Poesias sobre Mae de Jose Saramago
A questão é que o ser humano foca naquilo em que realmente menos importa, tantos outros fatos bem mais importantes e relevantes expostos diante de nossos olhos que ignoramos.
Hipocrisia é histórico na cabeça do ser humano, não aceitar o fato de seu Deus ser gay é estar assumindo seu preconceito, acontece o mesmo com o pai e a mãe que não aceitam o filho, ou o filho com síndrome de down que é amado pela familia e ignorado pela sociedade, sem contar os pobres, analfabetos, de raças diferentes, religião e por ai vai...
Resumindo, o que eu realmente acho, que qualquer pessoa, sem exceção se incomoda negativamente com as atitudes do outro, sem o mínimo de respeito que ou outro merece.
E nem cheguei a ver o filme, pois vendo ou não, não vai mudar meu caráter e respeito pelo próximo.
Por isso sempre pensei que sou feliz na minha humilde ignorância.
Sempre fui uma pessoa que presa mais pessoas do que coisas, o pouco que tenho é o que me faz feliz hoje, que é o que importa.
Faça o mínimo que puder pelas pessoas, espere sempre nada.
Isso te faz humilde e move a sua engrenagem do bem, que volta para você de várias maneiras, de repente, no tempo certo.
Procurar demais ajuda, seja onde for, esperando um milagre, já beira o desespero.
Sonhar demais leva a pessoa ao comodismo da espera por um milagre.
Arregaçar as mangas e tentar o que for preciso para no mínimo ter o básico é o caminho certo para o sucesso.
Ficar parado é só para quem está morto.
Na minha tenho perdas constantes, é uma realidade que me faz seguir sempre em frente.
Conquistar, manter e perder, esta é minha luta diária.
Quiçá...
Perdoa-me quimera imaculada
Desprovida de manchas e impurezas
Em amuos que os ventos aplainou
Eu guardo em minh'alma teu sabor...
-- josecerejeirafontes
Hino Nacional.
Eu tenho orgulho em ter estudado na minha infância e adolescência em uma escola publica no meu bairro, que na aula de OSPB, a professora nos ensinou a cantar o hino , além do significado de cada palavra e expressão.
Hoje com muito mais informações, com ferramentas tecnológicas, com o imediatismo das informações, a maioria das pessoas não procuram e ou não querem aprender.
A muito tempo atrás, eu assisti um episódio de um seriado, onde alguém batia a porta de uma determinada casa, oferecendo uma caixa, com um botão vermelho, onde a pessoa apertando este botão conseguiria um desejo qualquer, porém tinha uma condição, ele teria seu desejo realizado, mas alguém em algum lugar morreria.
No episódio, a pessoa aperta o botão e tem seu desejo realizado, só que dias depois, em outra casa, aparece a pessoa com a caixa novamente...
Apertar o botão, pode parecer um ato simples, mas precisamos, mesmo nos atos mais banais que escolhemos executar, pensar que toda ação sempre terá uma consequência.
Pode parecer estranho, mas às vezes você quer voar, quer crescer, mas alguém do seu lado, inconscientemente pode estar podando seus anseios, suas vontades, por medo e até por inveja e você pode confundir com proteção.
Para caminhar junto não é preciso ser no mesmo passo, pode ser um adiante do outro, atrás e principalmente ao lado, mas sempre juntos.
As vezes ficar e apostar em um só lugar, galgando posições profissionais, salário, relacionamentos pessoais, no final os resultados podem ser satisfatórios.
Mas também é relativo, o constante e inconstante tendem a se confrontar e devemos saber administrar para adaptar às situações nos nossos interesses.
Pensar que as vezes o pouco é muito e o muito pode ser insuficiente, dependendo da sua visão e entendimento das coisas.
O país em pleno estado d'emergência
Funcionários insistem na burocracia
Enquanto o público pede clemência
Para um serviço que é de urgência!
Enlevo
Com um ruído estrídulo, a sineta soa
Apressurados, todos correm,
O encontro é no pátio relvado e sempre bem aparado,
Na ciranda, ordenados em círculos,
O ponto máximo é expressado através de um “verso bem bonito,
um adeus e vá-se embora”!
As alocuções proferidas acanhadamente,
tinham objetivo:
A menina dos olhos, doce de jabuticaba,
Da pele macia e abrasada,
Longos cabelos negros e lisos,
De vestido rúbido
E sorriso exibido.
A timidez ingênua camuflava o romantismo temporal,
Muitas vezes declarada em manuscritos anônimos,
Entregues pelo comparsa que, no primeiro momento, não revelava o autor...
Cerrando os olhos, sinto a fragrância das cópias azul- arroxeado,
Quanto mais álcool no mimeógrafo, mais clara era a impressão.
Ah, a fonética e a fonologia, a variedade linguística,
Os substantivos, adjetivos e pronomes...
Lugar, espaço e paisagem, mapas, escalas gráficas e numéricas,
Litosfera, atmosfera e seus fenômenos...
Por que o tempo muda?
Egito, Grécia, Roma e seu legado cultural...
Biodiversidade, cadeia alimentar, decompositores,
A terra e o universo, álgebra, as formas e medidas...
