Poesias de Pedro Bandeira Mariana
Com o tempo aprendi o significado da palavra heroísmo.
Heroísmo não quer dizer que você tenha que salvar vidas, ou salvar a linda mocinha!
Herói, um ser que em nossas imaginações talvez seja imortal ou surreal.
Heróis ficarão na memória das pessoas para sempre!
Agora te digo, eu sou um herói!
Não acredita, te darei motivos...
Eu não deixei me abater por não ter dinheiro pra ajudar o mundo inteiro.
Mas já que não posso ajudar o mundo inteiro, posso ajudar a minha comunidade!
Isso é um ato de heroísmo.
Você abaixar a cabeça e demonstrar que entendeu seu erro, isso é um ato de heroísmo.
Ser herói é:
Ultrapassar barreiras colocadas no seu caminho, seja qual for o tamanho delas...
Não importa, você é o herói da sua vida!
Você, só você, tem o poder de tirar você mesmo dessa posição social, financeira, etc...
Pois com sua força de vontade, talento, heroísmo.
Sim, você é um herói.
Você é o seu herói!
22h26
Boa noite! Por sinal, ótima noite, nunca vi na minha vida uma noite sem estrelas mais estrelada que essa!
Estou agora, nesta hora, chorando de corpo e alma, arrependido por uma palavra; mal dita e pensada!
Eu não a mereço. Você é boa demais para mim. E eu sou muito maldoso pra você.
Eu sou impulsivo.
O único não incrível.
Continuo caminhando na direção da dor!
Com meus próprios pés, sem auxílio de ninguém.
Aprendendo que não dou felicidade.
Só tristeza, mágoa, rancor!
E agora, do fundo de minh'alma, sinto a imensa dor.
Que me corrói, que me dói.
Sou um covarde, inútil e cretino!
Que não sabe viver meu destino.
Sem colocar em meu caminho com minhas próprias mãos;
Flores lindas, porém com espinhos!
Poema: "Minha cama"
Se minha cama pudesse sentir, sentiria em seus lençóis cada lágrima que deixei cair.
Se minha cama pudesse ouvir, ouviria cada palavra quebrada e medos que guardo só pra mim.
Se minha cama pudesse me consolar, me consolaria com seus travesseiros que não julgam, abafando o som da minha dor.
Se minha cama pudesse falar, talvez não dissesse nada. Ficaria ali comigo, quieta e imóvel mas presente, única testemunha do meu sofrer.
Um delegado indagou,
Numa enquete que destina
Descobrir onde há mais roubos,
Nos de baixo ou nos de cima?
Num resultado cabal,
A resposta principal
Apontou: Faria Lima!
No jardim nasce a poesia,
numa encantada flor;
as cores trazem magia,
paixão de um grande amor.
Uma flor vermelha
no campo a brilhar,
divina centelha,
beleza sem par.
Minha vida começou como um pássaro cantando,
mas hoje estou vegetando
num caminho de dor sem cor,
com pedras afiadas
e asas atrofiadas.
Tudo começou com a partida
que me desadoçou.
Com muita dor, virei delinquente,
com uma mente inconsequente.
Após o bullying,
a dor pegou forte.
Mas hoje não vivo só de dor —
vivo de luta e vitória.
A cada passo, me reergo
com a poesia e a literatura,
desbravando mundos
e vencendo,
cada vez mais,
o meu passado.
No fim das contas,
a opinião dos outros
é só ruído sem sentido.
Quem xinga por prazer
tem o cérebro menor que um átomo.
A felicidade nasce
quando calamos
a boca dos demônios
lá fora.
o sol às vezes só sabe ferir e queimar.
Mas depois de tanto tempo a caminhar,
a lua surge devagar — para te curar.
Ela não fere, só sabe escutar,
fica contigo até o dia clarear.
E quando a noite voltar a brilhar,
vamos juntos para o mar,
sentir a brisa do luar a nos tocar.
Meu amor, a dor é temporária — pode acreditar.
Porque sempre haverá uma nova noite
para recomeçar.
A dor é a única sensação boa que nos prova vivos,
a chama que conserva nossa humanidade —
bondosa, frágil, e curiosamente estranha.
Vivemos presos num corpo que abriga uma alma partida,
oscilando entre depressão e felicidade,
tão diversas e profundas quanto a própria existência
neste mundo sem sentido concreto
Somos como computadores, discos rígidos, placa mãe, processador, memoria RAM...
As vezes só precisamos nos formatar para outro sistema.
