Poesias que Falam de Amor do Seculo Xix

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Pior é o homem que acha que é dono da Terra.
Pior é aquele que pisa duro demais, como se nunca fosse cair.
Firmar os pés no chão logo cedo talvez seja a oração mais bonita. Porque lembrar que nada nos pertence é uma forma rara de sabedoria. A casa fica. O carro fica. O dinheiro muda de mão. Até o corpo um dia devolvemos ao tempo. O que segue adiante é aquilo que plantamos enquanto passamos por aqui: o cuidado, a palavra, a lealdade, a mão estendida na hora certa.

Os amigos riem porque muita gente desaprendeu a respeitar o invisível. Vivemos dias em que o deboche virou escudo intelectual. Só que há coisas que não cabem em laboratório: a intuição da mãe, o arrepio diante do tambor, a paz inesperada depois da oração, a sensação de ter escapado de algo ruim sem entender como.
O povo simples nunca precisou explicar a fé. Apenas viveu.

Esse tipo de pessoa acorda cedo, resolve suas tarefas diárias,
Segura preocupações no bolso e ainda encontra força pra perguntar ao outro se está tudo bem.
Às vezes nem está. Mas oferece cuidado mesmo assim.

Há quem ache fraqueza não devolver insulto.
Há quem confunda educação com covardia e respeito com submissão.
Só que segurar a própria explosão exige muito mais coragem do que espalhar estilhaço por aí.

Foi no Rio de tantos encantos
Que nasceu sua inspiração
No compasso das madrugadas
Reinventando a canção
João ouvia calado num canto
Tom Jobim parava pra ver
E a batida que mudaria o mundo
Começava ali sem ninguém perceber

A vida moderna criou especialistas em maledicência.
Gente que se alimenta da derrota alheia, que torce pelo tropeço do vizinho,
Que transforma boato em entretenimento e ironia em personalidade.
O mal agouro hoje anda solto feito cachorro sem dono.
Tem gente que entra num ambiente e apaga a luz espiritual dele só com a própria presença.

Só queremos a receita


Vocês estão cheios de informação
Eu estou informando minha insatisfação
Vocês têm respostas demais,
Que jamais alcançariam sem minha paz


Querem saber a receita do bolo,
Como tolos querem os ingredientes
Mas esnobam quem, fez primeiro
Rejeitam plenamente o confeiteiro


Não explico pro anel porque existe o dedo
Como não preciso acalmar quem me julga por medo
Não sou ditador, não dividi o que era uno
Mas não há em vocês nenhum suprassumo


Querem saber a receita do bolo,
Como tolos querem os ingredientes
Mas esnobam quem, fez primeiro
Rejeitam plenamente o confeiteiro


A paciência é eterna... o tempo é curto
Minhas respostas sinceras... são consideradas dogmas cultos
Querem medir, replicar, dizer se é falseável
Enquanto resumo, pra muitos, que seu temor é notável


Querem saber a receita do bolo,
Como tolos querem os ingredientes
Mas esnobam quem, fez primeiro!
Rejeitam PLENAMENTE o confeiteiro!


Sigo minhas regras, respeito minhas leis!
Deixo, que façam o que queiram, não dependo dos seus reis!
Patologia do caos! Enfermeiros doentes!
Coachs do sucesso inerte! Vídeos viciantes!
Da internet! Paisagismo orbital! Modelismo!
Confuso em fractal!
Entendam como quiser...
Mas não me impute suas falácias de poder!

A vida é algo que não sabemos explicar, muito menos definir. Ela é algo que sabemos que irá ter um fim e, mesmo sabendo disso, nos apegamos a ela com unhas e dentes, como se fosse a coisa mais importante da vida.

Mas, para mim, a vida não é o nosso bem mais importante, e sim as lembranças, pois elas sempre serão eternas. Elas nos acompanham eternamente. Quem nunca se arrependeu de ter feito algo? Ou lembra de um doce especial da infância, ou daquela música do dia em que conheceu ela? E nem estou falando do cheiro do primeiro abraço.

Por mais que revivamos isso, esses momentos jamais serão os mesmos, pois, para você, essas lembranças sempre irão lhe afetar eternamente.

