Poesias do Leonardo da Vinci
I. O fio invisível entre a razão e o abismo
Há um fio quase imperceptível que separa a sanidade da loucura. Ele não é feito de lógica nem de evidência. É tecido em silêncio, por forças que a consciência não domina e o juízo não decifra. Às vezes firme, às vezes tênue como névoa, esse fio nos atravessa. E todos nós, em algum momento, já o sentimos estremecer.
A sanidade é frequentemente confundida com controle, previsibilidade, coerência. Mas há loucuras que são apenas formas radicais de sentir. Sentir demais. Sentir o que o mundo não suporta nomear. Sentir o que escapa às categorias da razão domesticada. E há insanidades que nascem não do caos, mas do excesso de lucidez, quando a realidade se mostra em sua nudez crua e insuportável.
Nem toda loucura é ruína. Algumas são defesa. Outras, travessia. Há quem precise se despedaçar para sobreviver à rigidez do que é dito normal. E há quem se esconda atrás da sanidade como quem se fecha numa prisão segura, mas estéril.
A lucidez não é ausência de delírio. É a capacidade de dialogar com ele sem se perder. De acolher o que se rompeu sem rejeitar o que ainda sustenta. De habitar a própria mente como um território sagrado, mesmo quando os mapas falham.
No fundo, talvez sejamos todos dançarinos à beira do abismo. E o que nos salva não é o equilíbrio perfeito, mas a graça com que aprendemos a cair e voltar.
II. A lógica da mente e o descompasso da alma
A mente ordena, analisa, nomeia. Mas a alma não obedece a essa geometria. Há dias em que o corpo se move com exatidão, e ainda assim algo dentro tropeça. Em que se cumpre a rotina, mas a essência vagueia por labirintos que ninguém vê. Loucura, talvez, não seja um erro da razão, mas um grito da alma diante da razão que ignora a dor.
Há um descompasso entre o que pensamos e o que suportamos. A sanidade, nesse contexto, é um acordo social: parecer funcional, mesmo quando a alma arde. Ser coerente, mesmo quando se sangra em silêncio. Mas há quem não suporte esse pacto. E rompe. Rompe com o discurso, com a lógica, com a aparência. E no romper, revela, com crudeza, que há algo errado não com o indivíduo, mas com o mundo que não acolhe as rupturas internas.
A verdadeira loucura talvez esteja em fingir equilíbrio quando tudo clama por reconstrução. E a sanidade, paradoxalmente, pode ser encontrada no delírio que denuncia. No delírio que, mesmo desconexo, aponta para o que foi negado, rejeitado, silenciado.
O que chamamos de loucura, muitas vezes, é apenas a linguagem de um sofrimento que não encontrou tradução. E o que exaltamos como sanidade, às vezes, é só o verniz de uma desistência quieta. O desafio é olhar sem julgar. Ouvir sem enquadrar. E lembrar que, entre a razão e o delírio, há uma dor que pede escuta, não diagnóstico.
III. Quando o grito se disfarça de silêncio
Há gritos que ninguém ouve porque se disfarçam de silêncio. E há silêncios tão densos que carregam em si o estrondo de mil tempestades internas. A mente, quando já não suporta traduzir a dor em linguagem, recua. Fecha as janelas. Apaga as luzes. Cria mundos paralelos onde, mesmo distorcida, a realidade se torna suportável.
Nem sempre a loucura é ruído. Muitas vezes, é ausência. Ausência de conexão, de resposta, de chão. É o exílio interior de quem ainda está presente no corpo, mas já não habita a lógica comum. E nesse exílio, o tempo não segue sua ordem. As palavras não obedecem significados. O real se dissolve em fragmentos que só fazem sentido para quem ali está.
A sanidade, do lado de fora, observa, mede, intervém. Mas nem sempre compreende. Porque compreender exige mais do que escuta técnica, exige atravessamento. E poucos suportam atravessar a dor do outro sem se perder de si mesmos.
Talvez a maior ponte entre a lucidez e a ruptura esteja na empatia profunda, que não tenta apagar o delírio, mas se ajoelha diante dele como quem respeita um altar de sobrevivência. Porque ali, naquilo que chamamos loucura, ainda pulsa a centelha de quem resiste, não por desordem, mas por excesso de verdade que o mundo não conseguiu conter.
