Poesia sobre poesia

Cerca de 23814 poesia poesia Poesia sobre

Luminescência atraente
sobre curvas hipnóticas,
Suspiro simplesmente
ao querer o flamejante
e o beijo de romance.

Tua pele tem luz própria
e convida ao opulento,
O teu olhar irrepreensível
seduz-me irrefreável,
O teu toque magnético
encontra bem fácil
o ponto de contato
e põe tudo incontrolável.

Teu lábios convidativos
nos colocam festivos,
do jeito que só você sabe,
Como se colhe em tempo
sutilezas e as melhores
Cerejas do Rio Grande.

Passando a mão sobre
o Capim-Curu enquanto
caminha com a história
de volúpia cresce sozinha,
Dentro do meu coração
e do pensamento
se entrelaçam as intenções
de seda e fortes emoções
feitas da fibra de Sisal.


Do pé colho amoras
maduras e na mente
elaboro o paraíso particular
com rota e sem nenhum pejo,
Acendo o fogo interno
do candeeiro para que nada
apague o amor eterno.


Apontar em silêncio
para as curvas vertiginosas
para você se aventurar
sempre uma nova viagem
em mim encontrar,
De ti colher os suspiros
mais delirantes frutados,
enrodilhar os nossos
desejos apaixonados.


Com beijos alucinados
vestir a tua pele de mimos,
Trazer o mais do opulento
êxtase para enfeitar
a suamesa e plantar em ti
o seu olhar sedutor,
para que nos primeiros
toques eletrizantes
de lábios provocantes
capture o sentido do amor.

Nada de mim em ti, é evanescente;
incipiente se renova e permanece,
com velatura de seda sobre a sua
pele com nímio certeiro nos impele
a nos colocar nas mãos do destino.


Perscrutar o teu mistério quase
místico é algo como mansa ave
e o meu roçar suave passeiam
com graça tangencial no seu brio,
flertando sibilante e visceralmente.


Doce é a ambição pela tua turgidez
de alta voltagem e do teu mais
terno amplexo que têm fortemente
se preparado - e a cada novo
eflorescimento tem se encaixado.


Não quero esconder que te quero
bem colado com beijos de Cambuí,
indecoroso, atrevido e abusado,
porque lado a lado sinto que os teus
planos são de amor e fogo apaixonado.

Lanço-me entre as auroras
sobre a Mata Atlântica,
no Médio Vale do Itajaí,
onde em Santa Catarina
por aqui o Aracuã-escamoso
se alimenta e se abriga.


Porque toda absoluta
a Araraúva restauradora
amorosa da terra e da vida
com raízes e suas cascas
é que a inspiração se alia,
e das pancadas da vida cura.


Sempre que o mundo vier
conflitar sem permissão,
em mim a brandura perdura,
faz moradia com formosura
para manter a distância segura.


De toda a rudeza e da secura,
para não perder nenhum pouco
a esperança, a sutileza e a ternura,
enlevo-me ao encontro deste vale
que põe o meu coração na altura
para o que é sagrado se preserve.

Memória da flor do Jacarandá


A flor do Jacarandá
cai sobre a memória,
A existência se desfia
e as estações desafia
a trama da História,
porque crê na vitória.


Com toda a sutileza
para que você venha
ser a minha a glória,
a refinada paciência,
e busco por excelência.


O teu poder absoluto
desejo ter para sentir
a poesia da travessia,
eleita para o jogo alto:
a escolha da tua vida.

Disparei as fotos pela
janela da memória,
Desci para verificar e pisar
sobre o que restou da péssima História.


Recorrerei ao descarte
sempre que for necessário,
Para proteger o sonho e não permitir
ter um coração desiludido.


A rua em que me encontro não é meu destino.

Nova Trento


Há muito o que contar
sobre a terra que levou
os trentinos cruzarem
o Oceano Atlântico,
Em meio ao magnânimo
Vale do Rio Tijucas,
Lindamente cravejado
pelo verde da nossa
amorosa Mata Atlântica,
da bela Santa Catarina,
total, austral e romântica.


