Poesias e poemas sobre Silêncio
“O silêncio da lei não significa necessariamente ausência de Direito; às vezes significa apenas que a realidade chegou antes do legislador.”
"O silêncio de um cidadão diante da injustiça pode ser prudência; o silêncio de uma sociedade inteira diante dela é o começo de uma tirania.”
Segurança pública sem direitos pode produzir silêncio; segurança pública com direitos pode produzir paz.
A floresta ia se tornando silêncio, árvore após árvore. Ainda assim, as que permaneciam continuavam confiando no machado. Afinal, seu cabo nascera da mesma madeira que corria em suas raízes. E elas não perceberam, até ser tarde demais, que ter a mesma origem não significa compartilhar o mesmo destino.
Quando o último argumento jurídico encontrar o primeiro silêncio de um planeta irreversivelmente alterado, restará uma pergunta: por que o Direito não chegou antes?
Quando a sociedade transforma reconhecimento em curtidas, o silêncio passa a parecer fracasso e a invisibilidade, culpa.
O poder absoluto teme menos o homem que protesta do que o jurista que demonstra, em silêncio, que o poder está errado.
Entre o silêncio do universo e a necessidade humana de encontrar um sentido, talvez a dúvida seja a forma mais honesta de liberdade.
Talvez Deus exista; talvez o universo seja apenas matéria, tempo e silêncio. Em ambos os casos, nossa certeza é pequena demais para julgar o absoluto.
O homem teme o silêncio do universo e, muitas vezes, preenche esse silêncio com certezas que dizem mais sobre seu medo do que sobre o cosmos.
O Estado laico é o silêncio constitucional diante daquilo que nenhuma instituição humana pode provar definitivamente, inclusive a existência ou inexistência de Deus.
O agnóstico escreve petições ao silêncio não para obter uma resposta, mas para preservar juridicamente o direito de não inventá-la.
