Poesias que Falam de Amor do Seculo Xix
1º MIRAGEM
Sou sem por cento
Saudade,
Sou cem por cento
Miragem,
Sou cem por cento
Tristeza...
Duzentos por cento
Confuso,
Duzentos por cento
Intruso,
Duzentos por cento
Incerteza.
Trezentos por cento
Vazio,
Trezentos por cento
Sombrio,
Trezentos por cento
Aumento...
Sou cem por cento
Poeta,
E a vida pra ser
Completa
Precisa ser cem
Por cento.
ADEUS
Ainda quando
De longe
O aceno da saudade
Pairava sob o ar,
Os teus olhos
Não deixavam
De dizer-me:
Eu sou tua!
O velho símbolo
De adeus, (o lenço branco),
Não havia
naquela cena,
Pois o lenço branco
Eram teus lábios,
Que, molhados pelo pranto,
Pronunciavam,
Ainda que quase sem voz,
A palavra
Adeus...
Este foi
O que viveu da poesia
E a poesia viveu nele,
Sendo transformado
Em palavras que brilharam
Como brilham as estrelas
No céu.
Este foi
O que viveu da música
E a música viveu nele,
Sendo tocado e tocando
As pessoas ao redor
Deste ser
Que foi
Arte.
Amigo verdadeiro é aquele que sempre estende as mãos para me socorrer quando preciso
Aquele que descobre os mais secretos pensamentos
Adivinha as minhas vontades
E esta na minha vida em qualquer etapa seja de alegria ou tristeza,
esta é a minha certeza, de ter um amigo, um irmão…
Os meus pensamentos voaram
e você resgatou,
Me trouxe de volta a alegria
meu amigo, companheiro para todas as horas,
mesmo com a distância estaremos sempre unidos
te adoro e você faz parte da minha vida!!!
O Poeta e a Rosa
Conheci um sonhador, um poeta,
Que criou em seu jardim
Tímida rosa, fresca e quieta,
Da semente de um sonho sem fim.
Ignorava ser impossível a quimera,
Regava com tal zelo sua flor invisível,
Protegia-a tanto, feito sentinela,
Que a rosa cresceu e teve o céu como nível.
Pobre poeta! Pequenino que era,
Não pôde subir à altura da rosa,
Ficou embaixo, ao pé da quimera,
Ausente de sua aura perfumosa.
Minha casa são muitas, uma só todas elas; o morar é a casa
com varandas, janelas.
Obs.: trecho adaptado. Texto original "Essa casa são muitas", do poema "Memória da Casa" de Walmir Palma e Fernando de Oliveira.
Quanto aos sonhos
Quantos desejos o homem possui?
Quantos desejos uma mulher?
Se desejos são que giram rodas?
Prefiro rodas. Do bem me quer.
Quantas vontades há de cumprir?
Tantos sonhos a acasalar?
E toca o tempo. Toca a sorte?
Antes da morte, vir chegar.
E a vida continua. Não muda.
Mudam as pessoas.
Não os sonhos. Em tela de pano.
Quando os olhos, um dia aberto?
Restou in memória os desenganos.
Olhe para frente. Toque o andor.
O santo é de barro. E no ombro a dor.
Se cedo conheces. O mais longe se vai.
Realiza o teu sonho.
Porque a corrente, puxa pra frente.
Querendo ou não querendo mais.
marcos fereS
A insegurança de um touro.
O que me ilude é toda a incerteza,
é toda a possibilidade inscrita no riso,
o que foi visto valera
tudo que não foi dito.
O que matou a capacidade de raciocinar,
o que plantou o não saber,
tudo aquilo que faz esperar
faz a alma e o corpo tremer.
A insegurança de um touro,
a vontade que o cadáver exala,
se o segredo é vindouro
não fui eu quem contara.
A literatura é a fuga da alma,
o inferno é o recanto do espírito,
se no templo é onde queimará
o incerto corrobora o mito.
