Poesias de Dor
Sozinho
na escuridao
tenho por companhia
apenas minha dor
Vagando
pelo breu
que se tornou
a minha alma
uma chama
o meu amor
que ninguém pode
apagar de mim
nem mesmo você
Viver o karma é sentir dentro de nós,
No momento presente,
A dor daquilo que de errado fizemos
Fora de nós.
O karma não é um castigo é um acerto!
Sou apreciador das histórias tristes,
as que nos trazem a dor do aprender.
Já com as felizes nada se aprende,
a não ser, a dor de nada saber.
A dor d'alma dilacera em silêncio.
Vem em gotas de frustrações diárias.
Surpreende num surto em pleno ócio.
Veneno lento que esgana várias esperanças. Sem piedade, assiste ao desmoronar interno, tijolo a tijolo. Sufoca com mãos pequenas. Triste ver o corpo murchar, perder o viço, desencantar junto às rugas profundas que marcam a vida. Uma flor esquecida, sem regas. A beleza dessa dor pungente não transparece fácil, é urdida pelas mãos do poeta dormente.
Meus olhos verdes brilhantes...
estão opacos
perderam a cor
com tanta dor.
Meus olhos verdes
amadureceram
com tanta paulada
apodreceram.
Meus olhos verdes
que te viram vindo... tão lindo
hoje... quase não veem
a sua imagem pouco a pouco está sumindo.
Meus olhos verdes... eram tão lindos!
E eu só queria que você me cuidasse
como a menina dos teus olhos.
Cor e Dor-
Não entendo onde errei
Para o mundo me humilhar,
Me sinto desprezado
Até por quem deveria me ajudar.
Então busco alguém que
Me explique qual é a graça,
Em destruir teu próprio irmão
Por conta de sua raça.
Pessoas atravessam a rua
Para não passar na minha frente,
E se eu Nascesse branco?
Seria diferente?
Talvez o problema seja o Ser Humano,
Um animal frio e desequilibrado,
Graças a esse imenso ódio
que lhe tem envenenado.
Pois foi por Preconceito,
Que Luther King morreu,
E o sangue que dele escorria
Tinha a mesma cor do seu.
O amor nunca acabará
E a dor sempre se estabelecerá
Ela pode até se acalmar,
Mas não terá como fingir não sentir
A ferida pode até um dia se fechar,
Mas as cicatrizes são eternas
Ninguémsabe quem sou
e nem de onde venho,
só eu carrego a minha dor,
luto muito pelo que tenho
Ninguém pode imaginar
tudo que na vida já passei,
andei depressa e devagar,
mas bom caminho tracei,
Sigo sempre pela reta,
para conseguir ser melhor,
viver bem é minha meta,
sou da paz e do amor...
E eu também já me suicidei.
Não é pela vida, mas para acabar com a dor. E foi assim que já me suicidei, inúmeras vezes, por inúmeras dores. Suicidei aquele amor que me fazia mal naquele instante, mas que depois não havia mais como revivê-lo. Suicidei-me por medo por não abrir aquela porta, por angústia de ser tão difícil realizar aquele sonho, pelo sorriso que não dei, pela mão que não estendi, suicidei-me aos poucos. A dor desaparecia, mas com ela pedaços da minha história. O medo crescia e com ele o momento de me reerguer, momento de renascer, momento de parar e enfrentar, sabia, era inevitável. Suicidei-me enquanto fugia dos problemas, enquanto empurra os problemas para o amanhã. Suicidei-me toda vez que desistia de um sonho, de um desejo, suicidei-me quando desisti do amor. Mas há sempre um novo dia para provar que a dor passa, que o medo acaba, que os erros você corrige e que suicidar-se não é a única opção e nesse novo dia você nasce mais forte. E como o sol todos os dias supera a noite, você aprende a se superar. A vencer o seu próprio medo, a parar de recuar e, finalmente, avançar. Enfrente, mas sempre em frente. Vivendo por você, pelo seu sorriso, pelo que você ama, vivendo pelo que realmente importa: ser feliz. Suicide-se, mas para renascer mais forte, mais focado, mais determinado, para, enfim, viver a vida que sempre quis viver.
