Poesias de Pedro Bandeira Mariana

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14 Bis
Voa, meu 14 Bis, voa com toda sua liberdade e com todo seu elo.
Mostre, meu 14 Bis, que a imaginação é ilimitada
Vai meu 14 Bis, em busca de sonhos.
Voa Alto voa forte.
Só me leve junto.

Inserida por PedrinhoPHOP

O impossível
Certos cidadãos dizem que atingir algo, é impossível.

O morador de rua diz que voltar atrás é impossível.

O estatístico diz que é impossível, que o Brasil sofra um terremoto.

[...]

Para mim nada é impossível e se Deus quiser ele pode fazer com que o impossível aconteça.

Inserida por PedrinhoPHOP

⁠Eu poderia comparar a vida com um vector mas não posso cometer este erro, porque o vector tem origem, extremidade direção e sentido, a vida tem origem, extremidade, direção mas não tem sentido.

Inserida por JosemardeJesus

Conto os dias pra te encontrar
No final de semana,
Em uma esquina da minha vida.
Linda, formosa, loira dourada,
Suada no sol ardente carioca.
Tomo-lhe em minhas mãos,
Encosto meus lábios em ti.
Sinto seu gosto amargo,
Gélido, porém, suave,
Tomando o meu ser.
Meus camaradas também
Desejam-te tanto quanto eu.
Não sou possessivo,
Não me importo em dividi-la.
Pois eles compartilham da
Mesma afeição pela senhorita,
E você é sempre bem vinda conosco.
Faz-nos pensar, rir e contar nossas lamúrias.
Espero que sempre tenhamos sua companhia,
Nos prós e nos revezes,
Nos dias quentes e nos dia frios,
Só dá você, Cerveja.

Inserida por joaopedrodepaula

Mais uma floresta é derrubada
Pela ação do homem.
Negra como o carvão é
Dilacerada sem piedade por uma
Máquina barulhenta e de lâminas
Extremamente afiadas,
Elas não podem se defender.
São cortadas cruelmente
Pelas raízes apenas
Por serem indesejadas.
O Holocausto continua até o
Terreno estar completamente limpo,
Infértil, pelo menos por hora.
Mais essa floresta é persistente,
E em pouco tempo ela se tornará
Negra e volumosa outra vez,
Fazendo com que o homem use
Sua máquina da morte de novo.
E assim raspando a cabeça e se livrando
Desses fios inconvenientes que adornam
Nosso couro cabeludo.


CARECAS PRIDE

Inserida por joaopedrodepaula

O presente è um presente da vida
sendo tambem a vida em si
é de gostos ,pisagens ,sons ,expressões e sentimentos
é a explosão de arte
é o constante movimento estatico
o movimento de um experiencia surpriendente e unica a cada presente
momento infinito que passa desapercebido
O presente nunca acaba, nao nesse presente,nesse presente de eterno nascimento , nesse presente de eterna morte , nesse presente de eterno viver
viver criando um novo viver.

Inserida por pedrojl22

Cacos de vidro

Caístes um copo,
o mesmo se quebra,
cacos pelo chão,
tu pisa neles,
assim fizestes ao meu coração,
amor por você não irei mais sentir.
Apenas recolher,
o que sobrou de mim,
cacos de vidro no chão.

Inserida por DeOliveiraPedro

Rio

Rio doce,cachoeira,
você sentada ali a beira,
e eu pescando e te olhando,
pescando um sorriso seu.
O espelho d'água,
refletindo a sua alma,
refletindo as suas dores.

Porque veio?
O que veio pescar?
Pensei... e para o rio olhei
Um rio doce,mulher amarga.

Inserida por DeOliveiraPedro

Segredos
De amor ela pedia,
de poesia ela queria.
Seus segredos?
Ela não me dizia.
De quantos amores,
ela viveu ?
Para mim ,
ela não descreveu.
Me diga quem és tu?
Segredo é teu nome?

Inserida por DeOliveiraPedro

universo ilimitado.
Ceu e mar nos rodeam(que deus me perdo-e) tudo a nossa volta conspira pela nossa existencia e inexistencia.

