Poesias que Falam de Amor do Seculo Xix
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Você se torna mais atraente sendo a mulher que você é. De cabelos lisos
e bem pretinhos. Com maquiagem
ou com o rosto ao natural. Vestindo roupa de grife ou com uma roupa básica.Você se torna atraente por aquilo que seu olhar transmite, pelo que seu corpo revela, pelo que seus lábios dizem, ou seja, por sua essência.
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O universo é como um tapete que um dia precisa ser limpo.
O espaço que a poeira cósmica ocupa, um dia precisa parar em algum lugar. Daqui a trilhões de anos o cosmos será frio e escuro, talvez sem nada, apenas poeira ou quem sabe apenas Quarks.
DIALETOS HUMANOS
O silêncio murmura,
os gestos dizem,
os olhos exprimem,
as roupas dialogam,
e as mímicas falam.
A ausência nos retratos
dos meus aniversários,
revelam o vácuo objetivo
do subjetivo desvio do teu sumiço.
Não há mudez na Torre de Babel humana.
Para àqueles que acreditam que o inferno existe, sabemos que não foi feito para o ser humano e sim para um ser espiritual.
Se pensarmos que todo ser humano carrega a sua cruz ... Todo mundo tem problemas, mas os problemas nunca serão maiores do que nós!
Se viver aqui na terra as vezes é difícil, desistir dessa vida para uma outra, sabe lá onde é muito pior. Quem se mata, não tem salvação! Então, viver no inferno é viver uma vida infernal eternamente. Que o Senhor Jesus nos livre desse mal!
Passei décadas buscando ser feliz. Fracassei. Decidi, então, ser calmo, sossegado e tranquilo. Agora que sou calmo, sossegado e tranquilo, sinto-me feliz.
Felicidade não é um fim em si mesmo, mas efeito colateral.
Deitado na cama visitei Cairo, Roma, Marraquexe, Budapeste e Paris. Andei pelos quatro cantos do mundo, escalei o Everest, surfei no Havaí, cacei rinocerontes nas savanas africanas, pesquei marlins no alto mar de Havana, separei-me de Audrey Hepburn e me casei com Mariinha, a menina mais bonita da sala de aula.
Quando me levantei da cama o quarto era o mesmo, a casa era a mesma e o mundo era apático, distante, fosco e indiferente. Estava atrasado, havia perdido o metrô das onze, apenas porque passei da hora, inerte no leito quieto, batendo as asas e planando no teto do quarto.
360º
Se ando olhando somente para frente, caio em um buraco. Se ando olhando somente para baixo, bato com minha cabeça em um poste. Se ando olhando somente pros lados, fico com torcicolo. Se ando olhando somente para trás, não vou chegar a lugar nenhum
E SE...
A estrada da vida é feita de várias bifurcações e encruzilhadas. As que não caminhamos são sempre as melhores
Escoltei o tempo até as cercanias da infância,
pois no território da meninice o tempo não me passa mais
Perdi tempo perdendo tempo
em olhar o relógio com pressa de chegar
e nem me dei conta da paisagem
em que havia canteiros de jasmins
que não levarei comigo na memória
Certas reações a este livro, ultrapassando a taxa de imbecilidade média prevista, tiraram do autor qualquer dúvida que ele porventura ainda tivesse quanto à credibilidade da tese aqui defendida, segundo a qual alguma coisa nos cérebros dos nossos intelectuais não vai bem.
Primeiro foi o Paulo Roberto Pires que, não gostando deste livro, inventou outro e escreveu sobre ele em O Globo, jurando que era este. Depois vieram André Luiz Barros, Gerd A. Bornheim, Muniz Sodré, Emir Sader e Leandro Konder, que, reunidos numa página do JB de 4 de setembro, nada dizendo do livro, emitiram estes pareceres a respeito da pessoa do autor: Não é de nem homem. É um bestalhão. Não vou servir degrau para uma pessoa dessas. Ė covarde. Se apoia no poder econômico. É direitista. Não tem nem diploma.