Poemas à morte - 6
Estranhos perante a luz
se refugiam no breu da noite,
onde é que se produz
força assim, cavalgando à foice.
Se a neblina densa lhe cobrir
não se assuste, há sempre alguém
a quem irá seguir.
Hoje não há ninguém.
Ontem o que lhe cativa,
hoje lhe repele.
Ontem o que lhe ilumina,
hoje lhe escurece.
O hoje é quem lhe matará,
se estará pronto não é questão,
a morte lhe sugará,
a morte é inquisição.
A morte é a sua alma,
a morte é luz em ascendência,
a morte está na vida mascarada,
a morte é um, sem insistência.
A espera
Ela sentada a espera dele
No portão da sua casa a espera dele.
Tentando entender a cabeça dele
As horas passando e nada dele.
Ele bebia a pensar nela
Sentado num bar a pensar nela
Pensava em ir, se encontrar com ela
Mas não se levantava, e chorava por ela.
Conflitos de amor, na cabeça dele
O medo ocupava a cabeça dela
Síndrome de amor corria por ele
A lágrima de amor corria por ela
O silêncio retornou ao coração dela
A insanidade tomou o corpo dele
O gelo retornou ao coração dela
Amargo foi o fim dele
Pra ela o amor quente esfriou
E em seu edredom sozinha se esquentou.
Pra ele o amor que pensava ser gelo
Quanto o esquentou, como uma cerveja fria, desavisado apenas tomou.
Vermelho.
Cada dia que passo sem sua presença,
é um tiro no peito do ecossistema,
é vazio paralelo com a cheia,
de estar cansado de contar as teias
dessa armadilha presa em minha cabeça.
És o que não admito nem a mim,
ouço as paredes reclamar
do que eu não lembro.
Eu ouço o som do lamento,
lágrimas sendo levadas pelo vento,
eu tento, incremento, isento você da culpa.
Renuncio-lhe de mim!
Volte quando o nunca mais existir,
quando o nunca for usado corretamente,
quando o vocábulo estiver de acordo
com os sentimentos do remetente.
E os poetas choram, falam em versos.
ludibriam pobre alma,
nunca será estrofe inteira,
fora partida de maneira
que desces a ladeira,
caco em caco, aos pedaços.
Parecendo vosso amor.
Ficou incompleto.
Faltou você.
ELE NÃO É COMPETENTE COMO VOCÊ,
NÃO TEM AS HABILIDADES QUE VOCÊ TEM,
MAS VIVE TENTANDO ROUBAR O QUE VOCÊ CONQUISTOU..
+sonia solange da silveira Ssolsevilha
Intendência
Onde se seguia, quando um fato assumia,
para dizer o que se fazia, nos moldes;
em que se mandavam os coronéis.
Visto o tempo passado, vejo a caminha ao
lado, onde a lei, toma viés, de quem deseja,
com isso, fazer sua palavra ser isto,
e não se conforma. Ganhar até no grito.
Tendencia, parcimônia, arruaceira de espírito.
Nasceu da carne, alimentou o espírito,
se se considerou verdade.
Especial, não sei porque? Porque quando,
com fraudas, em noites de medo,
não demorava a tremer.
Mas parece uma doença que se deu.
O caráter perverteu, o único valor que reconhece
é a grana. Para comprar, para matar, para silenciar.
Se tornou, fim e meio.
Mas todo meio, um dia tem seu fim.
E as intendências, também há de se acabar.
Preço e valor, outra forma há de imperar.
Antes que a terra cubra, a sobra de ossos secos.
Ser macho, não é ser homem. E ter própria vontade,
não é substituir Deus. Se engana alguns, mas por
pouco tempo. E o tempo; é o senhor da história.
Que vive procurando glória. Precisa tomar cuidado.
Porque há de encontrar. A média ponderada,
Realiza o saber, de experiencia compartilhada,
sofrida e eternizada. Do que sé realizou;
Foi o melhor que se fez.
