Poesias que Falam de Amor do Seculo Xix

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Dei tantos conselhos e ajudei tantas pessoas, que acabei por esquecendo de mim próprio!
nenepolicia

Não temo represálias, minha força está na solidão de lutas incansáveis, sonhos roubados...lutas contra tudo o que é despresivel. Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem das grandes ventanias soltas, nem de lobos maus e aves de rapina...não temo a covardia do ladrão e nem a esperteza das rapozas, pois eu também sou um pouco de tudo aquilo que pode ser inaceitavel... o habitat de um homem pode forja-lo a conhecer o abrasamento do dia e o escuro da noite....
nenepolicia

Amigo de inimigo meu, jamais será meu amigo! portanto, sejas meu inimigo e não queira fingir ser meu amigo, posso até perdoar o inimigo mais jamais perdoo pessoas falsas e traiçoeiras...
nenepolicia

⁠Peça aconteça
pois, quer que aconteça
Não a impeça...
Que tu pereça
E nós não temos
Não esqueça
Pois interessa!

Sem distinção


Atenção sem distinção
pobre em mansão
rico em favela
negativos do sem terra
teto e vintém
mecanismos
do bem feito
amado e educado
e do cada um no seu todo
compartilhando seu lado


e toda divisão é de antes do futuro
vitória do juntar as forças
que nos torna instrumentos
do reconhecimento
já presente
no brilho da doação
chamando em todo lugar
recebendo mais que a paz
capaz de imaginar


pois amor em ousadia
alivia ombros
enaltece a vida
e fortalece o ser
endireita ideias tortas e turvas
de quem se curva
ao peso do poder
e o brilho brilha
sem distinção

Deus não está preocupado com quem cai, até porque Deus antes da queda do ser, Deus já sabe.
Deus também já sabe como será o seu comportamento perante a queda de alguém.⁠

A brisa e o vendaval
Um manso rio e a fúria de um temporal
Tudo tem o seu lado bom como também o mal.


Morte e vida se complementam, uns para viver dependem de outros a morrer.


É um ciclo fatal, como também algo tão natural.


Vida e morte faz parte do teatro existencial.

Fingir ser uma pessoa boa é como oferecer água a quem tem fome, é uma ação que não atinge quem recebe.
E isso não é sobre fome!

Aditivo


E tu és lutador vitorioso
E a dor não te bloqueia o movimento
E tens do medo insano o livramento
E não te fechas ao maravilhoso


E não te rendes ao que é vicioso
E da justiça és um instrumento
E frente ao incerto e ao duvidoso
Não paralisas o teu pensamento


Nem abres mão da tua a alegria
E a verdade dá perseverança
E da fraternidade é motor


E movimenta toda utopia
E leva a toda bem aventurança
E o seu combustível é o Amor

⁠É triste, mas, é verdade!!!
As pessoas com deficiência são vistas ainda com muito estigma pela sociedade, seja por falta de conhecimento, ou mesmo, pelo próprio preconceito impregnando nas interações sociais. É bem uma realidade, as pessoas não aceitam quem somos. A sociedade meio que impõe que uma pessoa cega deve enxergar, que uma pessoa surda deva ouvir, que uma pessoa com deficiência física deva andar e ser ágil como qualquer pessoa, que a pessoa com deficiência intelectual deva pensar tão rápido como as demais pessoas, e, que uma pessoa autista deva interagir e se socializar como qualquer outra pessoa.
É triste, mas, é verdade!!!
A cada dia que passa, observo que ter empatia e alteridade não é tão fácil, não é toda pessoa que guarda em seu coração esses princípios. Às vezes, até as próprias pessoas com deficiência são preconceituosas consigo mesmo e com as demais pessoas. Muitas das vezes, observo oque existe de verdade é o egocentrismo vestido de humildade, a maldade vestida de bondade e a falsidade vestida de generosidade.
Com isso, não consigo mais confiar em pequenas e simples palavras!!!
Assim, diante de tudo, vivo a minha verdade! Porquê vivendo a minha verdade, não corro o risco de me decepcionar, de me entristecer e de me esvanecer em uma prisão da minha própria mente.

Sobre o direito, Spinoza afirma que existe no mundo um ordenamento essencial, e dele vem o direito natural que tem por origem Deus. O direito natural é para o filósofo as normas que dirigem a natureza. As regras através das quais a natureza se ordena estendem-se até o limite do seu poder. Se o homem seguir as leis da natureza, estará seguindo também as leis de Deus. Se os homens seguirem as regras e ensinamentos recomendados pela razão, o direito natural irá se expressar através dessa razão, que é a natureza do homem.

