Poesias que Falam da Natureza
A mitologia e a religião [...] fazem o papel de oferecer aos homens respostas sobre o universo e todas as coisas, com o objetivo de amenizar o sofrimento causado pelas incógnitas existenciais e pelas forças tempestuosas da natureza.
Às vezes eu sempre guardava como forma de recordação e de lembrança. O pôr do sol e o nascer do sol. Nas manhãs quando olhava para o horizonte ele me contemplava com o nascer do sol. Quando olhava a tarde na direção da linha do horizonte. Ele me contemplava com o lindo pôr do sol. Estava eu então a viver livre.
Ser simples e humildade é o melhor caminho que o homem tem para seguir. Fortuna não faz história. Coragem e altruísmo sim. Uma vida eremítica nos vales entre montanhas. Natureza e castidade. Quando se ama a natureza ou se vive a natureza. Jamais dela quer se separar. E voltar a se contaminar com a civilização. É um amor verdadeiro. Uma relação mística com a natureza. Quando conheci a história de McCandless, eu só queria supera-lo também. Superar o tempo que Chris viveu no Alaska.
Resta ao indivíduo verdadeiro ou em busca de verdade. A buscar no fundo da sua chama de vida. A sua real e pura naturalidade e com ela construir sua verdadeira imagem.
Passava boa parte do tempo a lê e a sim a buscar conhecimento. Finalmente me encontrava com o meu verdadeiro eu. A busca o que a minha chama de vida tanto ansiava encontrar. Ansiava tanto amar o que eu sempre amei e para sempre amarei. Me sentia como parte total dela e ela de mim. Estava unificado com a natureza. Pescava, caçava, como tal no começo tive que ferir a mim mesmo.
Livre como uma das estrelas que cobriam todo o céu a noite. Me encantava com a beleza da aurora. Um viajante solitário, um aventureiro, um eremita. Um mergulho profundo na essência da minha alma. Em busca de um lugar místico no interior dela. No interior da minha própria alma. Eu quis buscar nela o mais puro de mim. Longe de todas aquelas irritantes obrigações.
Pensava no final ter como objetivo me recolher numa solidão eremítica para criar, para escrever até o fim da vida. Meditação na pura paz que a natureza me dava, que os altos picos me proporcionavam. E nada mais que pudesse me afastar da minha verdadeira essência existencial de ser vivo, de ser livre.
Se tivesse que morrer então morreria livre e apaixonado como nunca me via antes apaixonado. Morreria então nos altos picos em busca do eu superior. Morreria com o coração carregado de amor e paixão. Por tudo que com verdade e liberdade para sempre amarei. Com toda liberdade que tanto a mim me seduzia. A ser livre para fluir, para criar, para escrever. Livre para de fato poder realmente viver. Em toda aquela imensidão que o meu coração e minha alma podia além da minha visão alcançar, a sim como uma águia na imensidão azul do céu. Na natureza eu viverei e morrerei com todo amor e gratidão por toda liberdade dada a mim por ela
Os muros são como as pontes, a diferença está no fato de que os paredões são construídos na vertical e as pontes na horizontal. Olhe para as árvores, foram os primeiros muros a surgir mas podem ser derrubadas para se fazer pontes. Mas isto é subverter a ordem natural, porque é a natureza que diz quando basta. precisamos de mais muros destruídos que árvores caídas.
Nada se perde, tudo se transforma! Mais triste do que ver o paraíso sendo destruído é saber que os destruidores estão destruindo a sua própria espécie.
Tão bem aceito fui que parte dela me sentir como um só todo. Sentir o ar a deslizar lindamente pelas montanhas. Sentir a natureza a me abraçar. Sentir toda a liberdade naquele ar puro e doce que viajava até os meus pulmões. Os meus olhos tudo isso podia se ver.
Eu estava com raiva do mundo mas me sentia cada vez mais próxima dos animais. Pensei em me matar mas olhava para Marley e Gisele e desistia. Eles lambiam minhas lágrimas, me arrancavam da cama, me traziam a bolinha e me davam todo o amor que existe nesta vida. Andavam sempre atrás de mim, um de cada lado. Eles eram meus anjos da guarda. Se eu os salvei um dia, eles me salvaram todos os outros dias da minha vida.
O assunto de libertação animal é muito novo para a sociedade ainda. A maioria nunca pensou sobre isso. Eu mesma não nasci assim. É um movimento que vem repensar a nossa relação com os animais e trazer alternativas.
Sociedade selva perigosa, sociedade vasta e imensa selva perigosa. Sociedade uma prisão, sociedade falta coração. Sociedade tudo de mal nasci nela. Todas as obrigações chatas e padrões sociais que fere machucando as pessoas. E transformando outras em monstros. Sociedade o mundo doente que fugir em busca de liberdade. E do que ar de mais puro nas pessoas. Sinceridade e verdade.
Qualquer coisa que nos cause angustia e sofrimento não pode ter uma causa natural, pelo contrário, é uma ação que contraria a nossa própria natureza, e precisa ser identificada e superada.
Tudo que eu quis era deixar para trás tudo aquilo que eu nunca tive. Para no mundo mim perder por puro prazer de viver. Nos altos picos alcançar os céus... para a sim minha alma transcender. Muito além de mim. Num ato de um puro prazer de viver em plena natureza. Numa total e pura liberdade.
Queria me encontrar só... só, sozinho no meio da imensidão do tudo. Unido ao todo. Bem longe de todos. Vastas paisagens brancas de campos verdes onde a neve repousava. E livre me encontraria em toda aquela imensidão vasta... vasta pura imensidão. De braços abertos com o coração cheio de emoção em minhas próprias mãos. Longe da hipocrisia. Bem longe da burguesia; bem perto da poesia. Mas novamente longe... longe de toda falsidade da sociedade. Longe do falso conformismo. Longe de todo materialismo que a mim só corroía a alma. De braços abertos então me encontraria olhando para toda aquela imensidão celeste de puro azul. Que no céu resplandece em toda sua gloria.
Nada de apego tudo de desapego. Para trás poder deixar tudo aquilo que nunca foi meu. Para buscar por verdade... para buscar por pura verdade; sinceridade. E viver perdido em plena natureza. Ter de lá as estradas. Ter de teto as estrelas. Ter de teto o azul do céu; o branco das nuvens. E de parede as montanhas... de parede somente as montanhas. As vezes verdes e outras vezes simplesmente brancas. Eu estava livre. Livre como sempre fui. Livre como nasci para ser. Livre como sempre sonhei. Um grande homem. Um indomável leão das montanhas. Um puma a caminhar sobre as montanhas que tanto prazer lhe trazia. Que de coração e com tanto amor eu recebia.
Não adianta, já tentei gostar da praia, do sol, mas minha vibe é o mato é a sombra é o verde é o barro é onde eu me encaixo.
