Poesias sobre a Cultura Indigena
Nascemos nesta época e devemos seguir bravamente o caminho para o fim previsto. Não há outro caminho. Nosso dever é manter a posição perdida, sem esperança, sem resgate, como aquele soldado romano cujos ossos foram encontrados em frente a uma porta em Pompéia, que, durante a erupção do Vesúvio, morreu em seu posto porque se esqueceram de socorrer ele. Isso é grandeza. Isso é o que significa ser um puro-sangue. O fim honroso é a única coisa que não pode ser tirada de um homem.
Não escolhemos este momento. Não podemos evitar se nascemos como homens do início do inverno de plena Civilização, em vez de no ápice de ouro de uma cultura madura, em uma época de Fídias ou Mozart. Tudo depende de vermos nossa própria posição, nosso destino, com clareza, de percebermos que, embora possamos mentir para nós mesmos sobre isso, não podemos escapar. Aquele que não reconhece isso em seu coração, deixa de ser contado entre os homens de sua geração e permanece ou um simplório, um charlatão ou um pedante.
O homem faz história; a mulher é história. A reprodução da espécie é feminina: ocorre de forma constante e silenciosa por todas as espécies, animais ou humanas, por todas as culturas de vida curta. É primário, imutável, eterno, maternal, semelhante a uma planta e sem cultura. Se olharmos para trás, descobriremos que é sinônimo da própria vida.
Este é o nosso propósito: tornar tão significativa quanto possível esta vida que nos foi concedida... viver de maneira que possamos ter orgulho de nós mesmos, agir de tal maneira que alguma parte de nós viva.
No lugar de um mundo, há uma cidade, um ponto, em que toda a vida de vastas regiões se acumula enquanto o resto seca. No lugar de um povo verdadeiro, nascido e crescido no solo, há um novo tipo de nômade, coando instavelmente em massas fluidas, o habitante da cidade parasita, sem tradição, totalmente realista, sem religião, esperto, infrutífero, profundamente desdenhoso do camponês e especialmente daquela forma mais elevada de camponês, o cavalheiro do campo.
O último homem da cidade-mundo não quer mais viver - ele pode se agarrar à vida como um indivíduo, mas como um tipo, como um agregado, não, pois é uma característica desta existência coletiva que elimina o terror de morte.
Atualmente, devido ao hábito do século XIX de superestimar o fator econômico, caracterizamos o conflito pelos termos superficiais socialismo e capitalismo. O que realmente está acontecendo por trás dessa fachada verbal é a última grande luta da alma faustiana.
Para compreendermos e vivenciarmos as questões mais sublimes, faz-se necessário um esvaziamento mental e um retorno à pureza da infância.
É deveras importante que mantenhamos nossa mente aberta ao mundo das possibilidades que nos brinda a vida diariamente.
Precisamos de uma educação que promova seres protagonistas de seus raciocínios e não meros reprodutores de conhecimento e vítimas de doutrinação ideológica e alienação.
Se a vida não para de nos ensinar todos os dias, porque deveríamos nós pensar em pararmos de aprender estando ainda vivos? Do nascimento até momento de nosso último suspiro de vida, é sempre tempo de aprendermos.
É preciso que se supere o receio de arriscar e que se arrisque com retidão se quiser ser bem sucedido.
Se realmente quisermos prosperidade precisamos abandonar a zona de conforto em que nos encontramos e nos submetermos abertamente aos riscos de nossas ações.
A educação, pode sim, ser uma ferramenta libertadora para o povo, desde que não seja usada como uma espécie de salvacionismo manipulatório e alienante.
A maioria de nós tem o problema de valorizar somente o que vem a perder, o que nunca teve ou o que gostaria de ter, e poucas vezes o que realmente já ou ainda possui.
A própria vida é um processo estocástico onde eventos aleatórios se constroem com a soma de variáveis vividas, transformando, moldando e formando novos movimentos e mais vida.
Vivemos em tempos em que todos se acham no amplo direito de criticar a tudo e a todos, mas possuem proporcionais dificuldades de aceitarem as críticas que recebem.
A luta que o ser humano menos adere, e que seria a mais relevante em sua vida, é a pela busca de si mesmo.
Quando eu era jovem, eu achava que sabia de tudo, e agora que sou adulto, eu tenho certeza de que não sei de quase nada.
Podemos estar nos sentindo solitários, até mesmo estando no meio de uma multidão, mas não quer dizer que somos solitários.
