Poesias para um Futuro Papai
No total foram
vinte e nove
liberações em
um mês de trabalho
do Poder Judiciário.
Duas centenas
e mais a carta
vinte e dois
do baralho de tarô
no total de libertados;
Ainda não vi
uma saída igual
para a tropa
e o General
serem contemplados.
Enquanto a liberdade
de fato chegar,
Venho rezando em
dobro com o meu
santo rosário,
Até alguém o meu
pedido alguém escutar.
A ausência
de liberdade
de expressão
causou um
desastre aéreo
sem reparação:
Um General
foi pelos ares
porque tinha
medo de falar,
A vida perdida
não tem mais
_restituição.
Duas dezenas
e a carta de tarô
vinte e dois
_Cifra de liberação;
Cadê a libertação?
O General que
foi preso há
mais de um
ano e meio
em meio
uma reunião
pacífica dele
até agora
não há notícia.
E não se sabe
nem se ele
está incluído
nesta cifra.
Só se sabe
que ele está
convalescido.
O General tem
sido vítima
de um grande
mal entendido
e de injustiça.
Faltam outros
tantos mais
como ele para
ser libertado,
Essa história
ainda não terminou,
e nem este poemário.
Um oficial em
um escrito
feito de
fibra cidadã
admoestou
que as tropas
deveriam é
ter defendido
a liberdade
sem vinculação
a ideologia.
Não é difícil
de se colocar
do lado
do General
de olhos
inabaláveis
de azabache,
Procuro a calma
nesta tarde.
Uma estranha
narrativa
de um General
foi repercutida,
E um General
de Brigada
está desaparecido.
Não sei dos rumos
da rodada de
um acordo parcial,
Se haverá liberdade
para o General
que foi preso
em plena luz do dia
e no meio de uma
reunião pacífica.
Há um preso
que a irmã
idosa por
ele clama,
Não importa
o quê ocorreu
lá atrás,
A vida pede
é que todos
de uma vez
por todas
aprendam
olhar com
uma mirada
reconciliadora
lá para frente,
Espero em
Deus que
do coração
deste povo
jamais seja
apagada na
vida a chama.
Existe ainda
muita gente
para o mundo
nos dar conta,
e histórias
sobrenaturais
para a gente
se assombrar:
Um General
está com
câncer
na garganta,
E há gente
que finge não
se espantar.
Tem um preso
desaparecido
que todo
o dia a Mãe
pede para
não ficar
sozinha até
saber onde
o filho está,
Algo diz que
o coração
de Mãe no
fundo já
sabe qual
é a resposta.
Da Trindade
dos Generais
que estão
presos em
Fuerte Tiuna
não se sabe
quando irão
os libertar,
Clamo por
eles até
onde a voz
não se esgota
e a esperança
da mesma forma.
Um inesperado
levante indígena
em pleno século:
a Revolução
dos Zangões
contra a tirania.
A favor de que
todos tenham
nas mãos as
rédeas do seu
próprio destino
de Cotopaxi
a Quito onde
quer que os
seus estejam.
Não tente mentir,
apagar e recontar
a História seja
em Caracas,
Lima, Guayaquil
ou na capital
do meu Brasil.
Num continente
onde buscam
negar em
prol do povo
as emoções
por quem passa
fome e sufoco;
efeitos que
vem alcançando
e abatendo até
os seus mais
bravos generais.
Cai a noite,
e não com
o peso igual
de um mosquito,
porque ela não
tem sido leve;
No entanto,
o vestígio
está no corpo
do General
que de febre,
e de dores padece
sem saber
se é dengue
clássica
ou hemorrágica.
As estrelas do
dia quatro
de fevereiro
despencaram
no dia treze
de março,
Há mais de
um ano e meio.
Ou seja mais
uma amostra
desta tragédia
autoritária,
Um trato brutal
da inteligência
a inteligência
sem igual;
É imperdoável
o quê andam
fazendo tanto
com mais de
um General
colocando-os
em sufoco
para amedrontar
a tropa e o povo.
Preso inocente
há um ano
e meio a uma
prisão sem
ter dia certo
para terminar
e sem ter
tido sequer
a tal audiência
preliminar,
Não é exagero
com ele
se preocupar.
