Poesias para o Lar
Existe em nós , entre o que conhecemos e o que não conhecemos, um espaço como um lar particular. Lá é onde guardamos nossos desejos mais íntimos, nossos sonhos. Lá é um lugar sem começo , nem fim, onde não sabemos tudo que acontece , porque se soubéssemos não seria tão especial, seria do tamanho daquilo que ainda somos e nós não somos só o que vemos , somos o que sentimos e somos o que ainda não conhecemos. Lá é onde fica nosso coração e nossas verdades. Não deixemos este lugar de encanto ser esquecido, não deixemos que o medo nos impeça de sonhar, de acreditar que apesar de alguns espinhos todos fomos feitos para ser feliz . Só podemos ajudar aos outros se doarmos este sonho, se doarmos um pouco de nós a quem encontramos. Todos os dias antes de adormecer, procure entrar neste seu lugar, nesse que você sonhava quando era criança, nesse onde você guardou a emoção do seu primeiro beijo, nesse lugar onde fica quem você ama. Onde fica os que se foram, os que estão e os que você gostaria que estivesse. Busque dentro de você seus sonhos , seu sossego, seu encanto. Busque, e aos poucos, com calma, encante sua alma e siga nos passos da luz e do bem.
_____ Lene Dantas.
ACOLHE-ME
Abre-me a porta do teu lar
Suspenso num tempo de encantar.
Ó lindo passarinho,
Dá-me a entrada estreita do teu ninho
E deixa-me deitar nesse maciinho,
Quentinho,
Tão fofinho,
Dos cobertores
Tecidos por ti, com amores,
Dos pedacitos das flores,
De ramos e das palhas multicores.
Acolhe-me, ó passarinho:
Estou a ficar já tão velhinho...
O meu lar é maior que o teu
Mas tão triste, como eu,
Ó passarinho.
E eu queria:
Será assim tanto mal,
Irmão passarito,
Passar contigo num grito,
O meu tão aflito natal?
(Carlos De Castro, In Há Um Livro Por Escrever, em 28-11-2022)
O LAR DO SOFÁ VELHO
Não chores meu velho
Como eu, a ficar a sê-lo.
Nunca pensaste como ainda penso,
Vá, pensa:
Porque o pensar é de graça,
Afinal o que nos resta.
Já não é a tua casa,
O teu cheiro
E os odores por ti criados
Naquela casita perto do mar
Onde gaivotas te iam beijar
Pela manhã, famintas,
Do teu dar
E abrigo procurar
Nas tardes fortes de tempestade.
O teu lar, agora, é o teu penar...
Outros cheiros,
Gentes que nem sempre gostam de ti,
Pelo que vi, senti e ouvi.
E então fugi, fugi dali
Tão amargurado.
Que triste, é do homem fado
Deixado num sofá velho
A tremer de medo,
Naquele cubículo sem afetos
Onde reinam os dejetos,
Muita fome amordaçada
E mais...
Aquele horrível pecado
De os não deixar morrer
Na sua velhinha cama.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 27-06-2023)
Eu canto pra minha inspiração.
Ricky Henry.
.
Hoje eu vou cantar...
Minha vida é meu lar...
Encontrei minha paz...
A menina com quem vou
eterniza...
.
Eu sou louco por você...
És minha razão...
Me incentiva da motivo pra minha inspiração...
A nossa química não tem pra ninguém...
Juntos somos alegria misturado com emoção.
.
Envolvida em meus braços...
No calor dos meus afagos...
Eu te amo e me sinto um grande homem realizado...
E não te deixo nunca mais...
Lá lá laue laue laue....
Cara metade
A mulher é a base fundamental, para constituir um lar que nos acollhe.
Eu vivi, assoitado por tudo e todos.
Quando decidi voltar para casa já não sabia estar, nem fazer, tive que reaprender, reeducar- me as rotinas não foi fácil.
Sobrevivi aquilo que nunca vi, passei por onde nunca passei, descansei onde nunca descansei.
Vivi e não morri, estou aqui!
A escrever.
Para testificar que com determinação, e coragem, tudo ultrapassamos.
Vivi assim:
Estive no castelo S. Felipe e senti teu cheiro, subi uma serra e desci, e não te vi.
Caminhei por muitos lados, e meu pensamento só estava em ti, com o coração rasgado.
Procuro saber o que desejas,se é amor ou chorar.
Por onde andas?
Quando foi que te encontrei e perdite?
Os sentimentos não se apagam, de um dia para outro.
Esse sentir vai esmorecendo com o viver, se não é alimentado, até um novo acontecimento,.
Tudo vai ser diferente, onde há compreensão, estima e carinho, quero viver um amor vasto, no seu sentido lato é ser compreendido de várias formas, e ser aceite.
Estando em torno desse amor, mais intenso.
Ter o L da complexidade, a responsabilidade é maior.
Aprendemos o dom de amar..
Ser inseguro, prevê-se tudo, e cria-se ambientes, de confusão.
Tu amas, apenas queres compreender-.me, és uma boa companhia.
Uma companheira de luta.
Amas
Queres satisfazer
Dar um retorno ao passado, apagando-o.
