Poesias de Robert Louis Stevenson
Não existe atenção que não seja animada por uma intenção, que é ela própria mediadora entre atenção e o amor. E dispomos de nossa atenção como dispomos de nossa vontade; mas a verdade nos responde como bem entende, e não como desejamos: é que olhar depende de nós; ver, não. Sucede que apenas olhar é escolher, é amar: e como a luz não se ofereceria àquele que a procura e que, ao procurá-la, a ama e, ao amá-la, já possui? Existe um ponto onde o olhar atento e o raio que o ilumina se fundem e não constituem senão algo uno.
"O estudo é fonte de felicidade, pois nos preserva do mal. A preguiça, a indolência, os prazeres malsãos não deixam senão remorsos e pesares. O estudo nos faz saborear a felicidade no cumprimento do dever, no desenvolvimento das faculdades, na busca apaixonada da verdade, na intensiva preparação à missão para a qual fomos criados."
Sua chance de errar será maior se sucumbir aos tempos modernos do imediatismo, pois até as máquinas tiveram seu tempo de evolução.
A literatura não é confortável ou aprazível. Ela desafia, questiona, perturba e às vezes até agride o leitor.
Não tenho medo de me repetir, porque o que escrevo, o que eu digo, não atende às exigências da literatura, mas às da necessidade e da urgência, às do fogo.
“Conhece-te a ti mesmo” de Sócrates, como se já aconselhasse Narciso. Porém Sócrates sabia perfeitamente que quem se conhece não cessa de aprofundar-se e de se ultrapassar. Se os antigos dizem: “Conhece-te” e os cristãos dizem: “esquece-te” é que eles não falam do mesmo eu. E só é possível conhecer um com a condição de esquecer o outro.”
Mesmo solteiros, mesmo dizendo que não me ama e não me quer, te vejo começar a frequentar locais que antes não gostava de ir, mas sabe que eu estaria ali. E essa é a maior prova que você me procura, é frequentando esses locais em que você me encontra.
"A melhor de todas as coisas é aprender. O dinheiro pode ser perdido ou roubado, a saúde e força podem falhar, mas o que você dedicou à sua mente é seu para sempre. "
Quando se é jovem;todos os pensamentos nos levam ao amor.E quando não se é mais tão jovem;todos os amores nos levam ao pensamentos.
O talento é amiúde um fator secundário no sucesso. Convencemos-nos deste fato ao ler a vida dos homens célebres. Todos, poetas, oradores, historiadores, filósofos, estadistas, foram sobretudo trabalhadores incansáveis, mais viris na labuta que os jornaleiros e operários; consumiam-se nos seus livros e afazeres como a lâmpada que presidia às suas vigílias. Foram vistos trabalhar doze, quatorze, dezesseis horas por dia durante largos anos. Antes da aurora levantavam-se; no verão, madrugavam mais do que a cotovia e quando o ceifador ia colher paveias, já tinha amontoado tesouros.
O Cardeal Guibert tinha também desde a juventude, em grau extraordinário, o amor aos livros. De família pobre, saboreava aqueles que lhe emprestavam, esperando algum dia realizar o seu sonho: comprá-los por conta própria.
O meio de avantajar-se na ciência, é concentrar demoradamente o espírito num assunto apenas. (...) Littré concentrou, durante largos anos, todas as suas faculdades à preparação do seu Dicionário. Empreendeu aos 62 anos, a obra que exigiria os conhecimentos de todos os membros da Academia durante uma geração, porque tal obra não é somente um dicionário da linguagem; encerra o histórico de cada vocábulo, a nomenclatura, a definição, a pronúncia, o significado, os sinônimos, as citações dos grandes escritores. Jamais um só homem produziu tamanha soma de trabalho. A obra foi começada em 1863 e os quatro volumes, somando um total de 3.000 páginas de três colunas, viram a luz em 1878. Ainda ficava para redigir um suplemento de umas 400 páginas cheias de erudição que ele completou a despeito de uma interrupção momentânea causada pela doença.
O estudo de línguas, sobretudo de línguas antigas, constitui uma das mais perfeitas disciplinas do espírito.
Poucos vivem no presente. Estamos sempre nos preocupando com o que virá e nos recordando do que já passou.
Pois o bem reside na própria atividade e não no objeto que ela procura atingir e que só é a sua imagem. Diremos portanto do Bem que, apesar de nunca podermos coincidir com ele, é aquilo mesmo de que procede a atividade que o procura e não cessa de animá-la. Ora, é nisto que consiste, com efeito, a experiência da participação se é verdade que ela não nos faz participar de um ser já feito, mas de um ser que se faz ele próprio eternamente e que traz em si as razões que o justificam.
A perfeição da alegria a impede de deixar-se prender por qualquer objeto. Este seria para ela não uma razão de ser, mas uma limitação. Ela nos une a um princípio capaz de engendrar todas as verdades particulares, à fonte de que derivam todas as nossas ações, todas as vitórias e todas as conquistas da potência.
A esperança venceu a vaidade comodista. O SONHO se tornou novamente o maior bem. E é dele que tiraremos a vitória. Acreditar sempre...
O passado é a vitrine do presente! O espelho trabalhado na virtude do tempo, dificilmente é quebrado no futuro da incoerência de um possível tempo não modificado.
A sabedoria às vezes traz uma exclusão social tão grande, que faz com que a alma tenha medo de viver nesse mundo.
A vida é como um quebra-cabeças. A todo momento encontramos pedaços do nosso destino inserido no Super Ego Social.