IV. A lucidez que enlouquece
Nem toda loucura é fuga. Algumas são excesso de lucidez. Quando se vê demais, sente-se demais. Quando se compreende além do que é possível suportar, a mente busca rotas que a consciência não escolhe. Há dores que não cabem na razão, e há verdades tão nuas que dilaceram.
A lucidez, quando absoluta, é um risco. Porque ver tudo sem véus é também ver o absurdo, a finitude, o vão das promessas humanas. E nem sempre se está pronto para permanecer são dentro desse deserto.
A loucura, por sua vez, aparece como véu restaurador. Ela recobre o intolerável, inventa símbolos, reinventa a lógica. Cria sistemas próprios onde o indivíduo pode ainda ser deus, vítima, redentor, qualquer coisa que impeça o colapso. É nesse sentido que a loucura pode ser também criação, não destruição. A reconstrução de um universo interno, com regras próprias, para que o ser não se desintegre.
E no entanto, mesmo no delírio, há beleza. Porque onde há linguagem, ainda que dissonante, há desejo de expressão. Onde há construção, ainda que simbólica, há instinto de permanência. E onde há dor, há humanidade.
Compreender esse ponto é recusar a dicotomia. É não separar em rótulos estanques o que, na verdade, se entrelaça em ondas. Todos os que pensam profundamente já roçaram a margem da loucura. Todos os que criam com intensidade já sentiram a vertigem do descontrole. O equilíbrio é uma dança. E a lucidez verdadeira não exclui o delírio, apenas o traduz.
V. O retorno pelo labirinto
Toda ruptura traça um labirinto. E quem nele entra, nem sempre deseja fugir. Às vezes, é no se perder que o ser se reconhece. A sanidade, quando forçada como imposição, pode se tornar mais opressora que o próprio delírio. Já a loucura, quando acolhida como linguagem da alma ferida, torna-se caminho de reintegração, ainda que não linear.
Os que retornam do fundo sabem que não voltam iguais. Carregam nos olhos uma espécie de cansaço antigo, mas também uma quietude que só os que desceram até o próprio vazio conseguem sustentar. São os que aprenderam a caminhar sem mapa, a escutar sem forma, a esperar sem garantias.
Não há cura como promessa. Há encontros. Há tempo. Há escuta. O retorno não é para ser o que se era, mas para descobrir o que se pode ser, depois do caos, depois da noite, depois da queda. E isso, talvez, seja mais digno do que qualquer normalidade aparente.
A linha que separa loucura e sanidade não é reta. Ela pulsa, dança, atravessa o cotidiano com gestos que ora nos salvam, ora nos expõem. E não é preciso temê-la, mas respeitá-la. Porque quem um dia já esteve à margem, sabe o valor de cada gesto de acolhimento. Sabe que é possível viver à beira, sem cair. E que às vezes, o mais são entre todos, é aquele que aprendeu a conviver com suas sombras sem tentar apagá-las.
No fim, a verdadeira sanidade não é exata. É compassiva.
O Vazio de Ivan em Mim
Não é que eu não queira crer.
Queria. Com a mesma força com que respiro, com a mesma urgência com que busco sentido quando o mundo me fere.
Mas há em mim — como havia em Ivan — um vazio que não se preenche com promessas, nem com orações que ignoram o grito dos que padecem.
Não nego Deus.
Mas me recuso a aceitar um paraíso onde o preço seja o choro inconsolável de uma criança torturada.
Se a matemática da salvação exige esse débito, então que me excluam da equação.
Devolvo o ingresso. Não me serve um céu comprado com sangue inocente.
Minha dor não é a do ateu. É a do exilado.
Não me falta fé — me falta reconciliação.
Entre o que vejo e o que dizem que há.
Entre a razão que me habita e o absurdo que me cerca.
Entre o amor que imagino ser divino e o horror que assola o mundo sem trégua.
Carrego a lucidez como lâmina.
Ela me corta todas as noites. Me acorda. Me sangra.
Mas prefiro essa dor do que o conforto mentiroso da inconsciência.
E, no entanto, por vezes, invejo os que crêem sem feridas.
Os que chamam de “mistério” o que eu ouso chamar de “injustiça”.
Os que abraçam um Deus com olhos fechados, enquanto eu — pobre de mim — insisto em fitá-lo de olhos abertos, sem saber se Ele me vê.
Talvez um dia eu compreenda.
