Poesias que Falam de Amor do Seculo Xix
Doce Amargura - Pedro Correa
E quando percebera
Que o ápice da frieza
Batia em sua porta
Amarrou suas memórias
Em suas lágrimas propícias
Para o desespero
Lembrara do sorriso dela
Para esquecer a solidão
Um sentimento mútuo
Vagando para lá e para cá
De uma forma ingênua
De uma forma inocente
A luz que havia ali
Caia nas graças de um ar
Cheio de mistérios, que possuía
Nuances amargos e doces
Com um cheiro sombrio
De uma imensa sobriedade
Pedira perdão
Alivio sentira
Caíra nos braços de uma eterna
Felicidade recíproca
O desgosto desaparecera
Mas ainda lembrava com esmero
Da vida perdida
Do livro Formigas Malucas - de Márcio Silva
De uma folha singela
A formiga montou caravela
Saiu remando no rio como se fosse no mar.
Jurou que atravessaria até a outra margem...
Mas o vento a levou aos céus.
Como num limbo
Um caminhar vazio
Animal sem cio
Apenas desejos
As vezes estremeço
Assim sou eu.
As vezes página em branco
A esperar
Algum sentido
As vezes saltimbanco
Assim sou eu.
Sempre a esperar
Um novo dia
Saudando a vida
Apenas viver
Espairecer
Assim sou eu.
Uma analogia
Já diria
Sempre incerto
Algo assim
Assim sou eu
Uma cor,
Uma simples diferença,
Traz consigo toda dor
Que se possa ter reminiscência.
Te defendem com louvor,
Outros querem sua ausência.
Negro ingrato, é assim que te chamam.
Quando reclamas de teu passado,
fazem sua mente parecer insana.
Estais louco mulato,
teu nome é bacana,
não vem da fêmea do burro.
Depende de quem chama.
A história é cheia de lições,
com ela também vem discriminações.
Um viver diferenciado,
já são bruxos alguns pobres coitados.
Uma rima mal feita
e dizem que sua escrita é imperfeita.
O estereótipo exato,
na hora certa,
faz todos rirem um bocado,
rir até de boca aberta.
Pense se quer ver
um mundo cheio de gozações,
onde não haja justiça para você,
nem para as futuras gerações.
A melhor parte das coisas boas que fazemos pela vida, é que elas independem totalmente de qualquer tempo e elas serão sempre jovens, mesmo tendo avançada idade.
Estarão presentes mesmo tendo ficado em outra parte, serão lembranças dentro da memória da eternidade; E dentro de algumas pessoas, elas serão alguma saudade.
Ser o que penso
Sou a cor do vento
Sou o som das folhas
Vôo como as bolhas de sabão
Alcanço as nuvens com as mãos
Transformo em risos o momento
Em luz transformo todas as escolhas
Do insensato coração sofrido
Vertendo em chuva sonhos coloridos
Bailando em mares verdes de emoção
Traduzo em tempo os cálidos sorrisos
Derramo em pétalas os tempos idos
Faço do choro uma doce canção
Esqueço os passos nas curvas da estrada
Soletro a grama em sombra desfolhada
De árvores dormentes secas pelo estio
Sonhando alto os verdes perdidos
Soluço o canto que derrama o frio
Em cinzentas dobras da ação esperada
Faço aconchego de suave esperança
Frouxos acordes que transformo em dança
Dando algum sentido a esta vida chorada
Nem sei porque sou assim
Um dia me peguei a olhar as flores
Balançando airosas no jardim
Sentada no ócio, sem labores
Fiquei a pensar assim
Sempre fui ativa e laboriosa
Nunca deixei de trabalhar
Por que agora esse descaso
Ao airoso labutar?
Me deixei ficar assim
Porque não tenho mais metas
Ninguém mais está a fim
Pois estou obsoleta
Não tenho mais brilho no olhar
Nem sorrisos ao redor
Sou sozinha a caminhar
Cada vez fica pior
Sonhos desaparecem
Como o assovio do vento
E todos sempre esquecem
Que um dia tive talento
Quero ter algo na vida
Que me traga alguma luz
Pois no coração a ferida
É como pesada Cruz
Ando sem rumo e sozinha
Pois não tenho mais o aprumo
Que um dia me dava arrimo
Não tenho mais alegria
Que tive naqueles dias
Com sua mão entre as minhas.
MULTICOLORIDO
O ideal, como bolha de sabão,
Tem de ser antes devaneio;
Senão, provoca-nos reação
E mostra, então, a que veio.
Está na raiz de dita canção
Sustém a junção e o anseio.
Se me perco, desando, vagueio,
Do Destino desmando o Coração.
De bolha de sabão, meu desejo
Torna-se célere em feroz ensejo,
Arco-íris brilhando, multicolor.
Mas, aos olhos cardeais, a dor
De mirar-te fugir ao sol se por
Eterniza-te em mim em um beijo!
BRAÇO FORTE
Este Sol é o mais temível e puro
Reflexo de Narciso sobre o Lago;
Um clarão noturno em dia escuro,
O futuro do passado em que indago.
Diz-me ele que o dia é o seu trabalho;
Traz a Justiça, sobre o Amor, mitigada
Não vai remissa a Sabedoria, apartada,
Do entendimento, a Voz do ordálio.
A essência da Poesia é a metáfora;
É ontológica a santa obviedade,
Tão curta, quanto longa a Eternidade.
Quando respiro, te embalo, te mitigo.
Corpo frágil é fértil e forte na Infinidade,
Pois em ti resvalo, te afago, expiro contigo.
(Fonte: http://wp.me/pwUpj-140)
GRANDE PESSOA
(Para Fernando Pessoa, com admiração)
Grande Pessoa, o Fernando!
