Poesias que falam de Olhos
Não confesso o que meus olhos mostram,
Confesso o que minha fé declara:
Que o meu Deus é fiel em toda promessa,
E mesmo em silêncio, Ele nunca falha.
Eu digo: “Sou forte!”, quando me sinto fraca,
Pois o Senhor é quem me sustenta na caminhada.
Eu digo: “Vai dar certo!”, mesmo sem direção,
Pois sei que Ele guia meu coração.
Fé não é emoção passageira,
É decisão diária, inteira.
É escolher crer quando tudo desaba,
E manter acesa a esperança que nunca acaba.
Mãos que curam sem fazer alarde,
Olhos que enxergam além da dor,
São vasos tão cheios de graça,
Que transbordam o amor do Senhor.
São cartas vivas do céu,
Testemunhas do cuidado divino,
E enquanto houver um suspiro nelas,
Ainda haverá milagre e destino.
Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe; e no teu livro foram escritos todos os meus dias,
quando nenhum deles havia ainda.”
“Deus já sabia que Davi seria rei antes mesmo de nascer, porque todos os dias da nossa vida estão escritos no Seu livro.” (Salmo 139:16)
Quem julga pela aparência, revela a própria cegueira.
Porque olhos carnais nunca discernem coisas espirituais.
Podem ver o rosto, mas não o propósito.
Podem medir a roupa, mas não o coração.
“Senhor, ensina-me a ver como Tu vês.
Livra-me da cegueira dos olhos críticos
e dá-me o olhar do amor que enxerga o invisível.
Que em mim, Tua sabedoria fale mais alto que qualquer aparência.”
Às vezes a gente sonha pequeno porque vê com olhos humanos, cansados, feridos…
Mas Deus sonha a partir do céu. Ele vê o fim desde o começo. Ele não limita o que Ele chama.
Quando Deus sonha sobre você, Ele não sonha só com o agora,
sonha com o propósito, com a eternidade, com frutos que ainda nem nasceram.
miriamleal
A espera pode adoecer o corpo, entristecer a alma e até cegar os olhos para aquilo que Deus ainda está fazendo.
A esperança adiada faz adoecer o coração, mas o desejo cumprido é árvore de vida. miriamleal
O teu sorriso traz contigo
Todo encanto que sempre recusei ver,
E nos teus olhos acho o abrigo
Que meu peito custou a entender.
Os teus cabelos longos escondem
Os mistérios que eu custava a decifrar,
São fios de vento que respondem
Onde a alma deseja pousar.
Se antes eu cego passava,
Pelo que a vida oferece de bom,
O teu passo mudou minha estrada,
E o meu silêncio encontrou o teu tom.
Os olhos fingem aurora,
mas por dentro é sempre outono.
Há folhas caindo em silêncio,
lembranças que o tempo não consola.
Olhos da Ingratidão
Há olhares que veem o mundo, mas não reconhecem o valor do que recebem. Os olhos da ingratidão são aqueles que atravessam gestos de bondade sem perceber sua profundidade. Eles observam, mas não compreendem; recebem, mas não recordam.
A ingratidão nasce quando a memória do benefício se enfraquece diante do orgulho ou da indiferença. Quem olha com esses olhos passa pela vida como se tudo fosse lhe devido, como se a generosidade alheia fosse apenas parte natural do caminho.
Filosoficamente, a ingratidão revela uma falha na consciência do vínculo humano. Toda ajuda cria uma pequena ponte entre duas existências. Quando essa ponte não é reconhecida, não é apenas a gratidão que desaparece — também se perde a percepção de que ninguém caminha sozinho.
Assim, os olhos da ingratidão não são cegos para o mundo, mas são cegos para a dádiva. E quem não aprende a enxergar o bem que recebeu corre o risco de viver cercado de pessoas, mas distante do verdadeiro sentido da reciprocidade.
Seu beijo
Feche os olhos,
pense nisto:
nossa vida se cruzou por um átimo.
Se descruzou por outro átimo...
Seu nome na areia a água do mar apagou.