O cume da montanha, tão dourado visto
lá de baixo, é apenas pedra fria e vento quando chegamos ao topo. (Livro Sangue no Tanque de Tubarões).
Vivemos em um tempo onde palavras são
moedas sem lastro; qualquer um conta uma história bonita, qualquer um inventa uma informação convincente. (Livro Sangue no Tanque de Tubarões)
A maioria dizia que não ia durar
Vieram os medos,vieram as discussões
Mas o amor ficou mais forte que as opiniões
Hoje a gente discute só para decidir
Se é cidade ou interior pra gente morar
Mas toda briga termina com beijo no ar
Porque a gente mora no interior um do outro
Onde o tempo é lento e o amor é nosso todo
(Bruno Sousa,Adelmo Case)
Gosto de sentir, tocar, amo te amar
Teu cheiro é fragrância que não cabe em frasco
Teu doce os confeiteiros não tem
Essa arte o museu não possui
Você é arte mais doce que tive o prazer de experimentar
Depressão, Amante Nada Sigilosa
Não sou mais a prioridade da minha amada.
Ela prefere se deitar com a solidão.
Não me olha mais nos olhos —
só mareja quando pensa nela,
a depressão.
Em casa já não ouço sua voz,
apenas sussurros e soluços.
Não sinto mais seu toque nem seu cheiro,
resta uma lembrança boa
que passa ligeira, como quem não quer ficar.
Já não sei como é ser chamado de amor.
Por que me trocou?
Eu sei que ele — o desespero —
é mais arranque do que eu.
Ainda assim, deixa-me participar
desse cenário de ilusão.
Deitaremos, se me convidar,
os três, então.
A vontade de saber e o processo de conhecimento coexistem em múltiplas fendas do tecido do intelecto, como se cada indivíduo carregasse um mapa interno de possibilidades infinitas.
O homem, neste contexto, não é mero receptor de verdades; é o artífice da própria compreensão, movido por um desejo que transcende o simples acumular de informação.
Falar em “conhecimento” é abordar uma entidade relativa: a sabedoria adquirida é sempre parcial, limitada pelas lentes de quem observa, mas a vontade de saber é absoluta — é a força motriz que impele o sujeito a atravessar o abstrato e tocar o realizar.
O conhecimento, portanto, não é estático; é ponte e travessia, movimento consciente do pensar rumo à ação, do conceito à manifestação.
O mundo se apresenta como campo de experiências, um palco onde cada decisão e cada percepção são provas da interação entre o desejo humano e a realidade.
E Deus, na perspectiva entregacionista, não é apenas criador externo, mas sim a lógica imanente que permeia o universo e a consciência:
uma presença silenciosa que estrutura as leis da existência e concede ao homem o poder de descobrir, criar e concretizar.
Assim, compreender não é apenas saber; é transformar-se na própria experiência do saber,
é unir vontade e realização, desejo e ato, mente e mundo.
O conhecimento entregacionista é, acima de tudo, a arte de ser e realizar simultaneamente,
uma dança entre o homem, o cosmos e o princípio divino que tudo estrutura.
Toda revolução começa com o cansaço.
O esgotamento leva o homem a querer algo novo.
Voltar ao passado também é algo novo.
Entregar-se ao acaso da vida é revolução — é o novo.
A Mão e a Caneta
Ela conhece o seu homem como ninguém;
sabe quando ele falha por dentro
e quando está inteiro.
Não o decifra pelo que diz,
mas pelo peso da mão,
pela tensão do toque,
pela forma como o silêncio pulsa entre os dedos.
Quando ele a toca, ela dança sem nota,
porque não há partitura para o desejo consciente.
Move-se em gestos simples e discretos,
como quem aceita o caminho sem lutar contra ele.
Não há culpa, nem espetáculo.
O amor se mostra direto,
no atrito breve entre pele e ideia.
Marcante e perfeita, ele nunca a rejeita,
pois rejeitá-la seria negar a si mesmo.
É uma união de outro plano:
não de posse, mas de rendição.
A mão não comanda a caneta.
A caneta não domina a mão.
Ambas se entregam ao traço
e deixam que o sentido aconteça.
Cansado de viver em um mundo onde acordo antes do sol para trabalhar e retorno apenas depois da lua.
Cansado de seguir padrões que em nada me favorecem, moldes que não me cabem.
Cansado de um mundo típico, estruturado para a repetição, mas não para a minha sobrevivência.
Tudo o que desejo é o contrário — e isso soa como loucura.
Mas louco, de verdade, é perceber que a multidão que me julga por pensar e ser assim
carrega, em silêncio, os mesmos desejos que eu