(da filosofia de Spinoza)

⁠Soneto de Oitenta e Um

Em Tóquio, ergueu-se o sonho em chamas vivas,
Zico guiando o manto à imensidão,
Com passes, gols, jogadas tão altivas,
Fez do Brasil o dono da emoção.

Leandro, Júnior, Adílio — obra-prima,
Andrade, Nunes, raça sem pudor,
Na terra do sol, brilhou nossa rima,
Calou o Liverpool com seu fervor.

Foi mais que um jogo: foi libertação,
A taça do mundo em nossa mão,
A glória eterna em rubro-negro tom.

E desde então, a história eternizou,
O mundo viu o quanto o Mengo é bom,
Oitenta e um: o ano que não passou.

Edson Luiz ELO
Rio de Janeiro, Dezembro de 1981

Pula a janela
Visualiza
no buraco da agulha
o vestido das linhas
Vê no espelho
a falta vazia
de ausência e solidão
Sente o que contagia
Mergulha
receptivo e aberto
à utopia
e e a razão brilha bela
A carga se esvazia
e a alma, liberta,
pula a janela

Hoje chorei. Como havia muito tempo não chorava. Não havia razões claras. Apenas chorei. Talvez por razões passadas, histórias ancoradas no porto do meu ser, ali onde a dor não se ossificou, não se fez concreta, não mostrou a face, mas pairou soberana e silenciosa.
Talvez por razão nenhuma. Nem sempre a dor tem razão. Dói por doer, por não ser outra coisa, por ser dor apenas.

Aos 18 eu não sabia. Hoje após anos eu entendi:
a solidão que vem junto com a independência financeira dói pra caramba… mas é muito mais barata que a dependência dos outros. AMÉM OBRIGADO AO SENHOR.

O mundo muda através daqueles que são corajosos o bastante para honrar sonhos aparentemente impossíveis.
Ou se aumenta o nível de dedicação ou se modera a ambição.

Registro de Voos
Levados nos braços do ar
foram-se a tranco e barranco
será que se cansaram de estar em branco?
Caíram no rio que os levou ao mar
o sol os secou, novo vento os levou a voar
e os papéis não são mais os mesmos
Fartos de experiência real
pois nessa aventura mundana
chegaram a tocar na lama
Seguem já não tão alvas
nos braços do tempo
as folhas sem palavras
Levam em seu corpo de celulose
registros de sua metamorfose
fruto de experiências
Sem letras, canetas e impressoras
parecem pessoas
sem lingua humana
Sabemos que podem voar
embora reconheçamos
diferenças de papéis dos humanos
Voam, levando ou levados
cada um do seu jeito, na cabeça ou no vento
e seus voos são registrados

A Pedra da Rotina


Botar mais liberdade na rotina
Coloca-nos o rosto no presente
nos faz mais sábios e inteligentes
Liberta-nos dos olhos a menina


Afasta o tédio que nos contamina
Altera o ritmo não envolvente
Motiva-nos sempre a olhar pra cima
Sem tropeçar na pedra que há na frente


Porque quando agimos sem pensar
Podemos entrar em anestesia
E mal acostumar nossa visão


Mas tudo pode ter mais alegria
Se mesmo ao repetir uma ação
Mudarmos nosso modo de olhar

Não é a inteligência artificial que vai destruir o ser humano, e sim, um outro ser humano ou melhor um ser desumano!
Raidalva de Castro

A Dança da Caneta e da Tinta


​Eu quero muito escrever,
Quero poetizar o mundo.
E quando eu escrever versos,
Que a caneta seja eu.


​E que eu ouse juntar as linhas,
Sair delas sem rumo,
E que você seja a tinta fresca
Escorrendo sobre a direção,
O rumo tomado pela caneta.
​Que haja palavras e letras em revolução
No instante em que a tinta e eu
Estivermos em transe;
Que haja sopro de prazer e almas
Quando as linhas se chegarem
Diante das veredas dos traços livres.


​Que os livros velhos voem como pássaros,
Que o invisível tenha coragem
De se despir da couraça estúpida,
Do breu da ignorância e do medo,
Mostrando-se como tal e qual.


​E se as linhas voltarem à linearidade,
Que ousem se juntar, uma a uma:
Ponta a ponta, ponto a ponto.
Uma linha robusta, infinita, única,
Onde nada fica nas entrelinhas.
​Onde tudo cabe, inclusive nós:
A caneta e a tinta que somos.


E que se firme espiralado,
Do horizontal ao vertical, infinitamente,
Se abrindo na base o tanto preciso
Para que o broto esteja sempre vivo.


​E assim, a escrita fica mais flexível,
As palavras mais fluidas,
A caneta mais sensível à arte,
E a tinta com mais espaço para brincar
De escorregar das vias de regras.