Poesias de Tristeza Pois Perdi meu Avo
Sobre a covardia e a consciência
A covardia coloca a questão: 'É seguro? Mas a consciência coloca a questão, 'É correto?' E chega a uma altura da vida em que temos de tomar uma posição que não é segura, não é elegante, não é popular, mas o temos de fazer porque a nossa consciência nos diz que é essa a atitude correta. Então é necessário que não se confunda covardia com consciência. Provocar o outro para que ele tenha uma reação que a gente quer, é manipular a vontade do outro, que diga-se de passagem, deixa-se manipular, talvez porque seja cômodo, tenha medo, ou receba algum benefício em relação a isso. Pois bem, algumas pessoas tem consciência de que uma ação representa várias outras em cadeia, que poderiam interferir na vida de outros. E isso seria injusto. Assim, minha contribuição ao universo é sob hipótese alguma revidar. Eu amo, perdoo, sou grata, peço perdão, sou perdoada, sinto por todas as Dores minhas e compartilhadas, aceito, entrego e sigo. Não sou melhor nem pior que ninguém, apenas corrijo em mim, o que não gosto nos outros. Nina Lee Magalhães
Uma palavra ao seus ouvidos á matou!
Um sorriso de bom dia arrancou sua alma e covardemente apagou seu brilho...
Ao chão ela se contorce pela grande dor que á aflige. Dedos atrofiados, pernas encolhidas, pele repleta de lesões e olhos arregalados
Da sua boca pode se escutar um som muito baixo, parece um nome ou alguma condição, parece ser...
Izadora que a garota encontrou!
" O corpo do Poeta"
O corpo do poeta sangra versos
Quando ferido por palavras...
Chega a dar um aperto no peito
Quando a tinta da caneta acaba...
Escreve em folhas
Que se tornam árvores
E respira o universo
Valei me ave Maria
Minha vida que vira verso
Nas revoltas que viram
A volta do regresso
Tô perplexo
Com o rumo que tomaram
Aqueles que remam pro destino "certo"
Os que vão contra a maré
Transcenderam seu universo
Mas ...o corpo do poeta chora versos
Quando lágrimas de crocodilo
Escorrem manchando o papel
Borrando a vida desenhada
Milimetricamente pelo pincel
E o corpo do poeta é só um corpo que abriga o verdadeiro criador
desse seu mundo torto.
O Poeta...
Aquele que nos dias de solidão
Se envolve em solitude
Que incendeia em argumentos
Mas não discute
Quando abre sua mente
Sua boca fala bem alto
Shhhhh silêncio ...
...Escute..
Saboreia a leveza das letras
Mas não se assuste
Quando transformadas em palavras pesam uma tonelada
Então... que seus olhos e ouvidos desfrutem
Thibor
Carrego as marcas do racismo e a dor de não ser visto, a saudade da minha mãe e a solidão de quem busca respostas na própria mente. Mas também sinto pulsar a força da reinvenção, o alcance infinito da polimatia, e como aprendi com a Dra. Shaira Zion, o alento da minha - quarkiana, leptônica e bosonica - fé. Faço do meu trauma um testemunho; da minha dor, símbolos; da minha perda, poesia.
Talvez um dia minha tristeza dê dinheiro, o triste disso... é que talvez não esteja mais vivo, mais triste que é isso, é pensar (as-sim) nisso.
Vamos sair
Depois da meia noite
Pra ver como é la fora.
Sentir a brisa da madrugada.
O som assombroso noturno
Que tal bebermos?
Que tal dirigimos pra lugar nenhum?
Sem celulares
Sem hora
Sem rumo
Sem tristeza
Só nós, o mundo.
E a noite.
Tem dor que rasga a alma,
Faz a lágrima descer quente.
Tem dor que desnortea,
Te faz se sentir indigente.
Tem como tirar alegria da dor?
Pergunta pra o palhaço sonhador, Que no palco faz um espetáculo promissor Mesmo que seu coração esteja esmagado em dor.
Ele cumpre seu propósito ainda que com dor.
Quando você foi embora eu percebi que...
As estradas nem sempre levavam a algum lugar
Que os pássaros cantando de manhã iam desafinar
Que o olhar pra mim do cãozinho na rua muitas vezes era de dor
E que as flores às vezes não tinham cor
Então deixei um recado pra você...
Num olhar na janela vendo o sol ir embora
Andando na rua vazia numa noite sem lua
No trilho da estrada de ferro com andar de infinito
Num relógio parado no baú que parece que esqueceu mudar a hora.
E tempo foi passando...
E o seu rosto foi ficando difícil de sonhar
E nos dias de chuva seu abraço não veio mais me acalentar
E o seu cheiro não veio mais me lembrar
Lembrar de que amor realmente existe
E lembrar de que despedir-se não fazia parte do nosso trato
Do nosso trato de amor, do nosso trato de amar.
Mas talvez o amor seja isso:
Ter um trato de não amar
Amar totalmente,
Amar pra sempre,
Talvez, o amor bonito seja o que tem despedida
Com toda tristeza e melancolia que tem a partida
Talvez amar seja mesmo um trato
E que, como num teatro
Termine com aplausos ou lágrimas no final do ato.
- Não! Estou triste
Muito triste
E me permito ficar assim
Até a alegria voltar
A invadir minh'alma.
Amar a si mesma
Não é fácil
Quando os dedos apontam a outra direção
Dizem "seu cabelo é ruim"
"Seus dentes são tortos"
"Sua altura é pouca"
Tiram sua roupa
Só pra te lembrar
Que você não é nada
Além de uma imitação
Amar a si mesma
No mundo da réplica
É aguentar a tréplica
Da repartição
Hoje você dança
Hoje você casa
Hoje você engravida
Hoje você separa
Hoje você faz pose
Hoje você escancara
Hoje você morre
Amanhã você repara...
