Poesias de Tristeza
Quando meu caos toma de conta, me deixando sem rumo e reprimindo minha força.
Quando destrói minha alma e me deixa perdido em meus pensamentos.
Quando desperta minha ira mais profunda e minha tristeza mais antiga.
Quando vem e fica, é só caos e mais nada.
A vida não é e nunca foi um conto de fadas. Passamos por dificuldades o tempo inteiro, lutas infindáveis e pelo cansaço físico e psicológico.
Somos postos a prova todos os dias, decepções, partidas, mágoas, tristezas... Não podemos esperar que tudo seja fantasia ou que sempre vamos estar de pé.
DIA DOS PAIS
Expressões maquiadas se transformam em presentes. É simples e prático agradecer da boca pra fora e esquecer que atitudes falam mais do que palavras. Presentes não significam lembranças e gratidão. Pelo contrário, neste dia, recebendo presentes, aflora o sentimento de ingratidão, dor, tristeza e lamento.
Preferi não relatar sobre o barulho que ecoava dentro de mim.
Uma vez que muitos os vias, mas não queriam ouvir.
Balanço da rede
Diante de mim a rede balança
Nela está o segredo dos dias de verão
Suas madeixas alvas deixam à mostra
Os trabalhos das mulheres rendeiras
O gato sentado observa o balançar da rede
Sendo acariciado pelas mãos de sua dona
Rosna agradecendo as carícias
Com um sorriso nos lábios a dona fica...
É uma tarde de sexta-feira
As nuvens encobrem o sol deixando
O dia nublado e com cara de triste
O gato e dona adormecem...
Espelho
Mergulhei no sono eterno da alma,
Vi-me refletida no espelho moldurado
Em madeira entalhada ao molde europeu,
Pendurado na parede branca e fria
Analisei o espelho, e eu
De pé em sua frente procurei
Respostas para as perguntas
Que eu mesma formulei.
Meu rosto empalideceu.
Moldado pelo efêmero modelo
Que me fizeram usar,
Arranquei-o junto com toda tristeza e pranto
No chão espatifou-se a máscara fria.
Vi meu rosto em vários pedaços
Olhei-me no espelho novamente
Estava eu lá diante dele
Só a máscara caiu...
Baú de recordações
Baú de espantos...
Baú de recordações...
Saudades de um passado sem volta
Resgate de um tempo perdido
Sem tristezas
Sem magoas
Pedras no caminho
Tropeços de um crescimento interior
Buscas externas
Procuras internas
Equilíbrio encontrado
Há muito tempo esquecido e adormecido...
Qual a vantagem de viver muito tempo e nunca descobrir quem somos? Passamos tempo de mais querendo ganhar o mundo, que acabamos perdido naquilo que tanto sonhamos em conquistar.
Desejamos tanto isso que abandonamos oque realmente importa.
Esquecemos o criador da vida, nosso próximo e nossos familiares. Tudo isso por um desejo egocêntrico, que nem percebemos que mesmo dando tudo que temos, não conseguiremos alcançar o mundo
Saudade é isso que eu estive sentido enquanto escrevia...
E o que você provavelmente estará sentindo depois que acabar de ler...
A complacência de deixar, é a vereda da que mais fere
O desgosto das palavras é o egoísmo de não falar
Um ato desmancha tudo juntamente com a frieza
O não querer saber é muito sutil
Sutil só quando não é uma mágoa
Por vezes tentei falar, mas por vezes não consegui
Não é o que você está pensando
Mas sim o que eu senti
Um "por que" não foi perguntado
Só pensamentos foram criados
Pensamentos que estão errados
Mas ainda sim não houve um "por que" perguntado
SONETO CHOROSO
Choroso soneto, meu, tão chorado
Sem leveza, sem arte, sem ternura
Traçados pela sorte em desventura
Em vagidos manhosos desentoado
É tristura na trova, e desesperado
O estro. No papel cheio de ranhura
Sem condição de uma doce leitura
Afrontando o coração desgraçado
E nesta tal tirania de infeliz criatura
Ditosos algozes. No peito abafado
Surgindo da sepultura da amargura
Ó sátira mordaz, de sentido perverso
Deixe o teu jugo imóvel e silenciado
Guie só fausta melodia ao meu verso
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
2018, outubro
Cerrado goiano
Interessante como todo dia tenho um pensamento sobre o que ocorreu, que me deixa desiludido.
Mas o mais interessante é como eu me levanto todos os dias desses tombos...
O que me levanta? O amor que sinto por você!
Quero te ver
Mas não consigo
Você do meu meu lado me faz feliz.
E agora?
Você não está
Me traz tristeza.
Não aguento mais
Cadê você? Não te acho!
Quando estava viva
Sentia à plena felicidade.
A vida é repleta de lágrimas
Mas sem você, acaba sendo
uma tristeza constante.
Na verdade, não suporto um segundo longe de você.
Me faz falta, me faz doer o coração, sentir um vazio no peito, uma faca me rasgando em dois.
Que saudade de você...
NUNCA MAIS
Eu a amei, me recuso a repetir, Nevermore!
Escrevo E-cartas com súplicas e clamor
Lavrei-as nessa solidão, fúrias com primor
Revejo fotos, tudo me diz rememore.
És a ave que, do busto grita, não demore?
Nunca mais. Nunca mais vou viver com temor
Que me negues seu beijo que causa tremor
Um adolescente que toca o seio e se enamore.
Converso com a ave, ela espera que eu melhore
E faça uma nova poesia que ademais, só piore.
Teço linhas recheadas do mais puro fervor.
Dediquei palavras, fi-lo com mais puro amor
Dos negros cumes, profundos céus, meu temor
Nevermore, meu luto eterno, apavore.
Mesmo estando com você, eu sinto saudade.
Saudade de você me abraçando, como eu te abraço. Me beijando como eu te beijo. Te querendo com a vontade que eu te quero.
Volta pra mim mesmo estando comigo.
Como? Volta a ser como era antes.
Já não posso ficar de pé.
Sinto o peso do mundo caído sobre as minhas costas.
Já não abro os meus olhos
A pouca serenidade cegou a minha alma
Já nem oiço, tapei os meus ouvidos
E não com as mãos, mas com a alma
Porque cansei de tanto ouvir ruídos
Que já não me falam de bem de amor
Que já não me guiam e levam tudo para o rancor
Já não ando, para não cair nos buracos que eu cavei
Por agora acendo o cigarro, porque sei que não irá virar-se contra mim para queimar.
E isso, só imaginei.
""A alma está frio, como o vento que entra pela janela junto aos últimos vestígios de luz dessa tarde cinza eu aperto meu peito e rogo para que a noite chegue e posso encontrar algo mais quente, algum líquido forte que me entorperça e acalme esse pobre coração a muito destilado""
PauloRockCésar
A cama fria é a
ostra vazia da
qual a pérola já
não lembra mais.
É a constante
incerteza.
O permanente infortúrio,
A tristeza de um beco;
o abandono do cais
