Poesias de Pedro Bandeira Mariana
O meu coração perdido e naufragado em pensamentos de coisas que quero dizer (Diria á sua frente para você crer),este sentimento tão secreto, (perdido), afogado dentro de mim. Escondido no presente, no passado e no futuro, que com o passor dos anos solidificou-se em desilusão de ter somente o seu olhar, Você finje que não sente isso. Enquanto eu finjo que esqueço. Traçamos a trajetória dos que felizes acham que estão seguindo...
O que eu quero dizer-te é que desejo me aproximar. Ao mesmo tempo que continuo me afastando e não encontro outra maneira de dizer-te o quanto és para mim, como um imã... Pensar no desejo dos teus beijos, movem os meus sentimentos.
"Aliás, é preciso muita coragem para me amar. Eu mesma não me amaria, não me cuidaria, não me namoraria. Imagina amar uma criatura tão complicada, chata, e com uma cabeça tão louca como a minha? Eu não me aguentaria! Imagina todas aquelas manias chatas que eu acho em mim mesma, todos os olhares, e meu jeito, imaginam mesmo, alguém se apaixonar por isso? Por mim?"
"O que eu costumo ver de tão especial em mim é o meu jeito de pensar, o jeito como eu decoro cheiros, sobrevivo de sentimentos, sinto olhares, vejo beijos. E assim sou eu, não queira me mudar. Sim, eu sou mutável e adaptável. Eu mudo por mim. E… Falando em mim, como é bom se amar, não acha?"
"Meu coração batia forte quando ele ligava pra mim, mas batia diferente na ligação de meu melhor amigo, assim como bateu quando encontrei um velho colega, tanto quanto bateu quando conheci meu vizinho gato, e até hoje bate pelo carinha da terça, o entregador da segunda, o bonitão da balada de domingo, o estranho do shopping de sábado. E todo o resto. Como posso dizer amar uma pessoa, se amaria outras dez mil se as conhecesse? Mas a gente nunca conhece."
"E pensei numa coisa, que me fez repensar. Será que a criança que eu era teria orgulho da pessoa que eu sou hoje? Lembro-me de que era uma criança petulante, mas era muito verdadeira. Eu não conseguia ver o errado, o falso. Saudade disso."
"Afinal, o que aquela criatura sabia sobre perdas? Nunca perdeu uma mãe, um pai, um rim… Talvez já tenha perdido um amor, mas por favor, não queiramos comparar."
"Parece exagero, mas é que você, poxa vida, só você conseguiu pular o muro de dificuldades que levantei em volta de mim quando as palavras dor, saudade, ausência, falta e despedida fizeram de mim uma menina de lata."
Eles eram diferentes, mas eram perfeitos um para o outro, eles por incrível que pareça tinham algo em comum ‘’ o amor’’, mas o orgulho passou por cima de tudo deixando o que era um inteiro em duas metades.
Na noite tudo é mais intenso, frio, escuro... Mas no amanhecer as coisas se renovam, as esperanças chegam novinhas em folha, tudo é mais calmo, quente e claro!
Quando o seu grito de justiça for mais alto que o da vitória, algo deve estar errado. O meu fez-me ser despedida, e, consequentemente mais forte.
Trocar uma boa leitura por uma prosa sem nexo é igual varrer um terreiro em um dia ventoso: Você não fez nada.
O toque do vento na pele, a música no fundo a questionar os sentimentos e uma bebida boa a molhar os lábios jamais tocados por um ser não sereno.
Impressionante como um destrave na tampa de uma garrafa faz com que a emoção vire inimiga da razão.
Há conexões que são como a dureza de um diamante, que aos poucos, a gente vai aprendendo a lapidar.
Assim como as águas se entregam às correntezas, eu me entrego às estranhezas pouco entendidas, mas profundamente sentidas.
A sociedade é uma eterna entrevista de emprego: onde a empresa é o circo e o pobre é o eterno palhaço.
Na janela do quarto, com o amarelo do pôr do sol que se despede em minha pele, e a ventania que trás calmaria ao sentir os cabelos a serem bagunçados no ar, me liberto.
A angústia mais intrigante para o homem é o fim de um ciclo sem que haja um começo: o começo de uma despedida.
Para a cura de hoje é preciso: sentir o ar, apreciar as cores, observar o céu e viver a calmaria...
