Poesias que Falam de Amor do Seculo Xix

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⁠Eu, Tu e a Lua

Vejo a luz da lua nos teus olhos brilhantes
E caminho devagar para aquele lugar distante
Espaço intergalático onde as nebulosas se perderam
E ficamos dependendo só das estrelas
Brilhamos com o luar que nos cobre e nos conforta
Ao mundo lá fora decidimos fechar a porta
Mágica e companheira
Que nos deixa abandonados, entregues à noite inteira
Plenos de música em orgão de catedral
Seremos o amor intemporal
Para lá da mágica porta a vida continua
Mas neste lugar feiticeiro...eu, tu e lua!

mca

Inserida por maria_ceu_alves

Eu, que não fumo, queria um cigarro
Eu que não amo você
Envelheci dez anos ou mais
Nesse último mês

Engenheiros do Hawaii

Nota: Trecho da canção Eu Que Não Amo Você.

Inserida por Antoni

⁠O LADRÃO E O FILÓSOFO


De João Batista do Lago


Se perceberes teu quintal invadido
e nele um ladrão afoito a furtar,
não o abatas ao chão com um tiro,
convide-o para contigo jantar.
Oferece o teu melhor vinho (e)
faze-o comer da melhor iguaria
deixa-o perceber todo o teu carinho
e fá-lo um amante da sabedoria.
Aconchega-o e fala-lhe da democracia, (e)
diz-lhe das vidas que a ditadura furtou
mas, sempre moribunda, nada logrou.
E depois de deixá-lo saciado, enfim,
convida-o para dançar sob a chuva, (e)
com a noite saudar o novo dia assim.

Inserida por joao_batista_do_lago

⁠CANTO LIBERDADE

Letra: João Batista do Lago

Do quilombo dos Palmares
a voz de Zumbi ecoou
lutando por liberdade
a todos nós encantou

Não é fácil, não,
calar nossa voz,
somos uma só nação
temos um só coração
peito pulsando emoção
um só grito de libertação.

Saibam todos vocês,
senhores donos do mundo,
temos orgulho de nossa grês.
Somos madeira nobre (e)
reluzimos como ébano
nascidos do barro e do cobre.

Somos filhos da paz (e)
de liberdade contumaz,
nossa tez é nosso ouro.
Nenhuma insensatez
há de calar nossa voz
somos liberdade, não o algoz.

Do quilombo dos Palmares
a voz de Zumbi ecoou
lutando por liberdade
a todos nós encantou

Inserida por joao_batista_do_lago

⁠CANTO REFLEXIVO


De João Batista do Lago


Desperto sob raiares de um forte sol
Ciente da realidade de um novo crisol
Porém tudo continua sendo mero sonho
Nesta estrada que a caminhar me ponho
Perscrutando o tempo, espaço, terra e mar
Curioso para saber em qual lugar vou parar


Lembro ainda dos primeiros passos
Trôpegos mas esperançosos ante toda vida
Ali tudo era esperança desmedida
Em cada passo meu olhar de aço
Açoitava os percalços imprevidentes
Sem temer quaisquer almas indolentes


Mas a vida essa quimera indomada
Logo tratou de pregar novas surpresas
Navios alados formaram uma armada
Esconderam o sol e pariram torpezas
Prenderam estrelas no breu da noite densa
E mataram por instantes esperança imensa


Contudo o sol da liberdade se impôs
Novo dia raiou e com o povo se compôs
Tecendo um manto de linhas entrelaçadas
Tirando das gargantas as espinhas de aço
Que açoitavam as vozes das liberdades
Agora livres em toda praça e em todo paço


Em toda rua um carnaval de bonança havia
E no front daquele menino novo mundo surgia
Viram-se o operário e a mulher com galhardia
Nascerem no horizonte de dias esplendorosos
E juntos com todos os nativos ardorosos
Entoarem o hino da igualdade e da harmonia


Mas a triste e miserável ganância
Travestida de honra e democracia
Desfila nos palácios todos os horrores
Mentindo que por todos nutre amores
A todos matando num único cenário
Ofertando a sacristia do mesmo covário


Ainda terei tempo de assistir
Aos raiares do sol de novo porvir?
Lembro ainda dos primeiros passos
Ali tudo era esperança desmedida
Açoitava os percalços imprevidentes
Sem temer quaisquer almas indolentes

