Poesias de Paixão
Foi-se noite, foi-se dia, manhã vem e não se vai minha agonia.
O que se foi? Minh'alegria.
Foi-se noite, foi-se dia, me vem o medo da despedida.
O seu amor? Minha terapia.
Foi-se noite, foi-se dia, Lua e Sol eu já não vejo.
O meu desejo? Teu beijo.
Foi-se, noite, foi-se dia, me pego em prantos, em desespero.
O meu refúgio? Teu aconchego.
E me vem a noite, me vem o dia, me vem a calma, minha alegria, você quem trouxe, minha menina.
O meu sonho? Te ter um dia, para sempre, sua companhia...
Como um barco me lanço ao mar.
Mar de amor.
Amor de amar.
Como um barco naufrago nesse mar de solidão.
Mar e tormenta, que em saudades, afoga o meu coração.
Mar salgado
Nas marés tenho te lembrado.
Maré que me traz à boca um gosto amargo.
Mar de águas gélidas em que o meu pensamento se afunda.
Águas que, a minha felicidade, com tristeza inunda.
Perdido, no fundo frio, me encontro na escuridão.
Das fossas, a mais profunda, é certo; a solidão...
Amar-te é um crime em que a punição é o meu próprio amor.
Amor sem pudor.
Amor que, condena o coração à solidão e dor.
Amor que, por ti, a pena é perpétua.
Amor que, em meu sonho, um pesadelo desperta.
Ah mulher...
Amar-te é guerra, guerra onde não existe paz, não existe trégua.
Guerra onde não existe lei, não existe regra.
Guerra em que, batalho todos os dias.
Guerra a qual, o campo de batalha é a minha vida.
Guerra em que, quando olho em seus olhos se faz um canhão e com imensurável poder de fogo destrói meu coração...
Me dói não ir sua procura.
Mas abdicar do meu orgulho também machuca.
Por que não vem à minha busca?
Ah se soubesse que, para mim, sua voz é musica.
A ausência do teu beijo me perturba.
E o seu corpo? Poesia nua.
Desperta-me aquela paixão crua.
Mas és fria mas também bela, como a Lua.
Jogado na rua, me perco em meus lençóis, à sua procura.
Se sou sua paixão? Assuma.
Nossa distância e sua ausência nos machuca.
A lembrança me conforta.
E a solidão? Surta...
"Fiz do Sol e a Lua, testemunhas.
Dessa ferrenha luta.
Luta que travo com dor e labuta.
Ir à sua busca.
Mas não me escuta.
E dá a entender que tudo o que nos separa é minha culpa.
Me julga.
Me trata com indiferença é preferível o teu ódio à essa tortura.
E a saudade não me ajuda.
Essa situação só nos machuca.
Virá a minha busca?
Eu irei à sua?
Me deito repleto de rancores e perdido em dúvidas.
Se errei, peço-lhe desculpas.
E dos meus arrependimentos?
Fiz do Sol e a Lua, testemunhas..."
"E nem sempre foi assim.
Imaginar você longe de mim.
Início do fim.
Será que é isso que está afim?
Meu doce anjo Querubim.
Já és feliz sem mim.
Claro que é, claro que sim.
Minha paixão é como pólvora e o seu beijo o meu estopim.
Amar-te é crime sim.
Seu crime é não estar aqui.
Fique por ti, fique por mim.
Desejo, amor, paixão, querer a ti, enfim.
Na sua ausência, da minha felicidade, mora o fim..."
Metades de prazeres, completos de verdades.
Tudo de fantasia e nada de realidade.
Minha mente? Leviandades.
Vislumbro a cidade.
Não vejo a simplicidade.
E na sua ausência, não se faz presente a felicidade.
Na verdade muitas vezes mora a maldade.
Se me ofereces um palácio de mentiras, eu escolho um casebre de verdades.
Pura e simples deve ser a sinceridade.
E de intenso, guardei a ti, meu amor e minha saudade...
"E é mais uma vez ela.
Aquela que quando lembro do sorriso, o coração acelera.
A mão gela.
Do sorriso perfeito e sem jeito, moça da felicidade perpétua.
Dona de uma beleza divina, poema aos olhos do poeta.
Me pego em devaneio, imaginando como seria bom estar com ela.
Me lembro dela, minhas esperanças se renovam, minha alegria se completa.
A presença me alegra, tua companhia é me festa.
E essa distância é minha cela.
Cela em que me encontro preso, moribundo.
Quisera eu, que o meu mundo, estivesse do meu lado e não do outro lado do mundo.
Em meio à olhares rasos, me afundo no seu olhar profundo.
Teu abraço é meu Dilúvio.
Arrasa, destrói e ainda sim impõe sua calma e purifica o impuro.
Te olho, te desejo, te quero... perdão...assumo..."
"Não vejo sentido.
Das minhas frases e versos não quer ser o motivo.
Não quer que eu seja dono desse sorriso.
Mas é nesse sorriso que me inspiro.
Não faço sentido.
Quando você está em meus pensamentos, eu delírio.
Perco o sentido.
Minha paixão reluz sua perda e tua companhia é o meu vício.
Poemas e frases de amor, pra quê tudo isso?
Sendo que, no fim de tarde, não te tenho comigo.
E agora?
O vazio se tornou meu vício.
O desespero meu amigo.
E meu próprio coração, um inimigo.
Olho ao longe, vejo tudo, mas...
Não vejo sentido..."
"E como sempre, mais uma vez, lembrei da gente.
De quando estávamos juntos e nos parecia não existir toda aquela gente.
