Poesias de Robert Louis Stevenson
Amigos, quem tem? Valem mais que ouro, incalculável é o valor, amigos verdadeiros valem o preço do amor.
O amor humano é sagaz, hoje ama, amanhã não mais. Declaração intensa de amor é uma retórica de ocasião, em primeiro momento ama, posteriormente, todo amor se transforma em ódio e ilusão. O verdadeiro amor não deixa espaço para ódio e rancor. Possa ser que venha mágoa, tristeza e desilusão, porém nunca o ódio a ocupar o espaço do amor no humano coração. Se a pessoa disser que já amou e não mais ama, enganado foi pelo sentimento avassalador da paixão, que tanto ilude e engana o coração.
Um sorriso na face é a melhor máscara para ocultar a tristeza da alma. O coração palpitante anseia por solene calma.
A ociosidade de meu ser me leva a escrever, as palavras fluem e a alma frui o pensamento, meu anseio meu alento.
Deveras pois considerar o tempo, preciosidade que não temos condição de mensurar valor, ainda mais quanto aos que pouco vivem.
O que eu fui já não sou mais, o que sou estou deixando de ser, sina da vida que nos leva a envelhecer.
O carinho é como a flor em seus botões, desabrocha em colorir e exalar o seu odor, tal planta sem flor nos aremete às solidões, de um coração solitário, sem seu amor sem ter as doces emoções.
A alma chora, sem saber o porquê, a vida implora o poder viver. Vida que te quer bem, prostrado em seu desdem.
Já farto de dias, plenamente saciado, ciente de que a vaidade do homem é tentar viver o pequeno lapso temporal com toda intensidade, ante uma eternidade existencial.
Em algum momento da eternidade, haveremos de saber, se conseguimos deixar legado por algo que viemos aqui fazer.
É certo que uns nem chegam a viver, outros nascem e nem vivem, e os demais, ainda que vivam, certamente hão de encarar a morte. Tudo se desdobra em diferentes lapsos temporais, uns vivem pouco, outros vivem mais, de certo que insta existir a diferença do logos, tamanha diferença é insignificante perante a eternidade. Viver ou não viver, haverá o tão chegado infinito, além do entendimento humano, surpresas nos esperam.
Um naufrágo sem socorro invocar, assim somos nós sem poder gritar, submergindo em profundas águas desta vida, neste imenso mar.
Para viver bem nesta dimensão, necessário faz se ater a ilusão. A realidade é fatal, morreremos, bem ou mal, para este mundo carnal.
Ao abrir as janelas do meu ser, vejo as obras de um criador, grandes e pequenas produções, majestoso em idealizar as mais perfeitas realizações.
Em cavernas existenciais encontramos os mistérios do imaginário, há um porquê das prisões do ser, da psiquê da alma querendo se encontrar no plano material.
Enquanto uns dão valor a objetos, sobrepujando o valor de uma vida até, outros perderam à vida o valor, segue o desdém.
Na simplicidade está o amor, sem sofisticação, num singelo sorriso, num aperto de mão, na bondade de um lindo coração.
Não importa a matiz que ostenta a pele, todo sangue é vermelho e o leite materno branco. O grande artífice autor da vida em sua arte infinda nos coloriu com as mais lindas nuances. O ser humano é que complica as coisas com seus caprichos individuais, quando na verdade, somos todos iguais.
As palavras sem o exemplo podem até comover, mas o que arrasta multidões são os testemunhos de vida que falam com propriedade de causa.
Jamais saberá o sabor do fruto se dele não experimentar, como também, não podes julgar, a alheia que traz na alma alguém a dor.
