Poesias de Pedro Bandeira Mariana

Cerca de 83424 frases e pensamentos: Poesias de Pedro Bandeira Mariana

"Sem vida não há vida"
"Tudo na vida depende da vida"
"So há vida onde há vida"

Inserida por IPT92

"Sou o Poeta"

Sou o mais temível
Sou alvo mais antigo da escrita;
Sou a metáfora corrente de um verso;


Sou o raio mais amplo da ironia;
Sou a plantação mais estimada da biblioteca;
Sou a dor mais visível da escrita;


Sou a altura certa de uma estrofe;
Sou grito mais profundo da vida;
Sou a fonte da vida;
Sou a sabedoria avulsa;


Sou como um livro destinado a recordações;
Sou o passado;
Sou o futuro;
Sou o tempo mas não sou o relógio;
Sou o escuro mais claro da escrita;
Sou o recluso mais antigo do amor;


Sou frente;
Sou verso;
Sou verso;
Sou estrofe;
Sou o núcleo da sabedoria;


Sou Poeta; Sou Ildo; Sou Pedro; Sou Tivane;

Inserida por IPT92

¡Piu Avanti!

No te des por vencido, ni aun vencido,
no te sientas esclavo, ni aun esclavo;
trémulo de pavor, piénsate bravo,
y arremete feroz, ya mal herido.

Ten el tesón del clavo enmohecido
que ya viejo y ruin, vuelve a ser clavo;
no la cobarde intrepidez del pavo
que amaina su plumaje al menor ruido.

Procede como Dios que nunca llora;
o como Lucifer, que nunca reza;
o como el robledal, cuya grandeza
necesita del agua y no la implora…

Que muerda y vocifere vengadora,
ya rodando en el polvo, tu cabeza!

Inserida por OctavioSaquicela

meu pesar é de ainda não ter encontrado algm que tenha a coragem de dar fim à minha vida.
Leia-se fim no duplo sentido que lhe convier
Os dois estao certos

Inserida por PedroAquino

Para onde a humanidade irá caminhar?
Se nos predemos a tantos compromissos, a tantas correrias, e acabamos por muitas vezes ignorar um pequeno sorriso de uma criança, que sem compromisso com o mundo, sorri! E quando percebemos, essa criança já não quer mais nossa atenção. Ela já não sorri mais...

Inserida por JoaoPedroFranca

Escrevo

Escrevo, mas não porque eu tenha tempo, porque tempo no mundo de hoje está faltando.
Escrevo, mas não porque eu queira ser como os grandes autores da história, com suas grandes obras sendo lidas no mundo todo.
Escrevo, mas não porque eu ache que escreva bem, afinal eu ainda tenho dúvidas sobre onde tem ou não acento indicador de crase.
Escrevo, mas não porque eu queira atenção das pessoas, porque se eu quisesse atenção delas, iria em uma rede social e falaria algo preconceituoso.

Escrevo sim, para quem quiser ler. Para aqueles que encontram na leitura uma solução para os seus problemas cotidianos.
Escrevo sim, como uma forma de fugir do mundo real e perder-me em palavras, pois o mundo real tem cada vez mais me assustado.
Escrevo sim, porque gosto de brincar com as frases, períodos e orações. Tento com o pouco de conhecimento que tenho, tecê-las como linhas de costura, e tornar esse tecer o mais lindo dos tapetes de crochê.
Afinal, eu só escrevo!

Inserida por JoaoPedroFranca

O que é para um filho não ter a presença da figura materna e um pai que não quer nada com nada ou vice versa?
Para ele, isso é, a mais tristes das visões da vida de um filho. Tendo que lutar, dia após dia, para conquistar todas as suas coisas e muitas vezes tendo que passar por dificuldades sem nenhuma ajuda. O pai diz que nunca abandonará-o, mas logo que recebe alguns trocados de um bico que fez , rapidamente vai gastá - los com bebidas e com outras coisas, não tendo nenhum tipo de compromisso com algo que esteja precisando ser comprado em casa.
Esse filho por ver essa situação, sofre! Sofre por ter que, desde cedo, está perdendo sua juventude para poder ajudar a cuidar dos seus irmãos em casa, algumas vezes até tendo que para de estudar. Ele se cansa cada vez mais por ter que estudar e tentar ganhar alguns trocados para trazer comida para dentro de sua casa.
Esse jovem se entristece mais ainda vendo seus amigos passeando junto de seus pais. Ele não sente inveja de seus amigos, apenas vê uma instituição que não lhe apresentarão ainda em sua vida, a família.

