Poesias para um Futuro Papai

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⁠... amagnitude
de um sonhonão se
se restringe à satisfação
de percebê-lo enfim realizado;
bem como, pelo determinismo
e estradasque se abriram
nopropósitode
alcançá-lo!

Inserida por maurotoledo

⁠"Um galo sozinho
não tece uma manhã: ele sempre
precisará de outros galos...", argumenta
João Cabral de Melo Neto - do mesmo
modo: enquanto cada Ser ocupando
momentaneamenteesse mundo
não cumprir o que lhe cabe,
essa terra, nossa terra,
seguirá 'manca',
inviável!

Inserida por maurotoledo

⁠... a estatura
moral de um Ser em franco
e necessário refinamento íntimo,
revela-se primeiro naquilo que
minimamente considera, argumenta...
E, mais à frente, embalado por questões
e fatos em que, melhor experimentado,
convicto, à custa de si mesmo,
consiga diferenciar
e viver!

Inserida por maurotoledo

O dever de um homem é sacrifício.
Ele ofusca até o sangue.
Todo pai de família deve pagar o preço
E confesso..., é uma tempestade terrível

⁠As minhas tardes.
Clayton dos Santos
Um incansável silêncio insiste em bater à minha porta
onde já mora uma insuportável ausência que não me paga o aluguel.
Chatice de pesadelo diurno que acompanha essa velhice que nada faz
senão aborrecer minhas tardes. Tediosas tardes!
Quando o Nunca vem me visitar
ainda leva embora um pouco do Sempre que me restou.
Para não dizer que nada faço,
estou fabricando tristezas para enfeitar o jardim
do abandono e do esquecimento...
O amargo doce que a brisa vespertina vem buscar
leva para longe a luz que havia no horizonte
dessa tarde que findou.
junho de 2013

Inserida por clayton_dos_santos

⁠Como muitos, na batalha da vida, sigo na busca incessante - indo e vindo.
Um dia quando não regressar é porque encontrei a paz.

Inserida por clayton_dos_santos

⁠Sou um ser forte que chora
Sou um ser carente que se revolta e luta
Sou uma voz calada que não se escuta

Inserida por clayton_dos_santos

⁠Arte é um reflexo da sociedade em que é produzida, e tem o poder de influenciá-la e moldá-la. Comunica ideias e tem prazo de validade longo.
Exemplo: a tinta na tela, o lápis no papel, criam imagens figurativas ou abstratas que estimulam a criatividade, a coordenação motora, a percepção das cores, a comunicação, a sensibilidade, e a capacidade de concentração e expressão. Produtos economicamente viáveis são transformados em obras de arte, que estimulam habilidades, propósitos, ideias e que vão deixar um legado em diversas gerações.
A arte é cíclica, tem inúmeras informações, reflexões e transformações. É sustentável!

Inserida por RenataBravo

O Valor da Amizade:

⁠Qual o valor de um amigo?
Qual o valor de um amigo fiel?
Qual o valor de um amigo sincero?
Qual o valor de um amigo verdadeiro?

Qual o valor de um amigo que te dá abrigo?
Qual o valor de um amigo que te dá proteção?
Qual o valor de um amigo que protege dos medos?
Qual o valor de um amigo que não te deixa na mão?

Qual o valor de um amigo que guarda segredos?
Qual o valor de um amigo pra todo momento?
Qual o valor de um amigo louco, mas leal?
Qual o valor desse amigo, afinal?

Qual o valor de um amigo que está presente na angústia?
Qual o valor de um amigo que te defende na ausência?
Qual o valor de um amigo que tem coragem de pedir perdão?
Qual o valor de um amigo que não abandona a missão?

Qual o valor de um amigo que deixa de comer pra dividir?
Qual o valor de um amigo chato, que briga pra não te ver cair?
Qual o valor de um amigo que fala o que você precisa ouvir?
Qual o valor de um amigo que não fala mal quando te vê partir?

Qual o valor de um amigo que luta ao seu lado e não tenta fugir?
Qual o valor de um amigo que arrisca a própria vida só pra te ver sorrir?

Será que é abençoado quem tem esse amigo?
E qual o valor de um “amigo” que trai esse amigo e se junta ao inimigo?

