Poesia sobre Sabedoria

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⁠O Abismo e o Eco

Eles vêm, de olhar vazio,
sem ver, sem saber, sem perguntar.
Marcham—não, rastejam—
com a certeza tola dos que nunca duvidam,
com o fervor triste dos que nunca pensam.

Erguem aos céus um nome, um vulto,
uma sombra que os consome,
um charlatão de feira, um embusteiro de trapos,
que lhes promete um mundo feito de espelhos
onde só veem o que querem ver.

E riem!
Riem do meu desespero,
da minha fúria que a ninguém toca,
do meu nojo que os diverte.
Saboreiam o ódio que os denuncia,
porque sabem que nada os toca,
que nada os convence,
que nada os redime.

E eu, que vejo?
Vejo ruínas erguidas como templos,
mentiras coroadas como verdades,
a história dobrando-se sobre si mesma
como um espectro de vergonha.

Dizem-me: "A história julgará."
Mas que história?
Se forem eles a escrevê-la?
Se o mundo for seu?
Se a verdade for extinta
como um lume apagado no vento?

E então?
E então nada.

Talvez reste apenas o eco,
o resquício de um tempo que poderia ter sido.
Talvez reste apenas este grito—
este grito inútil,
este grito impotente,
este grito que ninguém quer ouvir.

⁠A inteligência emocional não é sobre evitar emoções, mas sobre saber como lidar com elas. Quem domina suas emoções, domina sua vida.
Moabe Teles

Inserida por moabetelesoficial

⁠Entre Sol e Lua.

Ó minha amiga de tempos de sol e luar,
Sonhei contigo sem saber amar.
Antes do amor ter nome ou sentido,
Já te via no futuro, num sonho vivido.

Não foste a primeira escolha do coração,
Mas és refúgio em minha recordação.
Entre jogos e risos, crescemos lado a lado,
Nossos momentos, em fotos, selados.

Sempre soube do teu afeto leal,
Das danças, das brincadeiras, do laço especial.
Aquele beijo, tão breve, inesperado,
Despertou um sentir antes calado.

Perdoa-me, se o tempo nos afastou,
Se o silêncio entre nós se instaurou.
Sinto falta da leveza que havia,
Dos dias de pura alegria.

Que o tempo não apague o que fomos um dia,
E que, em algum amanhã, o destino sorria.
Que possamos reviver, entre abraços e risos,
A amizade que fez de nós indivisos.

Inserida por Zeta

⁠Limites

"Maturidade é saber que respeito é fundamental. Devemos ter pelo outro o mínimo que gostaríamos de receber. A partir de hoje, darei o que recebo de qualquer pessoa. Não somos obrigados a aceitar falta de empatia ou infantilidades. A vida é sobre dar o que temos e entender que o outro não é obrigado a gostar do que recebe."

Inserida por caio_vinicius_3

⁠NINGUÉM SABE TUDO
Por mais sábio que seja, ninguém pode saber tudo.
Uma simples pergunta ao homem do campo é respondida de pronto, mas de difícil resposta ao homem da cidade. Cada um no seu quadrado. Os conhecimentos são direcionados de acordo com o meio e as atividades de cada um. Por esta razão é que devemos respeitar o nosso semelhante sem menosprezo, pois, ele pode nos dar um banho com sua sabedoria. As experiências vividas trazem em seu bojo conhecimentos jamais apreendidos nos bancos escolares. Saber muito não é saber tudo, mas ser humilde em aprender, abrirá a mente para novas descobertas.
Élcio José Martins

Inserida por elciojosemartins

⁠ESCRITOPIA

Escrevo sem saber, mas escrevo
Rebeldia, mas alimenta a alma
Porque na escrita eu grito, sonho, rio, choro e vivo!
No papel eu me permito ser vendaval.
Voar, ser, viver
Ao escrever.

Inserida por iza_gil

⁠"É tão triste ver o quanto as pessoas se vendem!
A saber que tem coisas que não tem preço, a dignidade é uma delas..."

Inserida por ny_19844

⁠Eu conheço o inferno. Já vi muitas vezes. E sou o único que precisa saber disso. É por isso que estou aqui.
(Natsuki Subaru)

Inserida por Hikiaqui

⁠A verdadeira inteligência emocional não está em evitar emoções, mas em saber usá-las a seu favor. Quem aprende a controlar suas reações transforma desafios em oportunidades e cresce em cada situação. Equilíbrio emocional é poder!
Moabe Teles

Inserida por moabetelesoficial

Que a sua própria chave não estava com ele, a isso ainda menino habituou-se a saber, e dava piscadelas que, ao franzirem o nariz, deslocavam os óculos. E que a chave não estava com ninguém, isso ele foi aos poucos adivinhando sem nenhuma desilusão, sua tranquila miopia exigindo lentes cada vez mais fortes.
Por estranho que parecesse, foi exatamente por intermédio desse estado de permanente incerteza e por intermédio da prematura aceitação de que a chave não está com ninguém – foi através disso tudo que ele foi crescendo normalmente, e vivendo em serena curiosidade.

