Poesias de Gregorio de Matos Guerra
Viver, ouvir e ver, lutar e vencer. Vida em ação, rios que correm no ser, a jorrar em plural direção, impelido pelo emanador da vida, o coração.
A vida nesta terra se alimenta de ilusões, e não obstante, para seguirmos vivendo, precisamos muita das vezes, de lutar para realizar, alimentar o desejo de nos mantermos vivos, sonhando em alcançar as saudáveis ambições.
Dois lugares que insistimos tentar ir que não podemos. No passado que para trás ficou e no incerto futuro que podemos não chegar.
O culto à imagem, adoração ao que se conceitua como ideário, seja coletivo ou personalíssimo tem prazo de validade e o corpo perfeito se deteriora com a idade. Mas o bom caráter é perene, segue o ser até o fim, nos traços da sua personalidade.
Não quero ser melhor do que ninguém, senão, ao que fui até aqui. Superar minhas limitações, avançar no tempo que me é proposto, lutar e vencer as muitas adversidades da vida. Desprezar os que querem meu mal, regozijar com os que me querem bem. Erguer a cabeça, olhar para frente, avistar o horizonte que me é proposto, caminhar e enxugar a lágrima que flui em meu rosto. Porque não posso consertar o mundo ao meu redor, mas posso reparar as arestas de meu ser, e seguir lutando no que ainda me resta em viver. Que eu possa concertar com os ruídos, e elaborar a mais linda melodia, diligenciar as notas da vida em seus devidos graus de entonação, transpor as barreiras em harmonia, qual bela e sonora execução das mais sofisticadas notas musicais. O que eu quero mais? Graça e paz.
Vem, vamos seguir em frente, como as águas de um rio, que jamais retrocede. Seguindo, deixaremos um pouquinho de nós no caminho, qual a água do rio, que encharca suas beiras, hidratando árvores e plantas rasteiras, dando vida enquanto se despede do seu lugar original, se lançando a imensidão do oceano, de igual modo, nos adrentaremos na imensidão do acaso, no porvir, onde tantos quantos foram, não retornaram para nos contar como estão, que a vida é intensa em lapsos temporais, momentos únicos que não voltam jamais. Portanto, vida = viver intensamente direção ao além.
Vivemos num tempo em que as boas aparências são mais importante que a boa consciência. Se tem dinheiro e um corpo escultural, não importa o caráter mau.
A vida é luta ou luto. Prefira antes lutar que ao luto se entregar. Não temas, viva, vá e vença. A glória na guerra se alcança de batalha em batalha. Se você perdeu uma hoje mas ainda se encontra vivo, reveja seus conceitos, revise suas estratégias, trace um novo plano, de maneira tal que alcance a glória final.
Ninguém é pleno em conhecimento, mas todos dependem uns dos outros, sucessivamente, e dessa forma, o conhecimento se acumula e favorece a coletividade, de geração em geração.
A pervesidade se homizia nas trevas, desejos malignos de outrem contra alguém. Espreitando os dias para se regozijar das adversidades sucumbenciais na vida de terceiros, que gratuitamente elegeram como algozes. Mas o bem e o mal são sementes as quais disponiveis estão para semearmos deliberadamente. Logo, não colheremos, senão, aquilo no qual temos semeado.
Viver ou sobreviver? Eis a questão do ser. Quem se iludide vive bem, se compreendes a realidade, sobreviver é o que se tem.
As vezes não é necessário entender, mas tão somente respeitar, na medida do possível, o parricular espaço da individualidade de cada ser. Desde que respentado seja, a área livre, na qual compreende toda a coletividade.
Descompromissado com meu eu a despir em textos meu. Deixo me levar em palavras sem sentido, e provavelmente com toda intensidade em meu ser, manifestos nos mais complexos sentimentos desconexos da realidade fática que me oprime.
Sei lá sabe? Neste pensamento acelerado, submerso em tantas palavras, gerindo as glossolálias exprimidas, mediante um aflito espírito atônito, confrontando o silêncio sepulcralde respostas inalditas, doa mistérios ressurgentes, que abarca toda a vida.
De onde menos esperamos é que se manifestam as decepções, pessoas que consideramos repentinamente ferem os nossos corações. Lições para a vida, breves reflexões.
Vou indo, na estrada da vida, seguindo em frente, em constante partida. Porque o corpo continuamente se refaz, até o dado momento que não mais, terá a capacidade de restaurar a vida, mesmo até, em seus tecidos epiteliais. Sim, os corpos seguem à extinções, e o que fica nesta vida são as memórias, principalmente, as que marcaram os nossos corações.
Cada fase da vida com suas prioridades. Mas chega um determinado momento, que precisamos aceitar a realidade, que estamos neste mundo em breve estadia, que tudo passa de forma repentina que nos assustamos com nossa idade. Sim, os que graciosamente seguem vivos, presume adquirir sabedoria, de modo a compreender perfeitamente que as coisas existem para serem usadas, e as pessoas, para serem amadas.
Nunca é tarde para sonhar. Fazem parte do ser, motivo real do viver. Idealizar algo em sua vida, preparar o ambiente para a realização, persistir nesse objetivo, lutar, lutar e lutar, pois se não estiver dando certo, necessário faz uma revisão, traçar novas metas, novos caminhos, mudar as ferramentas de trabalho, buscar nova direção, inovar, para que dentro em breve, lograr o tão esperado êxito ante o êxodo da trajetória, o rumo norte, doravante o que tanto se almeja, vitória.
Uma força de repulsão, que o impede de ajuntar as partes quebradas do ser. Como a força magnética de polos idênticos de um imã quebrado. É fácil falar em solução, mas tenta reunir os pedaços partidos para ver no que dá?
Ando devagar porque estou envelhecendo, e a pressa não me vale de nada. Sim, vagaroso em meu caminho porque para onde estou indo não tenho pressa de chegar. E assim, sigo sempre nessa estrada.