Porque aquela decisão da qual você se arrepende faz o peito doer, trazendo a angústia do mesmo momento. Aquele doce sempre será melhor na sua infância, independente de quão bom ele realmente era. Aquela música nunca mais será a mesma coisa, pois você não está mais naquele dia e nem com aquelas pessoas. A música não perdeu o sentido, ela apenas lembra você de como se sentiu ao notar que ela marcou o início de tudo.

E o cheiro… como falar de algo que jamais terá o mesmo significado? O toque dela, ou o sorriso que ela dava ao te abraçar, ou a paz que aquele cheiro lhe trazia, por mais simples que fosse. Ou como o seu dia melhorava ao vê-la.

Então, ao meu ver, as lembranças sempre serão eternas.

Não siga a vida pensando em como gostaria de viver ou em como deveria vivê-la. Apenas viva. Siga em frente. Teremos o mesmo fim, sendo especiais ou não, pobres ou ricos, lindos ou, às vezes, feios.

Mas viva, seja você mesmo e crie lembranças especiais das quais nunca mais esqueça, pois o que vale não é ser esquecido, e sim ser lembrado. Porque, depois que eu partir, eu sei que, por mais que seja pouco, você irá lembrar de mim. E isso, para mim, é o que mais importa.

Já parou pra pensar que o tempo é algo que, independente do quanto passa, mais ele cobra de você?
Não convenceu só com isso, né? É, eu sei… humm, acho que vou te ajudar a chegar na minha lógica.

Pense bem: quanto mais você demora pra criar atitude pra falar algo, mais chances isso tem de não dar certo por causa da sua demora. Ou, às vezes, outra pessoa foi lá e teve a atitude primeiro que você. E aí que está a charada: devido à sua demora, você é cobrado com a perda daquilo que lutou tanto pra conseguir. É triste, né?

Mas aí eu só falei da parte triste. Sabe qual é a parte boa que vem com isso? Não sabe, né? Mas eu vou te ajudar a achar.

Porque quando você perde algo, isso te faz pensar e resolver o seu problema, porque o tempo faz isso: ele não só cobra, como também conserta. Então relaxa… talvez só não seja o seu tempo ainda. Mas um dia ele vai chegar, e quando ele chegar, saiba que será o seu tempo, o seu momento. E não preciso nem dizer, né? Tudo tem o seu tempo. A pior parte é só não sabermos o quanto falta.

Um amigo meu me perguntou:
“Quanto tempo vale a nossa vida?”

E eu só penso nisso como se fosse uma aula de matemática básica. Simples e básico: a soma de números pra chegar a algum resultado. Nada mais e nada menos, somente matemática básica.

Vamos ser sinceros: quanto você pensa que a sua vida vai ser boa porque adquiriu itens? Então você acha que vale a pena trocar seu tempo de vida — que é o que você tem de mais precioso — por um punhado de dinheiro, pra assim comprar algo e usufruir disso?

Negativo. Sua vida seria nada mais que uma troca do seu tempo por algo que vai acabar ou, muitas vezes, nem vai durar pra sempre.

“Ah, mas aí compramos outro.”
E a sua vida? Como vai comprar outra?

Mas eu falei isso tudo pra chegar numa conclusão simples: se você acha que pode comprar outra vida e acredita nisso, sinto muito… você já se vendeu, só não sabe ainda.

Sua vida não tem preço, por isso não pode comprar outra. Somente quando entender isso vai saber que ela é única e jamais terá outra.

Então pare de se vender por itens baratos. Crie laços, coisas que não precisam de dinheiro. Construa algo em que nem mesmo seu tempo seja gasto à toa.

Enfim, isso é o que eu creio. Por isso eu sou um pobre lascado hahaha.

O desejo é um romancista genial.
Ele recebe duas ou três informações incompletas e constrói
um universo inteiro.

A tristeza é uma emoção simples demais para certos momentos da vida.
Existem estados de espírito para os quais ainda não inventaram palavras. Regiões intermediárias entre a melancolia, a nostalgia, o arrependimento, a esperança e o medo. Lugares obscuros da alma onde sentimentos contraditórios convivem como exércitos inimigos obrigados a dividir o mesmo território.

Sobre o piano repousavam partituras de Debussy, Ravel, Satie e Chopin. Velhos companheiros. Velhos conspiradores. Durante décadas acreditara que os filósofos eram os homens mais profundos da humanidade. Depois envelheceu. E envelhecer é uma forma particularmente cruel de revisão bibliográfica.
Descobriu então que os filósofos frequentemente explicavam o sofrimento, mas raramente conseguiam habitá-lo.
Os músicos, não.
Os músicos pareciam conhecê-lo por dentro.
Talvez porque a música seja a única linguagem capaz de dizer exatamente aquilo que não pode ser dito. Do Livro: O Cadafalso de 2026

⁠Bom dia Casais abençoados!!!