Seu perfume rapidamente no ar se evaporou...
Suas palavras um clique deletou.
Seu beijo minha boca nunca tocou.
O nosso amor nunca se concretizou.
Sua imagem à minha mente voltar se recusou...
Abra os olhos....
Diga-me quem pode impedir isto?
A dor que em mim ficou...
A saudade que bate à porta...
O futuro incerto à minha frente...
A alma triste que se acamou: está tão doente.
Em suas próprias artes se perdeu e, no escuro da dúvida permaneceu.
Os olhos antes fechados, agora abertos pela sabedoria do tempo, vislumbraram o colorido da luz da verdade ressurgida em seu peito.
Em busca de perdão, anseia sanar cada traço imperfeito, cada cicatriz mau curada, cada antiga aflição.
Cada mal decisão, é uma mancha imperfeita no quadro, narrando uma história desbotada, que pouco a pouco, ficou no passado.
No coração um amor profundo, no peito, um desejo a pulsar, o desejo de reconciliar-se.
Assim, ele compreendeu: o futuro é arte, uma tela em branco, esperando ser pintado, onde cada pincelada é uma escolha, uma oportunidade de renovar a esperança.
Onde antes as emoções eram escuro abstrato, agora se delineia e clarea com luz e cores vibrantes, o retrato da reconciliação com o seu próprio coração.
Meus olhos cevam-se
enquanto devoro palavras.
Ler é nutrir a alma
faminta de sentido
num mundo que a esquece
à míngua.
✍©️@MiriamDaCosta
PRINCESINHA.
Você trouxe no seu sorriso, a alegria do meu amanhecer.
O brilho dos seus olhos, me dá a esperança de viver.
Sentir seu corpo junto ao meu é como se fossemos uma única só pessoa.
Você faz meu coração ficar acelerado ao te ver.
Meu sorriso já não é mais o mesmo, hoje me sinto bem ao seu lado.
Meus pensamentos estão todos voltados em você, minha princesinha, minha menina.
Te sinto junto, mesmo na ausência.
Quero você ao meu lado para sempre.
Minha menina, minha princesinha e minha mulher.
Princesinha, você faz parte da minha vida.
Oh! Oceano Atlântico!
Que feitiço é esse
que me invade por dentro
quando fecho os olhos
e respiro as Vossas ondas
como se fossem pulmões antigos
que já foram meus?
Há uma saudade líquida
escorrendo nas minhas veias,
um eflúvio salgado
de tudo o que fui
antes de ser corpo.
Oh! Oceano Atlântico!
E quando abro os olhos,
não sou eu quem vê,
é o mar que transborda
em mim.
Minha boca verte maresia,
meus versos nascem úmidos,
e há uma serenidade funda, abissal,
que me acalma como quem reconhece
o próprio berço.
Eu sei,
Vós sabeis,
não há distância entre nós,
a minha alma
não apenas é bordada,
ela é tecida, encharcada,
entalhada
com o Vosso sal.
✍©️@MiriamDaCosta
Nem tudo o que parece certo aos nossos olhos realmente é bom para a nossa alma.
Às vezes, aquilo que traz prazer imediato pode deixar feridas profundas. Nem tudo o que desejamos merece ser conquistado, nem toda porta aberta foi Deus quem abriu, e nem todo caminho aparentemente fácil nos conduz para o lugar certo.
O coração pode se encantar com aquilo que os olhos veem, mas a Palavra de Deus nos ensina a discernir além das aparências.
“Há caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são caminhos de morte.”
Provérbios 14:12
Por isso, antes de buscar aquilo que parece bom, pergunte a Deus se aquilo realmente vem dEle.
Que o nosso maior desejo não seja satisfazer a carne, mas agradar ao Pai. Porque algumas coisas parecem doces no início, mas podem se transformar em amargas feridas.
Nem tudo o que parece certo é certo. Nem tudo o que parece prazeroso traz vida. E nem toda perda é prejuízo.
Às vezes, Deus permite que algo saia das nossas mãos porque sabe que aquilo estava prestes a ferir o nosso coração.
