Poesias de Gregorio de Matos Guerra
Ao abrir as janelas do meu ser, vejo as obras de um criador, grandes e pequenas produções, majestoso em idealizar as mais perfeitas realizações.
Em cavernas existenciais encontramos os mistérios do imaginário, há um porquê das prisões do ser, da psiquê da alma querendo se encontrar no plano material.
Enquanto uns dão valor a objetos, sobrepujando o valor de uma vida até, outros perderam à vida o valor, segue o desdém.
Na simplicidade está o amor, sem sofisticação, num singelo sorriso, num aperto de mão, na bondade de um lindo coração.
Não importa a matiz que ostenta a pele, todo sangue é vermelho e o leite materno branco. O grande artífice autor da vida em sua arte infinda nos coloriu com as mais lindas nuances. O ser humano é que complica as coisas com seus caprichos individuais, quando na verdade, somos todos iguais.
As palavras sem o exemplo podem até comover, mas o que arrasta multidões são os testemunhos de vida que falam com propriedade de causa.
Jamais saberá o sabor do fruto se dele não experimentar, como também, não podes julgar, a alheia que traz na alma alguém a dor.
O racismo é a amplitude do egoísmo, do indivíduo se achar o centro do universo, como sendo a pessoa mais importante dentre todos os demais, independente de vários fatores socioeconômicos ou culturais.
Por mais que se estude a mente humana, mentiras vão subsistir. Porque a verdade agride os que não querem a ouvir. Por isso preferem a mentira e seguir vivendo a se iludir.
Eu amava e sofri, por não mais tê-la em meus braços, chorei. Muitas noites em lágrimas eu dormi, de muitos prantos enfim, acordei.
Muitos acham serem donos de alguma ou muita coisa, mas a grande verdade é que nem o próprio corpo lhes pertencem. Somos um amontoado de poeira cósmica bem ajustados com a função de habitar o sopro de vida.
Buscando calmaria, noutros mares que não me lancem à arrebentação. Paz interior, descanso para o combalido coração.
Os risos são as melhores máscaras para disfarçar uma alma deprimida. Quem se vê sorrindo jamais imagina o quanto sua alma está chorando. E de repente você interpreta um personagem na vida real, com tanta maestria que ninguém consegue perceber que para você já deu e está cansado de ser o protagonista desse enfadonho seriado.
Miseráveis homens que somos, quando medimos os outros com a nossa régua de santidade ou moralidade , e julgamos nossos semelhantes como se fôssemos perfeitos. E não adianta a palavra nos advertir, que Deus não vê como nós humanos, porque na nossa presunção, achamos capazes de aferir a vida alheia como que tivéssemos o poder de esquadrinhar os corações.
Eu quero a sinceridade do clima, suas nuances sazonais, regado às intempéries do tempo, incerto mas honesto em sua marcante apresentação ante o espetáculo da vida.
Só mesmo contemplando a natureza para esquecer os problemas mil, as mazelas que assolam nossa amada pátria Brasil.
O sentimento que o mundo chama amor, não passa de lascívia da alma soberba, que só pensa em ter vantagem em tudo, e sobre todos.
A melhor companhia é estar consigo mesmo em plena paz interior. As vezes estamos em meio a tanta gente e mergulhado numa solidão, qual peixe fora do seu habitáculo, sem oxigenação.
Inúmeros são os problemas que nos aflige na vida, e de repente, os problemas se acabam, para aqueles que partem desse plano. Resta saber, se em algum lugar da eternidade, estarão isentos de alguns acertos de contas.
No mundo a gente chora de tristeza ou rir para não chorar. A fragilidade da vida é como um perfume que se esvaece pelo ar.
