Poesias de Amor Proibido
É Tarde (16/08/01)
De que adianta seu amor agora
Se quando te amei você nem ligou
O quê me importa seu carinho agora
Se já é tarde para eu te amar
O quê me interessa seu sofrimento agora
Se quando eu lhe quis você nem mesmo soube dar amor
O que me leva a pensar da tristeza em seu olhar
Têm-se mais tristezas no meu
De que valem suas palavras agora
Se quando as disse você nem ouviu
De que valem seus sentimentos agora
Se os meus já se esvaíram
De que vale meu perdão agora
Se não existe mais essência para perdoar
O que me leva ter que sofrer por você agora
Se sempre sofri e você nunca percebeu
O que me vale ser cedo para você agora
Se para mim você já morreu.
CONDENAÇÃO (03/2001)
É ímpar, é demais poder amar
Mas amor é como o satanás
Faz proteger o nome do condenado
Precisando usar codinome para o ser amado
A sociedade não permite
Um amor assim tão alvo
Tão leve, tão solto, tão verdadeiro
Mas que nada tem de arbitrário
O satanás quem criou o dinheiro
Quem criou os valores materiais
Mas Deus criou o amor
Para combater o satanás
Quem é o homem?
Que se julga capaz de condenar
Um amor assim tão presente
No íntimo de um ser?
A liberdade existe
Mas na insensatez
A sociedade
Protege-se com Deus
E ama o satanás
Como um carrasco
Usando sua lâmina afiada
Cravando no coração amante
Mata morbidamente este amor tão presente.
O relacionamento acabou mas existe amor?
O ódio, a vingança se apresenta.
E o vazio? Que tormenta!
E chora-se e ri-se.
O corpo fica esquálido.
Os olhos não veem os campos, as ruas e as cidades.
Não se escuta os cumprimentos, são sussurros desnexos.
Quer-se a amizade?
Não, não existe possibilidade – É amor.
Sente-se a senhora de cetim negro, mais próxima.
Caminha junto a todos os passos.
Então o que é melhor?
Lembrar-se que a vida é uma peça de teatro,
E o vivido não foi mais que meio ato.
Simplesmente
Simplesmente seja o amor no meio de tanto desamor.
O abraço que tira a saudade.
O sorriso que traz paz.
Seja o agora,
E não o depois.
Seja a flor do jardim.
Seja você também no fim.
Amor não é só química — mas também não existe sem ela.
É quando os hormônios acendem a chama,
e as escolhas diárias decidem mantê-la acesa.
Amor não é só química,
mas confesso, ela dá um empurrãozinho.
Hormônios fazendo a festa,
coração dando risada,
e eu lá, tentando entender o que aconteceu.
No fim, é escolha diária,
porque até o “te amo” precisa de manutenção!
Amor à primeira vista não existe. Sua complexidade em sentimento desvanece-se, tornando-se inexistente diante dos verdadeiros e primordiais sentimentos. O amor, em sua essência, é tédio ressignificado e transformado em algo maior: compreensão, resiliência e doação. Ele toma uma parte da alma e a molda, alimentando uma nova forma — sutil e subjetiva — dotada de serenidade.
Essa forma se torna o aspecto daquilo que almeja ser: um verdadeiro e existente amor autêntico. Livre da superficialidade do desinteresse, ele ascende para a plenitude da abnegação. Este ato final eleva o indivíduo, conferindo-lhe virtudes: integridade e honra, os alicerces de um amor que transcende o efêmero e habita o eterno.
Tantas pessoas dizem que amam.
Pensam que amam.
Mas o que é o amor, senão a renuncia, senão o cuidado e o bem querer.
Como disse um homem sábio: "Se não ama ao irmão que está vendo, como pode amar a Deus que não ver".
O amor é nascido na dor e mora no coração de quem quer o bem do outro, que quer ser o bem, que ser o merecedor do bom retorno. O amor é amar a se mesmo estando no outro.
Uma boa mensagem pode ser
recebida, um carinho você
ganhou ou um amor pode
chegar em sua vida. Mas se
você não estiver com o
coraçãozinho aberto, não vai
poder ler a mensagem, receber o carinho ou ter esse amor. A mudança e a
"melhora" vem de você. Seja a
você a novidade de sua vida.
A primeira vez no amor é uma viagem louca. Faz você perceber que não viveu o suficiente. Você se sente abençoado por ter amado. Te faz parecer que estava adormecido e te traz as memórias de sensações no coração, que nunca teve antes.
Melhor amar e perder, que nunca ter amado. Mas melhor ainda é amar e estar com essa pessoa maravilhosa que alcançou o seu tesouro, o seu coração.
Você merece o meu amor genuíno e livre de qualquer impedimento.