Tudo que se faz na força. Não resiste a pressão.
E chega o dia que há de romper. E ouvir seus
seus lamentos na imensidão.
Intendência; nunca mais.
República aos brasileiros.Todos americanos.
Liberdade, para fazer, Sem garrote , sem engano.
E a Res-pública; para todos. Viva o Brasil.
marcos fereS
Afinação
Não aperte a corda demais.
Assim ela não conseguirá,
afinar-se a música que está
no ar. E que você não vê.
As ondas que são empurradas,
aos seus ouvidos. São perfeições,
matemáticas. Que regulam e suavizam,
suas idéias e pensamentos.
Por isso. A sensação de bem estar,
quando de uma música bem tocada.
O instrumento, revela.
Mas a música, está dentro de si.
Se te esqueces. E aperta demais,
por um ignorante desejo.
Ou mesmo, afrouxa as linhas tênues,
dos próprios pensamentos?
Permanece sem encontrar
sua própria música.
E afinar-se a ela.
E a harmonia, da vida.
Vivida com todo o esplendor.
Se acostuma, com vibrações,
de pequenas sonoridades,
de graves, escalas.
E poucas subidas, há afinações,
mais refinadas da vida.
Dizem que a música é mágica.
Digo que não. Ela é caminho.
marcos fereS
Zen
O poeta, vive no lago.
Sobe pelo caule.
E beija a flor.
Desce do caule.
Vive volta ao lago.
E reparte o perfume da flor.
marcos fereS
Indecisão
Perguntei aos quatro ventos
do mundo. O porque de
tanto pensar?
Apenas senti a brisa suave,
no meu corpo a passar.
Não tive resposta.
O dia caia...
A noite subia....
Vindo ao meu encontro.
Tanta tralha e mochila.
Mas de nada servia.
E quanto mais a noite.
Mais o meditar.
De tantos anos passado.
De quantas vidas corridas.
Tanto sentimentos guardados.
E muitas vidas perdidas?
Quem sabe, devia ser assim?
A terra e sua lei nunca mudou?
Não haveria, agora de ser.
Era assim e pronto....
Quando vir. Já foi !
Daí, os momentos perdidos,
A delusão tardia.
Os olhos a observarem.
O tanto pesar? O tanto escolher?
E o nunca de se perguntar?
Porque não!
marcos fereS
O Ponto
Estava o ponto inquieto;
que se fez romper ,
no espaço afora.Por linha reta.
Não desejava mais voltar.
Desacostumara com a inércia.
Nasce o conflito,
Do antagonismo,
confrontando a dualidade,
Dois pontos. Somente um.
Sismado estava. A própria expansão.
E da força força linear.
Um novo ponto.
expandindo-se; pelo espaço.
Do tamanho do diâmetro, o circulo.
E o equilíbrio, se fizera.
Dera-no o nome de Amor.
E a perfeição, podia se expandir.
Alegrava-se porque já não estava só.
E, a cada circulo fechado.
Era a ciranda, perfeita.
Do trabalho, produzindo o prazer.
O equilíbrio consciente.
A renovação.
A construção da Paz,
todos os dias.
marcos fereS
Noites de Outono
Brisa fresca e uma noite mágica.
Tanta gente a passear.
A Vida se alegrando.
Brincadeiras, em luz do luar.
Tudo acontece aqui. Assim como lá.
São tanta gente passando.
São tantos bichinhos se amando.
São tantos carinhos no ar.
Na serra. Ou perto do mar.
São tanta gente passando.
São tantos bichinhos amando.
São tantos carinhos no ar.
Noites de Outono.
Sem limites. Se faz uma coisa só.
São tanta gente se amando.
São tantos bichinhos passando.
São tantos carinhos no ar.
Marcos fereS
Plenitude de beleza,
Plenitude de doçura,
Plenitude de afeto,
Plenitude de carinho,
Plenitude de sensualidade,
Plenitude de prazer...
Mas mulher às vezes é um pé-no-saco.
