Poesias sobre Mae de Jose Saramago
Neste dia o aniversário é seu,
mas este ano, quem recebeu o
presente foi eu, por lhe conhecer.
PARABÉNS...
Caminhei pelas veredas do inferno. Enquanto ali me encontrava em busca da saída, minhas ações vinham á minha mente. Um misto de angústias, arrependimentos, culpas, se faziam presentes dentro do meu ser. O ar insuportável e sufocante ofuscavam-me a visão bem como me causavam náuseas e faltar de ar. A pergunta que atormentava minha mente, era minha agóis companheira : o que que eu fiz de errado? Continuava eu a procura de uma saída, e já exausto, ofegante, confuso, sem esperanças; já um pouco à frente um imenso portal se abria. Juntamente com esse portal um ser imenso de uma luz intensa, empunhando uma lança apontada para minha direção transpassava-me o coração. Não foi dor que senti naquele momento, mas sim como se algo exvaísse de dentro de mim. Conclui : morri ! Acabou-se todo meu tormento ! Enquanto isso a lança era retirada de dentro do meu coração, e percebi que ainda me mantinha de pé. O imenso ser repousando a lança ao seu lado disse-me : Não procure a perfeição, nem tão pouco respostas que não existem, apenas se perdoe arrependendo-se daquilo que te faz mal. Tornar-vos ei um novo ser com esta feita. Aos poucos a luz que acompanhava o imenso ser foi se dissipando. Fiquei estático, nada disse, pois diante de mim , com a luz não mais presente, estava eu mesmo, tal qual um reflexo no espelho. Antes de ir embora aquele ser disse-me : este diante de ti sois tu agora, aquele que transpassou a lança em vosso coração; sois vós após se perdoar. Uma porta se abriu diante de meus olhos e vislumbrei a saída daquele lugar.
J A S Oliveira
Viagem...
Quando começa uma viagem?
Levanta voo, num instante, em direcção ao azul?
Por estradas ou pelo mar?
Onde nos leva?
A lugares de sempre?
A espaços por descobrir, desejos secretos?
Partir à aventura sem rumo certo??
Depois há aqueles caminhos de terra batida onde o tempo se esquece.
Levam-nos para lugares de ninguém, cheios de sons quase desconhecidos.
Ouvimos pássaros ou aves. Não lhes sabemos o nome!
Um pardal, um melro, um pintassilgo...
Sentimos cheiro do rosmaninho, da urze...
Viagens que fazemos sem sair do mesmo lugar!
E tão longe nos levam entre lembranças passadas, instantes vividos...
Onde o hoje já é ontem e pode ser (ou não) o amanhã!
O silêncio voa enamorado
Uma fria névoa amanhece num beijo molhado
Um laço lascivo com cheiro a pecado !
Águas claras, santas
Águas que são d'encanto
Lavai-me o coração de mágoas
Porque sou avesso ao pranto.
Naqueles olhos encontrei minha paz
no sorriso a minha felicidade
nas palavras a esperança
no toque a paixão.
Naquele corpo encontrei aconchego
no seu cheiro, devoção
no coração encontrei o amor
nela... encontrei-me.
Quero contemplar tua felicidade
amparar tua tristeza
quero voar nas asas do amor
e entrar dentro do teu coração
provar do mel dos teus lábios
apreciar as estrelas do teus olhos
e se encantar...
com o brilho do teu sorriso.
O amor é como um barco
navega por várias águas
as vezes da tristeza... as vezes da alegria...
mas navega fortemente
enfrenta tempestades, raios
água tenta afundá-lo
mas quando tudo parece perdido
vem a luz, abre as cortinas da vida
dissipam as nuvens
e a luz do amor brilha fortemente
e o barco navega tranquilo e feliz
até achar um porto seguro
e ali... permanece para sempre.
Sorrisos... Eram muitos sorrisos
Mas os sorrisos viraram lagrimas
Palavras bonitas e de amor
Se tornaram palavras de fel, de fogo
Que queima, arde, mata
Toda a magia desapareceu
E todas aquelas atitudes ferinas
Dilacerou meu coracao
Foi mais doloroso do que a morte...
A luz foi embora e me deixou
Entao eu partir pela escuridao
Segui caminhos tortuosos
Tristes, traidores e perigosos
Mas nao encontrei a luz
Me perdi... Nao conseguir voltar,
E agora, sem sensimentos
Sem amor, sem coração
Eu andarei pela sombriedade
Para toda a eternidade
O amor não se fabrica. Nunca li, nem nunca vi, que algures no mundo,houvesse uma fábrica de fazer amor. Neste caso, confesso a minha ignorância.
O amor vive-se, não se faz.
O amor comunica-se, não se fabrica.
O amor é doação.
O amor tdo perdoa, näo guarda rancor.
O amor é paciente!
O amor é benigno.
O amor tudo desculpa.
O amor crê tudo.
O amor suporta tdo.
O amor nao é invejoso.
Nao se ufana.
Nao se ensoberbece.
Nao é inconveniente.
Nao se irrita.
Nao procura o seu interesse.
Nao suspeita mal.
Nao se alegra com a injustiça e nao é egoista.
O amor alegra-se com a verdade.
O amor traduz-se em sacrifício e em cruz...
SIM, MEU JOVEM, AMAR É DEIXAR-SE MORRER PELO OUTRO (..Leonel_Saguar..)