Quem me dera, pessoalmente,
aprender como um Graduando,
A transcender o que se sente!
Sob o Céu que me apreende,
E sob as nuvens, dançando,
Quero o Lume que ascende
E desce, à moda de Fernando!
INSTANTE DE PARAÍSO
Quando sentir o coração bater mais forte,
boca seca, vaga-lumes nos olhos,
borboletas no estômago e faltar lhe
o ar, se entregue.
Deixe-se levar pelo momento.
Que seja no colo, num beijo num amasso na lábia,
mas lave a alma.
Afinal, não é todo dia que alguém nos toma
para voar num instante de paraíso.
28 de Julho Dia do A gricultor
Bendito os que semeiam
Em prol da população
Porque são eles que sustentam
Toda uma população
Gerando toda a energia
Dessa imensa criação
Bendito o produtor
Que produz nosso sustento
Que trabalha sem descanso
Produzindo alimentos
Pois devíamos agradecer
A ele a todo momento
Bendito o Homem do campo
Que lavra a terra com Amor
Que derrama seu suor
Sempre em nosso favor
Mais é pouco reconhecido
O seu imenso valor
Bendito o Homem do campo
O forte agricultor
Que trabalha sem descanso
Com bravura e destemor
Sem temer as intempéries
A fome, o frio, o calor
Neste dia importante
Queira homenagear
A todos os Agricultores
Que vive na terra a arar
Pois são eles os Heróis
Que não param de lutar.
A ROSA
Tua beleza selvagem
Mais parece com a brisa
Que a todos escravizam
Ao ver a tua imagem
És bela na primavera
És mais bela no verão
És simbolo de uma estação
Que as outras sentem invéja
Tens um aroma constante
Teu perfume é natural
Tua forma escultural
É algo impressionante
És simplesmente uma Rosa
Simplesmente rosa és
Orgulhos dos menestréis
E rima da minha prosa
Não importa o jardim
Onde ora estás plantada
Por todos serás amada
Principalmente por mim
Quando queremos demonstrar
Muito carinho por alguém
Mesmo sem ter um vintém
Uma Rosa podemos dar
Se alguém amou na vida
Uma linda cabrocha
Logo compara com a Rosa
Amada e muito querida
Quando Deus criou a Rosa
Deu-lhes pétalas como mando
Deu-lhe perfume e encanto
E uma vida gloriosa
Numa festa ornamentada
A noiva muito contente
Leva um buquê certamente
De Rosas bem perfumadas
Rosa tu és com certeza
Simbolo do amor, dos amantes
Dos poetas inconstantes
Que amam tua beleza
LIBERDADE
SER LIVRE É
NÃO ABUSAR DO SEU LIVRE ARBÍTRIO
RESPEITAR A OPÇÃO DE VIDA DOS OUTROS
É SER HUMILDE
É SER CARIDOSO
É SER INSTRUÍDO
NÃO TER IDÉIAS PRECONCEBIDAS
É AMAR O PRÓXIMO COMO A SI MESMO.
O ULTIMO ADEUS
Para onde vais?
porque não ficas?
vais pra onde, homem de Deus?
porque desprezar tudo que é teu?
que caminho irás seguir?
vai tornar-te um fariseu?
vais ser errante talvez?
ou um bom samaritano?
só sei que vamos sentir
tua falta, teu calor
tua história bem contada
que talvez você passou
se era verdade ou não
mas nos emocionava
um ria, outro chorava
com os lamentos teus
com as tuas aventuras
que talvez aconteceu
vais, pois o destino é teu
nas encruzilhadas da vida
acena-nos o ultimo Adeus.
SEM TI NADA SOU
Senhor aqui me encontro
na condição de pecador
busco na tua misericórdia
a paz e a concórdia
e um pouco do teu Amor
Sei que não sou merecedor
nem de um terço do que me dás
mas eu busco Senhor, aproveitar
ainda mais a vida melhorar
nessa oportunidade impar
Dai-me meu Deus
força, coragem e disposição
para que eu suporte sem rebeldia
as dificuldades do dia a dia
com fé e amor no coração
Oh! pai de todos os pecadores
que perdoa incondicionalmente
que não pune e a ninguém castiga
que trabalha sem sentir fadiga
hoje, amanhã e eternamente.
SEM ILUSÕES
Sou uma miragem
Sou uma ilusão
Sou o pó da terra
Poeira desse chão
Sou um pobre verme
Que vive rastejando
Por dias melhores
Vivo clamando
Não produzo aquilo
Que é necessário
Vivo carregando a cruz
Do meu calvário
Sofro sozinho
Minhas desilusões
Mas tenho vivido
Muitas emoções
Da vida só se leva
O bem que se faz
O mal só faz mal
Só nos leva para trás
Não tenho vergonha
De confessar-me vagabundo
De passo em passo
Percorro o mundo
Mais experiente
Agora eu sou
Em busca da morte
Há muito estou
Não tenho ilusões
Quanto a felicidade
Pois na vida tudo passa
Ficando a saudade
Eu sei que não valho muito
Mas a vida vale ouro
Quando a morte me levar
Por favor nada de choro.
Cuentito triste
João vivia correcto
João tan rectito
Amava Maria
Amava Ritinha
Hijita del sueño
Que um dia soño
Amando Maria
El mundo se hundió
Cuando Ritinha
Al cielo se fue a vivir
COLHEITA
Sentir a brisa
Rever o mar
Abraçar amigos
Sorrir, sonhar
Rever conceitos
Reprogramar
Planejar o futuro
Reavaliar
Dar sentido a vida
Sendo útil e importante
Se fazendo necessário
Para que sua colheita
Seja de felicidade.
