Poesias e poemas sobre Silêncio

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“O Direito que não escuta o silêncio social legisla para fantasmas e não para pessoas.”

O marketing é a ciência de tornar visível o que já era desejável em silêncio.

“O silêncio da lei não significa necessariamente ausência de Direito; às vezes significa apenas que a realidade chegou antes do legislador.”

"O silêncio de um cidadão diante da injustiça pode ser prudência; o silêncio de uma sociedade inteira diante dela é o começo de uma tirania.”

Segurança pública sem direitos pode produzir silêncio; segurança pública com direitos pode produzir paz.

A floresta ia se tornando silêncio, árvore após árvore. Ainda assim, as que permaneciam continuavam confiando no machado. Afinal, seu cabo nascera da mesma madeira que corria em suas raízes. E elas não perceberam, até ser tarde demais, que ter a mesma origem não significa compartilhar o mesmo destino.

Quando o último argumento jurídico encontrar o primeiro silêncio de um planeta irreversivelmente alterado, restará uma pergunta: por que o Direito não chegou antes?

Quando a sociedade transforma reconhecimento em curtidas, o silêncio passa a parecer fracasso e a invisibilidade, culpa.

Na sociedade dos algoritmos, até o silêncio pode ser interpretado, classificado e monetizado.

O poder absoluto teme menos o homem que protesta do que o jurista que demonstra, em silêncio, que o poder está errado.

A lei pode ordenar o silêncio; jamais poderá transformar o silêncio em verdade.

A maior vitória de uma ditadura é fazer o cidadão acreditar que a prudência exige silêncio.

Nenhuma norma escrita alcança o silêncio de um túmulo, pois a lei cessa onde a vida silencia.

Nenhum código penal é tão cruel quanto o silêncio imposto por decreto ao pensamento.

Entre o silêncio do universo e a necessidade humana de encontrar um sentido, talvez a dúvida seja a forma mais honesta de liberdade.

Talvez Deus exista; talvez o universo seja apenas matéria, tempo e silêncio. Em ambos os casos, nossa certeza é pequena demais para julgar o absoluto.

O homem teme o silêncio do universo e, muitas vezes, preenche esse silêncio com certezas que dizem mais sobre seu medo do que sobre o cosmos.

O Estado laico é o silêncio constitucional diante daquilo que nenhuma instituição humana pode provar definitivamente, inclusive a existência ou inexistência de Deus.

O agnóstico escreve petições ao silêncio não para obter uma resposta, mas para preservar juridicamente o direito de não inventá-la.

O silêncio é o lugar onde a consciência se despoja do ruído necessário para ouvir a si mesma.