Que você não se encolha para caber em lugares que não te comportam.
Que não silencie sua dor para manter paz que não é real.
Que não se acostume com migalhas onde o seu coração merece mesa farta.
Que Deus fortaleça a sua alma no meio do caos,
te dê coragem para dizer não,
e leveza para escolher o que te faz inteira.
Você não nasceu para sobreviver.
Você nasceu para florescer.
Edna de Andrade
Tudo vem para ensinar...
Crescemos com a dor...
Crescemos com o amor
E tudo faz parte de nossas escolhas...
Embora aceitemos ou não.
Um me ensinou o amor
Um me ensinou a paciência
E um me ensinou a dor
Agora, sou tão incrível
Dizem que amei e que perdi
Mas não é isso que eu vejo
Então, olhe o que eu consegui
Olhe o que você me ensinou
Despedida
E na hora da despedida
Saudade antecipada
E dor desmedida
O Adeus ansiando a vinda
O abraço que parece ser o ultimo
O Pranto que soa como em um velório
A separação machuca quem vai
E fere quem fica.
Fuja, fuja
Um dia, não sentiremos mais essa dor
Leve tudo embora
Sombras suas
Porque eles não me deixam ir
Deixa o tempo fermentar nas tuas feridas.
Não interessa a dor mas a cicatriz.
Interessa o coágulo que quer ser forma na pele,
rugoso, bem visível ao olhar e ao toque,
para que não te esqueças.
O tempo escolherá por ti que feridas sarar,
ou deixar para sempre abertas
Ninguém disse que iria ser fácil...
Ainda me lembro bem daquela quinta-feira
Cinco malandro em volta da fogueira
Ouvi o grito de dor de um homem que falava a verdade
mas ninguém se importava
Botando pra fora tudo o que sentiu na pele
Mas ninguém lhe dava ouvidos não
Deixou a marca da fogueira que acendeu pra se livrar do frio que mata
Miséria impune, notável, sincera não acaba nunca
Parecia inofensiva, mas te dominou, te dominou, te dominou, dominou
Parecia inofensiva, mas te dominou, te dominou, te dominou, dominou
AMOR
O importante
é que o amor
é maior do que
a dor
não deixa a alma
desprotegida
e serve de alicerce
na construção
de uma nova vida.
Tenho personalidade forte demais, e o que tenho dentro de mim, dor profunda e um amor próprio surreal, amor esse que a pouco tempo conquistei, e o que sou, como sou, foi construído com esse amor. Não o troco por nada, não sou certo, nem perfeito, mas amo como sou, esse é o meu melhor para mim.
Aqui, existe o que jamais imaginei encontrar...
Seu olhar
Um simples olhar, pode mostrar
Um sentimento que não
quer se expressar...
Uma dor que não quer aparecer
Um amor que está prestes acontecer
Seu olhar diz muito sobre você.
Depressão
Trago dentro de mim minhas mágoas e dor.
Dores que só a mim pertence.
Magoas que eu mesmo cultivei.
Medo de magoar me escravizei .
Para com palavras não machucar me machuquei.
Lâminas afiadas alimentava minha dor.
Uma dor que deixava o silêncio .
Silêncio para ser visto,é ignorado mas criticado.
Todos vem o que não quer ser visto.
Fechan os olhos para não ver.
Marcas ficam por dentro e por fora.
Dentro nunca se apaga .
Por fora são apenas mendigos na sociedade .
Mas dentro de mima amor.
Dentro de mim a paz.
Sonho em fechar os olhos.
Que minhas mágoas se apague com a falta de luz .
10/04/2017 a.:t.:d.:mesquini .
