Poesias com Nomes de Pessoas
Na arena do poder e da promessa,
Erguem-se nomes em palanques de ilusão,
Mitos criados sob a pressa,
De quem busca no homem a salvação.Messias que caminham pela terra,
Mas não operam o milagre da mudança,
Entre falas de divisão e guerra,
Que roubam do povo a confiança.Negam o fato, a ciência e a história,
Em nome de um projeto familiar,
Constroem palácios de falsa glória,
Deixando o país a esperar.Não precisamos de heróis de argila,
Nem de dinastias que prometem o céu,
A verdadeira força se perfila,
No povo que desperta do véu.
Quem guarda amigos dentro do peito
não leva só nomes ou histórias bonitas...
leva casas inteiras feitas de afeto.
São presenças que acolhem até de longe,
lembranças que sorriem por dentro
e silêncios que dizem: “tô aqui”.
Porque amizade de verdade
é quando a alma reconhece abrigo
no jeito do outro existir.
— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna
Agora
O passado sussurra em silêncio,
carrega nomes, rostos e arrependimentos,
como folhas que o tempo não levou,
mas que o coração aprendeu a guardar.
O futuro…
é um céu sem forma,
um caminho sem pegadas,
uma promessa que ainda não nasceu.
Mas o presente ah, o presente é vida pulsando no peito,
é o único instante que respira conosco,
é o milagre simples de ainda estar aqui.
Não carregue o ontem como corrente,
não tema o amanhã como sentença.
Abra as mãos para o agora,
sinta, viva, permita-se existir.
Porque a vida não mora no que foi,
nem se esconde no que será.
A vida mora neste instante…
e ela está chamando por você.
“A pessoa com Alzheimer pode esquecer nomes, datas e lugares, mas sua dignidade jamais deve ser esquecida por quem cuida.”
Do livro Alzheimer — Se Eu Não Lembrar, Me Abrace Mesmo Assim. Eu Ainda Estou Aqui, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.
“A caridade pode salvar vidas, mas também pode apagar nomes quando não reconhece a história de quem recebe.”
Do livro A Roda dos Excluídos — Histórias Giradas ao Silêncio, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.
“Por trás dos muros havia mais do que diagnósticos: havia nomes, histórias, corpos, medos e vidas que pediam escuta.”
Do livro Por Trás dos Muros — A História dos Manicômios no Brasil, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.
Quem te habita?
Quem são os nomes que você chama quando a noite pesa?
Quem são as presenças que fazem sentido, que ficam?
Quem te enche o peito de amor sem pedir nada em troca?Com quem você pode tirar a armadura e ser só você?Com quem o silêncio é casa, e não guerra?
Quem te conhece por dentro?
Não a versão que você ensaia, não o que você poliu pra parecer ideal, correto, interessante...Mas o que você esconde até de si.
Com quem o seu tempo vira tesouro e não conta?
Porque quando a gente para pra olhar,
descobre: tem valor perdido pra resgatar.Tem gente que precisa chegar mais perto.E tem gente que precisa ir embora.
Tem os que dizem “conte comigo” com a boca cheia de contrato e o coração vazio de presença.
Amigo não se vende.
Amigo se reconhece.
_Jane Silva
27/06/2026
Através do tempo muitas mulheres corajosas não se intimidaram e muitas tem os seus nomes escritos na história!
#bysissym
Os "demônios" do passado, embora com outros nomes, continuam a assombrar a vida humana. Antigamente, eram chamados de Lúcifer, Azazel, Belzebu, Behemot, Balaão e outros nomes que representavam as forças do mal, do caos e da destruição. Hoje, essas forças têm novos nomes: Depressão, Síndrome do Pânico, Desrealização, Bipolaridade, Angústias e outros distúrbios que afetam a mente e o espírito das pessoas.
No passado, os "ajudadores" ou figuras de autoridade espiritual eram os padres e exorcistas, que buscavam expulsar esses males do corpo e da alma. Hoje, são os psicólogos e psiquiatras, que ajudam as pessoas a enfrentar esses monstros internos através da terapia, do autoconhecimento e, muitas vezes, de medicação.
E, ainda assim, a "cura" para esses "demônios" modernos muitas vezes exige mais do que apenas tratamento médico ou psicológico. Ela também envolve uma mudança profunda da vida, que pode incluir mudanças de estilo de vida, de valores, de rotina, de relacionamentos e até mesmo da maneira como interpretamos o mundo. A cura, em muitos casos, passa por uma reavaliação das nossas verdades, das nossas crenças, da nossa visão de vida e de mundo, até mesmo da nossa fé. A transformação que é necessária para enfrentar esses "demônios" exige uma mudança de percepção, uma nova forma de enxergar e viver a realidade.
O que permanece é a constante busca pela paz interior, pelo equilíbrio emocional e pela libertação dessas forças, sejam elas com o nome que tiverem.
A memória
A memória é uma biblioteca curiosa.
Esquece datas, confunde nomes, mas guarda para sempre aquilo que nos transformou.
Nem tudo o que permanece continua vivo. Mas tudo o que nos muda permanece.
