Poesias para Pensar
QUEM ESTARÁ AO SEU LADO ATÉ O FIM?
Você já parou para pensar em quem estará ao seu lado até o fim?
Nem todos aqueles que nos amam permanecerão conosco durante toda a caminhada. A vida separa pessoas, o tempo transforma os papéis e cada um segue seu próprio destino.
Não serão seus pais. Por mais amor que exista, um dia eles partirão.
Não serão seus irmãos. Cada um construirá sua própria história, seguirá seu caminho e terá suas próprias responsabilidades.
Também não serão seus filhos. Eles crescerão, formarão suas famílias e construirão suas próprias vidas. E é exatamente isso que esperamos deles.
Mas existe alguém que, quando a relação é construída com amor e compromisso, escolhe compartilhar a caminhada com você: sua companheira, sua parceira de vida.
É ela quem conhece suas alegrias e suas fragilidades, quem testemunha suas lutas silenciosas, quem permanece quando o cansaço pesa sobre a alma. É quem celebra suas conquistas e segura sua mão quando tudo parece desmoronar.
Por isso, nunca destrua uma relação valiosa por orgulho, egoísmo, distrações ou emoções passageiras.
Relacionamentos verdadeiros não se encontram prontos. São construídos diariamente, com lealdade, respeito, paciência, diálogo, renúncias e, acima de tudo, reciprocidade.
No fim das contas, não é apenas sobre encontrar alguém para dividir a vida, mas sobre cuidar de quem escolheu dividi-la com você.
Não espere a ausência para reconhecer o valor de uma presença. Algumas pessoas não precisam de grandes declarações de amor; precisam apenas sentir, todos os dias, que ainda vale a pena caminhar ao seu lado.
Pague o resgate
Venha me resgatar
desse inferno
que é pensar em você.
pague o preço,
questione o valor,
me julgue depois,
mas venha.
porque até esse inferno
tem gosto de céu
quando é você que me prende nele.
é tortura e abrigo,
é dor e casa,
é o lugar de onde eu quero fugir
de onde eu fico
te esperando.
(Saul Beleza)
A peça
mais ignorada da
era moderna:
a Liberdade de Pensar Por Conta Própria.
Na vitrine da era moderna, a peça mais ignorada não é rara nem cara: é a liberdade de pensar por conta própria.
Ela não falta — é caprichosamente deixada de lado.
Troca-se o esforço do pensamento pelo conforto da opinião pronta, o risco da reflexão pelo abrigo das certezas emprestadas.
Pensar dói, cansa e nos expõe.
Concordar, não.
Vivemos tempos em que repetir é mais seguro do que questionar, e discordar já até virou afronta.
A liberdade de pensar exige silêncio, tempo e coragem — três luxos considerados improdutivos numa época que recompensa barulho, velocidade e alinhamento.
Quem pensa por conta própria, normalmente desagrada.
Não serve bem a rótulos, não marcha em fila, não ecoa slogans.
Por isso, essa liberdade é tão evitada: ela nos cobra muita responsabilidade.
Obriga-nos a sustentar ideias sem muletas, a errar sem terceirizar culpas e a rever posições sem chamar isso de fraqueza.
Talvez o maior sinal de maturidade não seja ter opinião sobre tudo, mas saber quando ela realmente nasceu de dentro — e não do medo de não pertencermos à manada.
Na era dos excessos de informações e das verdades fabricadas, pensar por conta própria virou um ato de resistência extremamente silenciosa.
E, ironicamente, um dos poucos espaços onde ainda é possível ser realmente livre.
Seria muito confortável pensar com a cabeça dos Sequestradores de Mentes, mas prefiro o caos da minha Autonomia.
Seria de fato confortável como uma poltrona que abraça o corpo e acaricia a consciência.
Não haveria dúvidas, nem o peso das escolhas.
As opiniões já viriam prontas, embaladas em slogans, mastigadas por vozes eloquentes que prometem pertencimento em troca de obediência.
