Poesias que Falam de Amor do Seculo Xix

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"O vício é uma lição gramatical: assim como o C vem antes do D, tudo o que vicia começa com C para ir em busca do D de dopamina."
— Heremita de Araúxa.

A vida é feita de capítulos.
Cada qual com seus personagens
Alguns, protagonistas outros simples coadjuvantes.

⁠Linda
Linda
Linda…
Repito como quem tenta convencer alguém
de algo que ele insiste que sabe.


Linda por dentro,
linda por fora,
mas o olhar de fora é raso, é curto, é superficial,
e fica ali - como se fosse tudo.


E ela sorri, agradece,
como quem aceita um elogio que não merece.
Pois não é nem metade do que ela é.
Porque por trás da casca elogiada
existe uma menina silenciosa,
carregando dúvidas que ninguém vê.


Uma menina que não se enxerga,
que se mede por espelhos distorcidos,
que acredita mais nas ausências
do que nas presenças que a cercam.


Linda…
mas não dessa beleza que passa,
que se desgasta com o tempo
ou se perde com atitudes.


Linda de essência,
de pensamento,
de palavras,
de uma risada que contagia o ambiente.


Linda na forma de ouvir,
na forma de entender,
na forma de existir sem precisar provar nada - mesmo achando que precisa.


Linda personalidade,
que melhora ambientes sem perceber.
Linda voz,
que carrega uma paz que ela mesma não escuta.


Linda…
e eu repito,
não por falta de palavra,
mas por falta de algo que a enxergue inteira.


Porque eu a vejo
como ela não consegue se ver.


Vejo a inteligência escondida nos detalhes,
o humor leve que salva dias ruins,
a presença que faz falta
mesmo quando ela acha que é só mais uma.


Vejo alguém raro,
de verdade,
daqueles que não se encontram fácil
e que o tempo deveria ensinar a valorizar.


Mas ela…
ela insiste em reduzir tudo
a um único reflexo.


Ela aceita ser “linda”
como se fosse muito,
como se fosse tudo,
como se fosse só isso.


E isso…
isso é o que mais dói.


Porque ser linda, pra ela,
virou limite —
quando na verdade
era só o começo de tudo que ela é.

⁠Antes que eu me vá te deixarei mais uma música
Antes que eu me vá te escreverei mais um poema
Antes que eu me vá acharei mais um modo de te "desconcertar"
Antes que eu me vá deixarei algo para de mim você lembrar

E quando eu me for e só sobrar essas coisas pequenas
Saberá que de mim ficou Só oque valeu a pena
Do meu modo subjetivo, e talvez imprevisível.
Quando eu me for, verá que tudo que te dei foi Só o imprescindível.

"O valor de um evento não reside no que ele nos tira ou nos dá, mas no resíduo de consciência que sobra após a autoanálise de cada naufrágio."
- Heremita De Araúxa

A vida se torna chata quando você permite que vozes de sua cabeça
tomem conta daquilo que você é capaz!

Ninguém consegue adivinhar como vai ser um relacionamento, às vezes pode dar certo ou não.
O que vale é a experiência, então analise bem com quem você está.

O segredo do sucesso é olhar para Deus de olhos fechados.
É se erguer de joelhos dobrados.
E com o rosto no pó se humilhando falando santo; santo é o Senhor que seremos exaltados.
Mais temos que ser unânimes em oração em todo tempo
Deus tem coisas grandiosas pra você.
Mais espera de você apenas uma fé grandiosa com uma pequena atitude
"ORAÇÃO"

Conselhos deveriam ser como remédios amargos em uma prateleira de farmácia.
Pois só quem busca esses medicamentos são pessoas que realmente necessitam e buscam a cura do mal que os aflige.
Conselhos são para quem realmente os segue e querem mudança.

Mais Tannat



Venho vinho veio de ouro de uva no chão, vermelho rubi cabernet souvignon, seus beijos, abeijos e tribeijos.
Venho vinho estou merlot malbeck bem querer coração. Tanta, mantra solidão, canta, espanta, planta raiz enfincada no ar da emoção.
Vendo e compro sem ver, sem tocar sem sentir, Sinto, minto, retinto tanino sem vermelhidão, Chardonnay branquidão.
Venho vinho veio sem partir nem chegar, Pinot Grigio nun grito ou Noir, Caminho incerto Carménerê terroir.
Venho vinho e vindo fui mais Tannat.

