Poesias de Dor
Não pegues no meu coração
e disponhas na tua parede
não sabes o que ele trás dentro
deste batimento fechado.
Pergunta antes se ele é teu
marcação da palpitação
vibra de amor e dor
que não é tua não.
Talvez surjam dúvidas em seu caminho
E tudo bem, elas servem para te orientar
Mas não desperdice tempo
Ele é precioso
E pessoas não esperam
Vidas seguem
E duvidosos são deixados para trás
Egoísmo
Sei que já não sou nada para vc
Além de palavras em um e-mail
Além de alguém que passou e é passado
Além de uma dor de dente
Um espinho arrancado
Sei que já não sou nada para vc
Além de uma encheção de saco
Além de tempo perdido
Além de um fardo
Mas o meu egoísmo é muito chato
Não me deixa dormir, fico como diria a música "alucinado"
É muito ruim não ouvir sua voz,
Não ver o seu sorriso
Ficar apenas ficar com a lembrança de tudo isso.
Quando eu já nem sentia
O cheiro de cigarro e suor não me injúria
A água do chuveiro doía
O som do quarto ligado eu nem mais ouvia
O cabelo engrenhado de 7 dias eu já nem sentia
E quando eu já nem sentia
Nem o espelho eu mais via
O filme que preferido virou alegoria
De quando eu sentia
E agora, a sujeira na casa eu já nem mais via
E nem lembro de quando sentia
desejo de amar
o medo de amar a quem não desejas o amor na qual venho a demonstrar neste mundo de rancor,
desespero-me em busca do tal
em busca da admiração, na tinta vejo-me a alma do pintor, a tela lhe retrata a alma do pecador, a imperfeição na qual admiramos....
a lua em sua forma de beleza e ternura, o vento gelado que paira em nossos corpo, o arrepio das espinhas...
neste caminho sem vida, tento buscar a cor, o badalar do pincel que demonstro o meu amor,
o sangue no papel,
um ser em busca de amar
uma beleza para admirar
quero petrificar
apreciando a arte até que a morte venha me buscar.
A luz da esperança -19/05/2023
E eis que surge a tão esperada luz no fim do túnel.
A esperança,
Um alento.
Deus tem sido minha força!
Meu melhor amigo,
Meu consolador.
Um lindo colorido dá lugar aos tons monocromáticos.
As lágrimas que ficaram sufocadas,
Estão se transformando em novos projetos,
Novos sonhos.
A história que Deus escreveu para mim
É linda e perfeita!
A dor está sendo resignificada.
E eis que no próximo capítulo está escrito: SUPERAÇÃO!
Se eu posso, você também pode.
Crer, contemplar,
O lindo céu azul
E a alegria no novo dia raiar.
Metades
Corações e almas em fragmentos, corpos divididos, emoções que se repelem e se encontram. Uma parte da minha alma quer desesperadamente tua boca colada na minha, e a outra, quer distância dos teus carinhos que só vem pela metade. Parte do meu ser quer tirar tua roupa, lamber teu corpo inteiro e venerar tua nudez, a outra, quer esquecer toda a dor que esse mesmo corpo me causa.
Parte de mim sente infinita tristeza por não saberes amar e por não quereres viver a vida como ela deveria ser vivida, com força e intensidade, a outra, é feliz e completa apenas por saber que tu existe, e que teu rosto é um farol nas névoas mais densas da minha alma. Parte de mim quer dormir contigo todas as noites, a outra, quer fugir da tua presença. Metade de mim quer te fazer gemer de prazer, a outra, te fazer gritar por socorro. Como o dia e a noite, como o amanhecer e o entardecer, a sombra e a luz. Metades que se buscam e se repelem, metades que se completam e se desintegram. Lados de um mesmo problema, faces de uma mesma solução. Cara e coroa, homem e mulher. Amor e paixão. O tudo e o nada.
Porque eu te amo, mas também te odeio. Porque nunca quero pensar, mas nunca deixo de me lembrar. Porque és tudo, ainda que não sejas nada e porque mesmo estando aqui pela metade, tens o meu tudo.