Inserida por joao_batista_do_lago

⁠O BÊBADO E A EQUILIBRISTA
De João Batista do Lago

(Para meu irmão Júlio César, in memoriam)


E lá se vai ele!
Equilibrando-se sobre a corda-vida
segue o bêbado trançando dores,
cerzindo rancores póstumos,
cosendo seu livro de dissabores…

Vê-se de cá, de bem longe,
um zumbi errante
e todos seus vagabundos amores
fazendo-lhe procissão e coro
às suas preces de socorro:
― “a corda-vida não te sustentará
o equilíbrio de que necessitas.
Há um abismo entre teus polos:
abaixo de ti apenas a cova
tua, deitará esquecida a ossatura
da carne antes corroída pelo
colírio de pó de antimônio.”

Hoje não mais cerzes
nem dores… nem dissabores…
E nem mesmo sabe-se do teu equilíbrio,
e nem mesmo sabe-se da corda-vida.
“És apenas lembrança
― lembrança pela vida bebida.
Hoje és, apenas, arcanjo.”

⁠RENASCER
De João Batista do Lago


Ao abrir a janela
o velho jardineiro desfaleceu:
o jardim fora assaltado
as flores e as rosas eram murchas,
sem vida e esquálidas.
Os olhos do velho jardineiro,
cansados, choraram a dor do mundo:
nenhuma flor, sequer uma rosa
para beijar; nem mesmo um só buquê para dar.
O cheiro da rosa, e da flor, ficaram apenas na memória.

[…]

Antes que o dia finde,
o velho jardineiro tornará à luta;
e mesmo com olhos marejados
e com mãos calejadas
renascerá flores e rosas: toda vida sorrirá.

⁠ESPELHO FRAGMENTADO
De João Batista do Lago


Poeta!? Poeta!? Poeta!?
Tu estás aí, poeta?
Urgentemente preciso de ti, poeta.
Tu estás por aí?
Tu estás por aqui?
Preciso que me escutes…
Preciso que me retorne, para mim, poeta.


“Quem são vocês!? Quem são vocês!?
Não, eu não tenho esses rostos;
esses rostos que estou vendo não são meus!
Essas caras tão distorcidas estão…
E essas vozes, de quem são?
― Minhas, não! Não são vozes minhas.”


Quem sou eu!? Que lugar é este!?


“Não, eu não lembro de ti…
Até onde sei eu daqui nunca parti;
sempre estive aqui;
não encontro razões para voltar.
Voltar!?
Eu não consigo lembrar…
Tudo está muito fragmentado…
Meus pensamentos estão todos quebrados...”


[…]


Éramos apenas um
antes dos espelhos partidos,
antes do espelho fragmentado.


[…]


Poeta, tu és um artista…
Tu és um criador.
Tu és um demiurgo, poeta.


― Demiurgo, eu!
Onde estão meus conteúdos,
As minhas formas, onde estão?
Estou preso nesta masmorra,
nesta cela onde soçobram
memórias de sombra e confusão.


Teus conteúdos, poeta,
tuas formas, poeta,
todas dentro de ti: a Poesia.
Teus espelhos podem estar fragmentados,
mas tua arte ainda pulsa:
tu podes criar o belo
mesmo dentro da caverna,
mesmo na escuridão.


“Quem sabe!… Quem sabe!…
É preciso juntar todos os fragmentos,
juntar cada caco do espelho,
criar um novo Adão…
― Mas, e se eu me perder?”


― Não há de ti perderes;
te encontras sentado sobre a pedra
em qualquer lugar do universo;
te encontras no verso,
te encontras no poema,
te encontras na Poesia.
“Encontre-se na desordem,
esquece tua secular Verdade:
a verdade está além da linearidade.
Tu, Poeta, és o mestre do Caos.”