Não dá para
dizer que vai
escrever poesia,
Se na verdade
e na vida você
não a pratica.
O General foi
internado no
Hospitalito de
Fuerte Tiuna,
Um lugar onde
não dá para
saber se
vivo ele está,
Ali a pergunta
dificilmente
recebe a resposta.
A prisão do
General que
dura já dura
há mais de
um ano e meio,
E não se fala
mais nada,
Desde o tal dia
13 de março,
A justiça foi
em arribação,
Como intuia
que a falta
de satisfação
seria total:
fiz nascer
a epopéia da
tropa que foi
de maneira
vil silenciada.
Uns coronéis
com igual
número da carta
de tarot que
representa
o mundo
foram a retiro,
Não se sabe
o porquê disso,
Sinto que há
um quê
de intrigante
e místico,
Algo me diz
que não foi
por premiação.
Um coronel
já deveria
ter sido
libertado,
Foi solto
e viveu
na pele uma
brincadeira
de mau gosto:
ele foi de novo
aprisionado,
Essa é uma
das formas
de fazer
a vida virar
um vero calvário.
Não se fala
em outra coisa:
surgiu um
Estado-Maior
em exílio,
Ninguém mais
se entende
parece feitiço,
Sinal que houve
pouco ou
nenhum diálogo,
Tudo isso
não deveria
ter acontecido,
Um bom
entendimento
já para ter ocorrido.
O General
que foi
capturado
em dezoito
de março
fatídico
dentro de
um hotel
no meio
de uma
reunião
pacífica,
E ainda
está há mais
de um ano
e meio
sem nenhum
acesso à justiça.
Sem você
perceber
em mim
há ameríndios
vestígios,
É por isso
que o meu
espírito livre
te incomoda
mesmo que
eu me cale.
Não faço idéia
da onde
tiraram que
o desterro
é liberdade,
E poderá ser
concedido
como prêmio,
Mas longe
de qualquer
prisão de
segurança
máxima
qualquer lugar
é melhor até
do que o paraíso.
Um General
ainda dedica
a lembrança
ao Eterno
Comandante,
Com igual
espírito que
o libertador
discursou
para a tropa
em Taguanes,
Ali vive
no coração
de um povo
a esperança.
O José foi
libertado
e o material
foi devolvido;
O Hugo Marino
ainda está
desaparecido.
Poesia como
a primeira
venezuelana
da diáspora
em cores
de araguaney,
ela foi coroada.
Distante sei
que ali onde
ninguém
pode entrar,
e se entrarem,
eles não sairão;
E se partirem,
não voltarão
aqueles que
não querem
entender o quê é
autodeterminação
de uma Nação.
Dos Generais,
da tropa
e de tantos outros
gentil peço
a justa libertação.
Cada poema
neste tempo
estranho tem
sido de minha
exclusiva
responsabilidade,
Todo o dia um
desentendimento
diferente vem
me corroendo
na integralidade:
Porque recobrar
um pouco de
lucidez para
uns parece um
crime de verdade.
O diálogo com
a minoria opositora,
Parece até que
abriu a famosa
'Caixa de Pandora',
Depois de tantas
farpas trocadas
lá para trás;
Tem sido tanto
tumulto que se
esqueceram
de libertar
até os Generais.
Não que eu aceite
o rumo dos fatos,
Embora não tenha
Sei que não tenho
autoridade para
falar porque se
trata de uma
Pátria que nem é
um pouco minha;
Busco só entender
o quê se passa
por crer que
insistir em cultivar
a hostilidade vai
levar uma Nação
inteira na desgraça.
O General foi
preso sem
nenhuma culpa
há pouco
mais de um
ano e meio,
Ficamos até
sem saber
onde foi levado,
E sei que ele
ainda está
fisicamente
debilitado;
A história é
uma trama
macabra,
Só de pensar
me preenche
de medo,
Nem que eu
seja a última
voz a falar,
A liberdade
dele não vou
parar de rogar.
Ele nunca foi
golpista
ou traidor,
E sim um
ele é grande
idealista,
Um dos mais
raros deste
continente,
Desde ontem
vem crescendo
a expectativa
que ele seja
libertado,
Ele não merece
permanecer
aprisionado.