São os nossos medos internos o
Único motivo da submissão
Deixamos de evoluir e
Interrompemos sonhos.
Ter benesses demais
Oculta a vontade de pensar.
Mas um dia será demasiado esforço, excessiva dor, e você esquecerá como se esquece um compromisso sem muita importância. Uma fruta mordida apodrecendo em silêncio no prato.
O melhor era mesmo calar. Outra coisa: se tinha alguma dor e se enquanto doía ela olhava os ponteiros do relógio, via então que os minutos contados no relógio iam passando e a dor continuava doendo. Ou senão, mesmo quando não lhe doía nada, se ficava defronte do relógio espiando, o que ela não estava sentindo também era maior que os minutos contados no relógio. Agora, quando acontecia uma alegria ou uma raiva, corria para o relógio e observava os segundos em vão.
Não sei por que você não me alivia a dor. Todo dia a senhora levanta a persiana com bruteza e joga sol no meu rosto. Não sei que graça pode achar dos meus esgares, é uma pontada cada vez que respiro. Às vezes aspiro fundo e encho os pulmões de um ar insuportável, para ter alguns segundos de conforto, expelindo a dor. Mas bem antes da doença e da velhice, talvez minha vida já fosse um pouco assim, uma dorzinha chata a me espetar o tempo todo, e de repente uma lambada atroz. Quando perdi minha mulher, foi atroz. E qualquer coisa que eu recorde agora, vai doer, a memória é uma vasta ferida. Mas nem assim você me dá os remédios, você é meio desumana.
Fiz do meu prazer e da minha dor o meu destino disfarçado. E ter apenas a própria vida é [...] um sacrifício. Como aqueles que, no convento, varrem o chão e lavam a roupa, servindo sem a glória de função maior, meu trabalho é o de viver os meus prazeres e as minhas dores. É necessário que eu tenha a modéstia de viver.
É mais do que a dor da ausência, é o passado que arromba a vida da gente e nos aponta o dedo, e pra qualquer lado que eu olhe não há inocentes. (...) E amigo é isso, aquele que a presença conforta sem precisar de muito gesto ou dramatização.
Não pise na bola, nem cometa erros comigo. O troco pode doer, e se depender de mim, a dor não passará tão cedo.
Sabe a sensação de arrancar um doce de uma criança? Pois é, sou essa criança. E dói. Uma dor cujo único remédio é a sua presença. Então sigo assim, penso em você, sorrio, sofro e rezo, peço pra Deus cuidar da gente, amenizar essa dor e trazer logo a minha cura.
"O quão sagrado é ser absurdamente feliz mesmo sabendo a dor que vem depois. O quão sagrado é ver pureza em tudo o que você faz, ainda que você faça tudo sendo um grande safado. O quão sagrado é abrir mão de evoluir só porque andar pra trás é poder cruzar com você de novo.Não é amor não. É mais que isso, é mais que amor. Porque pra te amar mais, eu tenho que te amar menos. Porque pra morrer de amor por você, eu tive que não morrer."
Se não buscasse um deus exterior terminaria por endeusar-se, por explorar sua própria dor, amando seu passado, buscando refúgio e calor em seus próprios pensamentos, então já nascidos com uma vontade de obra de arte e depois servindo de alimento velho nos períodos estéreis. Havia o perigo de se estabelecer no sofrimento e organizar-se dentro dele, o que seria um vício também e um calmante.
“Pode chorar querida, não é um erro, é uma necessidade. Você precisa colocar pra fora toda a dor que já lhe causaram. Você está sendo forte por guardar isso tudo só pra você, nunca se julgue fraca porque você não é. E eu sei, você sabe, e todas as garotas do mundo sabem como é isso. Só continue sendo forte.”
A cruz deles é esquecer-se de sua própria dor. É nesse esquecer-se que acontece então o fato mais essencialmente humano, aquele que faz de um homem a humanidade: a dor pessoal adquire uma vastidão em que os outros todos cabem e onde se abrigam e são compreendidos; pelo que há de amor na renúncia da dor pessoal, os quase mortos se levantam.