Na vida, existem muitos tipos de amizade,
Mas nenhuma inclui traição ou falsidade.

Inserida por LeonardoBrelaz

⁠⁠A empatia é um presente que alivia a dor, mas não garante solução.
A cura só inicia quando você se levanta e volta a caminhar.

Inserida por LeonardoBrelaz

Fases que vão e vêm,
no secreto calendário
que um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.

Inserida por PriSpinardi

⁠#Pauladas de uma #noite...

Fim de noite...
Um cigarro de palha...
Chopp gelado...
Cadê a batata que estava aqui ao lado?
Houve tricô...
Sorrisos disfarçados...
Fofocas diversas...
De me deixar escandalizado...
Antes de ir a Portugal...
Um abraço bem dado...
O boy magia me deixou decepcionado...
O outro um tapado...
Perguntei o nome...
Disse ter nome de poeta...
Mas não sacou...
A minha letra...
A mona me contou...
Que o bofe dela está estragado...
Tá bichado...
Quase que com o bolo engasgo...
Ao ouvir esse fato...
Disfarcei...
É lógico...
Sou bem educado...
E o gorducho fedido...
Que a tudo ouvia...
Estava compenetrado...
Fazendo-se de desligado...
Não sou de muitas escolhas...
Assumo...
Sou bem facinho embriagado...
Mas antes dormir sozinho...
Que mal acompanhado...

Sandro Paschoal Nogueira

Caminhos de um poeta

.

⁠#CRIADO

Sou um criado...
Nasci para servir...
Sou, também, medroso...
E corajoso sei bem fingir...

De olhar fixo no horizonte...
Algo a se explicar...
Assim permaneço em meus pensamentos...
Sem ninguém me perturbar...

Sento-me nos bares...
Encho meu copo...
E sem ninguém que me descubra...
A noite passa em bons ares...

É possível também que eu me engane...
Da razão não sou o dono...
As ilusões murcham comigo...
Não gosto de ser surpreendido...

Ao vento conto meus segredos...
Quando roça as videiras...
Aos suspiros me entrego...
Quem eu amo está tão longe...
Perdido na poeira das estrelas...

Sandro Paschoal Nogueira

facebook.com/conservatoria.poemas

⁠Vinha em lua minguante...
Em um baile que não existiu...
Caminhou à sombra de luz moribundas...
Ninguém o viu...

Ainda que o grito sufoque a garganta...
E que os anos vividos lhe pesem nas costas...
Esboça um sorriso franco...
Sob as pedras que jazem mortas...

De coração confundido...
A noite trocou e dispersou os amigos...
Silêncio e respiração mais nada...
Se é milagre existir...
Olhando em seus olhos imagino...
Um vazio...
Um abrigo...

O que eu amo não sei...
Amo em total abandono...
Quisera eu o poder amar...
E sufocar sua solidão...
Resgatando-o desse amorfo sono...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Quando o vento adormece e surge a lua...
Um canto triste e longínquo ecoa nas ruas...

E as estrelas caladas e do meu pranto testemunhas...
Elevam minha alma a tão doce e puro encanto...
Fazendo-me lembrar dos amores esquecidos...
Por mim, tão vividos...

A saudade então me abraça...
Que a delirar então me obriga...
Enquanto a mim murmura...
A sonhar na vida...

Minhas partidas...
Minhas chegadas...
Noites vividas...
Alvoradas...

Ah doce amor...
Que agora beijas minh'alma...
É noite...
E é tão escura...
Nem o brilho das estrelas...
Nem o brilho da lua...
Esconde essa minha angústia...
De não ter minhas mãos junto às suas...

Tudo dorme...
Só eu velo...
Desejando você...

Que é feito de tudo?
Por que tudo assim?
Dormir, sonhar e sorrir...
Ronda rotineira...
Toda noite é assim...
A lhe buscar pra mim...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Um pouco mais de sol - sou fogo...
Um pouco mais de azul - sou além...
Um pouco mais de amor...
É tudo que me convém...

Em minha alma tudo se derrama...
Enquanto quero, busco e sonho...
Antes que o calado tempo esmague tudo...
À ronda dos segredos...
Enquanto toca-me seus dedos...