O nosso viver é um grande sonho,o qual disperso por aqui e ali.
Vou subindo e descendo serras, construo meu castelo pedra sobre pedra, reaprendendo a viver...
O amor é algo transformador,
transforma uma casa em um lar,
um simples abraço ganha mais valor,
dá vigor ao cansado,
enche de entusiasmo pra lutar,
portanto, na vida,
deve ter o lugar reservado
como um ilustre convidado
que não deve faltar.
Conquistar Afeto é Encontrar um Lar
No pulsar de um Coração Amado
Na atenção de um Olhar Sincero
No confortar de um Abraço
Não ser mais um sem abrigo,
se Mantê-lo , se Valoriza-lo.
O bom ensino no lar produz grandes frutos na vida dos
filhos. Se os ensinarmos a amar a Deus e andar em Seus
caminhos, jamais se afastarão do bem e serão muito
abençoados em suas vidas.
Quando o lar é um altar…
O louvor floresce no coração das crianças.
Não é sobre saber a letra.
É sobre já conhecer o Autor.
A Sabedoria Disciplinada
Caetano, amigo exemplar
Conhecimento é seu lar
Direito, contabilidade, administração
E ainda, teologia em seu coração
Servidor do exército, tarefas especiais
Inteligente, educado, intelectual
Vida equilibrada, sem excessos
Rotina disciplinada, cheia de sucessos
Não bebe, não fuma, não se desvia
Cedo acorda, atividades físicas todo dia
Trabalha, estuda, viaja sem parar
De muitos lugares, a cultura a absorver
Caetano, amigo tão rico e valioso
Exemplo de dedicação e esforço laborioso
Sua mente é um tesouro inesgotável
Um grande amigo, sempre admirável.
A Terra: Amor, Reflexão e Preservação
Planeta Terra, lar de vida tão vibrante,
De mares serenos e florestas exuberantes.
Teus vastos campos e montanhas altivas,
Guardam segredos e histórias verdadeiras.
Tua majestosa e singular aparência,
Um globo de amor que nos envolve em sua essência.
Com oceanos que espelham o luar,
Energia pulsante em cada ar que respirar.
Tu és a fonte de inspiração inesgotável,
Despertando emoções de forma inigualável.
A beleza que emanas nos envolve e cativa,
Ensinando-nos que amar é nossa prerrogativa.
Preservar-te é nossa sagrada missão,
Cuidar de ti com dedicação e devoção.
Tuas características tão especiais,
Refletem nossa interação com o natural.
Lembramos da história que carregas no ser,
Dos danos causados, das tragédias a sofrer.
Mas também da esperança que surge em meio à dor,
Do amor que nos guia e nos faz ser melhor.
No Dia Mundial da Terra, refletimos com devoção,
Sobre a importância de agir em prol da preservação.
Cientes de que somos parte deste todo,
Com amor e cuidado, criaremos um futuro módulo.
E aos animais, companheiros leais e verdadeiros,
Domésticos e selvagens, olhares tão sinceros.
Demos-lhes amor, respeito e proteção,
Para que também sintam a magia dessa conexão.
Que o amor pela Terra nos guie a cada passo,
Que a reflexão nos inspire a um mundo de abraço.
Juntos construiremos um futuro promissor,
Onde amor e preservação serão nosso maior valor.
Que neste Natal, o amor possa
renascer em seu coração. Que
seu lar possa ser enfeitado com
chuvas de bençãos, e pétalas de
felicidade, que a Família possa
se reunir, que o perdão seja dado,
que a amor seja encontrado, que a
família esteja unida, e que a Paz
reine em nossos corações.
--------------------------------------------Eliana Angel Wolf
Aquele lugar não era meu lar e eu precisava sair dali, mas ainda cego permanecia. O que eu achava ser luz, era um mar de escuridão. E quando a senti, era tão densa que chegava a ser palpável. A inalei e quase sufoquei. Fui arremessado brutalmente num poço que parecia não ter fim. E caía como que em câmera lenta, vendo aquela saída cada vez mais distante.
Com um nó na garganta não conseguia pronunciar uma única palavra.
(...) Já não tinha mais forças para continuar me debatendo e fui levado pra longe por aquela maré de incertezas e solidão. Talvez só estivesse cansado de nadar contra ela, então deixei aquele lugar para nunca mais voltar.
Salmo do Que Sobrou
Pai,
fui abandonado pelos que me chamavam de lar.
Fui traído pelas promessas que fiz a mim mesmo.
Chamei de amor aquilo que me devorava
e ainda assim ofereci o pão.
Me disseram:
homem que chora é fraco.
homem que parte, é culpado.
homem que sente, não serve.
Então calei.
Por anos calei.
Enterrei meu grito sob pneus e porcas,
numa oficina que cheirava mais a passado que a graxa.
Mas nem o barulho das engrenagens
conseguia abafar o ruído do que eu não dizia.
Na bancada, deixei as chaves.
Foi sem querer —
mas nada é por acaso quando o mundo está desabando.
Vi minha amada me olhar como um estranho.
Vi a verdade sobre meu filho me atravessar como espada.
