Poesias de Robert Louis Stevenson

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Coerência é quando o que você vive não desmente o que você diz. É nisso que a verdade se sustenta. Quando palavra e gesto caminham juntos, o discurso deixa de convencer e passa a existir.

A compaixão é uma emoção instável. Precisa ser traduzida em ação, ou desaparece. Sentir não basta. A compaixão que não se move se dissolve no conforto de quem apenas observa. Entre o que nos toca e o que fazemos com isso, existe um intervalo, e é ali que se decide se o afeto vira presença ou apenas mais uma emoção que passa.

Reduzir alguém ao seu transtorno é um atalho intelectual de quem não quer se comprometer com a escuta. É mais fácil citar o manual do que sustentar o encontro. O diagnóstico, quando vira identidade, não cuida, encerra. E encerrar o outro sob a aparência de saber é só uma forma sofisticada de não ter coragem de ouvi-lo.

Não se acostume ao milagre de estar vivo. Mantenha-se sensível ao encanto que cada novo dia pode te revelar.

Manter a ternura em tempos de ódio é um gesto revolucionário. Ser gentil é um ato político. Gentileza é resistência.

Os discursos são poderosos e manipuladores: o falante convence o ouvinte e também passa a acreditar no seu discurso como verdade legitimada.

Uma vez que pensar pequeno ou grande dá o mesmo trabalho, é possível reconhecer que pensar grande nos liberta dos detalhes insignificantes.

As relações se constroem entre equilíbrio e desequilíbrio. Fases mudam sem aviso. Quando teu lado na balança é leve, tudo parece bem. Mas, se o outro sente enfatiza o peso maior, o desequilíbrio deixa de ser movimento e se torna desestímulo.

Perdoe, mas não se esqueça das dores que lhe causaram, para que você nunca cause dores semelhantes em outras pessoas.

Meça o seu crescimento pessoal com a sua régua e nunca com as dos outros, pois quando a alface e o eucalipto atingem o ápice do crescimento, as suas estaturas são muito diferentes.

A felicidade é uma conquista individual, não existem grupos felizes, mas grupos de indivíduos felizes.

O meu feitiço virou contra o feiticeiro, quis torná-la escrava do meu amor, mas o seu amor me escravizou primeiro.

Precisamos nos esforçar para entender o que vemos porque é muito difícil gostar daquilo que não entendemos.

Pobre do homem que só consegue ser bom quando acredita que tal postura lhe trará benefícios noutra vida. Tal homem não é bom, mas apenas um negociante.

O autoamor tem o poder de transformar o amor alheio em complemento da felicidade ao invés de condição para alguém ser feliz.

Lembre-se que Jesus perdoou o ladrão, mas não o removeu da cruz porque a justiça precede o perdão.

Ás vezes o coração congela por conta de tanto frío na barriga, tanto vento provoca tempestades na mente e no meio dessas nuvens não é possível enxergar, mas não permita chover em seus olhos se não for para que os raios de luz possam entrar.

Na nossa história, algumas páginas são pesadas como concreto. Algumas são escritas com sangue em vez de tinta; às vezes, enquanto estamos escrevendo alguém bate na nossa mão, pois escrevemos essa história com outras pessoas. A nossa história é longa, certamente não está no começo e não sabemos como nem quando ela acaba; não sabemos o que é vírgula e o que é ponto final. Continuamos um caminho que já nos precede, já que não começamos nossa história pelo primeiro capítulo. Nesse trajeto — muitas vezes caótico e sem direção — temos algumas pistas que nos fazem repensar. Nessa história, há muitos apócrifos, fragmentos e rascunhos aos quais provavelmente nunca teremos acesso.

Algumas pessoas sobrevivem mesmo que mortas; embora nem as tenhamos visto, e às vezes sequer tenham existido, algo resta: ideias, histórias, imaginários. Outras pessoas, mesmo que vivas, são para nós como se estivessem mortas, também há diversos contemporâneos aos quais são inexistentes para nós.

Se nossos animais de estimação, os cães e gatos, por exemplo, fossem do tamanho de leões e tigres, não haveria mais estimação de nenhuma das duas partes, mas sim a sensação de ser um predador e uma presa, um caçador e um caçado.