Poesias de Gregorio de Matos Guerra
O viver é uma vaidade e cada vida cumpre a sua idade. Uns nem chegam a nascer, outros nascem e mal começam a viver, e todos os nascidos, cedo ou tarde hão de fenecer.
Há quem acredita ter alcançado o conhecimento no todo, mero mortal iludido, sedento por desvendar o oculto e escondido.
Para o mero mortal tudo é relativo, mas ante a grandeza do universo absoluta é a sua insignificância.
O cristianismo religioso cria subterfúgios perante os exemplos deixados por Cristo. Mas os que compreendem a mensagem de Cristo, não compactuam com tais evasivas do correto comportamento que se deve seguir.
Quais velas é a nossa vida, o soprar do vento pode nos extinguir. A todo instante é momento de partida, uns se vão e outros aguardam sua ida.
Humanos se sentem poderosos por ocupar cargo ou função elevada, se esquecem para onde brevemente seguirão, um lugar onde não há ciência nem labor. Onde estão os proeminentes da Historia? Foram-se os seus dias de glória.
As vezes incomodamos tanto, seja por palavras ou mesmo por existir, mas a vida é um mistério, e até os que incomodam, um dia farão falta.
As redes sociais tem algo de bom, ou mesmo ruim, em que tudo quanto postamos fica registrado, e em chegando o dia de nos ausentarmos deste plano, os que um dia nutriram bom sentimento por nós poderá enfim saciar a saudade.
Mentem o tempo inteiro, mas a verdade é luz que não se pode ocultar, cedo ou tarde cumpre seu proposito que é brilhar.
A cada instante nos despedimos de nosso ser, nesse ciclo existencial, morte e vida intrinsecamente ligadas, vence a morte carnal, restando saber algum dia, a eterna vida espiritual.
O orgulho e a altivez serão sepultados de uma só vez. Não tem grande ou pequeno que possa subsistir, o fim da vida a extinguir.
Água e pó constitui meu ser, assim também toda espécie animal ou vegetação. Vidas que dó pó vieram, para ele retornarão.
A cada suspiro, menos alguns segundos de lida. Sim, porque estamos de partida, e a qualquer momento, há de se extinguir a vida.
Estamos confinados e nem percebemos, e a cada instante vários são os eliminados. E nessa lida, quem poderia salvar a própria vida?
Estamos de partida, e na correria da vida, sem tempo de se despedir. Sim, a qualquer momento vamos partir.
Estou de partida, não sei para onde vou. Sem rumo estou, sem chão sem razão, apenas aflito e ferido o coração.
Humanos, seres incríveis e dotados de grande capacidade para criar problemas que desaparecem quando partimos desse plano existencial.
Palavras rudes são lancinantes, traspassam a alma, geram cicatrizes e volta e meia anunciadas por novas investidas verbalizadas.
Vem no seu tempo, numa constante, se abre para a vida, toda exuberante, espanhando sua fragrância, em odor marcante, sua beleza é reluzente e sua existência marca para sempre a vida da gente.