Acrônico...
Eu e esse meu cacoete de sentir o tempo,
Esse hiato abstrato,
Observando pela janela os sonhos juvenis,
Rememorando a poesia e o romantismo das rodas de ciranda...
Graças a pandemia do Coronavírus
Grelou sã consciência, nos dirigentes
Gritadores que ameaçavam esse mundo
Grosseiramente assumindo serem chefes
Grulhando sobre posse de armas nucleares.
Por onde passamos, o que executamos, os vínculos que criamos, o que representamos em nossas vidas, é o que vai impactar na importância que geramos e definir a falta que faremos.
Se você passar na vida mediocremente, pode ser insubstituível também , mas só pelo espaço físico que ocupava.
Tão linda és, que vislumbro nesse olhar que esconde um mistério que fico extasiado, imaginando o brilho que ele solta quando está sendo amada.
Seu brilho irradia centelhas de magia fazendo percorrer em sua linda face.
Tão linda és, que vislumbro nessa magia de seu sorriso que irradia o brilho mágico que se funde ao brilho de seu olhar carregado de mistério.
Tão linda és, que não deixa marca, deixa encanto no coração de que és admirador de tamanha beleza.
Tão linda és, que não se olha com os mesmos olhos que os meus enxergam tamanha beleza.
Tão linda és........
O Monte
Sentindo o frio na espinha,
O vento levemente sopra a face,
Os pássaros alvoroçados cantam,
Diante dos olhos, um foço de luz,
Um extenso vale molhado da névoa,
De cores, aroma e sabores...
Naquele monte escarpado,
Um tesouro às escondidas,
Onde o sol não brilha, se põe...
Um interlúdio para reverenciar
Eu com minha alma em chamas,
Batimentos desalinhados,
Volúpia e simetria...
Tocando as pétalas desabrochadas,
A passo e passo, adentro ao vestíbulo,
Desajuizado a explorar,
Desembainhado a dançar...
Abrandando os sussurros dos ventos,
Osculações abrasadas na cerviz,
Os pomos, belos e bem delineados,
Aprecio-os com devoção, contemplam o Éden
Como eles, o colo embebido...
No enlace dos corpos, ofegantes,
os amantes entregam-se lascivamente,
sobre o outeiro, suspirando em brasas,
do sonho ao apogeu...
Ah, a natureza e sua beleza misteriosa...
As fímbrias a vascolejar
As borboletas a voar,
O deleite do poeta,
A moldura do artista...
Apego-me às memórias daquele Monte de Vênus!
RAPL
Deveras ter por um instante desse olhar pragmático e lindo, por um instante sonhei em tocar esses lábios tão lindos e olhar para esses olhos no instante do tocar lhe e ver a centelha de brilho , por um instante imaginei, por um instante sonhei.
Por um instante.........
O que você procura em você que ninguém já tenha reparado?
O que você exige de você mesmo, que as pessoas a sua volta já receberam de ti?
Você é aquilo que representa e nada mais, ser mais e querer dar demais,
acaba te forçando a ser quem você não é, a sua essência muda e te torna no final,
algo superficial.
Se aceite.
Estamos aqui neste mundo e fazemos parte dele, viemos e vamos embora, um dia teremos o mesmo fim, não somos mais e nem menos, somos parte do que nos rodeia.
Algumas pessoas, por conta do seu ego inflado, acham que são melhores e viverão para sempre, porém as vezes acabam antes do esperado, da mesma forma que quaquer um.
Reflita e aceite que um dia você também acabará, e o que fazer estão, se é inevitavel e você agora tem noção disto?
Chore, mas chore pelo que você não viveu, e sorria pelo que você realizou e cativou em sua vida e aceite seu final.
Deusas
No silêncio noturno, pestanejando,
Audível tão somente o ruído da ampulheta,
Memórias da temporalidade,
Tessituras da areia e do vento,
Conflitos prementes da razão,
Uma tempestade de partículas,
Juntas, formando consciência...
Irresignado com o legado cultural,
Entrevi, dentro do Panteão mitológico,
Vênus, a Deusa do feminino.
Ela, envolta de requinte arguto e versado,
Pôs-se a recitar...
“Existe uma verdade cientifica, filosófica,
A mentira, quando repetida
gera crenças profundas, conforta.
A verdade, por sua vez, inquieta...”
Eu, com o cálice na mão,
Condiciono-me, compenetrado,
Ela, com magistral beleza, prossegue:
“Afloramos arguidas,
Distintas biologicamente,
Provemos a vida,
Únicos contrastes.
No corpo social,
Estipêndios menores,
Sem enaltecer o intelecto,
O inventivo, a inovação.
Quanto mais à “alta roda”,
Menos varoas encontramos.
Queres tua prole assim, fadada a essa herança?
Ensina-lhe o caminho da revolução!
Equidade, Respeito,
Sem possessividade...”
Desperto, observo a ampulheta,
A transitoriedade dos grânulos,
As âmbulas intermeadas
Com a consciência formada...
Há tempo, quero te recrutar,
Ativista da causa,
Não me Kahlo!
Paulo José Brachtvogel