⁠AO MEU OUTRO AMIGO
De João Batista do Lago



Dize-me, tu, meu outro irmão,
que não tenho isenção para defender
a mata onde vivo com meu povo.
Tu, meu outro irmão,
que não conhece a mata
para além do tapete verde da tua sala.
Tu, meu outro irmão,
que não entende da defesa da vida,
só quer transformar a mata em vintém.
Tu, meu outro irmão,
que deseja tão só minha destruição,
por que deseja o fim da minha nação?
Tu, meu outro irmão,
que do anzol não sabe a serventia,
queres a morte do rio, meu alimento.
Tu, meu outro irmão,
que desconhece toda minha etnia,
que não sabe do Tupi-guarani e do Macro-jê.
Tu, meu outro irmão,
conhece os Tenetehara, os Awá-guajá e os Urubu-Kaapor?
Povos de língua Tupi todos são.
Tu, meu outro irmão,
sabe do Apaniekrá e Ramkokamekrá; dos Pukobyê, Krikati, Timbira e Krenyê?
Todos são povos originários: Jê.
Tu, meu outro irmão,
ouviste falar dos Akroá-Gamela e Tremembés?
Ainda hoje lutam por reconhecimento étnico e a demarcação de suas terras!
Então, tu, meu grande irmão,
toma a minha mão e vem. Vem defender a mata,
vem defender a flora, vem defender a fauna.
A existência, meu outro irmão,
depende de nós, depende da nossa união.
É o nosso legado para toda nova geração.


Em versos esculpidos com cinzel de ironia,
Machado de Assis, teu estilo guia minha poesia.
O palco político, um teatro de sombras e luz,
Onde a verdade se encontra nos bastidores, longe do refletor azul.

Transformação industrial, o gigante acordado,
No rosto do progresso, o passado desfigurado.
O rodar das engrenagens, o tempo acelera,
E a face da humanidade, em aço e vapor, se esmera.

Progresso! Oh, grito ecoado em cada esquina,
Mas que no ritmo frenético, a alma sublima.
O homem, preso à roda da inovação, se perde,
No olho do furacão, a humanidade se esconde.

A falta de planejamento, a desordem em marcha,
Na construção do futuro, o alicerce desmoroncha.
E o que resta são ruínas de sonhos, na poeira do tempo,
O preço da pressa, o lamento do esquecimento.

Guerras! Oh, a derradeira dança do destino,
Onde o homem, em seu orgulho, se torna assassino.
Na sombra do progresso, a chama da discórdia arde,
E no palco da existência, a tragédia se faz carne.

Assim, entre a política, a transformação e a guerra,
A humanidade caminha, na corda bamba da terra.
Buscando no progresso, a esperança de um novo dia,
No poema da vida, somos versos de ironia.

Inserida por brunocassuriagarc

⁠Na dança das engrenagens, o futuro se molda,
O brilho do progresso, no céu, se desenrola.
A tecnologia avança, incansável, inabalável,
No olho da tempestade, o homem é vulnerável.

Os empregos se desvanecem, como neblina ao amanhecer,
Na sombra do progresso, o trabalhador a sofrer.
As máquinas, incansáveis, usurpam a mão do homem,
No teatro do mercado, a humanidade é apenas um nome.

A pobreza, silenciosa, se espalha, feroz,
O avanço tecnológico, uma maldição atroz.
No templo da inovação, o ouro se acumula,
Enquanto o homem, esquecido, na miséria se oculta.

Porém, na face sombria da moeda do progresso,
Surge a necessidade de um novo acesso.
Uma transformação que abrace a todos, sem distinção,
Onde a tecnologia é aliada, não a destruição.

Nas linhas de código, no pulsar das máquinas,
Há espaço para todos, em novas páginas.
Porque o avanço não deve ser a sentença do homem,
Mas o trampolim para um futuro onde todos têm nome.

Inserida por brunocassuriagarc

⁠O Natal a época que aquece o comércio, movimenta as pessoas, une as famílias, comove os corações. é impossível passar despercebido,embora não seja a data exata do Nascimento de Jesus Em nossa cultura, o Natal é relevante demais para ser ignorado. Não basta simplesmente agir como se esse dia, por não ser a data mais provável do nascimento de Jesus, possa ser desprezado completamente. Mas Para captamos o verdadeiro significado do “espírito do Natal”, precisamos apenas deixar cair à última sílaba, e ela se torna o ‘Espírito de Cristo. Aprender que não devemos esperar uma data no ano para Atos de compaixão e solidariedade, aprender que a capacidade de se colocar no lugar do outro e pensar: “e se fosse comigo? antes de ser realizamos qualquer atitude deve ser uma busca constante.
Aos meus amigos e familiares e pessoas que me seguem desejo boas festas e que o amor de Cristo nos guie e nos inspire, não apenas hoje, mas em todos os dias de nossas vidas.