Inserida por JoaoPedroFranca

Novo Passeio em 02 Mundos

No primeiro mundo somos uma gota
no segundo mundo somos o oceano

No primeiro aprendemos a nos molhar
no segundo aprendemos como chover

No primeiro somos todos pressionados
no segundo como aliviarmos a pressão

No primeiro vivenciamos a escassez
No segundo como propiciar a fartura

No primeiro todos nós somos alunos
No segundo cada um se faz mestre...

O primeiro mundo é denso e sensorial
O segundo mundo é sutil e... imaterial

A densidade de um flui com a emoção
A sutilidade do outro, pela imaginação

O primeiro mundo aprimora o coração
O segundo transmuta sentir em razão

Forjar nesta razão a alma de um poeta
Faz do existir, extraordinária epopéia...

Razão para sentir... sentir para viver
A nascente do sentir flui até o saber

Da nascente ao riacho, ao rio até o mar
O sentir ao fluir, vai ensinando o pensar

Pensar sem sentimento... é tormento
Um barco sem rumo, direção e vento

Raiz de todo o infortúnio e sofrimento
Riqueza dos tolos, coroa de lamentos

Água estéril, infecunda, pura angústia
Mãe da guerra, da doença e penúria...

Quem desconhece estes 02 mundos
Mesmo forte e capaz, vive moribundo

A vida é o grande palco do sentimento
Forjando poetas, sábios e rabugentos.

Cada um se comporta diante da vida
Conforme a razão compreende a lida

Inserida por peregrinonouniverso

Passeio em 02 Mundos

Passeando... percebi que
somos, ao mesmo tempo,
viajantes entre 2 mundos:
Um comum, outro pessoal.

No primeiro somos como
uma gota em um oceano
no segundo somos como
o oceano ... em uma gota

No primeiro, podemos agir
No outro, ponderar, refletir
No primeiro podemos ousar
No outro, meditar e projetar

No primeiro, aprendemos
a consideração aos outros
no segundo, aprendemos a
considerar a nós mesmos.

Nem maiores, nem menores
nem melhores, nem piores
apenas, as representações
dum infinito, feito em gotas

Inserida por peregrinonouniverso

- Amor, vamos brincar de esconde esconde?
- Não, posso...
- Porquê?
- Por que, uma mulher como você é difícil de encontrar...

Inserida por PedroHenrique55

ROMA

É uma tristeza que ti consome
Ti mata e te cria
Ti derruba e te faz levantar
Ti destrói e reconstrói

Que mexe com seus olhos mas não derrama lagrimas
Que mexe com a sua mente porém ti faz pensar
Que mexe com seus lábios mas não ti deixa falar

Agarra o seu coração e divide ao meio
Levando metade
E deixando a outra para que você sofra, e tente encontrar a outra parte que te completa

Esse é o ROMA?

Inserida por pedrotonhati

Melhor assim sei que vai aparecer uma mulher
que me dê valor não sinto culpa alguma por não
tenho mesmo ser verdadeiro não é crime nem é
pecado

Inserida por Pedrolirious

saudades! sim… talvez… e por que não?...

[5 de abril de 2015]

24 horas! reabri hoje o livro a paixão segundo g.h., da clarice. escolhi-o para ser o nosso manual de inexistência mútua. 24 horas. o tempo não é real. saudades! sim… talvez… e por que não?... saudades de feitio estranho. fome de fazer nada ao teu lado, porém a distância fala do seu próprio modo, o tempo não fala, mas canta a sua própria canção. 24 horas sem comunicação. aceito a fatalidade com um sorriso triste. a resposta possível não é possível, amor e mistério. tenho medo da saudade, ainda que ela ande presa a mim.

©pedro pereira lopes

Inserida por pedropereiralopes

saudades! sim… talvez… e por que não?... [2]

[7 de abril de 2015]

segunda-feira. foi a primeira sem ti, detestável. comprei os sorvetes, como sempre, um pouco depois das nove da noite. encontrei-te em espírito na última aula, hesitei, fiz uma pausa. experimentei os olhos afadigados dos estudantes sobre os meus, abandonei a sala para refrear a dor da tua inexistência.

descobri, afinal, que a tua irmã tem a tua voz, como várias vezes disseste. condenei a minha intromissão, queixei-me então do dia, do frio, da solidão e da tua coragem. os sorvetes desfizeram-se, sobre a mesa, entre a pilha de louça suja. justiça poética, acredito. hoje é feriado. tenho a certeza de que cá terias passado a noite… saudades! sim… talvez… e por que não?... onde estiveres, só quero que te lembres de ser feliz.

