Poesias Infantil de Chico Buarque
O comportamento vale mais do que as muitas palavras, pois o corpo traz à luz aquilo que a boca tenta manter em segredo.
Sabe quando a saudade aperta, e quando se encontra dá aquela vontade de abraçar e quanto mais forte se abraça mais percebe-se que ainda não é o bastante, e quanto mais se aperta o abraço, ainda sim não saceia a vontade de abraçar.
Que seja bela cada vitória em tua vida, assim como a força de cada músculo da tua face, faz ser lindo o teu sorriso.
Ao amanhã existe um ponto de interrogação onde o tempo e a vida nos deixa um ponto de exclamação no final da frase: "não tens certeza de que o que planejastes para o amanhã será realizado !"
Nunca lute pelo que você sabe que nunca será seu, afinal, isso não se chama luta, se chama perda de tempo !
Ter um pensar diferente não me faz ter a capacidade de mudar o mundo, ainda mais com minhas fraquezas, mas mesmo que não tenha essa capacidade, não me tira a esperança de que algo mudará.
O que há de mais lindo no ser humano está dentro dele, pois nosso exterior é apenas a capa do livro da nossa história.
Amar a si mesmo vale mais do que muitas coisas, você não tem preço, não existe dois de você, você é insubstituível !
Antes de pensar em julgar quem te machucou, procure entender o motivo ao qual o levou a te ferir, porém em momento algum leve suas palavras a dureza, não seja rude, apenas perdoe.
Nunca houve e nunca haverá amor tão grande capaz de fazer se entregar por mim e por você, capaz de pagar com preço de sangue por toda a humanidade, pra nós dá eterna paz, pra nos dá uma vida eterna consigo.
Se tudo fosse pelo nosso querer, se tudo nos fosse dado de bandeja, o ser humano nunca sentiria o prazer da vitória, nem a motivação da conquista...
Não importa o que os outros digam ou prometam, uma hora a confiança será quebrada, uma hora a decepção tomará conta da sua credibilidade.
Quando se ama e tem confiança, até em um longo olhar desferido há um susurro que revela ali um "eu te amo".
As eleições passaram, e é uma pena ter ocorrido tantos atritos, em uma população tão inteligente, brigar pra que? É democracia, a escolha dá maioria, mesmo que eu tivesse escolhido o lado "oposto", eu aceitaria a democracia, escolha da maioria. Aliás nunca existiu lado oposto, a cor vermelha nunca foi oposto do azul, o açúcar nunca foi o contrário do sal, o que não pode é continuarmos fazendo mal.
A política atual brasileira pode ser comparada ao futebol, onde as pessoas não querem saber quem está a jogar e sim se o seu time vai ganhar. Pouco importa o jogo, o que interessa é o resultado. E automaticamente se seu time está fora ou não, torcem contra os outros. Muitos brigam e por vezes matam, elevam o tom de voz pra dizer que seu time é melhor que o do outro. A política é um jogo.
Oh melodia, não só quero te ouvir, como também não só quero te sentir. Seria pedir demais decifrar as tuas notas, conhecer a tua pauta musical? Quero perder-me em cada nota, do dó ao si. Quero bailar nas tuas nuances, nos enlaces. Ouve-me... a percussão que emito. És tu a desejada, a endeusada. És tu o sopro. És tu o bálsamo. És tu o timbre desejado. Tu és o Jasmim sonoro mais suave deste floral. Sim. Tu és. Ouve-me... consegues me escutar? Consegues decifrar as minhas notas? Estou aqui, bradando feito um violino. Suave. Pausa. Audição. Um momento. Agora, inaudível. Aos poucos, vem surgindo sorrateiramente a doce melodia que me cativara. Eu me deixo cativar, pois não tenho dono. Eu sou o maestro da minha orquestra. Eu comando. Porém... estou aperfeiçoando o meu instrumento. Estou afinando as cordas, o tom, o som. Consegues me ouvir?
Certa vez, senti que tudo acabara. De fato, acabou. Mas não terminou. Ainda consigo ouvir, um sussurro ecoa suavemente nesta nave. Nave esta que viaja em um universo infinito, estarrecedor, onde paira a dor. A dor orbita. Palpita. Imita algo de bom. Nessa constelação, só sei que nunca existiu início, tampouco o final. Quem dirá o meio pra recomeçar. Do que sei, é que começo de onde eu quiser, quando e como eu quiser. Descobri que sou o centro do meu universo. Dá imensidão desse cosmos, de toda essa vastidão, percebo que estou em órbita, em constante transformação, em evolução.
Um dia, em um passado não muito distante, eu viverei o presente do futuro que imaginei. Paro... penso. Estou no presente, com um pé no futuro e debruçado no passado. Naquele passado que só eu sei. Naquele passado escondido na caverna. A caverna escura que só eu tenho a luz para ilumina-la. Essa luz é o futuro, ressoando em meu ouvido dizendo que tudo dará certo. O presente jaz. O presente trás. O presente faz. Refaz. É fugaz. Perspicaz. Ele é o meu algoz, chega a ser feroz. Me corrói. Mas não me destrói. Me torna um herói. Eu te quero; te venero. Oh futuro que reluz no passado, ouve-me. Estou aqui, consegues me ouvir? As súplicas pairavam em um silêncio fúnebre, o silêncio ecoou, o vazio criou forma, criou asas. E lá estava eu, na imensidão daquilo que ousei ver, eu era uma letra perdida em uma biblioteca, assim como os meus pensamentos estavam perdidos em mim. Ah! atrevo-me mais uma vez. Atrevo-me a viver o presente, a ser presente, um presente, um ente.
Cá estou eu em mais uma tentativa frustrada de mim. Cá estou eu tentando mais uma vez. Cá estou eu levantando-me mais uma vez. Cresci. Ninguém me falou que eu poderia cair. Ninguém me falou que eu poderia me levantar. Ninguém me falou que os tropeços que a vida me deu, me tornaria mais forte. Cá estou eu aprendendo com isso tudo. Se cá estou eu... onde eu estava quando me procurei? Eu estava lá? Se cá estou eu, carrego comigo quem sempre esteve comigo. Carrego consigo o eu que posso oferecer. Bem dizer... fortalecer. Prevalecer. Enaltecer.