Pensar daria trabalho; repetir, nem tanto.
Os Sequestradores de Mentes oferecem mapas prontos para quem tem medo de se perder ou se encontrar.
Transformam complexidade em palavras de ordem, divergência em ameaça e reflexão em fraqueza.
E, pouco a pouco, a autonomia vira um luxo dispensável.
Mas há algo profundamente humano no caos de pensar por si.
A autonomia não é confortável.
Ela é inquieta.
Obriga-nos a rever certezas, a admitir contradições, a mudar de rota sem plateia nos aplaudindo.
Quem escolhe a própria cabeça como morada precisa conviver com o silêncio das decisões solitárias e com a responsabilidade pelos próprios erros.
Ainda assim, prefiro o caos da minha autonomia.
Prefiro o desconforto de construir minhas convicções ao conforto de terceirizá-las.
Prefiro a dúvida honesta às certezas emprestadas.
Prefiro tropeçar nas minhas próprias ideias do que marchar seguro sob a sombra das ideias alheias.
Porque, no fim, o caos da autonomia pode até me desorganizar — mas é ele que mantém viva a liberdade de ser inteiro e a graça de poder conviver comigo mesmo.
A Liberdade de Pensar por Conta Própria começa ao desconfiarmos das certezas que nunca deram trabalho para questioná-las.
Porque tudo aquilo que chega pronto, embalado em convicção absoluta, raramente nos convida ao esforço do pensamento — apenas à aceitação.
E aceitar sem resistência pode ser confortável, mas dificilmente é libertador.
Pensar por conta própria exige atrito: com ideias, com crenças herdadas, com narrativas que parecem sólidas demais para serem tocadas.
Há uma sedução muito silenciosa nas certezas fáceis.
Elas nos poupam tempo, nos dão senso de pertencimento e nos protegem da dúvida — essa companheira incômoda, porém essencial.
No entanto, é justamente na dúvida que o pensamento crítico ganha fôlego.
É ali, no espaço entre o que vimos e ouvimos e o que conseguimos compreender por nós mesmos, que nasce a autonomia.
Desconfiar não é negar tudo, mas recusar o papel passivo diante do que nos é apresentado.
É fazer perguntas onde só existem respostas prontas.
É suportar o desconforto de não saber, em vez de se apegar a uma segurança artificial.
Afinal, ideias que nunca foram questionadas não são necessariamente verdadeiras — apenas bem empacotadas e acomodadas.
Pensar por conta própria não nos torna imunes ao erro, mas nos torna responsáveis por ele.
E talvez seja esse o preço — e ao mesmo tempo o privilégio — da liberdade de pensar: não apenas ter opiniões, mas construí-las com consciência, revisá-las com humildade e, quando necessário, ter coragem de abandoná-las.
Porque, no fim, a verdadeira liberdade não está em ter certezas inabaláveis, mas em não ser prisioneiro delas.
Desde que a FIFA passou a pensar com os pés, a torcida com as cabeças dos outros, nossos futebolistas já não usam nem eles, nem a cabeça.
Talvez o problema nunca tenha sido exatamente o futebol, mas o que fizemos dele.
Um jogo que nasceu como expressão espontânea de corpo, inteligência e improviso foi sendo lentamente capturado por interesses que preferem o automático ao criativo, o previsível ao genial.
Pensar com os pés, nesse contexto, deixou de ser metáfora poética da habilidade e virou sintoma de uma inversão: decisões tomadas longe do campo, desconectadas da essência do jogo.
A torcida, por sua vez, que antes era extensão pulsante da arquibancada, passou a reproduzir discursos prontos, terceirizando até suas próprias emoções.
Já não se vibra apenas pelo que se vê, mas pelo que se manda sentir.
E quando a emoção deixa de ser autêntica, ela facilmente se transforma em massa de manobra — barulhenta, intensa, mas pouco consciente.