Casamento é um presente de Deus, uma dádiva do Eterno.

Valorize seu cônjuge, aproveite seus filhos, viva com intensidade e perseverança, Deus irá recompensar vc.

Nos momentos difíceis esteja disposto a lutar pelo seu casamento.

Oh Senhor,
Minha alma se abre como flor ao sol,
E as lágrimas que descem são rios que buscam Teu abraço.
Cada gota carrega meu medo, minha dor, minha esperança.


Em silêncio, Te chamo;
Em cada suspiro, Te entrego meu coração.
Mesmo quando a noite parece infinita,
Teu amor ilumina meu ser,
Como farol que guia na tempestade.


Recebe, Senhor, minha total vulnerabilidade,
Transforma minha fraqueza em força,
Minha dor em luz,
Meu pranto em hinos de gratidão.


Pois em Ti encontro meu refúgio eterno,
Minha paz que excede todo entendimento,
Meu Deus, meu tudo, meu princípio e meu fim.

Você é meu delírio, a fronteira tênue entre a lucidez e a loucura. Penso em ser racional, mas o coração insiste em se perder nesse abismo doce que só o amor é capaz de criar.


Você é o caos que dá sentido à ordem, o risco que colore a rotina, a vertigem que transforma o vazio em intensidade. Entre a sanidade que aprisiona e a loucura que liberta, é em você que descubro o lugar onde realmente existo.


Ainda que esse sentimento me enlouqueça, nada me faz sentir tão vivo. Para além do bem e do mal, você é a intensidade que pulsa na minha vida. E eu te amo, com toda a força que existe em mim.

⁠Te amar e não te ter é uma forma lenta de morrer um pouco todos os dias.


(Ítalo do Couto Ferreira)

A morte está na próxima batida do coração. Silenciosa, paciente, invisível, ela se esconde entre os intervalos do sangue, entre o suspiro que não percebemos e o instante que chamamos de agora.


Cada pulsar é um aviso, uma lembrança de que somos passageiros, fragmentos de luz que dançam por tempo incerto, que respiram, amam e sofrem, sem garantias.


E, ainda assim, é nesse compasso efêmero que a vida floresce. É no saber que a morte nos observa de perto que cada gesto ganha intensidade, cada olhar, profundidade, cada abraço, a eternidade contida em segundos.


Porque viver é isso: sentir o frio da presença do fim enquanto o coração, teimoso, insiste em bater. E na próxima batida… talvez sejamos eternos, talvez sejamos nada, mas, até lá, somos tudo aquilo que ousamos ser.

Há dores que não gritam... apenas ecoam no silêncio. Há corações que não batem... apenas cumprem o rito de estar vivos. E há almas que, de tanto sangrar invisivelmente, aprenderam a viver em estado de ausência.

Morrer? Como se mata o que já morreu por dentro? O que foi despido de esperança, esvaziado de fé, consumido pela saudade? O que vagueia entre os vivos, mas pertence ao território dos fantasmas?

Talvez morrer seja um luxo reservado aos que ainda têm algo a perder. Aos que ainda amam, aos que ainda sonham, aos que ainda acreditam. Porque há quem não morra... apenas continue existindo, arrastando o corpo onde a alma já não habita.

E é aí que mora o verdadeiro fim: não no instante em que o coração para, mas no momento em que a vida deixa de pulsar dentro do olhar.

Existe um mundo onde a dor também existe.
Onde cada lembrança sua arde como um fósforo riscado na pele.
Onde o silêncio entre nós pesa mais que qualquer despedida.


Existe um mundo onde eu ainda te procuro,
mesmo sabendo que você não está lá.
Onde o beijo que você nunca deveria ter me dado
vira fantasma... e me assombra todas as noites.


Existe um mundo onde amar dói,
onde o tempo não cura, só reorganiza a saudade.
Onde eu caminho carregando o que fomos
e o que nunca seremos.


Esse mundo existe.
Ele não está em outra dimensão,
nem em outro destino.
Esse mundo...
infelizmente...
existe aqui,
bem dentro de mim.