Clarice Lispector
Felicidade clandestina. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.

Nota: Trecho do conto Miopia progressiva.

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Inserida por jaqueabreu_4_1066360

⁠⁠Melhor que uma noite
maravilhosasonhando com você
é saber que acordado
estareiao seu lado
e irei te beijar

Inserida por silvio_flamel

Ninguém sabe oque sinto, por isso julgam antes de saber um detalhe meu! Oque adiantar explicar? Se nem você é nem ninguém entende, e n sei explicar esse sentimento angustiado, talvez seja depressão? Ou a ansiedade? Pode ser apenas um sentimento normal que passar na minha cabeça.
Tem dias que acordo pensando nessa ferida, tem dias que Ando angustiado, pensamentos igual música de ópera! Mais tenho mínima certeza que essa dor nunca saíra de dentro de minha cabeça e alma, mais oque eu fiz de errado? para viver com a consciência pesada ?

Inserida por ellen_mirely_1086484

⁠Me ame pra saber se eu gosto
Nem tudo que sinto é o que mostro
As vezes me sinto como um monstro
Por não cativar o que demonstro

Inserida por thalestkzin

⁠E se é amor, incontestável, verdadeiro e somente,
Fica difícil saber, ter certeza e dizer...
Um poder incontrolável, inexplicável, maior que a gente,
Que nem temos a certeza se de fato sabemos dar e receber...

Inserida por aldergan_pacifico

⁠Navego nas águas profundas do saber porque me recuso a ficar no tempo e no espaço.
Portanto, escolho evoluir a cada dia para me tornar a melhor versão de mim mesmo

Inserida por Delvinosalomone

Tu vive ou sobrevive?
Tu reclama ou faz diferença?
Fala mal da religião ou procura saber da crença?
Tu é pedra de tropeço ou é um agente de sonhos?
Muda pra ser aceito ou é excluído pela tua essência?
Ensina por parábolas ou ensina por reticências?
Quando tá é só mais um ou sem estar marca presença?

Inserida por pregadoor

⁠Adoro nossas conversas profundas, me abrir com você e saber que está ali, sempre ouvindo. Adoro sua forma espontânea de ser, sua risada esquisita e os cachinhos balançando. Adoro como você é fofo. Como faz coisas que gosto e sorri quando dou pulinhos de felicidade em agradecimento.
Adoro o jeito como respeita os limites que impus, sem questionar, sem insistir. Talvez, em uma realidade paralela — um mundo onde nossos costumes, valores e desejos coincidissem —talvez ali fosse possível. Outra época, outra vida.
Pena que nunca aconteceu. Quem dera se acontecesse.
Adoro sua alma, sua energia, sua luz. Amo você. Mas amor não se resume a tudo. Pena que não somos almas gêmeas romanticamente falando.
Mas, para mim, sua amizade basta.

Inserida por Riber

Só sabemos oque sabemos, por não perceber outra fórmula ou modos operandi oque de fato saber e se devemos saber!
Entende?
Não?
Nem eu…

Inserida por dalainilton

⁠Matemática e a estatística (ciência de dados)
Um olhar desprevenido para a simplicidade do saber
A matemática e a estatística são como mapas bem desenhados: quando temos as direções corretas, o caminho se torna claro e intuitivo. O que muitas vezes assusta não está na complexidade dos números, mas na falta de quem os apresente com a devida clareza. O medo nasce da cegueira de quem ensina sem preparar o olhar do aluno para enxergar os padrões, a lógica e a beleza que permeiam cada fórmula e cada dado. Com explicações bem construídas e exemplos próximos da realidade, a matemática e a estatística se revelam tão naturais quanto a própria vida, porque, no fundo, elas nada mais são do que a tradução dos fenômenos que nos cercam.

Inserida por MariadaPenhaBoina

⁠O poema que saiu andando.

Filho,
te inventei sem saber verbo.
Foste broto em meu osso.
Um punhado de manhãs dentro da minha carne.

Tu me viste antes de eu saber que existia.
Sabes dos meus escondidos,
dos meus becos sem luz,
dos passarinhos mortos dentro do meu silêncio.

Teu choro me abriu fendas.
Teu riso me pintou paredes.
Meu corpo virou pássaro sem asas pra te esperar.
Minha alma virou ninho sem entender voo.

Agora andas vestido de chão próprio.
Teu nome não me cabe mais nos dentes.
És árvore que me espiou por dentro,
raiz que virou rio.

Maior que eu. Melhor que eu.
A minha coisa mais bonita.
O poema que saiu andando,
descalço de mim.

Inserida por Epifaniasurbanas