O voto de amor foi feito
para com a terra que
tudo deu e tudo nos dá,
entre o Sol das lutas
e sob a sombra da Indaiá.


E assim se ergueu uma
cidade em meio à Natureza,
vinícolas e espiritualidade;
onde a beleza abunda,
reina a paz e a serenidade.


Com honra e luta o povo
veio, viveu e venceu,
Em Nova Trento se recorda
a memória ancestral,
Desde a Dália plantada
e o pedido em casamento
feito para a sua amada.


A gente segue em frente
pedindo sempre com toda
a devoção a intercessão
da abençoada Santa Paulina,
para que nada nos falte,
E seja para nós o farol
que a todos ilumina;
Com ela além de pedir,
agradecemos a Deus todo dia.

Calar sobre o que é injusto
mesmo não sendo
na prática o outro lado,
pode vir no futuro custar
um preço muito caro,
e por cumplicidade passiva
se tornar a real condenação.


Quando se cala o justo
se cala um aliado
para caminhar lado a lado,
quando for se deparar
com o que for tumultuado.


Vivo sob a Canela-guaicá,
não permito calar nem sobre
tudo aquilo que não gosto;
pois não existe conforto
quando se habita no injusto,
e por mais desconfortável
que seja a verdade rendo culto.


Onde há dor do povo, do meu jeito
abraço e continuo falando
para que a injustiça e a indiferença
no nosso meio não enraízem.
Deixo falar o que falarem,
mas ao aceleracionismo dou
minha jura de agulha no palheiro:
para que o êxito não alcancem,
porque não há mundo derradeiro.

Lua Crescente confidente
sobre a Mata Atlântica
do Médio Vale do Itajaí,
Nesta Rodeio romântica,
com as cores das luzes
e toda a inspiração
entrego poemas de amor,
mesmo sem você pedir:
Para quem sabe um dia
vir a fazer você sorrir.


(Quero ser o destino
para onde elegeu seguir).

Do individual para o coletivo sobre o feminicídio:
está na hora de parar de depositar a direção das nossas vidas nas orientações que a classe política incute, dá para evoluir se a gente quiser resgatar a vida do povo. Ninguém deve depender de direção política para ser pacífico e ter uma boa convivência. Basta que sejamos bons uns com os outros. Orientar as pessoas a não entrarem em choque por qualquer coisa, não interferir nas vidas dos casais e não fazerem ironias quando qualquer dissabor vir a acontecer na vida de quem quer que seja. Se a sociedade daqui ou de qualquer lugar do mundo realizar desses pequenos passos a violência de forma geral irá abaixar expressivamente

Não declamo poemas.
Escrevo sobre a Amazônia,
e é ela quem me declama.


Não declamo poemas.
Escrevo sobre o Cerrado,
e é ele quem me declama.


Não declamo poemas.
Escrevo sobre Caatinga,
e é ela quem me declama.


Não declamo poemas.
Escrevo sobre a Mata Atlântica,
e é ela quem me declama.


Não declamo poemas.
Escrevo sobre o Pantanal,
e é ele quem me declama.


Não declamo poemas.
Escrevo sobre o Pampa,
e é ele quem me declama.


Não escrevo sobre o amor,
Escrevo sobre a tua existência
que é chama e me incendeia.

Ter a doce, livre e leve posse sobre ti,
E o meu dedo indicador pousar
nos lábios mais lindos que já vi,
no afã intenso de angariar,
Após o beijo, a pausa amorosa.


Para o teu fino aroma respirar...
E em toques leves, em paz divina,
Curar qualquer dor que porventura apareça,
Sendo a tua envolvente endorfina
com o maior orgulho e toda a delícia.


Assim nos colocar em movimento
e rir quando o tempo não colaborar
ou mesmo até se estiver fechado,
Para o voto de amar não ceder
ao padecimento e ao esvaziamento.


Florir em tempo de julho invernal
com convicção guaçatunga,
ser existencialmente toda tua,
a cada sinal teu, que se inaugura,
compartilhar a mais alta ternura.

