Poesias Elogiando o Brasil
A África tem influência
na Cultura Brasileira,
Não quero que entenda
somente o quê quer,
Muito além de qualquer lenda...
Digo com certeza:
- Queira ou não queira,
todo o Folclore é fé
com o misto de tudo
aquilo que vem do povo!
Para quem sabe ler
e entender toda a poesia
é como o Abebé de Oxum
trazendo também Mitologia.
Queira ou não queira
não estou aqui para agradar,
e sim para versejar
para que nenhum legado
desta Pátria venha se apagar.
No auge da maturidade
assim a vida me fez,
Cantando a Lua Ciranda
de Lia de Itamaracá,
Comigo você ainda não está,
Coloquei um espelho
para o Abebé de Iemanjá,
Tenho certeza que
a Rainha do Mar
o amor sublime amor
da gente ela irá abençoar.
O Aberém está
na mesa
com o coração
e o poema,
Não há ninguém
que me convença
que não te viver
não é uma beleza,
Te entrego a festa
e o gingado com
toda a certeza.
No teu silêncio
você me põe presa,
Na verdade
o único preso é você
na perda de tempo
que estamos
deixando de viver,
Vou pedir para a Mãe
e as abiãs um milagre
que talvez elas possam fazer.
Tem Abrazô fresco
para você feito
com todo o amor,
Porque hei de te
encantar com louvor,
De encantada farei
você o meu encantador.
A vida não pede ré,
peço a bênção
forte do Aboré
para ter mais
confiança
e fé no coração,
Para não ter
nenhuma distração.
No circo do seu
pensamento
mais erótico
Eis a trapezista
exclusiva
entre o amor
e a paixão
no seu coração.
O Yiguirro canta no caminho
enquanto uns querem morrer
Desejo mesmo é continuar a viver
nem que seja só para incomodar.
Levo-me por este amoroso canto
porque o meu peito é de verdade
Nasci passarinho com liberdade
num mundo de obviedades.
O coração tem asas e só há
de pousar onde se permitir,
e estará sempre onde você está.
Por isso não haverá nada que
irá te apagar dentro porque
para mim você nasceu feito.
Aboio cantado em versos
de herança do Oriente,
da África profunda
que não sai da mente,
Ainda ouço a sua voz
ecoando pelas paragens
da ancestralidade,
Cantando além dos bois:
um canto de liberdade a sua voz
ecoando pelas paragens
da ancestralidade,
Cantando além dos bois:
um canto de liberdade.
Libera plenamente
A sua vontade
Não se recuse de tirar os seus
Zapatos e tudo o quê prende
Ande na minha direção
Rasgue toda a convenção
Não existe um só
dia que não faça
uma linda viagem
pela estrada
com o rádio ligado
e ouvindo a música
do coração que tocado
foi pela tua intenção.
Ganhei uma urupema
para fazer um Acaçá
com todo o amor
que existe e existirá,
Agora só falta mesmo
para ficar perfeito
alguém vir para cá,
Tudo em mim está
acontecendo do jeito
igual que contigo está.
A vida mudou,
o rio secou,
Não me lembro
do último Abunã
que a gente tomou,
Só sei de gente
que perdeu toda
a vergonha,
e ainda não encontrou.
O sino do Mosteiro
convoca para orar
honrosamente as Vésperas
pela salvação da Palestina
e de outros povos em guerras,
Daqui para frente não quero
mais que ele e os sinos de outros
mosteiros se dobrem
como os sinos de Hemingway,
Só sei que continuo
no mesmo caminho para que
a paz encontre a vez,
Quem sabe quando chegar
este dia a gente possa falar
de amor com calma e sensatez.
Buscar na casta
do japó o Acaé-Raisaua
para recordar a lenda,
Para quem sabe surpreender
com um novo poema,
Porque no final o amor
sempre há de ser a sentença.
Quando o balanço
das palmeiras de Açaí
fizerem o acalanto
sou eu que estarei
o seu coração ocupando,
E assim você descobrirá
de vez que está me amando.
Tudo depende do momento
que se escreve um poema
que pode ser de paz
ou virar um Acangapema,
O quê importa é o quê
se deseja ser capaz.
(O restante o tempo faz)
Colocaste um Acangatara
em mim e os teus olhos
dentro dos meus olhos,
Assim inteiro passaste
a morar nos meus sonhos.