Há nomes que homens tentaram apagar,
mas Deus os guarda como quem guarda promessa.
E aquilo que foi usado para te envergonhar
será o cenário da tua restauração. miriamleal
Deus é o guardião dos nomes injustamente manchados.
Ele vigia sobre aquilo que foi ferido por mentira,
Ele sela com justiça aquilo que foi rasgado por acusações. miriamleal
Títulos: São Tiros
São tiros atrás de tiros
Nomes aqui me inspiram
Às vezes rio como o Coringa
À procura de um sentido
Em uma sociedade que me mata
Com políticas que me escravizam
E uma economia que me rouba
Sou apenas um número, um nome
Teu amor, me ilumina
Para minha dor, é aspirina
Sem o senhor, sou comida
São tiros atrás de tiros
Nomes aqui me inspiram
Sou rodeado por inimigos
Que se parecem com amigos
Teu brilho é um instinto
A ver se eu vivo
Em um mundo de ódio e medo
Onde a justiça é um sonho
E a igualdade é uma mentira
Sou apenas um jovem cansado
Teu amor, me ilumina
Para minha dor, é aspirina
Sem o senhor, sou comida
São tiros atrás de tiros
Nomes aqui me inspiram
Você importa?
Eu importo?
Quem importa?
Por que devemos importar?
Somos nomes escritos na fumaça,
Promessas levadas pelo vento.
Cada certeza muda de lado,
Quando o tempo muda o argumento.
Você procura um lugar no espelho,
Eu procuro um espelho no lugar.
Talvez a resposta nunca exista,
Ou apenas tenha medo de falar.
Se tudo passa...
O que permanece?
Se tudo pesa...
Quem é que merece?
Você importa?
Eu importo?
Quem importa no final?
Por que devemos importar,
Se o mundo gira sem pedir permissão?
Você importa?
Eu importo?
Ou só importa acreditar?
Talvez ninguém importe para todos...
Mas alguém sempre importa para alguém.
A multidão escolhe seus heróis,
Depois esquece seus próprios nomes.
Constrói castelos sobre aplausos,
E ruínas sobre os homens.
Cada vitória perde o brilho,
Cada derrota muda de cor.
Talvez o fracasso seja liberdade,
E o sucesso, outro tipo de prisão.
Quem mede o valor de uma vida?
Quem escreve a última palavra?
Quem separa o eterno do instante?
Quem responde quando o silêncio fala?
Você importa?
Eu importo?
Quem importa quando a luz se apaga?
Por que devemos importar,
Se até as estrelas um dia se calam?
Você importa?
Eu importo?
Talvez a pergunta esteja errada.
Porque, no fim,
Quem procura tanto por importância
Talvez nunca descubra o sentido de existir.
Você importa?
Eu importo?
Quem importa?
Por que devemos importar?
...Ou será que apenas existimos?
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Guardamos nomes em gavetas trancadas da mente, esperando que o esquecimento faça o trabalho que o tempo negou. Contudo, basta um aroma esquecido no ar ou uma canção distante para que a chave gire e tudo volte à superfície. A memória é esse lugar sem lei onde o passado insiste em ser o presente mais doloroso que podemos carregar.
- Tiago Scheimann
Estevão & Esther
— nomes que ainda moram no amanhã, mas já respiram no meu peito como promessa viva.
Antes mesmo dos seus passos ecoarem pela casa,
meu amor por vocês
já aprende a existir.
Se um dia o mundo pesar,
segurem na minha voz,
ela vai lembrar que vocês
nasceram de um sonho bonito.
Não de perfeição,
mas de verdade, de entrega,
de um amor que decidiu ficar mesmo sem garantias.
Quero ser abrigo quando
a chuva vier sem aviso,
e também vento leve quando precisarem voar.
Ensinar sem prender,
cuidar sem sufocar,
amar de um jeito que nunca falte, mesmo em silêncio.
E quando crescerem e seguirem seus próprios caminhos,
levem com vocês a certeza que sempre terão um lar.
Porque antes de serem meus filhos…
vocês já eram meu motivo de acreditar.
Além da Amizade
A gente era riso solto no mesmo tom,
dois nomes ditos como se fossem irmãos,
dois mundos cabendo num só som,
sem perceber o que eram nossos corações.
Falávamos de tudo, sem medir
o peso leve de existir lado a lado,
como se o destino fosse só nos unir
num laço simples, confortável, sagrado.
Mas veio a distância, fria, sem pedir,
e levou tua voz do meu cotidiano.
E o que era fácil de dividir
virou silêncio em cada intervalo humano.
Eu achei que era só falta de costume,
saudade comum de quem se quer bem…
mas havia um fogo que não tinha nome
que queimava quieto por ninguém.
E você… também sentiu o vazio,
como se o mundo perdesse o sentido.
As conversas voltavam como um frio
lembrando o que tinha sido vivido.
Não era só amizade a nos prender,
era algo que doía mais do que parecia,
era vontade de ficar, de não perder,
era amor que fingia que não existia.
