Poesia sobre poesia
Quando a gente quer
viver o Ano Novo,
ele também nos deseja,
Ano Novo não é apenas
sobre avançar uma casa
na contagem do tempo
ou depender de cumprimentos
para que ele aconteça;
Ano Novo é viver com paz
na mente e no coração
a todo o momento,
É a opção confiante
de viver sem validação
de forma que nem mesmo
o tempo pode deter
o teu desejo pleno de viver
com tudo aquilo que nasceste
capaz de fazer caminhar
definitivamente sem olhar para trás.
Para eu me convencer sobre qualquer fato mais crítico que ocorre no exterior busco uma combinação de fontes de informações: no topo estão as diplomacias, a grande imprensa internacional, a imprensa do país que está passando pelo problema, as universidades, as organizações não-governamentais/humanitárias mais conhecidas, e não as múltiplas fontes de informações e memes que sensivelmente tentam empurrar conteúdo de forma editadinha com viés ideológico.
Por reconhecer que não sou inteligentíssima, gosto de saber as coisas bem explicadas.
Com os meus olhos
cosmonautas fui buscar
na Lua Crescente
sobre o Médio Vale do Itajaí
a tranquilidade que sinto
por ser visitada por ela aqui.
Minha Cidade de Rodeio
de todas e muitas luas
com o seu esplendor
inspira o meu poético andor.
Dormir, acordar e viver
em paz é algo caro
que nos dias de hoje
muitos já não têm mais
condições de desfrutar,
e no nosso lugar cabe cada
um de nós pela paz zelar.
Porque há outros pelo mundo
afora que não tem nem
noção de que a guerra
pode estar a se aproximar.
A aurora vespertina
quando tinge o rebanho
das ovelhas de algodão-doce
sobre a amada Rodeio
e o nosso Pico do Montanhão
oferece um momento
de encher os olhos e o coração
muito além deste tempo
que ninguém mais presta atenção.
A Lua da ancestralidade
indígena e imigrante
sobre o Médio Vale do Itajaí
ora Lua de Sangue e tantas
outras luas que ainda não vi
ilumina a minha bonita
Rodeio e nos alegra por aqui.
A História da Ilha das Vinhas
fala sobre o essencial daquilo
que deveríamos conservar
para a vida se perpetuar.
Ela era uma ilha que era boa
para pescar e tinha quem
nela conseguia videiras plantar,
e hoje não se consegue continuar.
O quê é de vida deveria ser
de acordo comum para ir
para frente e sempre caminhar.
Espero que algum dia não seja
preciso nem mais poesia
para a importância de assim lembrar.
Luar Crescente sobre
o Médio Vale do Itajaí
é o luar ancestral
de quem cruzou
o Oceano Atlântico
para construir Pátria,
E de quem tem
raízes fincadas aqui,
É luar sobre Rodeio
abraçada pelo Pico do Montanhão,
e também de cada derradeiro
poema a cada nova inspiração.
A minha Lua Minguante Gibosa
sobre o Médio Vale do Itajaí
aqui em Rodeio é a mesma Lua
dos desprotegidos deste mundo.
Os abraços do verde deste vale
ainda me dão o privilégio de ter
a liberdade para ter os olhos
voltados para a serenidade.
Para a que a glória da vida
e do amor profundo encontrem
o quê dizem ser só poesia.
Quero crer que a palavra
abrem caminhos e baixam armas
e desfazem todas as guardas.
Os astros dançam
sobre a Baía de Babitonga,
De embalar a sua imagem
já perdi a minha conta.
O meu endereço austral
está escrito neste Hemisfério,
E no coração o poderoso
e mais sagrado mistério.
As correntes conduzem
para a Ilha de Mandijituba
sob esta fase da Lua oculta.
Tenho todos os mais
altos sinais de pertença:
amar esta terra é a sentença.
Bela Lua Crescente no céu
azul gloriosamente se revela
sobre o Médio Vale do Itajaí
em tempos de resgatar a Terra.
Da nossa Pátria Brasileira
será das festas juninas
a tal noiva caipira festeira
e testemunha das juras de amor.
O Pinhão já está na panela,
o coração segue poeta
sob as luzes de Rodeio e dela.
Lua tão sublime Lua
que sempre inspira e continua
as raízes da minha cultura.
Quando o entardecer desce
sobre o Pico do Montanhão
com a sua nave madrepérola,
Presenteia o nosso coração
com paz e serenidade poética;
Trazendo assim inspiração
na nossa Cidade de Rodeio
em pleno Médio Vale do Itajaí
com as vibrações de junho no peito.
Os apelos de um tempo desafiam
os olhares a não perder o encanto,
os nossos corações do tamanho
do mundo devem sempre atentos,
porque neste tesouro nós vivemos.
(Com alma e o coração gratos
voltados para o céu do Hemisfério,
e os nossos pés nesta Terra
abençoada do Sul do nosso Brasil).
Corpus Christi de céu
de suspense com garoa
caindo sobre o nosso
Pico do Montanhão,
O meu coração também
cria tapetes por onde
a poesia faz procissão.
As badaladas do sino
da Igreja Matriz São Francisco
nos põem inspiração,
O quê torna tudo mais bonito
mesmo é a dedicação
de quem apesar do tempo
não abandona a devoção.
(Mãos de Rodeio que
agradecem a Eucaristia
mantendo a tradição viva).
Não permitir que nada
e nem ninguém tenha
poder sobre ti em nome
da sua própria existência,
aconteça o quê aconteça.
Seja indestrutível e floresça
sempre por dentro,
enquanto a Sibipuruna
floresce determinada lá fora
e não marca no relógio a hora.
