Poesias de Robert Louis Stevenson
Os historiadores, eu acho, deveriam ser os guardiões da verdade. Devemos dizer as coisas como elas são - honestamente e sem subversão. Esse é o maior bem que se pode fazer.
De todas as pessoas que habitam o planeta Terra, somente uma tem o poder de dar o voto decisivo que matará seus sonhos: VOCÊ.
Não há derrota a não ser a interior, nenhuma barreira intransponível exceto nossa própria inerente fraqueza de objetivo.
Em última análise, o perdão é geralmente sobre uma coisa: "é para mim, não para você". O ódio é exaustivo; o perdão, ou mesmo apenas a indiferença, é libertador.
A dor torna as pessoas agressivas mais agressivas, enquanto faz o oposto aos indivíduos não agressivos.
Coisas que parecem moralmente óbvias e intuitivas agora não eram necessariamente no passado; muitas começaram como raciocínios inconformados.
"A pobreza é um problema político, não apenas econômico. O governo tem o poder de eliminá-la se escolher."
Somos diferentes apenas no hemisfério esquerdo e no hemisfério direito, todos nós compartilhamos o mesmo campo morfogenético, o consciente coletivo e o inconsciente coletivo.
Bem, como você separa o interior do exterior? Bem, essa é uma das dificuldades. É por isso que as pessoas se envolvem em estranheza enquanto leem meus livros, porque estou dissolvendo a diferença entre o interior e o exterior. Como a maioria das pessoas pensa que sua cabeça está dentro do universo, mas demonstrei em vários dos meus livros que o universo está dentro de nossas cabeças.
Renunciar à própria individualidade equivale aniquilar a si próprio. A escravidão intelectual é sinônimo da morte intelectual e cada homem que renunciou a liberdade intelectual não é outra coisa que um caixão vivente de um espírito falecido.
É preferível obter uma resposta aproximada razoável, mas rápida, que indique se o projeto funciona ou não, do que gastar mais tempo obtendo o mesmo resultado com casas decimais.
Sempre que temos uma experiência, esta não vai diretamente para o cérebro para se poder refletir sobre ela. Pelo contrário, o primeiro lugar para onde ela vai é para as redes neurológicas da região intestinal e do coração.
Somos livres para fazer o que pretendemos, jamais somos livres pra pretender o que pretendemos.
Empreendedorismo é o processo de criar algo diferente e com valor, dedicando tempo e o esforço necessários, assumindo os riscos financeiros, psicológicos e sociais correspondentes e recebendo as consequentes recompensas da satisfação econômica e pessoal.
Empreendedorismo é aprendizado pessoal, que impulsionado pela motivação, criatividade e iniciativa, busca a descoberta vocacional, a percepção de oportunidades e a construção de um projeto de vida ideal.
Ser empreendedor é preparar-se emocionalmente para o cultivo de atitudes positivas no planejamento da vida.
Empreender é buscar o equilíbrio nas realizações considerando as possibilidades de erros como um processo de aprendizado e melhoramento.
A palavra empreendedor (entrepreneur) tem origem francesa e quer dizer aquele que assume riscos e começa algo novo.
MEUS ANJOS
O Anjo me olha de novo,
seu olhar de conta colorida,
onde os azuis pintaram
céus tranquilos,
sem presente,
passado ou esperança...
Olhar de não sofrer,
Olhar de ser apenas
o Anjo que iluminou ladainhas
e que ainda ilumina preces...
No cheiro de minhas saudades
se misturam o fim de velas
em fim de missa.
Missa de ontem:
Vestido azul,chapeuzinho branco,
terço de contas de prata,
e a gente rezando contrita,
acreditando sem perguntas...
No cheiro de minhas saudades,
as angústias de então:
pequeninas, feitas de nada.
Angústias que eu queria de volta.
Meus olhos de hoje
encontram seus olhos de ontem...
o mesmo azul,
a mesma face tranquila,
guardando céus que imaginei tocáveis.
Nada mudou no tranquilo rosto de mármore
que me escutou em preces,
barganhando sonhos por ave-marias.
Tudo é como sempre foi,
mas, o anjo já não me escuta mais.
Acho que nem me reconheceu...
É infinito o espaço
entre meu jeito de hoje
e os olhos azuis de meu anjo.
Mudei ?
ou mudaram meus olhos ?
Não há como encontrar-me,num tempo corrido,
dentro do espaço de viver.
Mas,é bom voltar no tempo
para encontrar você,meu anjo de pedra,
de olhar azul,igual como sempre,
Sem dúvidas que hoje,como ontem,
ainda ilumina ladainhas.
Perpétua Santiago
Folha Morta
A manhã de outono, varrida pela ventania, anunciava o inverno que daqui a pouco chegaria, o salgueiro quase desfolhado, um estranho "Ser" parecia, já era tardinha e sua última folha caia.
Outrora verde, macia, agora, sem vida, sem cor, a última folha morta, do salgueiro se despedia, sem destino certo, levada pelos ventos, perdida entre prados e cercanias, uma nova história escreveria.
Nessa viagem que a vida é, nas breves paradas, transformada, muitas coisas viveu, a folha morta, da chuva o besouro protegeu, um casulo em sí, a lagarta teceu, com outras se juntou, o ninho da coruja se formou.
Folha morta largada ao léu, entre a terra e o céu, se fez leito pro viajante errante que sua amante deixou, amanheceu o dia, o vento que nada sabia, pra longe a levou, a folha morta, do salgueiro lembrou.
Nessas andanças, arrastada de lá pra cá, a folha morta seus pedaços, aos poucos perdia, não reclamava, ela sabia que outras vidas servia, lá no fim da tardinha, solitaria, em algum lugar se escondia.
Ela mesmo morta vivia, levada pelos ventos pra casa voltou, debaixo do salgueiro, em mil pedaços se deixou, adubando a terra, o salgueiro alimentou, na sombra frondosa sua história terminou.
Autor
Ademir de O. Lima
