Poesias de Gregorio de Matos Guerra

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Os meninos" de outrora relutantes, as vezes destemidos, crescidos apenas no passar dos anos.
Não lembram que o sorriso interior alimentava vindoura maturidade.
Maduros hoje, limitam o maior dos gestos... Acordar agradecendo aos Infinitos Poderes pelo direito de continuar a jornada.
Outra vez se escondem meninos por falta do atrevimento, que se viesse hoje diriam ser tarde.

Um tiro feriu o silêncio
de pedra;
o homem caiu aos pés do capim
tingido agora de rubro

O sol no horizonte definhou…
de repente
encobriu-se sem nuvens no céu

O vento deixou de se ouvir…
nem sequer aquela brisa
breve
suave
que às vezes nos trazia de longe
o cheiro da catinga
denunciando-nos o inimigo

De repente tudo escureceu…
o sol morreu
e o homem deixou de o ver
para sempre




In “Há o Silêncio em Volta” (poética de guerra), edições Vieira da Silva do poeta Alvaro Giesta

Uma Parte de Mim.

Sou o que sinto, penso e faço;
Desde o ódio até o amor,
Desde a paz
Até a guerra e o terror

Sou o culto que saboreia a incultura,
Mas também sou o inculto
Que muitas vezes troca a cultura
Pelos prazeres daquilo que é inculto.

Sou o desejo, sou o querer,
O querer daquela que eu não deveria desejar,
Mas não sou o poder.
O poder não é o querer.
Poder sem querer é alternativa de quem pode,
Mas querer sem poder é sofrimento de quem pratica o querer.

Sou a contradição
Sou a confiança em uma ideia
Mas também sou o ser que,
Momentos depois, muda de opinião.

Sou o caminhar solitário
Nas ruas silenciosas, escuras e sombrias;
Mas também sou a companhia dos desacompanhados
Para todas as ruas e avenidas, loucuras e alegrias.

Sou o pesadelo no meio da noite,
Que busca distorcer ou acrescentar explicações e fatos à minha realidade.
Mas também sou o sonho
E a vontade de vencer, que geralmente temos nesta meia idade.

Sou o suicídio sem sucesso,
Sou o renascer antes da morte,
Pois hoje sei que minha vida tem outro preço
Um preço que não pode ser pago com morte.

Sou a breve depressão
Que leva-me a grandes reflexões.
Mas não quero ser a profunda depressão
Que agrega um valor maior a morte do que às minhas paixões.

Deveras temos que usar com muita sabedoria.
As redes sociais são armas perigosas, elas podem libertar e condenar.
Unir e separar, disseminar ódio e amor, Admiração e abominação, guerra e paz.
Seja inteligente, e não um monstro virtual.

⁠Eu sei onde eu piso, pego obstáculo
Eu levo pro palco e faço espetáculo
E aviso pra todos os meus favelados,
A guerra e a paz não é pra homem fraco

Eu não tenho medo das idéias, este é o meu mundo, o mundo dos pensamentos, eu sou o escultor da minha consciência.

O que temo é grande rebanho doutrinado, o grande exército de imbecis coletivos prontos a obedecer ordens de ditadores cruéis e ai então abrirem a caixa de pandora trazendo desgraças ao mundo...

Uma coisa é certa, o Estado sempre perseguiu os livres pensadores, visto que eles seguem na direção contrária, sou um deles!...

Um Anarquista interior!

Mundo do avesso

Hoje eu to aqui
Do mundo eu vou falar
Ta tudo errado
Tudo fora do lugar

Fé na humanidade
A minha ta acabando
Qual foi a desse mundo?
O que será que eles tão pensando?

Acham que tem esse direito
De destruir oque é do povo
Muitas pessoas lutando
Para ser feliz de novo

Famílias destruidas
Jovens na prisão
Crianças na sarjeta
E ninguém estende a mão

É tanto preconceito
Tanta gente sendo morta
Vivendo a ganância
Ignorando oque realmente importa

Drogas, dinheiro
Violência, traição...
Onde ficam os sentimentos
Neste mundo de discriminação?