O que fazer quando se está triste?
Chorar?
Lamentar?
Vivenciar o mal que corta a alma em mil?
Ser eu?
Ou me transformar em muitas?
Soltar ou amarrar os cabelos?
Deixar os pés livres ou dançar em minha pequena prisão particular?
como pode uma alma ser tão triste, tão triste
a ponto de não conseguir nem mais sonhar?
– a tristeza profunda é isso:
nada de sonhos
nada de perspectivas
nada de ilusões as quais se agarrar...
Se os próprios sonhos embotam a vida
o que será de mim
sem a possibilidade de criá-los?
Se as próprias asas tornam-se feridas
o que será de mim
sem a chance de usá-las?
Se os próprios dedos forjam a mentira
o que será de mim
sem a possibilidade de amá-los?
Se as próprias vozes ocultam a lida
o que será de mim
sem a possibilidade de encontrá-las?
Seres humanos precisam de outros seres humanos. De convívio e inclusão social. De um abraço eventualmente, de ser respeitado por suas condições.
#bysissym
#QUIÇÁ
Ah quem me dera que terminasse a espera...
A liberdade nunca ser demais...
Percorrer as estrelas...
E o amor não ter fim jamais...
Ah quem me dera que a vida fosse completa...
Que eu pudesse atravessar as noites e os dias no vento...
Sem nenhum pudor, sem pecado...sem lamento...
Ah quem me dera que no mundo não houvesse pranto...
E simples assim fosse o canto...
Ah quem me dera ter nascido anjo...
E que meus caminhos fossem tudo um sonho...
De venturas, paz e encantos...
Ah quem me dera não haver solidão...
Que em cada troca de olhares...
Haveria um encontro de mãos...
Ah quem me dera não me importar onde você estivesse...
Lhe alcançaria com meu pensamento...
E na brisa suave lhe enviaria o meu beijo...
Para lhe alcançar nesse momento...
Ah quem me dera perder a tristeza desse meu olhar...
Quando eu fosse ao encontro seu...
Para lhe encontrar...
Que nossos corações batessem como um...
Que o tempo parasse...
Deus nos abençoasse...
Fôssemos felizes...
Ah...quem me dera...
Sandro Paschoal Nogueira
Se as palavras morrem à míngua como os homens o que posso dizer?
Procuro e não lhe encontro...
Não paro...
Não volto atrás...
Bem sei e não aceito...
Todos me dizem que é loucura...
Eu andar à sua procura...
O primeiro de todos os meus sonhos...
O sossego, que não aprofunda...
O silêncio, que mais se acentua...
Sob um céu sardento de estrelas...
Vigília constante da lua...
Tristeza que diviso...
Ausente de seu sorriso…
Minh’alma da sua escrava...
Tão pálida e alvoroçada...
Amando calada...
Sandro Paschoal Nogueira
Sandro Paschoal Nogueira
#Ah...#triste #jacú...
Jacú tão triste...
Sob garoa...
Sob chuva...
Indolente...
Hoje não canta...
Hoje nem pia...
Não procura suas frutas...
Tristeza é sua companhia...
Triste jacú...
Por que tamanha tristeza?
Sozinho...
Assustado...
Calado...
Com frio...
Molhado...
Não quer voar...
Para onde iria?
Tão triste jacú...
Jacú tão triste...
O céu o compreende...
O firmamento chora...
Vendo a grande tristeza de coração...
Aumentando mais sua solidão...
O vento frio sopra...
Convidando o jacú para brincar...
Mais ele não quer...
Não quer voar...
Só quer ficar assim...
Aguardando...
Esperando...
Sabe-se lá o por quê...
Ah... jacú triste...
Tão triste jacú...
Que fez o jardim...
Também triste chorar...
Deixem assim o jacú triste ficar...
Quem sabe amanhã...
Quando o sol voltar a brilhar...
Faz a tristeza do jacú ir embora...
E ele feliz...
Volte a voar...
Sandro Paschoal Nogueira
#Flores...
Hoje me vesti de #flores...
De amor vivido...
Vagando entre o real e o imaginário...
Sonhos postos de lado...
Tanto por mim sentido...
Perdidos no amanhã...
Pus um sorriso tímido ...
Um brilho no olhar...
Pelas ruas de pedras azuis...
Suspiro pelo que hoje ponho-me a buscar...
Que o meu coração não me impeça de ir além do horizonte...
Abrir minhas asas e voar...
Para bem longe...
Que a felicidade não me doa...
Sempre e tanto, a ponto de assustar...
Somente assim ...
Poderei lhe amar...
Que eu possa sempre contemplar os céus...
E nele querer estar junto com você...
E se eu um dia qualquer sentir a tristeza...
Que ela não me tire a clareza...
Não se sem aposse de minha alegria...
Não me tire o gosto da vida...
Se eu for abandonado pelo seu amor...
Trazendo ao meu espírito grande dor...
Que esse abandono...
Não seja para sempre...
Eterna companhia...
Sandro Paschoal Nogueira
Cansei; cansei de tanta dor.
Dor do descaso, dor do acaso que serei.
Cansei! Cansei de disfarçar que tudo está bem.
Fiz até cantar... Agora! Confesso, nem isso me convém.
Sei que o certo é se calar.
Tampouco se queixar.
Mas, agora!
Me dói: a dor do acaso, que serei.
Então, dizem que a calada vence... e eu não sou dessas.. eu gosto de chuta o pau da barraca...
Mas depois de alguns acontecimentos percebi que sim.. a tristeza me cala,, me vence.
A sensação é de impotência.
