Poesias que Falam da Natureza
Chovem gotas esparsas, a esmo,
água, ternura da natureza,
onde tudo tem sentido,
um conforto e um carinho
Não tenhamos medo portanto
do tempo, nem do amanhã incerto,
nele haverá um alento
a suprir necessidades
Em meu canto, prometo,
em horas de escuridão,
sonhar com um algo melhor,
sempre, para todos e a mim,
Enquanto isso, percebo os pirilampos,
que voam piscando felizes,
durmo e sonho com a paz,
esquecendo o mundo e seus deslizes
Criança nascida em fazenda,
junto à natureza foi criada,
só poderia mesmo captar a poesia,
pela qual vivia rodeada
A natureza logo se esbalda,
quando finalmente vem a chuva,
ela que sofria pela estiagem,
veste a água como se fosseluva!
A flor, só o bem nos faz,
em cores, perfumes, é escudo,
bom agouro sempre traz,
a mãe natureza é tudo !
Seja qual for a estação
sempre há flores para enfeitar a vida,
a natureza sempre é pródiga
ofertando-nos suas belezas
Assim como ela, devemos
deixar florescer emnosso coração
um jardim plantado de ideais,
e carinhos em profusão a todos
É terapia observar a natureza, ver os pequenos brotos que germinam, novas vidas vegetais desabrochando.
Clicando com os olhos as paisagens iremos revelando na alma os momentos de beleza que vemos.
“ Não há maior gesto de sapiência e nobreza, que a condução da natureza ao amadurecimento espiritual, e físico ao homem. A fim de uma velhice mais Longínqua e Salutar. ”
Por: Nicola Vital
NATUREZA EM FÚRIA
As frias folhas das arvores
Em noites de vendavais
Voam para outros ares
E ao tempo se perfaz.
Sob o rígido bico do pássaro
Erguem-se noutros patamares
E na busca de seu compasso
A natureza fria finda os mares
As flores furtam as cores
As águas não vertem mais
As aves em dissabores
Perdem ninhos e portais
E o núcleo da terra em fúria
“Mata” feito canibais.
Nicola Vital
Eu sinto dificuldade para falar de amor
Porque meu espírito crítico é pagão
Minha natureza é a própria natureza
Se as cartas de amor são ridículas
Pessoa..
Falar de amor tem provocado risos
A natureza ama.
Ela é a própria essência da natureza, uma flor silvestre que dança ao vento, sua beleza é um mistério, seu encanto é uma promessa.
Em sua aura de mistério, ela esconde segredos não contados, exalando a curiosidade dos que se aproximam.
Ela é flor silvestre que, ao sentir a carícia dos ventos, desabrocha em toda a sua esplendorosa vulnerabilidade, revelando uma beleza que transcende o efêmero.
*Quem é um homem?*
Um homem é a parte mais linda da criação da natureza.
Ele sacrifica seus sonhos por apenas um sorriso no rosto Do seus pais.
Ele gasta o dinheiro do seu bolso nos passeios e nos presentes da mulher que ama, só para vê-la sorrir.
Ele sacrifica sua juventude inteira para sua esposa e filhos trabalhando até tarde sem reclamar.
Ele constrói o futuro de seus ente queridos tirando empréstimos dos bancos e pagando-os para o resto da sua vida.
Ele luta muito e ainda tem que aguentar os gemidos ou gritos da sua esposa, seus filhos, seu chefe sua mãe e até sua sogra, mesmo que sua vida só termine por ser um compromisso pela felicidade dos outros.
Se ele sair, é descuidado.
Se ficar, é um preguiçoso.
Se chateia seus filhos, ele é um monstro.
Se não o chateia, é irresponsável.
Se não deixar sua esposa trabalhar, é inseguro.
Se a deixa trabalhar, é um mantido.
Se ouvir a mãe, é um mimado.
Se ouvir a esposa, ele é submetido.
Se cair em tentação é um mulherengo; se resistir é um bicha.
Respeite todos os homens que você conhece na vida.
...... Você nunca saberá o que ele sacrificou por você.
QUE VENHA AS OPINIÕES...
Se em palavras vieste inspirar
Ó Deus, fascínio crias em tuas poesias.
Natureza de beleza ímpar,
Ensinai a viver teus dias.
Se em amor escreveu o poeta
Ó Deus, da-lhe entendimento.
Em tuas palavras destes o encanto,
E em pleno pranto, trazes o lamento.
Se em beleza nos deu a mulher
Ó Deus, estendo as mãos ao céu.
Dedicamos ao doce veneno
Palavras jogadas ao léu.
E a tudo que não provém
Ó Deus, vem nos libertar.
Do riso sem viço
Paixão sem serviço,
Do amor sem amar.
...... No universo do amor
O possível perde a razão
A natureza das coisas fica sem conexão
Milagres acontecem no imaginário da imensidão .......
Que a chuva seja o sopro gentil da natureza,
Varredor das nuvens escuras que cobrem o horizonte,
Lavando dos nossos caminhos as poeiras da inquietação,
Para que, ao final, o sol possa brilhar sem obstáculos,
Iluminando nossos dias com clareza e renovação.
Fim da linha.
Por mais que uns tentem outros queiram, não tem solução... a natureza põe e dispõe, um dia nós seremos uns meros espectadores.
As melodias que vêm do seu peito
São inspirações de todos os efeitos
Que a natureza carrega em segredo
Só para manter o seu amor como mistério.
Mistério
As melodias que vem do seu peito,
são inspirações de todos os efeitos
que a natureza carrega em segredo,
só para manter o nosso amor como mistério.
Mistério esse que é um suspense,
um enigmático romance
que na noite se perde entre os lençóis
e é encontrado depois do amanhecer
dentro de nós dois.
ALMA QUE FALA
Vi o holocausto e a natureza morta entre pedregulhos
nasceram erva daninhas e me alimentei do ar, da água, da terra…
Sombras do tempo envoltas num mistério obscuro, sem presente, passado ou futuro
Fui rastejando nesse filete de luz letal que vai delineando os córregos como lanterna que clareia a minha escuridão… Mergulhei em lágrimas e naufraguei no fundo do estuário e nesse cenário inglório onde me sinto fraca e fugidia, pálida e sem vida ouço anjos tocando harpa num inferno sem calvário, completamente atordoada, louca e sem noção, vejo minha alma levitando no espaço e meu corpo decompondo-se no chão nessa caótica alucinação… Me liberto e falo com você então!
O homem cria a partir de alguma essência material, mesmo sendo parte desta mesma natureza involuntária. Uma criação artística e poética brota das emoções sensitivas, sobretudo da memoria afetiva, que produz nossa inteligência emocional. Contudo, como seres imperfeitos, nossa obra nunca se conclui.
Erra, portanto, Fernando Pessoas, quando diz que só há conclusão na morte, este pensamento é de fato materialista, não condiz com a evolução espiritual poética da humanidade. Desta forma percebe-se que estão sempre a criar a partir da criação de outrem, logo concluímos, talvez erroneamente que não temos direito à autoria daquilo que imaginamos dar a luz