⁠Cinco solas

Sola fide (somente a fé)
Sola scriptura (somente a Escritura)
Solus Christus (somente Cristo)
Sola gratia (somente a graça)
Soli Deo gloria (glória somente a Deus)

" O fundamento do Evangelho é Cristo… Ele é quem sustenta a vida.
A árvore só dá fruto porque está enraizada no fundamento correto… não é o fruto que sustenta a árvore.
Deus não pede fruto para dar vida… Ele dá vida para gerar fruto."

Nós somos um pé-de-feijão! Ao menos assim me pareceu quando as mãos daquela criança seguravam o broto como se cuidassem de um bebê. Seus olhos eram estrelas brilhando. Ele me revelou que deveria regá-lo, como atividade escolar. Dessa forma, eu lhe disse:
"Esse broto que você está criando, você precisa ter fé de que ele vai crescer um dia. Também, por essa fé, cuidar dele, nutri-lo e regá-lo sempre. E saiba que, se por alguma razão este pé-de-feijão murchar, você estará sempre livre para poder plantar outro. Tenha certeza de que, no momento oportuno, vai crescer algum."
E ele, com o cenho confuso, assentiu com a cabeça. Assentiu, de fato, como todos nós, que, mesmo sem certezas, continuamos regando a vida - nós, que esperançamos.

Na vida, precisamos ser como uma águia: determinados, focados na sobrevivência e dispostos a enfrentar riscos sem nos distrair. É preciso lutar todos os dias para que o amanhã seja melhor que hoje.

Haverá dias em que a vontade de parar será grande — mas é nesses momentos que a força precisa falar mais alto.

Às vezes, também é necessário fazer como a águia: voltar ao ponto onde tudo começou. Revisitar o território de origem, não por fraqueza, mas para observar, recalcular e traçar um novo caminho.

Deixar de lado a ganância, focar no essencial e lutar pela própria sobrevivência. Recomeçar um novo ciclo. Ter coragem de abandonar lugares que muitos consideram sonhos, mas que não trazem propósito verdadeiro.

Seguir o instinto.

Porque talvez seja justamente nesse novo ciclo que você encontre estabilidade… um lugar onde possa “voar alto”, se sustentar com independência e iniciar uma nova fase — com mais paz, alegria e sabedoria.

Dica: Às vezes, recomeçar não é perder… é evoluir.

Adeus vozinha.


Maria Clarice Alves de Amorim,
Em vida, era tudo para mim.
Nessa madrugada ela partiu e nem
se despediu.
Todos juntos choramos a sua falta.
Que pena amiga que não podes ver,
as lágrimas rolar pelo nosso rosto.
Até hoje, sentimos a sua falta.
Por muitos anos tivemos momentos alegres ao seu lado.
Você era simples e humildes, sempre pronta para servir.
Sua filha e seu filho juntos, com suas netas e nora; ainda choram a sua falta.


Adeus vozinha que o Senhor te recompense por tudo de bom, que aqui fizestes.
Pelo carinho que destes a sua filha, filho e netas.
Obrigado pelo seu carinho minha querida, vozinha.
Descanse em paz, no Vale da Saudade, minha grande amiga de verdade.

Não existem Amigos.




Não existem Amigos:
Quando se trata de você crescer.
O ciúme e a inveja, do seu sucesso:
Os fazem desaparecer.


Não tem aperto de mão, os incentivos
desaparecem, ninguém é capazde lhe dizer:
Vá em frente amigo. Que Deus abençoe
na sua nova jornada.


Ninguém diz nada, e é isso que mim entristece: Vê-los sumir, mas para tristeza de muitos, eu estou aqui.


Firme nessa jornada, que há quarenta anos esperei, e Deus realizou o sonho; que eu sempre sonhei.

A humanidade desfila na beira do precipício,
Não que seja novidade, para nós é quase um vício.
A mesma ciência que ajuda salvar vidas
É a que estuda formas mais eficientes de atirar para a tirar.
É fato que o conhecimento não tem lado,
Mas o que fazemos é acelerar com o freio de mão puxado.