Escolha aquilo que permanece, aquilo que edifica e aquilo que conduz a Deus.
Calíope, existe algo em você que vai além da beleza que os olhos conseguem enxergar. É como se a sua presença trouxesse calma para pensamentos que sempre estiveram perdidos e desse palavras para sentimentos que eu nunca soube explicar. Você tem esse jeito raro de transformar momentos simples em algo que permanece, como uma lembrança boa que a gente não sabe de onde veio, mas sente que sempre esteve ali. Talvez algumas pessoas não entrem em nossa vida apenas para passar, mas para deixar uma marca silenciosa que o tempo, por mais cruel que seja, não consegue apagar.
Talvez Caliope, seja você !
Alguém que eu ainda não encontrei ... Ou um devaneio dos meus pensamentos.
Sorrisos de Vidro
Menina de cabelos cacheados,
carregava nos olhos
a luz que toda infância merece.
Mas quem deveria protegê-la
foi quem lhe roubou os dias,
transformando abraços em medo
e o silêncio em prisão.
Dos primeiros anos
até os doze,
ela aprendeu a sobreviver,
não a viver.
Cresceu.
Vestiu sorrisos,
escondeu cicatrizes
e fez do próprio coração
uma fortaleza sem janelas.
Agora seduz,
abandona
e parte corações,
como se cada homem ferido
pudesse pagar
pela dor de um único monstro.
Mas nenhuma lágrima alheia
devolve uma infância roubada.
E quando a noite cala o mundo,
ela encara o espelho
e encontra a mesma menina
de cabelos cacheados,
ainda esperando
que alguém a salve
do passado que nunca foi embora.
Seus sorrisos são de vidro:
brilham para quem olha,
mas por dentro
estão quebrados,
e cada pedaço
ainda sangra,
Sangra na sua
Própria Loucura.
Amor Latente
Houve um amor tão imenso
que fez do meu peito um santuário
e dos meus olhos, devotos cegos da tua luz.
Amei-te com a força que antecede a criação,
com a fé insensata de quem acredita
que um único abraço pode ressuscitar a alma.
Entreguei-te tudo.
Até aquilo que eu jamais soube nomear.
Mas a verdade não anuncia sua chegada.
Ela rompe o silêncio como uma lâmina,
e o primeiro golpe sempre é nos olhos.
Quando enfim despertei,
o paraíso que eu jurava habitar
não passava de um templo erguido sobre ilusões.
Toquei tuas lembranças
e elas se desfizeram como cinzas entre meus dedos.
Então compreendi:
o amor e o ódio jamais foram inimigos.
São a mesma chama
condenada a mudar de cor.
O amor que um dia me deu fôlego,
que devolveu vida ao que havia morrido em mim,
foi o mesmo que, ao revelar seu verdadeiro rosto,
ensinou meu coração a sangrar sem morrer.
Hoje carrego apenas o silêncio.
Porque não existe escuridão mais cruel
do que a luz que revela
que todo o infinito vivido por dois
existiu apenas dentro de um.
Kokushibo
Autor: James Richard Ferreira Pantoja
Pseudônimo: KANGAL
Seis olhos alcançam a noite sem piedade,
Um samurai perdido entre honra e ambição;
Carrega séculos gravados na própria lâmina,
Enquanto a lua testemunha sua maldição,
E o medo se curva diante de sua presença.
Abandonou a luz para vencer o próprio destino,
Trocou a mortalidade por um poder sem fim;
Mas, quanto mais buscava superar o impossível,
Mais distante ficava do homem que existia dentro de si,
Pois nenhuma vitória silencia o vazio de uma decisão errada.
Kokushibo caminha onde a esperança perece,
Sua espada dança como a Respiração da Lua em um eclipse sombrio;
É força, orgulho, tragédia e eternidade,
Um guerreiro que venceu a morte, mas perdeu a paz,
Condenado a lutar contra aquilo que um dia foi,
Condenado a enfrentar aquilo que um dia mais odiou...
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