Inserida por jonatas_santos_4

Dizem que de Médico e ⁠louco
Todo mundo tem um pouco
O problema surge quando quero
Ser médico da vida do outro
E me torno um louco pra mim mesmo.

Inserida por mteixeira

⁠E esses pensamentos que ecoa tão longe?
Rompe fronteirae perturba a mente?…
Que quando se pensar é necessário esquecer?…
O esquecer é real e perturbador.

Inserida por JoaoPauloSilva

⁠A vida é incapaz de corrigir os defeitos da educação familiar

A própria vida não pode produzir nenhuma mudança essencial.

Isto é psicologicamente compreensível, porque a vida trata com os produtos já acabados do ser humano, com seres que já têm seus pontos de vista definidos, que se esforçam, todos eles, para conseguir dominar seus iguais.

Exatamente ao contrário do que se possa pensar, a vida é o pior dos educadores. Ela não tem consideração por nós, não nos adverte, não nos ensina; limita-se a castigar-nos e a nos deixar morrer.

Inserida por ELIERRE47

⁠Tu és o que pensas - James Allen

Tudo o que um homem alcança e tudo aquilo que não consegue alcançar é o resultado direto dos seus próprios pensamentos. E, quanto mais alto ele elevar os seus pensamentos, quanto mais viril, honrado e reto se tornar, maior será o seu sucesso e mais abençoadas e duradouras serão as suas realizações.

Inserida por ELIERRE47

⁠O homem imoral, antigamente, perdia a cabeça por três coisas, hoje, só por duas:
Mulher, dinheiro e guilhotina.

Inserida por ELIERRE47

DESPERTAR
Coração emergindo da escuridão,
Onde o caos reina com férreo domínio,
Habitando o medo, a carnificina da maldade.
Segue rumo ao céu, onde a luz sublime resplandece,
Erguendo-se a um nível inimaginável,
Alcançando o infinito, onde não se pode calcular
Uma constante imutável, mas ainda assim, é apenas um coração.

Inserida por josueXK

⁠Geograficidade

Importante conceituação,
Junto a ciência,
Que represento,

Apresento diante a sociedade,
Que está a me circundar,
Para que eu possa explanar,

Acerca do meu foco de estudo,
E principalmente raciocínio,
Do que ele pode contemplar,

Aos que procuram o compreender,
Em sua essência,
Que é capaz de apresentar,

Concisão em sua explicação,
O meu interesse,
Está envolto a espacialidade,

E tudo mais,
Que está ao seu redor,
Para algo alcançar e aclamar.

Gustavo Gurgel do Amaral

⁠Estratega do Poder

Caiu-se mais um na guerra contra ou a favor do Poder, foi derrubado pela insistência ignorante em um ego de que só deseja! A bateria se esgotou e suas pernas foram quebradas e recompostas desde sua infância. Sempre verás a vida de alguém desde uma janela, não conhecerás de dentro, a casa inteira… Esgotaremos as forças nossas e daqueles que acreditamos ser “nossos” pelo prazer de ter algo ou alguém! Mas dizem que o bom filho à casa volta! O vaso que quebrara não voltara o mesmo, ainda que elegante e sereno fosse.
A riqueza das nações e o estado de coisas que delas provém é o único material usado para justificar o desejo pelo poder. Pode, aquele que tem, que possui, que faz propriedade, identidade, que constrói finalidade…
A linha que costura o tecido rasgado pensa até que o enobrece e às vezes isso deve ser verdade, pois não está ruim ter fé e acreditar em algo que lhe faz sentido, mas ao mesmo tempo quando é somente para tapar o buraco do vazio causado, é importante estar atento! Às duras penas o corpo se recompõem e a mente descansa quando não tão pequena dizem ser a alma… Porém quando se tece em ilusões de crenças libertadoras mágicas a fuga faz respirar, mas não regenerar!

Daniel Nazaré. 13/10/2023 às 11:30

Inserida por DanielNPrado