E os jogadores?
Esses parecem cada vez mais pressionados a cumprir roteiros invisíveis.
Entre contratos, estatísticas e expectativas infladas, o improviso — que sempre foi a alma do futebol — vai sendo sufocado.
Jogar com a cabeça, no sentido mais nobre, exige liberdade para pensar, arriscar e errar.
Mas, em um ambiente onde o erro custa caro demais, a criatividade se torna um luxo perigoso.
No fim, talvez estejamos todos participando de um jogo que já não reconhecemos completamente.
Um jogo onde se corre muito, fala-se demais e pensa-se de menos.
E aí, ironicamente, aquilo que sempre nos encantou — a inteligência que nasce do corpo em movimento — vai sendo substituído por uma coreografia previsível, eficiente… e cada vez menos humana.
ESTOU AQUI
Quando você se sentir sozinho, lembre-se: Estou aqui.
Quando todos se forem e pensares que ninguém te ouve, Sou todo ouvidos, desabafe comigo.
Quando sentir um nó na garganta e as palavras sumirem, Eu escuto mais do que suas falas, Eu conheço as suas intenções, decifro seus soluços e suas lágrimas.
Quando não souberes para aonde ir e seus passos forem incertos, serei o seu norte, lhe mostrarei um caminho, te livrarei dos perigos.
Quando as pessoas te rejeitarem e fizerem descaso de ti, saiba que já te escolhi, conheço o seu potencial, sei do valor que há em ti.
Quando pareceres invisível e ninguém te estender as mãos, eu te levanto e contemplo o seu íntimo, jamais desprezarei a quem amo, sua presença é importante para mim.
Quando se sentires sem saída e os problemas tentarem abalar a sua fé, acredite que eu abrirei portas inimagináveis, farei coisas impossíveis só para te ver feliz.
Quando te traírem e mentirem para ti, eu serei a Verdade que te liberta e consola, jamais irei te iludir.
Quando precisares de qualquer ajuda, conte comigo, basta que me chame, que te lembres de mim.
Eu sou o Deus que nunca te abandona, que não te decepciona. Estou aqui, confie em mim.
— Jucelya McAllister
As vezes não consigo nem pensar, vivo sempre no limite mas não ultrapasso, quero sempre ultrapassar mais não consigo, acho que to começando aprender a viver, aprender a esperar mais e me irritar menos por isso.
Sabe, a vida é foda, mais é a unica coisa que a gente tem pra fazer, viver.
Se não fosse assim como seria então?
"Há pessoas que, mesmo solteiras, ainda são exclusivas, fiéis à sua forma de pensar e de amar, sem preencher vazios com ninguém."
- By - Marcélio Sena
Sim
.
"Ao pensar que tudo na vida passa,
lembre-se que passei na sua vida
com o desejo de ficar para sempre."
Haredita Angel
23.01.2013
"Perguntaste -me se em ti eu fico a pensar
e respondi que Não!
Pois não podes saber que és o meu fraquejar, senão tomas toda a minha vida."
Haredita Angel
17.06.14
Vejo você admirando o céu! Tento imaginar o que você está à pensar...
Sera que é um passaro que não pode voar?
Se for assim, o que sera que te prende à terra?
o que apaga esse sorriso que ilumina toda uma hera?
sera um amor gasto? caro? fraco? sujo?
Quer subir ao céu? eu te ajudo.
Um passaropreso em uma gaiola de vidro, preso por um amor de vidro, à uma vida de vidro.
Gasto! Caro! Fraco! Sujo!
Há um mundo lá fora cheio de luz,
onde o seu sorriso seduz,
onde à um amor um anjo lhe conduzirá.
onde não a tempo,onde nada se compra;
Quer subir ao céu? eu te ajudo!
Vamos... quebre essa vidraça a apaga a luz do sol,
tira essa mascara que apaga a tua luz!