E esses policiais
Que andam sempre armados
Abusando do poder
Só porque estão fardados

Eu não sei oque eles ganham
Praticando o racismo
Perdendo dignidade
Acumulando egoísmo

Quem ainda não entendeu
Agora preste atenção
Cor da pele é um detalhe
Oque vale é o coração

E aí eu te pergunto
E agora, oque fazer?
Será que tem solução?
Só Deus sabe responder

Se o amor é crime
Eu quero ser a violência
Se o amor deprime
Só me resta ter demência

Se o amor é paz
Eu quero ser uma pomba
Se o amor é guerra
Só me resta ser uma bomba

Se o amor é o que dizem ser
Ou se na verdade não o é
Por ele só me resta morrer
Por ele só me resta ter fé.

Na multidão de amores
Sentimentos e alegrias
Já me dividi em várias partes
Já fui noite, já fui dia
Me dividi em tempos, e os tempos em momentos.
No primeiro momento fui poesia
No segundo já passei a ser prosa
Virei um tipo de conto
Quase me tornei história

Quis tanto amor
E acabei ficando só
Tentei o desapego
E minha mente quase deu um nó
Não desapeguei de nada
Hoje volto pra casa
Apenas mais dramático

Com As pedras que tinham no meio do caminho
Fiz um castelo com muralha
Cerquei meus sentimentos com elas
Nesse castelo só tem uma masmorra
Não tem um corredor
Não tem quartos nem salas
Não tem entradas nem saídas

Dei conselhos pra tantos
E não me sobra reservas
Pra onde ir ?
O que fazer ?
São parte dos meus dramas

Tem um amor que mora longe
Outro amor que nem sei onde mora
Existem os que me amam
Mas não me falam
Existem os que me amam
Mas não me encontram
Não estão no bar da esquina
Não estão na casa da mãe Joana

Desespero não é a melhor opção
Deprimente é a situação
Confuso vou andando na contra mão
Catando coquinhos pelo chão
Andar sem saber onde quer chegar
É tão empolgante quanto comer poeira
Ah, vida sem graça !
Ah, vida sem jeito !
Se for pra viver assim;
Sem ter uma direção e com o coração não mão.
Então vou ser o mais louco no meio dessa multidão.

Duas vidas tão distintas
e agora se tornaram tão completas
Duas vidas que travaram as suas próprias guerras independentes
e em uma dessas guerras
eles se encontraram e se apaixonaram perdidamente

Antes eles lutavam sozinhos e não chegavam a lugar nenhum
Pois que vence batalhas sem ter aliados?
Mas agora é diferente
os dois lutam juntos e estão apaixonados

E quando um esta cansado
o outro dá o suporte que precisa
cada passo uma historia, um só coração
e Deus unindo os dois com um propósito
juntos em uma missão

⁠Já vivi alguns fins, mas hoje escrevo um certo começo.
Algumas vezes me apresento fácil e em outras me desconheço.
Sou santo e também pecador... Sou guerra e poesia…
Meu desejo transita entre privacidade e ousadia.

⁠Não existem pessoas neutras.
Existem os que estarão ao seu lado na trincheira e os que não hesitarão em lhe delatar para os inimigos.

⁠"Não desista pois o soldado atingido.
Não é um soldado vencido."

Natanael Bonifácio

⁠"Podemos ficar sem dinheiro, sem gasolina, sem água quente, sem luz, mas não sem liberdade... E isso, mantém-se inalterado!!! " Isto disse, o herói; volodymyr! Hoje, 2022-Nov-21

Porque hoje, isto disseste a vossa gente;
Nesse abrigo, arregaçado, e bem quente!
Por tudo o aqui citado, estar-te ausente;
Digo: acaba com o MORRER, tão existente.

