Poesias de Ilusão
Um louco me disse que me amaria pelo resto de sua vida.
E eu, mais louca ainda, acreditei nele
- Dois Loucos
Tenho me sentido culpada por não ter me amado
Tenho tentado, me amar
Mas é bem difícil
(ame-me por mim)
- Agora eu que sou egoísta
Lembro de lhe dizer
Por favor, não deixe de me amar
Pobre louca
Você nem amava a si mesmo
- Que encanto foi me apaixonar por você.
Assim que me vi
No encontro contigo, desvendei meu ser
Apresentei o mais belo que pude revelar
Entreguei-me por inteiro, sem nada conter,
E teu apreço parecia no meu ser se afixar
À medida que te exibias em tua grandeza,
Minha essência se encolhia diante da encenação.
Meu eu já não bastava, alvo da tua realeza,
Mas não pude evitar essa farsa, essa ilusão
Tentei me encaixar no teu mundo
E não quis enxergar que nele eu não cabia
Precisarias ser algo mais que profundo
A tua verdade era mentira e não me valia
Tentei encaixar no teu mundo a mim mesma
E finalmente me vi perdida de mim e de ti
Agora reencontro-me sempre com surpresa
Já não sabia quem era eu assim que me vi.
Mas escuro que seus olhos,
Apenas a minha mente ao lembrar
De tantas partidas……
Nos culpam por ser intensos,
Mas buscam a intensidade.
Mesmo sendo ineptos os amamos
Como verdadeiros amantes,
E cada lembranças nos tornamos estranho conhecidos!
CAPITALISMO
A bola de neve do capital proporciona um mundo cada vez mais desigual
Temperaturas absurdas poluição evidente todos vítimas de um sistema que não sente
Seu sentimentalismo barato tem um nome uma marca que se vende se propaga
Romantismo nada romântico sem qualquer amor ao próximo escondido atrás do pano encobrindo esse mundo ilusório
Cometi o erro de abraçar fantasmas,
aquele tipo de abraço que sufoca a alma.
Pedi perdão ao tempo, por nunca o ter deixado partir,
por prendê-lo demais, assim como prendo a fumaça do cigarro em meu pulmão, êxtase.
Vivi em um labirinto de memórias, onde cada curva me levava ao mesmo ponto: o que poderia ter sido? Corredores vazios, sussurros do passado.
Se soubesse antes o que sei agora, teria feito do amanhã o meu refúgio, a certeza da incerteza, cada novo dia uma forma diferente de ver as coisas, sem pressão, sem arrependimentos.
Mas aqui estou, um pouco mais cansado, um pouco mais sábio, e percebo, enfim, que o passado é um livro já lido, e o futuro, ah, o futuro é a página em branco onde eu posso finalmente escrever minha história.
Soltar a fumaça presa no pulmão, me libertar dessa ilusão.
Amigos a felicidade nos espera em outro lugar!
A verdade é que não há como ser feliz em um cenário
de tantas incertezas como este, onde a única certeza
que você tem é que qualquer dia morrerá.
Não há como ser feliz, mas você pode estar feliz aqui.
Para isso, só precisa viver sua vida real, como ela é,
sem filtros, como Deus te criou, e não te esconder
atrás do muro da ilusão deste mundo.
E principalmente crer na Palavra de Deus, e aceitar
JESUS CRISTO como Senhor e Salvador de tua alma.
Você imagina que; só porque está adulto ou velho, não está infantilizado.
Crescemos, ouvindo contos, estorinhas, imersos em carência afetiva e acreditamos em tudo e em todos.
Voluntariamente, porque é doce a ilusão! Realidade, dependendo da estrutura de poucos, só é amenizada mediante algumas drogas.
Nem que seja as lícitas.
Aliás, oque é a vida? se não.
Mentiras
Você mentiu tão mal
Estava na cara que era mentira
E eu preferi fingir que não via
No final, fui feita de idiota
Mas mesmo assim
A idiota de ti gostava
Você se dizia confuso
Confuso?
Confuso não
Estava a espera da resposta dela
Ela era sua confusão
Ela era sua preocupação
Sempre foi ela
Quando comigo dormia
Era só ela que você queria
Nas nossas noites quentes
Você dizia que eu era fria
Eu sempre fui quente
Mas ela era mais
Mentiu
Pediu-me em casamento
Mas de olhos fechados
Porque no fundo você sabia
Você imaginava ela no meu lugar
Era ela e sempre foi
Eu não aceitei
Porque eu sabia quem você queria
E esse alguém não era eu
Mas eu queria muito que fosse...
Eu quis jogar fora o que vivemos
Mas não consegui me desfazer
A ferida que você deixou em mim
Me fez viciado no seu ser
Eu dependi de um amor doente
Que me machucou sem perceber
Você foi o meu presente envenenado
Que me fez sofrer, hm.
Eu me sinto fraco e sem vida
Preso no passado que não volta
Inventando uma história que não existe
De que um dia fomos felizes
O que aconteceu com a gente?
Onde foi que nos perdemos?
Será que foi por falta de cuidado?
Será que foi por falta de desejo?
Ou será que foi o acaso, hm.
Buscando aparências
Libertamos a mentira
E escondemos a verdade.
Fingir diminui a imunidade.