Vi minha família me virar o rosto
como se eu fosse o próprio erro.
E eu?
Eu só queria um pouco de verdade,
um pouco de chão
onde meu coração coubesse.
Gritei para o céu,
mas só ouvi o eco da minha fé ferida.
“Pai… nas tuas mãos entrego o que sobrou de mim.”
Não era mais súplica.
Era rendição.
De mim restou apenas isso:
um suspiro com nome.
Um corpo em estilhaços
que ainda crê no vento.
Explodi por dentro.
Morri sem coroa.
Mas, como o meu Mestre,
fui enterrado na injustiça
e renasci no invisível.
Se até os anjos
merecem morrer,
quem sou eu para não cair?
E no entanto,
olha para mim —
ainda aqui.
Ainda verbo.
Ainda caminho.
Não vim para ser exemplo.
Vim para ser espelho.
Para que os que sofrem
saibam que a dor também
pode ser oração.
Este é o salmo do que sobrou.
Do homem que perdeu tudo,
menos a centelha que o fez de novo.
E se este corpo já não cabe na velha vida,
que seja templo
de uma fé que arde
sem pedir plateia.
Virtual e virtuosa
Ontem era recatada,
até mesmo sem poder,
vivendo mais reservada,
só o lar a preocupava,
menos informada,
parideira e do lar,
passava o tempo a costurar,
também a cozinhar,
dos seus filhos a cuidar,
sem pretensões, sem cobiça,
caseira e submissa.
Com a emancipação,
ela ganhou novos rumos,
partiu deixando saudades,
foi em busca da igualdade,
em busca da paridade,
já não se diz tão frágil,
não se ver como estágio,
pois veio pra ficar,
com bastante competência,
seu lema é trabalhar
sem parar e sem parar.
Tanto ontem como hoje
não se pode esconder,
virou duas numa só
com seu super poder,
trocou a cozinha,
o fogão e a pia
por um computador,
ao marido se igualou,
não foi nada casual
nem tão pouco duvidosa,
por ser hoje virtual
sendo ontem virtuosa.
O nosso abraço era lar
(por Diane Leite)
Não importava o que acontecia lá fora.
Podia ser morte. Ruína. Doença. Traição.
Podia o mundo estar caindo em pedaços sobre nossas cabeças —
mas bastava um abraço.
Um.
E tudo silenciava.
O tempo parava.
O corpo descansava.
E a alma…
a alma dançava em paz.
Não era sobre rótulos. Nem promessas.
Era sobre reconhecimento.
Aquela sensação rara — quase impossível — de estar exatamente onde se deveria estar.
Como se nossos corpos fossem feitos um para encaixar no outro,
não por carência, mas por memória antiga.
Nosso abraço era refúgio.
Era altar.
Era abrigo do que o mundo não entendia,
do que os outros julgavam,
do que a gente próprio não sabia explicar.
Talvez a gente tenha se perdido.
Talvez nunca tenha dado certo.
Talvez tenha sido caos, confusão e cicatriz.
Mas aquele abraço…
Ah, aquele abraço…
foi verdade.
Foi inteiro.
Foi lar.
E por isso, mesmo que não sirvamos um ao outro como amor duradouro,
servimos como lembrança do que o amor deveria ser.
Que outros encontrem o seu lar assim —
não em promessas vazias,
mas no silêncio sagrado de um abraço que para o tempo.
O lar é mais do que um espaço físico; é um estado de pertencimento, um canto onde o mundo cessa e o silêncio respira. Pode estar na parede descascada de uma casa, na mesa velha que guarda histórias de risos e brigas, ou no calor que transborda de um olhar. O lar, de fato, são as pessoas — aquelas que acolhem nosso desalinho e com quem compartilhamos o peso da existência.
Mas e quando essas pessoas se vão? O lar desaba. Ficamos vagando dentro de paredes intactas, mas despedaçados por dentro. É uma ausência que grita, um vazio que ecoa na mobília, nas fotos, nos sons que não existem mais. Perdemos não só quem amamos, mas também quem somos, porque um pedaço nosso sempre mora nelas. A ausência faz de tudo uma recordação: a cadeira é o lugar onde ela sentava, o cheiro do café é o rastro de quem partiu.
E assim, o lar, que um dia era abrigo, torna-se um labirinto. Afinal, o que é um lar sem as mãos que o sustentam?
O café esfria na xícara, enquanto o coração aquece com memórias de um lar que já não existe.
(LilloDahlan)
Boa noite!
Que a presença de Deus se faça cada vez mais presente em seu lar, iluminando todos os cantos e abençoando cada momento vivido.
Que haja gratidão e fé em cada amanhecer, fortalecendo os laços familiares e ensinando o verdadeiro significado do amor.
- Edna Andrade
A vocação da casa é dar abrigo contra as intempéries externas. A vocação do lar é dar abrigo contra os eventuais maus sentimentos que roubam à harmonia estabelecida por Deus - que deu ao lar a nobre missão de ser lugar chamado aos encontros e convivência fraterna, regado com alegria, esperança, fé, amor, oração, abraços... Na comunhão, ao redor da mesa, na partilha do pão.
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