Diante de tais perdigotos, só resta ao acusado acrescentar à sua tese as letrinhas fatidicas:
C.Q.D
Detalhes da demonstração o leitor poderá obter no suplemento que reúne nas páginas finais do presente volume as respostas do autor a essas e outras criaturas inquietas que, à simples audição da palavra "imbecil", logo sairam gritando: "É comigo!" E manifestando o desejo incontido de dar com a cara na mão do autor. O suplemento destina-se a pedir a essa parcela do público que se acalme e aguarde na fila, pois, não havendo escassez de carapuças na praça, não há também motivo de afobamento.
Foi assim que, de cópia em carbono da moda francesa. evoluímos para nos tornar uma reprodução em fax da mentalidade norte-americana. Quando, nas últimas três décadas, a crise do comunismo foi minando o prestígio das grandes divas intelectuais do marxismo europeu, como Jean Paul Sartre. Althusser, Lukács, a bússola intelectual brasileira girou de Paris para Nova York, onde despontavam duas poderosas correntes de modas culturais; a Nova Esquerda e a Nova Era, New Left e New Age. Desde a década de 60 o Brasil foi-se tornando cada vez mais dependente dos EUA em matéria de ideias. E aí somaram-se várias circunstâncias nefastas, para produzir o quadro presente da nossa miséria cultural.
Primeira: A transferência da nossa matriz cerebral para Nova York deu-se justamente no momento em que os EUA entravam num declínio intelectual alarmante.
Segunda: O descrédito mundial do marxismo coincidiu, no tempo, com a ascensão das esquerdas ao primeiro plano da política nacional; e justamente na hora de sua maior glória, elas se encontram mais desorientadas do que nunca, sem outros modelos a copiar senão os resíduos da decomposição intelectual norte-americana. E como a intelectualidade esquerdista ocupou todos os postos estratégicos da indústria de prestígios dominando as universidades, as comunicações, o mercado de livros, ela contaminou com a sua indigência a totalidade da vida cultural brasileira".
Terceira: Nosso declínio intelectual foi acompanhado de um notável progresso dos meios materiais de difusão da cultura: ampliação e modernização da indústria livreira, abertura de espaços para o noticiário cultural na TV e nas rádios, aumento prodigioso do número de vagas universitárias, multiplicação das verbas oficiais para a produção cultural, etc. Assim, quanto mais baixa a qualidade das ideias, mais largos os canais por onde se despejam na cabeça do povo a latrina mental dos intelectuais. Pior ainda: premiando de supetão o intelectual jovem, despreparado e sem lastro interior, o sucesso atua como o sinal encorajador de que um imbecil precisa para tornar-se um imbecil arrogante.
- Bom dia, tudo bem
- Tudo bem
- Está um calor danado hoje
- Pois é, acho que vai chover mais tarde
- Tchau
- Tchau, tchau...
Não há nada mais profundo do que conversa em elevador
Sempre fui curioso, abelhudo e bisbilhoteiro. Por isso ando pelo mundo cascavilhando no chão da vida versos que ainda não foram encontrados.
Todo poeta é um garimpeiro do invisível e do abstrato
Acordei,vesti os sonhos,
calcei os desejos,e sai de casa
fantasiado de realidade.
Quando voltei,
a roupa estava suada,
os sapatos estavam gastos,
deitei a fantasia de lado,
enxaguei os desejos manchados,
ensaboei meus sonhos molhados,
deitei-me na cama cansado,
encobri-me com o véu da noite
e esperei o corpo dormir
no acordar da minha alma
A memória não é feita de instantes, mas dos afetos que sentimos naquele passado momento.
Lembrança sem afeto é esquecimento
MULTIVERSO
Se duas vidas tivéssemos, na primeira estaria, como estou, casado com você.
Na segunda, viveria procurando achar você
Passo pela vida incógnito, desapercebido e secreto.
O destino do meu anonimato é desaparecer no esquecimento da eternidade