Ler o lado bom ou o lado ruim
dos impactos da Humanidade
e pensar que tudo o quê se
faz tem impacto de verdade.
Expressar sobre o quê é belo,
aquilo que dói ou falta não
significa querer disputar
com quem quer que seja.
É estar a Ilha das Flores
o maior desaguadouro
resistindo e pedindo socorro.
Expressar um pensamento é
também uma forma de existir,
para continuar a seguir de pé.
Falar sem pensar
não é necessário,
Provocar também não,
se for flertar com
o quê é arriscado,
Melhor colher Pitombas,
deixar o quê é confuso de lado,
E fazer o caminho com cuidado
tornando cada novo passo
diário seguro e pacificado.
Não quero que concorde
comigo sem antes aprender
a pensar por si próprio,
sem antes de saber quem
é a Aguia-careca, o Quetzal e o Condor,
sem antes de você saber
que você é filho do Gavião-real,
sem antes de você saber
quais são os territórios ultramarinos
no Hemisfério Ocidental,
sem antes de saber qual é
o cerne da Doutrina Monroe,
sem antes de saber quem
mais rasgou o Direito Internacional,
sem antes de relembrar
que avisei que o Deus da Guerra
poderia dançar dentro
da América do Sul,
sem antes de saber que a situação
é fluída e pode vir se espalhar,
sem antes de relembrar,
que não era preciso esperar
uma guerra para aprender
a amar de verdade a nossa terra,
não antes de saber que não
sou grande coisa na vida - apenas poeta.
Capturaste-me todo o pensamento
desde o primeiro momento;
não consigo mais pensar em nada,
estou ligada em ti o dia inteiro.
Com a majestade com que o Rio Layou
desce e encontra o mar,
entregues ao melhor Bouyon,
sei que vamos nos encontrar.
Em tempo de florada da Bois Kwaib
e pétalas caindo sobre nós,
somente nossos beijos haverão
de emudecer a nossa voz.
Sabemos muito o que queremos,
e sei que nós podemos ir além;
a dança quem conduz é você,
para juntos acendermos os desejos.
Do amor não somos passageiros,
e nele nós nos reconhecemos;
da minha parte eu sei o que fazer:
contigo do anoitecer ao alvorecer.
A vida não avisa.
Ela arranca.
Me tirou de um lugar às pressas, sem tempo de pensar, sem tempo de sentir.
Quando vi, já tava com o coração na mão e o corpo em outro canto..
outro teto, outra rua…
o mesmo peso.
E como se não bastasse, o destino foi irônico.
Me deixou exatamente onde eu não pisaria de novo.
Não por saudade.
Não por escolha.
Mas por necessidade.
A rua é a mesma,
o silêncio é diferente.
Eu passo sem olhar.
Não por fraqueza...
Mas porque dessa vez eu aprendi.
Tem portas que não se batem mais.
Tem nomes que não se chamam mais.
Tem histórias que não se reescrevem.. se enterram.
Eu já me dei demais.
Já fiquei demais.
Já insisti onde só eu existia.
Agora não.
Agora eu passo.
Fria por fora, inteira por dentro.
Porque ir embora, às vezes, não é sair do lugar.
É sair de quem a gente era quando aceitava tão pouco.
Pensar é livre, ferir com o pensamento é escolha; e a maioria escolhe ferir: não por verdade, mas por fraqueza.
O pensamento não ilumina; ele expõe. E o que expõe no homem é podre.
Refletem sobre a vida, mas não a compreendem; discutem a sociedade, mas são a sua doença.
Interpretam fenómenos, mas continuam cegos.
A mente humana não busca verdade; busca domínio. Cada ideia é uma lâmina.
Cada opinião… uma tentativa de impor-se sobre o outro; não pensam para construir, pensam para destruir.
E chamam isso de liberdade.
No fim, não há diálogo; há confronto.
Não há razão; há ego. Pensar nunca foi o problema. O problema… sempre foi o homem.