Noticias nada boas
Poesia irreverente
de homem desarranjado
Me deixa muito contente
Embora um pouco acanhado
Me pediste um e-mail
Coisa dos tempos modernos
Me lembra um pouco o correio
quando nós éramos internos
O fato acontecido
Te digo amigo João
Pode Crer, não foi contigo,
Foi com outro amigo irmão
O Elias em Natal
Teve um tal de avc
Foi parar no hospital
Mas muito ainda vai viver.
Celestina, Genitora do Manoel
Caiu e quebrou a perna
Mas agora passa bem.
Essas são as noticias
Que estou te enviando
Não são coisas nadas boas
Mas é o que está se passando!
O Canto da Maria
Aqui e agora
Tudo acontece.
Alguém esquece,
Outro murmura,
Alguém medita,
Alguém escuta
Talvez reflita
Um dá um grito,
Pede socorro,
Da um aviso,
Uma voz gritou,
E a corrente
Acorda a gente,
E já se quebrou.
O amanha já será tarde
O que passou
Não vai voltar.
Ouve a Maria Maria
De João Pessoa
Da poesia
Da alma boa
Da alegria
Este é o seu canto
Do sabiá.
Silencio
Silencio
O silencio é sofrimento é o medo,
Aceitação, o calar de um segredo
É o respeito ao direito de não ouvir
É ficar, mas é o mesmo que partir.
É a pergunta que cala, ausência é omissão.
É o abandono, o sofrer sozinho é desengano.
É a Paz a tranqüilidade e é a natureza
A resposta muda, fria e ferina
Um grito gritado em surdina.
É sossego é o fim da vida já vivida
O termino da jornada é o cemitério
É paz é a resposta ao deletério,
É o abraço da pessoa mais querida.
É ouro do provérbio é sabedoria
É o momento da meditação
É vida amor,alegria e paixão
O calar da noite o fim da jornada
A vontade calada é a redenção.
É expressão muda de uma realidade
De quem não veio, mas deixou saudade
Do tempo vivido e já passado.
É a indiferença, é o ódio e o perdão
Uma dor guardada um rancor contido
Uma paixão calada do esquecido é a solidão.
É o luzeiro da cruz
A esperar com paciência
De acordo com nossa crença
Para nos dar sua luz.
É mais que a mudez do sensato
É o aconchego, a voz do ego, um ato
Uma declaração clara e explicita
Uma repulsa que grita
Um consumar do fato.
Poema triste.
Quando escrevo um poema triste,
às vezes sinto, outras eu minto.
Mas, a ferida sempre existe.
quase que uma sombra no instinto.
A tristeza, não sei explicar.
Quando sinto, às vezes requinto.
Assim consigo simular,
a alegria, que às vezes minto.
Quando o espelho me mostra triste,
raramente eu olho e desminto.
Minha alma sabe, mas resiste,
o que sinto, e ao mundo minto.
José Luiz da Luz
SE O TEMPO VOLTASSE
A se aquela tarde voltasse nem que fosse só por um segundo,
Juro que jamais exitaria
Eu olharia em seus olhos e confessaria do meu amor por ti
Quisera tivesse dez segundos eu seguraria a sua mão, ao seu lado andaria por esta estrada longa
Sem pensar na solidão, sem pensar em nada
Se eu pudesse voltar o tempo para ao menos lhe explicar
Porque o amor se calou e o destino nos separou
Se o tempo retrocedesse para aquela tarde de verão
Quando em meio a multidão, naquele aniversario eu te vi
Vestida num vestido preto lindo
Olhares cruzados, sonhos, vontades reprimidas de nós dois
Se o tempo voltasse, e eu pudesse te ver de novo
Naquela manhã de sábado só nós dois no fusca
Quando pensei te beijar e não o fiz,
Arrependido e frustrado fiquei
Me perguntando até hoje: por que não?
Se o tempo voltasse, e me levasse àquelas manhãs de sol e brisa
Quando você por mim passou. olhares se trocaram, desejos ecoaram dentro de nós
Se o tempo voltasse
Quando a noite chegou e você se recolheu sem mim e eu sem ti
Pensamentos, sonhos, esperanças
Mas o tempo não volta, mas eu ainda te quero
O sol se pôs entre nós
Mas quem sabe amanha ele nascera de novo pra nós dois...
Quem sabe
ESTA SAUDADE
Esta saudade que vem tão de repente
Tão forte e caprichosa e imponente
Que me rouba a paz e o sono
Não consigo mais conviver com esta saudade de você
E eu que já fiz de tudo pra te esquecer
Em vão, pois só vivo desta saudade,
Que me açoita e me mata todo dia
Ah saudade, por que tu não me deixas
Vai e diz a ela que sem ela eu não sei viver
Vai-te como vieste, mas me deixe
Já estou cheio e farto da verdade
De saber que a cada dia que passa
Só aumenta a minha saudade
Se colocarmos o nosso coração em tudo o que fizermos,
certamente não morreremos de arrependimento e, nem de tédio.
Além do horizonte azul. Existe um outro horizonte,
E algo ainda mais além que meus olhos não vêem. Eu fico olhando o Pou do sol que alimenta mais minha vontade de regressar a minha terra e nunca mais sentir saudades.
Por que fabricam armas se elas são feitas para matar?
Por que compram armas se não se tem a intenção de matar?
Somente a raiz é capaz de sustentar a árvore de pé
Somente a coluna é capaz de sustentar uma casa.
Tudo começa pela base.