Encare a realidade e viva em paz.
Na batalha de Covadonga sobre os muçulmanos,
a princesa das Astúrias em as Crônicas de Albertino “na reconquista”,relata sabiamente a distinção entre o amor “da” e o amor “para” a sua vida. O amor da sua vida é avassalador, ardil ,intenso, emocional, Seus caminhos são curvos, turbulentos, mas repletos de encanto e paixão. Com ele você pode tocar as estrelas. Já o amor para a sua vida caminha sutilmente por uma estrada reta, com o horizonte sempre à frente… Racional, este amor você não sente, apenas vive e sustenta… este amor não dança e nem rodopia. Ah!…mas se podes ter os dois em uma só companhia…és o ser mais feliz que se podia!!!
Em busca de almas que não mais encontro,
Coração anseia por uma amizade verdadeira,
Num espaço que parece ser sempre o desencontro,
Onde a falsidade reina, e a luz é passageira.
Procuro um refúgio onde a alma se reconforte,
Onde o carinho seja mais do que ilusão,
Mas só encontro desalento e uma triste sorte,
Num mundo que me nega paz e compreensão.
Queria encontrar um lar nos laços da amizade,
Onde o afeto humano fosse meu amparo,
Mas as ilusões se desfazem na crueldade,
E o vazio se instala no peito amargo.
Assim, neste mundo de sombras e desgosto,
Perdido entre as névoas da desilusão,
Quem sabe eu morrerei sem o gosto
De pertencer a algum lugar ou coração.
Você foi minha maior queda
O que mais me fez acreditar que algo finalmente iria acontecer
Você me deixou voar em um infinito
Me deixou mergulhar em um mar de ilusão
Conseguiu despertar em mim um desejo ardente
Me fez criar cenários inimagináveis
Eu realmente não sei como pude me deixar me perder nesse delírio
Fiz coisas para você que neguei para pessoas muito mais próximas
Hoje esse sentimento está apagado, eu nem sei se realmente existiu algo a se sentir
Mas existiu algo, nem que ao menos um desejo carnal, mas existiu.
Há uma sombra no palco,
os olhos vazios, o corpo de pedra,
repete as palavras como quem mastiga silêncio,
e a multidão segue, sem ver o caminho.
Há música no ar,
não de flautas,
mas de cordas gastas que rangem,
e eles dançam,
dançam como folhas no vento,
sem perguntar para onde os leva a corrente.
O abismo espera.
As bocas sorriem, as mãos caem,
há corpos que já se foram,
mas ainda seguem os outros,
com o brilho de uma fé cega
ou de um desespero antigo.
Quem os ouve, quem os vê?
Só o vento, que leva tudo
antes da queda final.
Já não temos mais tempo. É preciso cada vez mais, falar a real. Poucos serão salvos, porque poucos são os que buscam o bem, o belo e o justo. Pratique a reflexão para que surja a solução. A ignorância corrói a alma humana. 33% despertos? Não nessa geração. Estão completamente dominados, atordoados com a vida que lhes foi vendida. (Ilusão)
Seus corpos doentes estão colapsando rapidamente. Precoce... Continuam buscando o amor fora! São cegos
espirituais. Enquanto você, não caminhar pela terra como um "sol de pernas" nada em sua vida frutificará.
Se alguém, despojada de rótulos e fortuna, acredita que deixou de ser algo, é porque, na verdade, nunca foi nada enquanto os possuía. A essência do que se é não se apaga com a perda de símbolos ou bens. Aquilo que somos não depende do que nos é dado ou retirado. A verdadeira identidade, a substância da pessoa, permanece intacta, sem ser tocada pelos adornos do mundo.
E o inverso é igualmente verdadeiro: quem ganha títulos ou fortuna e se convence de que, por isso, passou a ser algo, engana-se. Se antes não tinha um valor que lhe fosse intrínseco, os títulos ou riquezas não o fabricam. Tudo isso são adereços, temporários e ilusórios. O que conta é o que se carrega por dentro — porque só quem já era algo pode, de fato, ser. O resto é brilho fugaz, destinado a desaparecer na primeira ventania.
- Sweet ignorantia
Amor meu, dê-me um beijo e,
me leve novamente para a doce ignorância.
Pois o excesso de lucidez quer me engolir!
Preciso sonhar um pouco,
assim como os sonhadores o fazem.
Pois assim vivem todas as coisas;
até os confins do universo sabemos que,
por regra há de ter equilíbrio em tudo.
Precisamos da noite, e depois do dia.
Ansiamos o verão para logo depois,
esperar o inverno.
O caos só é caos pois existe a ordem.
Me deleito então em seus braços,
braços esses que busco com sede insaciável;
pois sei que meu âmago não suportaria,
uma vida em total lucidez. Necessito...
Necessito de ti amor meu! Me resgate!
Me embebede com as ilusões, faz-me crer que,
nesse mundo há segurança, há sentido, há amor..!
E viveremos eternamente: outrora nos puxando,
outrora nos empurrando.
Pois vê-se a ambivalência, hora lhe faço bem,
hora lhe faço mal. E num sonho vou me arrastando,
nessa doce ignorância. Sem consciência de que,
tão miserável e sem sentido qualquer: essa sou eu!