Você deve ser amada como as histórias de amor que li.
O que você tem de mim não foi o que eu permitir, foi o que seu amor forçou e conquistou.
Sou seu não por querer, mas por direito, por mérito de ter alcançado meu coração assim.
Assim. Eu acredito no amor de dois tipos, o incondicional e o da admiração.
Sendo o incondicional o mais louco e o que mais faz sofrer, conforme o tempo vai passando, quem ama desse jeito acaba se submetendo a quase tudo, caso o outro não seja uma boa pessoa, quem ama sofre e se humilha muito.
Já o amor da admiração é um amor de respeito próprio, é um amor inteligente, você ama a pessoa pelo que ela é, pelo caráter e pelo seu valor.
Ambos são amor, mas para dar certo, a pessoa amada deve ser muito madura e boa pessoa.
Quem nunca perdeu um amor por causa da distância, briguinhas e medos?
Então nem todo ditado que você conhece sobre o amor é verdadeiro.
A dor da ausência é um peso que fica,
um eco de riso perdido no ar,
mas o amor, forte, nunca se enfraquece,
guarda memórias que vêm confortar.
Cada lembrança é um toque suave,
uma chama que insiste em não se apagar,
pois quem tem saudade traz força e coragem
pra honrar o amor que não vai mais voltar.
"Só quem ama sente saudades,
só quem perdeu sente a dor forte.
Não importa se é a distância que separa
ou é a própria morte.
Quando a ausência passa a ser o último vestígio do amor que um dia floresceu, ela se torna tanto dor quanto memória viva. A falta carrega em si um paradoxo: é prova de que houve amor, mas também seu fantasma, rondando cada pensamento e cada gesto. Nesse espaço onde o amor deixou de existir em presença, a ausência ocupa o trono, governando seu coração com lembranças e saudades.
Mas a ausência não é apenas vazio: ela nos convida a revisitar o que fomos juntos, a valorizar o que aprendemos e a questionar o que ainda podemos ser. Se a falta é tudo o que resta, talvez ela seja também o ponto de partida para reconstruir-se, para sonhar outras formas de amar, outra forma de ser amado. Porque, no fim, é justamente na saudade que guardamos o maior tesouro: a prova concreta de que fomos capazes de amar de verdade.
Assim, mesmo que a falta pareça reinar absoluta, ela pode nos sussurrar lembranças que acendem a esperança. O amor, mesmo ausente, continua vivo enquanto houver memória, enquanto houver o desejo de reencontrar-se – seja em quem fomos, seja em quem podemos vir a ser.
Meu amor por você é um acordo entre:
Os olhos que te acham linda.
Minha boca que ama seu beijo bom.
Minha mãos que adoram sua pele.
Meu coração que te ama.
Mieu cérebro que sabe que você pode me fazer feliz.
Não há homem nenhum a quem o próprio amor não inspire actos de bravura e não torne igual aos bravos por natureza!
A comunicação é a ponte por onde o amor caminha, ligando almas e corações por meio da verdade, da empatia e do desejo ardente de compreender. É nesse entrelaçar de palavras e silêncios que a essência do sentir se revela."
— Diane Leite
Texto autoral site Pensador.
Amor Incondicional
Ama-se na ausência,
No silêncio faz morada.
Não pede, não cobra, não força,
Acolhe, transforma, é jornada.
É toque sem tocar,
Luz no olhar perdido,
Aceita o outro inteiro,
Mesmo que venha partido.
Não vive de condições,
Ama por existir.
É um campo infinito de flores,
Onde a alma escolhe fluir.
– Diane Leite
O que aprendi quando parei de exigir amor"
Por Diane Leite
Desde pequena, entendi que ninguém tem a obrigação de me amar. Quando o primeiro amor que conhecemos falha — aquele que vem da mãe — a vida nos ensina cedo que o amor não é garantia, é escolha. E, quando se compreende isso, algo muda para sempre.
Eu parei de correr atrás.
Parei de me explicar.
Parei de tentar convencer alguém a ficar.
Parei de insistir onde já não havia espaço para mim.
Hoje, se alguém escolhe ir, eu deixo.
Mas se escolhe ficar, terá o melhor de mim — inteiro, verdadeiro, leve.
Não porque preciso agradar. Mas porque eu quero doar.
Aprendi que amor não se exige, se cultiva.
Que presença não se implora, se atrai.
E que quem merece, vibra comigo, cresce comigo, floresce comigo.
Não, não é orgulho. É cura.
Não é frieza. É paz.
Não é jogo. É maturidade.
O amor próprio me ensinou a economizar energia com quem não vibra na mesma frequência.
E desde então… minha vida só floresce.