Caiam sobre nós as pétalas
da chuva-de-ouro nativa,
Não podemos negar
que do pensamento um
do outro a gente habita,
Nós temos o tom certo
que afina o coração um
do outro do jeito que ninguém
nesta terra sequer imagina,
Estamos certos que não
tem nada a ver com fantasia.


Não há jogo da conquista,
porque o mundo é nosso!
Tudo em nós nos alinha
com grandeza magnífica.


Estão reservados o seu ser,
o seu querer e a vontade
que sussurrada irá dizer
"Que o seu equilíbrio magnífico
está em vir a me pertencer";
Eu sei que sou com todas
as grandezas a sua mulher.


Não é preciso o inverno cessar,
porque sabemos o que queremos,
Sem subterfúgios e sem adereços,
só pertencemos a nós mesmos.

Pétalas do Maquilishuat,
com magia e esplendor,
caindo sobre o amor.
Inevitável envolvimento
e doce encantamento,
inelutáveis do coração.


Tua ginga de Rio Lempa
rompe qualquer dilema.
És o meu bonito par,
sob medida para dançar
o Xuc até o sol raiar,
com a delícia de amar.


Somos as linhas previstas
por Roque Dalton:
a continuação, a celebração
e a inelutável sedução.
Crescemos almas ardentes
no crisol da rebelião.


O charme da minha saia
capturou a tua atração.
Diante de tal rendição,
entreguei-me à perdição.
A tua existência tem sido
motivo da minha devoção.

Céu vestido de seda cinza
sobre uma praça pública
em algum lugar esquecida,
Esplendem árvores nativas,
militantes silenciosas da vida
acenando a poesia dos dias.

A Via Láctea dança o Kwadril,
refletida sobre o Rio Roseau,
e a gente também, de um jeito
que Santa Lúcia jamais viu.


A ventania acaricia a Calabash
e a frondosa Mahot Cochon,
e você, com este olhar, me traz
de um jeito delicioso e bom.


Quero conversar com você
depois que a festa terminar,
e ajustar o tom feito para amar.


Estou o tempo todo a embalar,
e tenho certeza que você também;
algo entre nós está a começar.

Dica do dia: A contenção semântica tem objetivo de moldar a percepção alheia sobre a sua presença pública no digital.


A maneira de fazer com que ela não altere a percepção do algoritmo é não alimentando o conflito para que ele apenas interprete como dado.

Cai a tempestade sobre Rodeio,
no Médio Vale do Itajaí.
À sua maneira e próprio jeito,
tem a sua própria lógica
que reorienta o pensamento,
a rota e o nosso sentimento,
para lidar com o que importa,
entre disparos de avisos.


Que digam que a realidade
esteja insustentável!
Prefiro lidar gentilmente
com a mudança do olhar,
porque é o que posso
de fato governar,
para melhor preparar,
não vir a me perder
e o que quero encontrar.


Cai a tempestade sobre Rodeio,
trazendo a sua música orquestral
e o seu perfume de petricor.
Tudo o que vem do céu
sempre acolho com o meu melhor,
porque não quero perder
jamais o encantamento,
e desejo viver com muito amor.

É algo próprio que tem
pela parte de dentro,
como areia da ampulheta
caindo no tempo.
É sobre a Rússia e a Ucrânia
que estou falando,
e não por capricho ou like.
Só quem carrega a imersão
na herança é quem sabe.


Não tens ideia da bagunça
que fica na cabeça
de quem tem duas de suas
partes tão queridas:
uma matando sem parar
a outra em dias e dias.


Ambas as partes são alvos
do grande teatro de vampiros
que, por decreto amaldiçoado,
pode parar todo o hemisfério.
O nome do Lago Ontário
mudou para Lago América,
e quer também o nome
do Estreito de Ormuz modificado.


Sempre quando sair do eixo,
tem paciência comigo;
é porque muito estou sentindo.
Quem carrega memórias
de guerras sobrevividas
pela própria família sente algo próximo,
como também tivesse vivido.

Sejamos gentis e compassivos para lidar com o entendimento alheio sobre os assuntos que tenhamos alguns pontos de vistas diferentes.


Não nos deixemos levar por arrogância e impulso. Sejamos cooperadores do diálogo amplo em tempos de redes sociais.