Poesias de Gregorio de Matos Guerra
O desdém aquém não importa. O que conta é a genuina consideração de alguém, que te ama e te quer bem.
Amar a mar de rosas, amor a dor em prosas. Amar amor, infâmia dor têm, sentir o retrocesso que no amar vêm.
Olho no olhar, lágrimas a molhar, qual chuva torrencial, e densas nuvens, turva a vista, sem conceber a lucidez. Sem convergir a compreensão, em fugas contumazes da razão, sempre na injunção, a resultante da emoção.
Para realizar grandes coisas, se depender só de você, guarde segredo. Não faltam oponentes a intentar contra seus sonhos, e vê-lo se tornar em pesadelos.
Por vezes, alguém, não consegue esconder, trazem patentes no olhar, falar e no proceder, o ignóbil desprezo por outrem.
Deveras pois unirmos nossas forças para combater, primeiramente o mal interior, que tenta fazer com que destilemos o ódio a outrem. Aproveitemos cada instante para fazer o bem, e assim sejamos luz na vida de alguém.
A amizade verdadeira é um objeto relíquia, não tem preço. Diferente da amizade passageira, que é um objeto de descarte. Assim é a vida, faz parte.
A vida e o trem, algo em comum tem. A todo momento ao embarque e desembarque humanos vêm. Não pedimos para embarcar, muito menos sabemos para onde ir, mas certamente chegaremos ao lar. A qualquer lugar no porvir.
As vezes melhor é o silêncio que dar asas as palavras e estas se lançarem em voos distantes e comprometedores.
A mais nociva falsificação ocorre numa amizade, portar um falso sentimento, muito aquém da real sinceridade.
Sempre haverá um bom porquê, para você lutar e vencer. Mesmo cansado ou desiludido, oportunidades Deus tem nos concedido.
De quando em vez, humanos manifestam lapsos de lucidez, ainda que moral e ética estejam em escassez.
Qualquer dia vamos partir, mas um pouquinho de nós ficará nos corações de muitos que em verdade nos amaram.
Vou indo, mesmo sem querendo, viajando ao desconhecido, a cada instante me surpreendendo, até onde possa ter vivido.
Nos arranques bate ao peito, em constante contrações, vibra os corpos, supre as almas, batidas de bilhares corações.
Ser feliz em meio ao caos, ignorar os aflitos pelo mal. Quem pode suportar a tantas desgraças e se declarar, feliz sem com o próximo importar?
A ânsia de grangear as riquezas materiais desvia-nos das verdadeiras riquezas reais. Nessa louca odisseia, gastamos o que mais precioso existe em nosso finito tesouro, o tempo. E emriquecidos dos tesouros materiais, já não temos onde buscar créditos de tempo para desfrutar de todas as nossas conquistas pessoais, porque gastamos o precioso tempo que não volta nunca mais.
Dizem que tempo é dinheiro, mas o tempo é preciosidade como a vida, e tal como a areia na ampulheta, vai se esgotando naturalmente até ser extinta.
O tempo passa, as coisas mudam, e até o que outrora era imposição por castigo, um dia passa a ser opção de vida, literalmente.
O tempo passa, como a chuva que cai, suas águas seguem seu destino. Assim é a vida, as muitas vidas são como as muitas águas das chuvas, vários destinos sem retroceder nas suas respectivas jornadas. O tempo é riqueza para ser bem gastada, não tem crediário, o pagamento é a vista, imediato.
