Poesias Pequenas
A existência é uma constante, nada permanece, tudo muda a cada instante. A matéria, a vida, tudo quanto existe manifesta em si sombras de variação. Porque tudo muda conforme a situação.
A ilusão da vida, juntar riquezas as quais não poderá usufruir. Porque quando encerra a lida, sem nada vai ao partir.
Estamos na Eternidade, a vida encerra aqui e tem continuidade. Mas os mistérios a serem revelados, não estão à disposição da humanidade.
Quanto mais vivemos, menos vida nos resta, você pode passar longos anos ganhando e acumulando dinheiro, mas de nada adiantará, porque a riqueza maior você vai deixar de gastar com louvor, o precioso e extinto tempo que passou e nunca mais haverá de voltar.
Para fruir a beleza e o odor das rosas, necessário faz encarar seus espinhos. Assim é a vida em suas muitas manifestações, precisamos suportar muitas agruras para enfim alcançar os merecidos deleites.
É preciso ter fé pois a vida é uma guerra que lutamos de batalha em batalha, com vitórias e derrotas.
Na escola da vida somos todos instruendos, o tempo senhor do destino, e as circunstâncias o instrutor.
O cotidiano te distrai, mas as adversidades despertam-nos para a realidade da vida, ao qual nada somos, verdadeiramente.
A morte é a maior adversária da soberba, o homem orgulhoso não se conforma com a sucumbência da vida.
O homem pode se diferenciar dos outros em vida, mas quando a morte vem, não há dinheiro que a detém.
Não temos a noção de quão valioso é o tempo que nos resta nesta vida, não é à toa que o hoje se chama presente.
Seguindo a estrada da vida, podemos dar carona aos que pararam por motivo atroz, podemos lançar uma palavra, abençoar com nossa voz.
A vida pede socorro, grita e implora sem emitir som, muitos ouvem, mas não discernem qual seja o tom.
O maior terror da vida é a sua extinção. Quem não teme o terror da morte é porque já está mortificado para este mundo.
Já não me importo mais como me importei, a vida pede pressa para viver o hoje, porque o amanhã eu não sei.
O que eu fui já não sou mais, o que sou estou deixando de ser, sina da vida que nos leva a envelhecer.
A alma chora, sem saber o porquê, a vida implora o poder viver. Vida que te quer bem, prostrado em seu desdem.
As palavras sem o exemplo podem até comover, mas o que arrasta multidões são os testemunhos de vida que falam com propriedade de causa.
Inúmeros são os problemas que nos aflige na vida, e de repente, os problemas se acabam, para aqueles que partem desse plano. Resta saber, se em algum lugar da eternidade, estarão isentos de alguns acertos de contas.
No mundo a gente chora de tristeza ou rir para não chorar. A fragilidade da vida é como um perfume que se esvaece pelo ar.