Aqui chegando de onde venho...
Ver-me se apareço...
Um pouco para chamar sua atenção...
Tentando surrupiar seu coração...

Aqui ficam as coisas...
Somos estrangeiros onde quer que estejamos...
Por tal passo por essa vida...
Hora chorando...
Hora brincando...

Que quer o amor mais que não ser dos outros?

Sandro Paschoal Nogueira

⁠O mais feroz lobo faminto...
De alma abalada de lado a lado...
Na escuridão da noite de um infinito...
Sorvendo em taças douradas meu absinto...

Tudo é vaidade nesse mundo vão...
Tudo é pó...
Tudo é nada...
E a lua que desponta na madrugada...
Testemunha a flor nascida que é logo desfolhada...

Beijos de amor pra quê?
Só neles acredita quem é louco...
Sim, louco sou...

No cio que se faz presente...
A alma se cala...
E o espírito fica ausente...

Quando me lembro desse sabor que tinha...
Os seus carinhos...
A suas mãos nas minhas...

Quando os meus olhos cerram de desejo...
Só na loucura posso ser feliz...
Compreendo...

Achas-me indiferente…
E até crês que há em mim desdém...
Sem você já não me encontro...
Vago no aqui e no além...

Não vês que meu viver é falso...
Num cortejo de lobos...
Rumo ao cadafalso...

Não vês que os loucos também amam?
E sentem aflições na alma?

Quem ama inventa as penas em que vive...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Bem prá lá da amoreira...
Depois do riacho dourado...
Mora um ogro...
Que cuida de um jardim encantado...

Caminha sobre as estrelas...
A sua mesa é farta...
Recebe em sua casa...
Duendes, bruxas e fadas...

Não é muito educado...
Fala o que pensa na lata...
Quando irritado...
Parece o diabo...

Não é de muitos amigos...
Mas é fácil ser amigo dele...
Basta não muito importunar...
Prefere ficar em casa...
Do que na rua a vadiar...
Um conselho:
Não bata na porta dele...
Não o queira acordar...

Tem a sua verdade...
Tem o seu caminho...
Às vezes tristonho...
Outras risonho...
Marcas do já vivido...
Causado pelos espinhos...

Sonha com um mundo perfeito...
Desprovido da ilusão...
Ah ogro encantado...
Isso não existe não...

Fique em sua casa...
Cuide bem do seu jardim...
O mundo mente muito...
Tem pessoas boas...
Mas tem também muita gente ruim...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Qual é a flor do sonho?
Noite de lua cheia...
Um violão...
Uma seresta...
Ter sempre um ombro amigo...
Um cafuné a ser recebido...
Viver sem inimigos...
Estar com Deus e Deus estar contigo...
Dormir ouvindo a chuva...
Ver voando as aves do céu...
Um bilhete de amor esquecido e encontrado...
Em um velho pedaço de papel...
O tempo é algo que não volta atrás...
Ter boas recordações...
É bom, muito bom, demais...
Todo jardim começa com um sonho de amor...
Quem não tem um jardim na alma...
Sofre com dor...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Que venha o caos e a loucura...
Para que assim eu possa enxergar um outro mundo diferente dessa mentira nua...

Sei que a razão não me assiste...
Mas meu coração ainda insiste...
Em poder sonhar...

O para sempre sempre acaba...
O horizonte nunca se alcança...
Os cândidos fantasmas da esperança também choram...
E nas veredas da vida há almas que se cansam...

Houveram em minha vida uns espaços...
Onde nunca dei um passo...
E não tenho outra memória...
Do arrependimento por não ter feito...
De ter aberto o meu peito...
E de ter sonhado livre...

Dos feitos, ficam apenas as lembranças, que se tornam cada vez mais fracas...

As pessoas não vêem meu coração...
Vêem apenas meu comportamento...
Julga-me sem meu consentimento...
Baseados no que eles mesmo vão vivendo...

Não procures a marca dos meus passos...
Não encontrarás flores crescendo...
Bebei tu mesmo...
A taça de seus venenos...

Sandro Paschoal Nogueira