É fato que amamos odiar, a guerra nos motiva a avançar.
O caos é uma festa em que adoramos dançar;
Somos atraídos por ele, à meia-noite uma bomba nuclear.
O tempo passa e buscamos motivos para nos isolar.
Povo diferente? Mais um souvenir.
Pouco importa discernir,
Troca de presentes — às vezes nem é isso,
Só consumismo barato, disfarçando xenofobia e racismo. No fim turismo,
Aproveitando a feira do outro lado da fronteira.




Um mesmo ser, detalhes nos impedem de conviver.
Assim que as bombas estourarem, não haverá mais divisão,
Finalmente a igualdade: o fim de toda a civilização.
Não é o ideal, mas é a sentença do tribunal
Onde somos réus, carrascos e vítimas.
O lobo correndo atrás do próprio rabo,
Pois, bem como disse Hobbes: “O homem é o lobo do homem”.
No fim todos morrem.

O populismo é capaz de levar uma atrocidade
ao padrão moral da sociedade.


Os indivíduos são resíduos
de uma fornalha que queima com o combustível
do generalismo, medo e ódio.


Levando os líderes ao primeiro lugar no pódio.
A escada de carne e osso tem como alicerce
ressentimentos, justificativas de fracasso,
como bolas de aço presas em seus calcanhares.


O problema pode existir e ter validade,
mas não é visto nem resolvido com base na realidade.
Murmúrios os unem, falácias os munem.
Aplausos ocultarão a necessidade de uma nova opinião.

A opinião alheia não lhe pertence; são apenas representações das quais você é coadjuvante — ou algo pior. São construídas por recortes, colchas de retalhos feitas do que se vê, ouve e é costurado pela imaginação. Tanto é verdade que tal imagem pode, inclusive, sobreviver à sua morte.


Ainda assim, não me preocupo: essa projeção não me define, não dorme comigo, nem sente minhas dores. O que realmente importa é proteger minha essência e ter clareza de quem sou. Não me cabe provar nada ou me moldar ao mundo; o mundo muda o tempo todo, assim como eu, mas não necessariamente estamos em sincronia, embora as mudanças possam me afetar. Se provar, mesmo que por vontade própria, seria um esforço inútil.


Por outro lado, também tenho opiniões sobre os outros e acredito que todos tenham. É importante que as opiniões sejam compartilhadas, não suprimidas. Embora as pessoas se percam em devaneios baratos, o compartilhamento expõe o pensamento, criando um ambiente propício à análise e ao diálogo. Censurar a opinião é um erro; por mais distorcida ou falaciosa que seja, ela não é sobre o "alvo", mas sobre a colcha de retalhos na mente de quem a emite. Suprimir essas ideias não as mata; apenas as faz trabalhar nas sombras, até porque não lemos mentes. Além de tudo, censurar opiniões é tirar algo que é do outro, não o que é seu.

O sofrimento que não faz sentido pode ter um propósito que ainda não consigo ver?


O Horizonte do Sentido: O Sofrimento como Texto em Espera


O sofrimento que nos parece "absurdo" no presente é como uma letra isolada de uma palavra que ainda não terminou de ser escrita. No momento da dor, falta-nos o recuo necessário para a leitura; estamos colados ao papel, cegos pela tinta fresca da experiência.


Filosoficamente, o propósito não é algo que o sofrimento possui como um objeto guardado dentro de uma caixa, mas algo que ele projeta para o futuro. O sentido não é descoberto, ele é conquistado retroativamente.


A Perspectiva do "Ainda Não"


Se o sofrimento fosse imediatamente compreensível, ele perderia sua natureza transformadora. É justamente a sua opacidade — esse "não fazer sentido" — que nos força a expandir nossa consciência. O propósito que você ainda não consegue ver pode não estar escondido nas circunstâncias do agora, mas sim na pessoa que você está se tornando para conseguir, um dia, olhar para trás e dar nome ao que hoje é apenas silêncio e angústia.


"O sentido não é o que nos protege da dor, mas o que nos permite atravessá-la sem sermos aniquilados pelo vazio."


Síntese Provocativa


Talvez o propósito do sofrimento sem sentido não seja explicar o passado, mas escavar em nós uma profundidade que a alegria, em sua leveza, jamais conseguiria alcançar. O vazio que a dor deixa hoje pode ser o espaço onde amanhã caberá uma compreensão mais vasta sobre a vida e a alteridade.