Ou talvez minha travessia seja essa mesma: caminhar com o coração em ruínas e a mente em labaredas,
entre o silêncio de Deus e o clamor dos homens.
Mas sigo.
Não por esperança.
Nem por fé.
Sigo porque parar seria entregar-me à loucura.
E entre a insanidade e a ausência de sentido, escolho — por ora — a lucidez dolorosa de quem carrega o vazio como cruz e como bússola.
”Hoje o cansaço me consome.
Despertar, euforia, desapontamento, resignação, resiliência.
Hoje o cansaço me consome.
Descanso hoje em busca do ontem.
Descanso hoje em preparo para o amanhã.
Descanso.”
”Dia ordinário. Dia comum. Dia imemorável.
Dia sem chuva, dia sem sol.
Dia sem movimento, dia sem sentimento.
Apenas um dia.
Menos um dia… de vida.”
Seja empreendedor dentro do seu emprego!
Ser empreendedor não está relacionado à ser empresário. Muitas vezes o seu dom não é abrir negócios e sim transformá-los!
Não sabemos mais viver os desafios, vivemos desesperados para viver a vitória. Mas sem desafios, o que há de vencer?
E será que isso é viver?
Haverá uma distância entre meu final de semana e essa semana que se inicia. Mas essa distancia apenas serve para que eu não deixe de pensar no amor.
A saudade de um final de semana incrível serve para me dar
a absoluta certeza que a amizade é um dom de Deus.
Vamos encarar mais uma semana? Seja feliz é reconheça que vale abrir um sorriso para encarar essa semana.
Apesar de todos os desafios,incompreensões e crises que enfrentaremos. A semana é um milagre da vida.
E o que ficará marcado será: Seu sorriso, a felicidade e as conquistas que virão, porque o amor é uma força incontrolável que nasce dentro do seu próprio ser.
É tão bom quando chega a Sexta-Feira , olhamos para trás e dizemos: Ufa!! Passou...
Vencemos...
Quando criamos em nós a capacidade de sonhar conseguimos
superar todas as dificuldades...
Começamos nos amar de verdade...
Fortalecemos nosso espirito e nos sentimos bem ...
Talvez tenha sido uma semana de felicidades
inexplicáveis, ou de tristeza imensuráveis ...
Mas é como se você tivesse ganho o mundo, passou, vem ai o doce sabor do fim de semana...
É um sentimento tão alegre que você acaba de sorri, só imaginando...
Pode ser o combustível para você enfrentar a próxima semana...
A capacidade de sonhar acreditando no amor é lindo...
Que você aproveite cada instante ao lado de pessoas maravilhosas...
Talvez você encontre aquele ou aquela que sempre será o seu amor...
Amor faz bem, te eleva ...
Gera segurança e inspiração...
Nos deixa forte diante de tudo...
Nada nem ninguèm vai nos afastar do desejo de sonhar...
E se ainda não sei amar, nunca perderei a vontade de tentar...
Parece que vivemos em um tempo em que se pode falar de tudo, menos de política. De fato os resultados não são dos melhores. Mas saia no portão da sua casa, olhe para os lados e diga: Quantos vizinhos do bem você possui? Certamente identificará muito mais vizinhos do bem do que do mal. Correto? Isso se chama “princípio de confiança e esperança”. Mas quantos dos seus vizinhos tentam mudar, nossa sociedade, a política brasileira?
O esgotamento das ideologias e dos sonhos seguem a linha do cansaço e limita a nossa capacidade de raciocino, a esperança é alimentada pela fé, posso cravar que sua cresça sobre a política se estigmatizou, você comete o pecado de somente criticar.Também sinto nojo desse modelo político que vivemos, embora seja eu uma pessoa um pouco politizada e saiba reconhecer bons e maus políticos, independentemente do partido ou convicções, mas as vezes me pego na escuridão da incapacidade! Todavia chegou o momento que podemos aproveitar sistematicamente a oportunidade de mudança oferecida. Faço parte da construção do partido "Rede Sustentabilidade", Partido da Marina Silva. Não vejo Marina como salvadora da pátria, muito menos como dona da verdade, mas juntos conseguimos enxergar uma pessoa simples que não se curvou ao casuísmo, conchavos, prostituição política e abandono de ideologias.