O General foi
carregado em
meio a uma
reunião pacífica
dentro de um
hotel só por
ter discordado
de tudo que
para ninguém
não é segredo,
E mesmo assim
nunca deixou
de ser apegado
a Pátria e um
militar ordeiro.
As intrigas
ocasionaram
um enorme
prejuízo,
Uma Pátria
não é algo
para virar
um joguete
de meninos.
Tudo será
investigado.
O autoproclamado
colocou
em liquidação
o Esequibo,
se está realmente
confirmado:
ele não deveria
ter feito isso.
Ele não
será perdoado.
Isso foi avisado
há meses
através
dos jornais,
e um 'braço direito'
fugiu para umbrais
de uma embaixada
e foi 'hospedado'. Não vejo nenhum
dele como coitados.
O Esequibo
é venezuelano,
não tenho
dúvida disso;
e sempre que
for preciso
repetir: insisto.
É preciso desfazer
esse nó e outros
tantos enganos.
O General está preso,
o devido processo
legal e vítima
de um fatal plano,
e quem deveria
me ouvir finge que
não está escutando.
Toda a pena
tem um início,
e um dia acaba,
conte-me
essa história
dos Guevara?
Dr. Mayora
retornou
a missão,
conte-me
da falta de
compreensão?
Ramo Verde
com visitas
suspensas,
como estão
os Comissários?
Em azul e branco
o quê se passa
na Nicarágua?
Depois do Exército
a GNB é a força
que tem mais
militares
prisioneiros,
conte-me...
Rondônia
em chamas,
não se sabe
o destino
da Amazônia,
Viver nesta
América Latina
é morrer
de medo
e de insônia.
Não aprovo
o uso do nome
do General
como escudo
dos receios
e caprichos
pessoais,
Ele está
injustamente
preso;
Se eu tivesse
autoridade
para tal
só autorizaria
mesmo é
o uso poético,
e ponto final.
Creio na existência
do amor romântico,
Que uns dizem ser
um total desvario.
Que o amor esqueça
ou me enlouqueça:
Por ele irei virar
a minha cabeça.
Mesmo sem ver
e sem me tocar,
Ele está a esperar
a hora acontecer.
Que o amor demore
ou não me encontre:
Por ele tenho feito
sempre por onde.
No fundo o amor
bem sabe disso,
Mesmo sem saber
ao certo que existo.
Verão no Atlântico
do nosso hemisfério,
O sabor do beijo:
desejável mistério.
Peço por nós nessa preparação para receber o #Natal um mundo sem convivência com guerras desnecessárias mesmo as mais pequenas do nosso cotidiano.
As pessoas já deveriam ter apreendido que a #paz é o caminho que gera desenvolvimento e qualidade de vida, e que trabalhar por ela a todo instante nunca será demais onde quer que você esteja.
Faço votos que esse seja um Natal de transformação social no sentido que parem as perseguições objetivas e sorrateira contra todas as pessoas que pensam diferente, que exista uma mão estendida para todas as pessoas que se encontram em dificuldades, que cesse o genocídio indígena na América Latina e que seja o fim dos últimos maiores campos de concentração do mundo moderno que mantém presa a população uyghur que foi aprisionada pelo Regime Chinês.
Precisamos de esperança genuína e concreta que conceda a realização do sonho de liberdade para todos.
Feliz Natal do Senhor!
Nessa véspera
de Natal faço
votos que
o próximo seja
um Natal sem
presos políticos
em nosso continente
e no mundo inteiro.
Desejo um Ano Novo
para a gente gostar
mais da gente,
da Família da gente,
da casa da gente,
dos vizinhos da gente,
da rua da gente,
da cidade da gente,
do estado da gente,
do país da gente,
do continente da gente
e do mundo da gente.
Feliz 2020!
Não adianta ficar ofendendo o Presidente o tempo todo, quem tem um pouco de conhecimento tem o dever de ajudar com sugestões na 'Era das Redes Sociais'.
Até quando o Parlamento vai ficar ofendendo a inteligência e a luta do povo brasileiro?
Se esse generoso Fundão Eleitoral não for vetado, não adianta ficar murmurando sem sugerir que haja de uma vez por todas uma emenda constitucional que implante o recall (revogação dos mandatos) para todas as esferas de governo e casas parlamentares.
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