Poesias que Falam da Natureza
“A natureza criou o tapete sem fim que recobre a superfície da terra.
Dentro da pelagem desse tapete vivem todos os animais, respeitosamente.
Nenhum o estraga, nenhum o rói, exceto o homem.”
Monteiro Lobato
***
QUEM EU SOU?
Sou fruto da natureza
e estando nela, transformo-a
para satisfazer meu bem estar.
Ao transformá-la, transformo-me,
mas a minha racionalidade
não é suficientemente consciente,
para fazer-me enxergar
que esse meu bem estar, é mal estar para ela,
que não se cansa de reclamar.
Pratique o bem
Não faz mal a ninguém
Jogar o lixo
Sempre nas latas de lixo
Cuidar da natureza
Acabar com a pobreza
Ajudando o próximo
Com o propósito
Por um mundo melhor
Ninguém faz nada só.
Fim da linha.
Por mais que uns tentem outros queiram, não tem solução... a natureza põe e dispõe, um dia nós seremos uns meros espectadores.
Minha fome
É uma arte
Que faz parte
da minha natureza humana
Minha fome
Me consome
Mas
Mesmo estando um trapo
Eu sempre retiro
O fiapo que tem na banana
Mas eu sei
Que tem gente que come
Há momentos
Em que a fome
é de conhecimento
Mas tem coisas
Que depois que a gente sabe
a gente pensa
Que era melhor não ter sabido
Tem hora
Que é fome de afeto
A palavra correta
Falada no ouvido
Fome de descanso
Fome de viver
Num mundo mais manso
Fome de abraço
Assim que passar
O cansaço
Tem dias
Quase todo dia
Que sinto fome de poesia
daquelas que consomem
Com toda tristeza
E me nutrem de beleza
Depois disso tudo
Me sento à mesa
repleto de fome
Não dá pra fugir
À minha mais primária natureza
de homem
Amanheceu relampejando
de maneira que eu
Há muito não via
Mas eu sei que a Natureza
Invariavelmente anda correta
Então
Sobre as coisas erradas
que eu vejo
Me abstenho e pouco falo
Estou neste mundo
Pra aprender com paciência
Um pouco do culto ao silêncio
Sobre muita coisa que sei
Me abstenho
Nesta curta existência
Não vim a este mundo
Pra fazer inimigos
E nem pra corrigir meus irmãos
Antes que eu nascesse
Deus já me avisou
de antemão
Que era castigo
Então
Quando tão perto de mim
A multidão pisa em flores
E o mundo vai se transformando
Nesse circo de horrores
Me calo
Preciso simular indiferença
Fazer de conta que nem ligo
A vida continua
E o mundo dá voltas
Existem leis perfeitas
E dentro dessas leis
Está escrito
Que o simples poeta
Tem a meta
de não semear discórdias
Muito menos se enxergar
Com o direito à uma revolta
É preciso aprender
Que quando o dia amanhece
Trovejando e relampagueando
Basta observar a lição
Que a natureza oferece
O Tempo, invariavelmente
Nos conduz à razão
Então
Vou à janela
Penso
Absorvo essa bela lição
Cresço
e, diante da voz suave
do trovão
Permaneço, perenemente
Em silêncio
edsonricardopaiva
"A diferença
Entre as moscas e as abelhas
É sua natureza latente
Essa natureza faz
Que as suas preferências
Sejam por demais diferentes
O resultado percebemos
Nas coisas que elas fazem
Porém, a seu modo
Tanto as abelhas quanto as moscas
São felizes e realizam o seu trabalho
e está tudo interligado a interagir
A diferença, portanto
Não está exatamente nelas
Mas naqueles
Cuja companhia elas procuram.
Tem horas em que o infinito
responde com um monte de "nadas"
devido à natureza de perguntas
querendo ouvir respostas sobre coisas
que apesar de nunca terem estado juntas
estão e estarão eternamente
intrinsecamente relacionadas
apesar de parecer que perguntei em vão
estes "nada" de repente
elucidam-me a questão
talvez você entenda
talvez não
talvez você esteja distraído
pode ser que esteja atento
não faz mal
não é todo mundo que me entende
quando transcrevo
As palavras que ouvi do vento.
... nossos erros
mais danosos, indefensáveis,
são aqueles, cuja natureza,
temos plena consciência...
E mesmo assim, os
cometemos!
I
A luz se confundiu,
A hora sucumbiu,
Dos pássaros escuto os assobios
E a natureza os arrepios.
II
Vi passar a fala que reluzia,
Mas a minha mente te conduzia
Tudo fiz, mas no final, se desfazia.
Onde está a paz que trazia?
III
Aquela que foi atropelada pelo destino
Aquela que morava naquele cantinho
Aquela, que cuidava como um filinho
Aquela que a garra parecia de um felino.