Bem, hoje precisamos provocar uma reação compartilhada por muitos, precisamos de 500 Mil assinaturas para criamos esse partido, para sairmos dessa inércia, para trabalharmos nossa imaginação e termos visão do futuro. A saber: um despertar da esperança. Porque a ausência de esperança, tanto num indivíduo como numa sociedade, é sinônimo de morte.
Sempre sou elogiado pelo meus textos, e garanto que pouquíssimas vezes escrevi com tanto vigor e esperança.
É proibido ser diferente, é proibido chorar, é proibido sentir saudade, é proibido aprender, é proibido cantar, é um escândalo, "más", é proibido amar!
Seguimos atônicos sem saber o que fazer.
O medo escraviza nossas vidas, vivemos de lembranças...muitas vezes sem esperança!
Levantamos em meio aos problemas, lutamos sem querer.
Gostaríamos de contarmos com a sorte , poderíamos abandonar tudo pelo medo.
Todavia Seguimos, refletimos em nós uma transformação surreal, de sonhos e realidades.
É quando nossos corações se entregam nos devaneios, demonstrando as facetas do amor.
Oxalá que tenhamos a sabedoria dos grandes pensadores, compreendendo o proibido, fingindo que sem isso ou àquilo não vivemos, que não nos importamos.
Obrigado criador por sua gentileza, estamos aqui na terra para nos lembrar de você, para mostramos que somos : Sua imagem e semelhança.
Fora medo! Vida que segue, estamos longe do último suspiro.
Vamos inventar sorrisos, vamos seguir nossos caminhos, vamos acreditar que lá na frente mora infinito... Cheio de alegrias!
Felicidade
Seja feliz de dia
Seja feliz a noite
Seja feliz brincando
Seja feliz beijando
Seja feliz lutando, porque se perder ou morrer, leva contigo seus sonhos!
Tristeza pra que?
Tristeza pra quem?
Tristeza sufoca sem bate na porta
Tristeza parece dócil, mas tem cheiro de morte!
Bom mesmo é amar
Bom mesmo é se apaixonar
Bom mesmo é conhece e tocar
Bom mesmo é perder a razão, mas em algum lugar abrigar o coração.
Amor
Perdão
Paixão
Compaixão
São alimentos da alma, da família, dos amigos, e de todos que acreditam no Deus da criação.
Nascer, aprender, praticar, errar , construir, destruir, recomeçar, libertar, acertar, teimar, humilhar, enxergar, reconhecer, recomeçar,
perdoar, te fé, esperança, falar, ensinar, ler, acompanhar, terminar, chorar, cantar e ser feliz antes dos olhos fechar!
Na complexidade da vida, são detalhes que encantam.
Sair pelo mundo em busca dos meus sonhos.
O que aconteceu? Sei lá...
Só sei que admiro aqueles que se apaixonam sem restrições de lugares.
Destruir as corrente do medo, e me revestir de coragem
Revelei segredos, até me declarei
Aprendemos viver quando não nos falta vontade
Nos alimentamos do desejo
É a força da vontade
Passeia nos meus sonhos, é meu desejo
Meu ser gritar loucamente a vontade de estar ao seus braços
Perdido pelos teus beijos
Na vontade
No desejo...
Pessoas...
A sombra da paz, da saúde e alegria não são capazes de proteger todas as pessoas que gosto...Mas posso ver na luz do sol o quanto elas são importantes para mim,elas são insubstituíveis, são inesquecíveis…
Quero sempre ter forças e sorrisos para enfrentar as dificuldades, as tristezas e as desilusões da vida...
E se meu sorriso for interrompido pelo sopro do medo e da tristeza?
Que eu consiga transmitir a paz e o amor de Deus, para os que estiverem ao meu redor...
No divã das minhas loucuras valorizo quem sou, não o que tenho…
O amor existe…
Ainda que hoje alguém espere meu fracasso, amanhã estarei na apoteose dos meus sonhos e propósitos, porque nunca vou perder a liberdade de dizer: O amor é especial e importante para
mim, nada é em vão… O
amor existe, eu encontro o amor nas pessoas, não conheço nenhuma outra razão para amar...
"Ainda que pareça incompreensível ou imoral cabe respeito.
Nas loucuras da vida uma mente aberta realiza seus devaneios"...
Se apenas uma pessoa souber o caminho, devemos segui-la.
Se todos souberem o caminho, estaremos mais perto do sucesso.