Inserida por Adilsonfolha

⁠Uma civilização que tem apenas um deus não deveria ter a pretençao de catequizar gerações que têm vários deuses.
Isso ocorre porque o individualismo é sempre traiçoeiro e mal intencionado.
Já a coletividade é sempre acolhedora, inclusive ao ponto de acolher o individualismo como mais uma manifestação do próprio coletivo.
Seja nas questões humanas, nos seus costumes ou crenças, seja nos seus sagrados, individualismo e coletividade são características que afetam diretamente o desempenho e a sustentabilidade da humanidade.

Inserida por pedro_de_alexandre

⁠erguem-se
majestosos
os pilares de hércules
no mar de escuridão
e uma eólica negra
e distinta
feita da mesma carne
com o sangue pulsante
observa o vítreo sonho
à distância de um palmo
todos os terrores findando
onde o mundo começa
um preto
enterrando os pés
no medo e hesitação
enche o peito de ar
ou de coragem
e num salto
que ninguém vê
e num grito
que ninguém ouve
não sabemos
o seu destino.

(Pedro Rodrigues de Menezes, "mar de escuridão")

Inserida por PoesiaPRM

⁠um dia depois do amanhã
talvez seja segunda-feira
estarei definitivamente só
tornar-me-ei criador de barcos
feitos de um fino e branco papel
que venderei como simetrias
plenas de um aço sonhado
com que rompi a terra infértil.

(Pedro Rodrigues de Menezes, "criador de barcos")

Inserida por PoesiaPRM

⁠se esta terra fosse surda
e os seus pés respirassem
mudos na penetrante calma
do Alentejo
talvez a isóscele sombra
que me encandeia o crânio
iluminasse
num só suspiro
o esplendor vítreo
do sono
e fosse uma cratera
ou criatura
viva e venosa
e litúrgica
fina e mansa
como um ritual
ganhando luz
sobre o solo
e não apertasse esquiva
a garganta da planta
que a raiz engole
e torna infértil a terra na terra.

(Pedro Rodrigues de Menezes, "se esta terra fosse surda")

Inserida por PoesiaPRM

⁠pouso a mão exausta
na circunscrição do objecto
demorado no meu tempo
chamo-lhe qualquer coisa
circunciso-lhe a consistência
porque não há segredos
no universo exacto
a memória não é exacta
os pés da terra são
terríveis hastes moles
árvore que se dança
é tudo quanto basta.

(Pedro Rodrigues de Menezes, "a mão exacta")

Inserida por PoesiaPRM

⁠multiplicam-se sombras
ténue pestilência
sigilo absoluto
infestam mudas
o chão
a parede
o tecto
e a alma
à luz da noite
brotam
impetuosas
precipitando a diáspora
do corpo humano.

(Pedro Rodrigues de Menezes, "infestação")

Inserida por PoesiaPRM

⁠no silêncio metamórfico das rochas
irrompendo do solo como um trovão
o tímido ladrar canino da alcateia
constitui o único vestígio humano
abandono absoluto no tempo presente.
homens íngremes de outrora ergueram
na imponente altura dos mistérios
cruzes dispersas como faróis acesos
liturgia imóvel dos mil cataventos
apontando ao destino o seu caminho.

(Pedro Rodrigues de Menezes, "aldeia dos cães")

Inserida por PoesiaPRM

⁠de que vale o consolo humano da lágrima
trespassando a carne viva do coração
se são os meus horrendos e gigantes pés
ágeis pincéis que sangram no céu escarlate?

(Pedro Rodrigues de Menezes, "inutilidade da lágrima")

Inserida por PoesiaPRM

⁠nunca o meu corpo abstracto
na sua infinita aritmética
encontrou a geometria da mão
que o elevasse ao quadrado
multiplicador da sua raiz.

(Pedro Rodrigues de Menezes, "obtusidade no corpo")

Inserida por PoesiaPRM

⁠o parco roçagar da frondosa giesta
acesa pelo vento como um chicote
acelera em mim a lúcida consciência
de que as árvores, procurando o solo,
regressam ao útero que as gerou
por isso também eu caminho pleno
um homem plano sobre outro plano
uma luz, um astro cego, um abismo
desenhando um círculo com palavras
no misterioso alfabeto da criação
vou enchendo a boca de terra
vou abraçando a morte iminente
porque tudo em mim é imediato
o grito, o eco e o súbito silêncio.

(Pedro Rodrigues de Menezes, "cabo de gata")

Inserida por PoesiaPRM