Até que o silêncio não coube mais em nós,
e o tempo trouxe o que estava escondido.
Dois corações voltando a ter voz,
dois medos finalmente vencidos.
“Eu senti sua falta…” — eu disse enfim,
e o mundo parou só pra escutar.
E você sorriu como quem diz assim:
“Eu também… mas não sei mais negar.”
E ali, sem pressa, sem explicação,
como se o universo soubesse o caminho,
teu olhar encontrou meu coração
e deixou de me deixar sozinho.
O beijo não foi começo nem fim,
foi só o instante em que tudo fez sentido:
amizade virando um jardim
onde o amor sempre esteve escondido.
E rimos depois, como quem entende
que o destino só demorou pra acertar:
“Demorou pra você perceber…” — você disse,
“Demorou pra você admitir…” — eu fui completar.
E o mundo, enfim, deixou de ser só amizade,
porque a verdade cansou de se esconder:
o que era dois virou eternidade
no simples ato de se reconhecer.
Não sei se o destino escreveu nossos nomes
na mesma página,
ou se o universo apenas cruzou
duas almas cansadas de procurar.
Só sei que, desde você,
o impossível deixou de ser lenda.
As bruxas passaram a existir,
as sereias deixaram de ser mitos,
e os feitiços ganharam o teu nome.
Porque há pessoas
que chegam como passagem.
Você chegou como permanência.
E, se um dia me perguntarem
qual foi o maior risco que corri,
não direi que foi amar.
Direi que foi encontrar alguém
capaz de transformar
o meu coração
na morada da própria alma.
Pois você continua sendo
o meu pensamento mais perigoso...
Não porque me destrói,
mas porque me faz acreditar
que existem encontros
que nenhuma explicação alcança.
Para: Bruxinha.
Conspiração das Almas
Não foi o acaso.
O acaso não conhece nomes,
não atravessa tempestades,
não costura destinos
com fios invisíveis de eternidade.
Foi algo maior.
Talvez o silêncio
que o universo guardou
até encontrar duas almas
que já se procuravam
muito antes de aprenderem a existir.
Cansadas.
Não apenas do tempo,
mas de viver pela metade,
de vestir sorrisos incompletos,
de chamar de paz
o que nunca passou de saudade.
Então aconteceu.
Sem promessas.
Sem alarde.
Sem a necessidade de explicar.
Porque certas conexões
não chegam...
elas despertam.
E, de repente,
o mundo ficou menos pesado.
Não porque os problemas partiram,
mas porque havia alguém
capaz de dividir o peso
sem carregar as correntes.
Nunca precisaram estar juntas
para permanecerem presentes.
Há presenças
que moram na lembrança,
na paz inesperada,
no sorriso que surge sem motivo,
na estranha certeza
de que existe um lugar
onde a alma sempre volta.
Escolheram caminhar sobre os muros.
Nem deste lado,
nem do outro.
Porque quem ama a liberdade
não aceita viver aprisionado
pelos limites que o medo construiu.
Duas almas intensas,
incapazes de caber
em sentimentos rasos.
Duas tempestades
que descobriram
que o verdadeiro milagre
não era encontrar calmaria...
Era encontrar alguém
que dançasse sob a mesma chuva.
E talvez seja isso
o segredo que o universo
jamais revelou por inteiro:
existem pessoas
que não entram na nossa vida.
Elas retornam.
Como o mar
que sempre reconhece a areia,
como a lua
que nunca esquece o oceano,
como o vento
que sabe exatamente
onde cada folha deve repousar.
Porque algumas almas
não se encontram.
Elas apenas se reconhecem,
como quem finalmente lembra
de uma promessa feita
antes mesmo do tempo aprender
a contar os dias.
Raízes do Fogo
Eles nasceram no mesmo sopro,
mas em margens que o destino rasgou.
Dois nomes escritos na mesma chama,
condenados ao nunca que o tempo selou.
Ela carregava o sol nos olhos,
um incêndio manso na pele a arder.
Ele era noite em silêncio profundo,
um abismo bonito de se perder.
Toda vida, o mundo os refazia,
em outros corpos, em outros lugares,
mas sempre havia algo entre eles ..
Um fio invisível… e mil altares.
Se cruzavam por um segundo apenas,
num toque que quase chegou a existir,
e o universo, cruel e preciso,
tratava logo de os dividir.
Era amor antes do nome,
antes da carne, antes da dor,
uma raiz cravada no tempo
que nem a morte arrancou.
Mas havia a maldição... Sempre ela...
Como um sussurro preso no ar:
“Vocês podem nascer mil vezes…
mas nunca vão se encontrar.”
E ainda assim, em cada vida,
algo neles insistia em lembrar:
um calor no peito, um vazio estranho,
um quase… que não sabia explicar.
Porque o amor deles não era escolha,
era destino em combustão —
um fogo que arde sem nunca tocar,
raízes presas na mesma escuridão.
E se um dia o erro do mundo falhar,
se o tempo esquecer de separar,
talvez o fogo encontre o próprio caminho…
e finalmente aprenda a queimar.
Livro: @luccisantz by wattapd
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