©pedro pereira lopes

Inserida por pedropereiralopes

saudades! sim… talvez… e por que não?... [3]

[8 de abril de 2015]

trabalhei com afinco, o dia todo – como sempre o faço –, com a vã esperança de libertar-me. então o trabalho não liberta? de pouco adiantou. surgias em cada palavra vitimada que eu lia, e punha-me logo a sorrir como um louco no fim da tarde. guardei o riso para depois, rir sozinho a desgraça alheia não tem graça nenhuma.

hoje tive uma raiva daquelas! voltaram a tirar-me uma das luzes do carro. ao malfeitor brindei as labaredas infernais, mesmo que tenha sido por meio de um haicai muito mal conseguido. são saudades! sim… talvez… e por que não?... falando em poesia, descobri que não eras, afinal, o pote de vida, mas sim a fonte.

©pedro pereira lopes

Inserida por pedropereiralopes

saudades! sim… talvez… e por que não?... [5]

[13 de abril de 2015]

já se sabe que os escritores são uma raça estranha de seres humanos – assunto esgotado. enfadonha seria a sociedade sem, por exemplo, pessoas como o eduardo white, sangare okapi e álvaro taruma. disse-me um amigo filósofo que agora é deputado: ‘os poetas são os humanos mais humanos’. white tinha um coração ainda maior do que o talento. sangare idealiza ilhas e calça sapatilhas coradas (quando não está a encantar serpentes com o fumo do cigarro que se apaga no turbante do aladino). taruma, o condenado, vive mesmo numa ilha, mas é um pirata de terra firme. em comum, a poesia.

sonho. é melhor assim, que pensem que de um sonho se tratou. foi real, ouvi a tua voz. quanta preciosidade numa curta ligação! refiz a nossa última visita ao mar. escalei as pedras e dediquei o teu nome à infinidade das águas e do céu, num voto de afecto alternativo e, talvez moderno.

sabes que tenho uma paixão pela academia, mas está a fartar-me o ensino. talvez devesse ficar exclusivamente na investigação, não sei. o resto conto-te pessoalmente. apeteceu-me um sorvete, como sempre, nas segundas. o teu ficou guardado, com duas lambidelas cheias de ternura. saudades! sim… talvez… e por que não?...

© pedro pereira lopes

Inserida por pedropereiralopes

O cair da noite
Ao cair, a noite soa como o calar de mil multidões. Direção é algo raro. Convicção tampouco.
Ao cair, a noite pesa. Tem o peso da dificuldade. Dificuldade de encontrar luz. Dificuldade de paz.
Ao cair, a noite inflama. Inflama na necessidade de soluções, na necessidade urgente, na necessidade...
Ao cair, a noite mata. Mata o coração de aperto. Mata a mente de dúvidas e anseia a alma por conforto.
Ao terminar, a noite continua...

Inserida por RainMaker007

EM BUSCA DA PAZ E SEGURANÇA

Buscando a paz eu vou seguir,
Não podemos ter medo de sorrir
Mas não temos mais esperança de ter segurança.

Para o mundo girar,
Precisamos de paz e para isso,
Precisamos ser sagaz.

Pessoas sentem medo
De não ter paz e segurança,
Por isso precisamos de uma aliança.

Em busca da paz
Eu vou continuar,
Pra quem acha impossível,
Algum dia, vamos conquistar

Inserida por ChristianeMartinsVie

Quando, Muitos

Quando pobre morre
Muitos estão surdos
Quando Rico rouba
Muitos estão mudos
Quando professor fala
Muitos não ouvem
Quando o patrão manda
Muitos agradecem
Quando a mulher apanha
Muitos vão culpá-la
Quando o menino rouba
Muitos crucificam
Quando o cristão reza
Muitos não perdoam
Quando tiver Amor
Muitos terão Ódio
Quando a elite dorme
Muitos são pesadelos
Quando choro
Muitos riem
Quando Luto
Muitos Lutam
Quando enterram
Muitos florescem

Estalos Munidos dAGuera

Vai mísseis que verais no céu
Santificado seja o ódio nome
EUA é um falso reino
Bombardeia a vossa vontade
Tanto na terra quanto no céu
O projétil vosso de cada dia nos dai hoje
Atacar vossas diferenças
Assim como vão atacando
Pra que tudo seja oprimido
Não vos deixeis cair em Libertação
Nem livrai-nos do Mal

Ataquem!