Só a gente.
Que se entende.
Que se surpreende.
Que quando o frio dos nossos olhares se cruzam, nos torna a alma quente.
Amor, paixão, saudade, desejo é tudo diferente.
Mas perto ou longe de você, quando se trata de ti, tudo se torna igual é surpreendente.
E no fim, as tristezas e alegrias nos mostra que, em algum momento, terá que ser a gente.
Te peço, imploro, das coisas do coração você entende.
Pense em mim, pense em nós, pense na gente..."
"Este sou eu, mas este sou eu de verdade.
Esta é a face da minh'alma, que sem você é só metade.
Um todo de tristezas, metade de alegrias e nada de felicidade.
A única coisa que me existe por completo, em sua ausência, é a saudade.
Essa é a minha face.
Sou só metade, sem você, minha cara metade.
Me divido em dois frontes, batalhando com a solidão e a saudade.
Sem você, os amores se tornam completas mentiras e meias verdades.
Eu sou só metade.
Metade de bondade e um completo de maldade.
Não me maltrate.
Amiúde peço-lhe de verdade.
Por favor, devolva minha metade..."
"Volto a anos atrás.
Imensurável alegria, tais lembranças me traz.
Quando o amor mútuo, a ambos satisfez e hoje não mais satisfaz.
Ilusões, desilusões, falsas ou reais?
No fim, tanto faz.
O importante é a felicidade, que até mesmo, os falsos amores nos traz.
Falando em ilusões, a felicidade é a mais intensa das tais.
Pois não existe felicidade sem amor e não existe amor sem a calma que o teu beijo me traz.
Tento ver meu futuro mas só olho pra trás.
No passado, se faz minha prisão, em um olhar que fez e que faz, com que minha vida não me pertença mais.
Queria voltar, a cada noite mais, a anos atrás..."
"Eu venho e lhe escrevo.
Nessas linhas te vejo.
Em minhas palavras me perco.
Fito seus lábios, fantasio um beijo.
Peço-lhe uma chance, minha felicidade eu vejo.
Tua negação me veio.
A tristeza me pegou de um jeito.
A solidão é me um berço.
Me deito.
E na escuridão, perdido, só teu brilho eu vejo.
Sua alegria é meu desejo.
Por ti, grita meu peito.
E para tentar amenizar minha dor.
Eu venho e lhe escrevo..."
"Quando o vento frio bate no meu rosto, sinto que tenho você para me aquecer
Quando tenho medo da mais feroz das tempestades, sinto que tenho você para me guardar.
Quando me sinto solitário só tenho você para pensar.
E por mais que eu tente jamais poderia parar de te amar..."
"Eu fiz juras de amor.
Eu fiz juras por esse amor.
Eu jurei que traria dor.
A quem me prometeu amor.
E todo esse amargor?
Que rega um sentimento que, dia após dia murcha, como uma flor.
À tua vida eu queria trazer cor.
E a minha vida se torna preto e branco, sem teu amor.
Todos os gostos, as delícias, sem teu beijo, perdem o sabor.
Por você, por nós eu voltaria e faria, juras de amor..."
"Um é o coração que bate por ti.
Um foi o olhar que me ganhou pra si.
Uma é a alma que vive por ti.
Uma é o número de vidas que preciso com ti.
Uma é a chance que preciso pra te fazer feliz..."
"E você me vem e diz que sente a minha falta.
O que falta é verdade no que diz agora.
Não falo sobre as verdades das palavras, mas sim, das verdades do coração.
Pra todo aquele que sente falta, qualquer suspiro é solidão.
E as noites na escuridão?
Onde, no rosto, cada lágrima, regava a dor de um solitário coração.
Ah! Como faz falta aquela doce ilusão.
Onde, por instantes, éramos um só ser de puro amor e paixão.
As palavras foram em vão.
Diz que sente minha falta mas o que nos falta é o perdão.
Sonho e penso em nós e o que me falta?
Respiração..."
"Se errar é humano e amar-te for um erro, então digo-lhe que, erro por demais.
Pois na vida não existe acerto que me faz tão bem, o quanto esse erro me faz..."
"Vislumbro-te minha deusa das perdições.
Olhar-te é perigo, é se lançar aos leões.
E teus olhos me prendem em doces sonhos e alucinações.
Aquele que, por milésimos te vislumbra, é certo, fica preso em seus grilhões.
Ah mulher!
Se tu fosses música, é certo, seria a mais doce das canções.
Encanta-me teu corpo, a mais bela das tentações.
Coleciona em tuas mãos, daqueles que te admiram, os corações.
Poço profundo, onde afogo falsos amores e antigas paixões.
As mais belas palavras, tornam-se vazias, ao tentar narrar as inenarráveis sensações.
És dos erros os perdões.
És me luz nas escuridões.
És me companhia nas solidões.
Se fosses uma flor, seria a mais bela dos vales, das campinas e dos sertões.
Ter-lhe em minha vida é a mais doce das ilusões.
Liberte-me desta prisão, traga-me emoções.
Peço por favor, liberte-me dos seus grilhões..."
"Antes eu não sabia o que sei agora.
Não sabia, que os seus olhos, me perseguiam a toda hora.
A surpresa veio e bateu na minha porta.
Claro como o dia, o teu olhar me devora.
Linda como uma doce manhã é você agora.
Ainda mais quando sorri e ilumina tudo à sua volta.
Raio de luz, estou aqui, por você agora.
Apaixonante, perfeita, da minha felicidade és a porta..."