Existente, em OBRIGAR, marcial;
Cujo dito, estás sempre a prolongar!
E com tal, a todo o homem, tão privar...
Da dele, LIBERDADE natural!!!

Tu que aqui citas, que perder tal, nunca!!!
Porque não vais ajudar esse POVO...
Que com falta de tudo isso, tão está?

Porque não abandonas, essa espelunca;
E vais sentir, teu triste obrigar, novo...
Porque não vais também, tu para lá?

Não mandes mais pra a morte a vossa gente;
Com lei marcial que põe tanto ausente;
A tal LIBERDADE, que pra os teus, não há.

@manuelsalvadorsantos

Se há justiça de um lado ou de outro, isso seria chamado de autodefesa ou conquista. Mas isso é uma guerra. As guerras acontecem porque ambos os lados são justos.
(Hidetomo Kajomaru)

⁠Os "Eus" dentro de Mim!

Olho para dentro e vejo meus "EUS" interiores hora lutando hora vencidos pelo meu EU externo, o qual todos vêm, o qual controla tudo o que vejo e sinto, faço ou decido.
Pois meus "Eus" dentro de mim são responsáveis pela guerra do ser ou não ser, do certo e errado, do justo e do injusto, do quieto e do ofensivo.
Meus "Eus" gritam, gemem e sofrem por tudo aquilo que o EXTERIOR não me permite ser...

⁠SEGREDO
Sem levar em conta que o papel já queimado não pode certamente revelar aquelas frases
e se também o fogo souber o motivo, e ao vento contar e na terra...
o homem será sempre o mais atrasado
a explicar isso a si mesmo e à sua guerra.

⁠Se você pretende realmente conhecer sua verdadeira
essência, é necessário fazer alguns sacrifícios

⁠Pela Paz De Todas As Guerras

Por quanto muito pela paz se luta,
Que chegue cedo pra quem muito é tarde,
Paz na alma, que do corpo embala a mente,
Vida leve, coração sereno,
Sentimentos bons a despertar bons sonhos,
Por dias de paz, a adormecer as guerras.
Paz de dentro pra fora, de fora pra dentro.
Famigeradas guerras, sedentas de dor,
De quem muito se faz por semear o medo,
Destruição, desespero, tristeza... Aconchego das guerras,
Terras armadas tecidas no sangue,
De armas em punho a disparar descrenças,
Em crianças mortas que choram a perda dos pais.
Guerra de dentro pra fora, de fora pra dentro.
Vidas vividas de mortos a rezar,
Confessam notórios segredos ao pulsar da respiração,
Cobrindo-se do luto por quem chora a guerra,
Passo, compasso, avesso ao descompasso em consternação,
Repouso da vida ao se pedir em prece o enterrar da aflição,
Guerras do dia a dia, que pela paz tende a esperar.
Guerra de dentro pra fora, de fora pra dentro.
Por quando muito pela paz se faz,
Que chegue a tempo pra quem muito tenta,
Paz na alma, que do corpo embala a mente,
Vida leve, coração sereno,
Sentimentos bons a despertar bons sonhos,
Por dias de paz, a adormecer as guerras.
Paz de dentro pra fora, de fora pra dentro.

Joãozinho
Tadinho,
Tão anão,
E já se meteu em confusão.
Joãozinho não sabia falar, nem dançar,
Só sabia chorar,
E a mãe, pobrezinha,
Só ouvia, sem saber o que fazer.
Joãozinho não sabia ler, nem escrever,
Mas, sem perceber,
Não pôde nem aprender.
Joãozinho nem sabia o que era “poder”,
Mas não teve tempo de aprender,
Pois os homens fardados,
Não quiseram deixar-lhe saber.
Joãozinho nem sabia o que era um canhão,
nem quem tinha razão,
Mas sem querer,
morreu sem saber.