos de luz, essências divinas de pureza e almas vítreas em corpos terrenos. Onde a caminhada é longa,que a paciência seja nossa guia e cada pequeno passo, um valioso aprendizado.
Pois Tu venceste o mundo e nos ensinaste que o amor tudo transforma. Nós, mães, O seguiremos com mansidão e coragem.
Amém!
Lu Lena / 2026
AUSÊNCIA DE MÃE
Perder a mãe é ter uma lápide no coração que germina ramificações que pulsam vida que o cordão umbilical ainda prende a alma dela em você, aí quando a lembrança vem em sua memória, o líquido amniótico inunda seu mundo em lágrimas...por mais paradoxal que seja esse sentimento de morte o vazio se torna vácuo e a saudade implode, paralisa e chega assim de repente trazendo a doçura do seu semblante nessa hora, exatamente como agora, nessa ausência que silencia e chora.
O SOM DAS CASCAS SOB OS PÉS
(Os desafios invisíveis da maternidade atípica)
Ser mãe atípica é viver em um território de incertezas: nunca sabemos quando o vento da crise vai soprar, mas sentimos quando ele balança o nosso chão.
É caminhar constantemente sobre ovos, sentindo o estalo delicado de cada um sob os nossos passos. Viver nesse universo é desafiar a lógica: é tentar acolher as cascas que se esfarelam e montar um quebra-cabeça cujas peças parecem ganhar novas formas a cada dia.
Não há trégua, não há mapa. Resta-nos o silêncio das lágrimas que secaram, enquanto aguardamos, com o coração alerta, o próximo estalo.
Lu Lena / 2026
Minha mãe tem cabelo de algodão-doce cansado,
daquele que o tempo foi soprando devagar…
e mesmo assim ainda adoça o dia de quem chega perto.
O rosto dela é estrada de barro batido,
listrado pelas chuvas que já enfrentou…
mas firme, como quem nunca saiu do lugar que ama.
O café dela nunca é só café,
é colher batendo na xícara marcando o tempo…
como relógio simples ensinando a vida a não parar.
Minha mãe mexe o açúcar devagar,
como quem tenta adoçar o mundo…
sem fazer barulho pra não assustar a dor.
Ela é dessas que conversa com planta,
e jura que o sabiá responde…
porque quem tem fé entende até o silêncio cantar.
Minha mãe é livro que não pode empoeirar,
porque cada página esquecida…
é um pedaço da gente que deixa de existir.
Saudade dela não é ausência,
é presença que não cabe no abraço…
e por isso transborda pelos olhos.
Tem dia que ela é rede na varanda,
balançando entre o cansaço e a fé…
sem nunca deixar ninguém cair.
Se um dia ela for embora,
vai ficar espalhada nas pequenas coisas…
no barulho da colher, no canto do sabiá, no balanço de uma rede.
Rosa, por que choras?
Helaine Machado, para minha mãe Rosa Alves
Rosa, por que choras?
Se tua beleza é radiante,
tua pétala é tão delicada,
tua cor… puro resplendor.
— Eu choro…
porque minhas lágrimas ninguém vê,
minha dor se esconde no silêncio,
nos espinhos que em mim nascem
e contam tudo o que sofri.
— Mas, rosa…
tua beleza é mais que paixão!
— Para alguns…
mas para mim, sou um coração aberto,
cada cor que carrego
é um sentimento meu.
Sou suave, sou intensa,
sou feita de emoções…
mas cada espinho que cresce em mim
guarda aquilo que me feriu.
— Oh, rosa…
tua beleza é sublime,
enche de vida quem te vê.
— Mas nem todos querem sentir…
alguns desejam só a beleza,
sem aceitar os espinhos
que também fazem parte de mim.