IV
Aquela? Sim Aquela. Aquela desceu
A sua cor desapareceu
E a sua luz aos poucos enfraqueceu.
Naquele riacho onde tudo aconteceu.
V
Pena, muita pena
Pensava que que a sua luz era plena
E quando olhava parecia que valesse a pena.
Não, não, tudo era uma farsa, apenas uma milena morena.
Ame as pessoas,
Aprecie a natureza,
Observa uma criança;
Veja o quanto ela pode te ensinar
Viaje nas lembranças;
Bons momentos valem à pena serem recordados.
Escute atentamente as outras histórias e outras experiências;
As pessoas sempre tem algo para aprender umas com as outras.
Seja educado;
Mesmo quando não encontrar motivos para ser.
Seja fiel,
Principalmente contigo mesmo;
Pois a dor da consciência não tem cura.
Seja mais do que as pessoas esperam;
Seja melhor do que você acredita;
Isso aumenta nosso potencial interior.
Mas se falhar perdoe-se,
As pessoas que falham e assumem seus fracassos,
Tornam-se mais fortes, do que aquelas que acreditam serem infalíveis.
Acredite, nossos valores e qualidades sempre são reconhecidos pelos olhos de fora.
Por isso nunca pense que você não é ninguém,
Sempre existe alguém te admirando
Em algum lugar,
Por alguns momentos,
Mesmo que você não perceba.
Eu sou a minha própria natureza...
Prefiro me aceitar assim, do que ter todo o trabalho cansativo de fingir ser quem eu não sou.
No silêncio da natureza, onde o tempo parece desacelerar, encontramos refúgio para nossas almas inquietas. Dias incríveis se desdobram diante de nós, como páginas de um livro aberto pela brisa suave.
E o cheiro de mato, é como uma poesia que desperta nossos sentidos. Cada inspiração é um convite para nos perdermos na vastidão verde que nos cerca, lembrando-nos da beleza intrínseca que muitas vezes passa despercebida na agitação do dia a dia.
Assim, em meio a esses dias incríveis na natureza, descobrimos um equilíbrio renovado e um apreço mais profundo pela simplicidade que o mundo natural oferece…
Encontramos um poema escrito pela própria essência da vida.
NATUREZA
O som da natureza é uma sinfonia viva, composta sem partitura, mas com perfeição divina.
Cada passo no chão macio da terra é um compasso que ressoa com o coração do mundo, enquanto os pássaros, maestros alados, entoam cantos que perfumam o silêncio com melodias celestiais.
A água, fluida e eterna, murmura sua poesia ao rolar pelas pedras, contando histórias de tempos ancestrais.
O vento, esse espírito invisível, dança entre as árvores, arrancando suspiros das folhas, como se fosse um amante eterno soprando segredos ao ouvido da floresta.
Neste concerto natural, o caminhar humano é o aplauso que reconhece a beleza simples e incomparável do mundo vivo, um lembrete de que somos apenas notas passageiras em uma música infinita.
A natureza realmente oferece um espetáculo diário, mas, poucos têm a sensibilidade de parar para observá-lo.
Há algo de poético no simples ato de testemunhar o pôr do sol, o vento soprando pelas árvores ou o canto dos pássaros ao amanhecer.
Ela sempre está pronta para me acalantar em momentos difíceis.
Mãe natureza, que me revela coisas que de outra maneira, jamais saberia.
[Invasão]
Sou uma eterna apaixonada da natureza e, no quintal passei a cultivar tomates. Especies: longa vida; rasteiro; tomatinhos cereja e tomate "gaúcho" (uma espécie aqui do RS).
Tirei duas colheitas e estava perto da terceira ...
Na última semana, uma família de insetos (Percervejos) invadiu meu novo plantio, escalou livremente os caules dos tomateiros, atacou e causou uma verdadeira destruição das folhas e dos frutos ainda verdes..
Os tomates não apenas nos alimentam, mas também fazem parte da cadeia alimentar de insetos, pragas e coisinhas similares.
É um círculo inevitável!
Um olhar
Nos olhos das crianças a pureza
Na flor, a natureza mostrando que és bela
No rádio uma linda canção
No peito a emoção de ser tocado pelo amor
Minhas palavras são escritas com carinho
Sei, não estou sozinho
Pois sei que estás aqui
Guardada no meu coração
É maior do que paixão
Esse amor é pra você
Que a chuva seja o sopro gentil da natureza,
Varredor das nuvens escuras que cobrem o horizonte,
Lavando dos nossos caminhos as poeiras da inquietação,
Para que, ao final, o sol possa brilhar sem obstáculos,
Iluminando nossos dias com clareza e renovação.
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