Não desista por nada nem ninguém
em nome do amor de quem te adora,
e se não houver ninguém,
que venha ser por você mesmo,
porque é o quê para ti desejo.
Além de agosto que se cumpra
com tudo o quê há de mais afetuoso,
e que o caminho grandioso
se abra e permita serenamente
o seu florescer maravilhoso.
Quando fores pelo caminho
e perceber que faltam flores,
não espere e nem pense duas vezes:
seja você mesmo a sua primavera
que nem mesmo aplauso espera.
A tua paixão macia
põe sobre a minha
uma ânsia amorosa
a cada inspiração
nova que provoca.
Ao derredor da Lua
e em pleno rebento
tal qual Saturno,
o teu paciente amor
tem me alfabetizado.
A expectativa tem
decorado envelopes
a espera de enviar
o amor declarado
para que seja notado.
Por onde a notícia
do meu amor passar
que ouse a encorajar
a multidão distraída
que no amor não acredita.
Após Júpiter e Saturno
de nós se despedirem,
o céu dourado da tarde
desceu sobre o país,
e tenho cantado baixinho
para tentar ser mais feliz.
Sob este mesmo céu
juro esperar sempre
pelo teu amor que há
de nos encontrar além
da terra, do mar e do ar,
Porque adentro de ti
é o meu cativo lugar.
Ideais como perseidas
não param de circular,
Marte e Mercúrio darão
voltas até a conjunção,
e no mesmo lugar estão:
o senso e a Humanidade.
Nos braços dos ventos
que levem longe daqui,
segura ao derredor de ti,
e para viver do fragante
amor feito de gerbera,
Tenho vivido arquitetando
a beleza desta espera.
Desta existência austral,
História no canto dos trilhos
e luar místico se equilibrando
ouvindo o som do qarmon
distante tocando na estação
atemporal do teu coração.
Só não vê quem não quer
que a lei do mais forte
sempre acaba pesando sobre
quem tem a boa fé de crer
na liberdade de se entregar
de corpo, alma e coração.
Em vez de condenar planos
de poder por covardia,
eles optam em calar vozes
como a do General que foi
preso numa reunião pacífica
e que espera sem êxito até
hoje por liberdade e justiça.
Só não vê quem não quer:
a jogatina geopolítica
jamais reconhecida
que pisoteia toda a gente,
e a roda da vida que vem
se suportando porque
quase nada está evoluindo.
Eles fingem que não
veem tal problemática
porque para eles
anda sendo conveniente,
O quê menos importa
é a dor da tropa
que também é gente.
Eles optam por gosto
com quem é conivente
com a dor famigerada
da espera gota a gota
do diálogo da rodada
em pleno México,
porém se esquecem
que Deus está vendo....
Desde o dia treze de março
do ano de dois mil e dezoito,
tenho escrito um poemário
sobre a História de um General
preso injustamente no meio
de uma reunião pacífica,
(Não me esqueço jamais da tropa vítima
de igual injustiça
e cito fatos da América Latina).
Cada verso que vem se
construindo pelos fatos
é de minha inequívoca
e total responsabilidade;
De olhar erguido assumo
porque sei que ainda há
vestígios vivos de crueldade.
Depois de mais de três anos
sem audiência preliminar,
Dos seis crimes que o General
foi injustamente acusado,
(Persiste o ar pesado
da semana passada);
Porque uma severa e falsa acusação
de instigação a rebelião militar
nela ainda persistem e insistem
abusivamente em aprisionar o General,
Sou poeta e não posso me calar;
escrevo para a História não se apagar
e para que não tentem a recontar.
Uma grande sucessão
de absurdos trágicos
vem despencando
sobre o nosso continente:
A noite está escura,
e a vida não anda fácil.
Como quem constrói
insistente uma ponte
_ou ao menos tenta:
Escrevi um poemário,
que ainda
não está terminado.
Recordo que faz
um ano do golpe
nefasto e maldito
do dia 30 de Abril,...
Tão indigesto como
uma refeição ruim
feita de bananas verdes,
A prisão dos tais
mentores ninguém
sabe e ninguém viu,
quantas pessoas mataram
há tempos atrás
direta e indiretamente,...
Do dinheiro povo
fizeram asas,
com elas voaram,
contas não prestaram,
uma Nação
toda bloquearam,
e o tempo pela
janela arremessaram,
Só sei que o tempo não
volta depois de arremessado;
Os presos civis e militares
estão pagando caro,
e pela consciência
continuam aprisionados,...
E o General preso injustamente
desde o dia 13 de março
do ano de dois mil e dezoito,
e eu fazendo uso desautorizado
e poético do nome dele,
pedindo para que ele e tantos
sejam pela justiça escutados e libertados.
Durante a madrugada
me sentei ao lado
do poeta da revolução
que versejava sobre
o tempo que intrépido
dilui as memórias,
o quê as estações
fazem com as histórias
e os passos em repetição
pelo ciclo da História,
Temo que daqui adiante
sejam esquecidos
a tropa e o bom General;
Intimismo caudal
aguardando o amanhecer
que dissolve o insolúvel,
afasta as tempestades
e reúne velhos amigos,...
No afã de o quanto antes
juntos esclareçam tudo,
contornem os pensamentos
não digeridos e ajudem
tantos corações que
no caminho foram feridos.
Não se fala em outro assunto:
é sobre os quadrantes de paz,
não acho o fim do mundo.
Reconhecem sem admitir:
que na História lá no fundo,
que o General tem razão.
Não trocaram o nome,
sinal de alguma virtude,
não vejo nenhum mal.
Só não entendo como
insistem em manter
preso o General.
Há poucos dias
de completar
dois anos de injusta
prisão falam
em defender a democracia,
mas prenderam o General
por pensar diferente
no meio de uma
reunião pacífica.
